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    <title>karlakatavalverde</title>
    <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br</link>
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    <item>
      <title>Cataguases na história e na Literatura</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/cataguases-na-historia-e-na-literatura</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Breve relato histórico-cultural
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em 1828, o francês
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Guido Tomás Marlière
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           – nomeado Coronel Comandante das Divisões Militares do Rio Doce, Inspetor Geral das estradas e encarregado da civilização e catequese dos Índios pelo Imperador D. Pedro I – chegou ao Porto dos Diamantes (que viria a se chamar Cataguases), às margens do Rio Pomba, local onde estava sediada a 3ª Divisão Militar.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Na ocasião, um dos habitantes da região, o Sargento de Ordenanças Henrique José de Azevedo, doou boa extensão de terras à Província de Minas Gerais e, junto com Marlière, demarcou o território da povoação de “Meia Pataca” – denominação de um córrego afluente do Rio Pomba – que substituiu o antigo Porto dos Diamantes.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A produção de Ouro em Minas, que começara a decair em finais do século XVIII, chegava à exaustão, e o governo, que já rompera “a interdição da floresta atlântica”, a partir de 1814, viu os primeiros deslocamentos humanos partirem para a Zona da Mata.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Somente em 1842, vindo de Lagoa Dourada, chegou à região para se estabelecer o fazendeiro Joaquim Vieira da Silva Pinto, conhecido mais tarde como
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Major Vieira
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            . Fixou-se no distrito do Glória, com sua família, em que os principais eram os
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Vieira-Resende
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            e os
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Dutra-Nicácio
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           .
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ocorreu intenso progresso ao seu redor e sob sua orientação, especialmente pelas plantações de café, que atraíram outros sitiantes e fazendeiros em busca do “novo Eldorado – a Zona da Mata”.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            À sombra do
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Major Vieira,
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            seu filho Jose Vieira de Resende e Silva, mais tarde
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Coronel Vieira
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            se distinguiu, mas já se tratava de um homem formado em Humanidades. Fez carreira política e ajudou a criar dentro do clã uma linha notável de bacharéis de direito que se perpetuou até nossos dias. Seu prestígio ultrapassou as fronteiras da região.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A povoação, que já se havia transformado em Curato do Meia Pataca em 1841, passava à condição de Freguesia, e o
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Coronel Vieira
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , como seu novo chefe político, tornara-se deputado. Graças a sua atuação política, em 1875 foi sancionada a lei que criou o novo município, com sede em Meia Pataca, e levada à categoria de Vila com o nome de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Cataguases
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            . A inauguração, porém, somente se deu em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           07 de setembro de 1877.
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O que demonstram os documentos é que, além de político, o
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Coronel Vieira
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            também tinha preocupações culturais, como bem acentua o escritor
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Astolfo Dutra Nicácio
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ao registrar em seu livro que cinco de seus filhos foram estudar no famoso Colégio do Caraça e um sexto foi para o Colégio Militar. Um deles – Artur chegou a membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, e dois tornaram-se grandes advogados: Afonso e Astolfo Vieira de Resende, este último com fama nacional na época.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Também o solar da família Vieira de Resende – a
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Fazenda do Rochedo
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            – inaugurada em 1878, teve sua sede construída por artífices da Corte e guarda até hoje as características primitivas, entre as quais o seu mobiliário conservado pela família. Assim registra o fato Silva e Resende, em sua obra sobre a história de Cataguases:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O ano de 1896 foi o período áureo, a idade de ouro desta terra. O Brasil se afogava em dinheiro. Foi a época do café a trinta mil réis, do encilhamento agrícola, das empresas prósperas, das iniciativas arrojadas. Cataguases era o grande empório regional do comércio de café e uma rica e movimentada praça comercial. A vida social tornou-se brilhante.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           (SILVA E RESENDE, 1908, p.271)
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Três anos antes, em 1893, havia estourado no Rio de Janeiro a Revolta da Armada, e milhares de pessoas tiveram que abandonar a capital federal perseguidos pelo governo do Presidente Floriano Peixoto. Por isso para Cataguases vieram algumas figuras de expressão como o poeta
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Osório Duque Estrada
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (autor do Hino Nacional), a família do
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Almirante Saldanha da Gama
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Quintino Bocaiúva
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , a professora portuguesa
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Carolina Webster
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            e seu marido o inglês
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Denis Webster
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            e outros professores, inclusive uma francesa e duas portuguesas, que fundaram em São Diniz, a 6 km de Cataguases, um internato para moças.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Contam-se dessa época o primeiro jardim da cidade (no Largo do Comércio), muitos prédios e algumas fábricas - uma de tecidos -, tendo início a construção do Teatro Recreio, do Paço Municipal (inaugurado em 1896) e do Hotel Vilas, este último erguido pelo arquiteto
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Adolfo Bergamini
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , e melhorias em calçamentos, passeios, bueiros, construção de pontes, entre outros.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Até aqui, uma breve introdução de como se deu o Movimento Verde, na próxima matéria vamos contar sobre seus antecedentes.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Fonte: Branco, Joaquim, Passagem para a modernidade – O Movimento Verde de Cataguases 1927, 2ª edição revisada, Instituto Francisca de Souza Peixoto, 2022
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ﻿
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Cine+Popular+Pracinha+da+F%C3%A1brica+Velha.jpg" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Largo+do+Ros%C3%A1rio+1906+Flickr.jpg" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Pracinha+da+F%C3%A1brica+Velha+Flickr.jpg" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Fotos Antigas no Flickr: Cine Popular - Largo do Rosário - Pracinha do Comércio em Cataguases MG
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
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      <pubDate>Thu, 27 Mar 2025 16:55:10 GMT</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title>Quem matou Rubens Paiva</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/quem-matou-rubens-paiva</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Quem matou Rubens Paiva?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Militar revela detalhes de como o Exército deu fim ao corpo de Rubens Paiva e outros crimes secretos da ditadura.
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Entrevistado pelo Intercept Brasil, o veterano paraquedista, militar
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Valdemar Martins de Oliveira
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            prestou serviços de busca, apreensão e espionagem para o Exército durante a década de 1970 — alguns deles sob coação. Em alguns desses trabalhos, ele acabou testemunhando ou tomando ciência de crimes praticados pelos órgãos de segurança da ditadura. Lembranças que, segundo Valdemar, nunca o abandonaram. Uma delas envolve o destino dado pelos militares e aos restos mortais de Rubens Paiva do filme vencedor do Oscar 2025 – Ainda estou aqui. As versões conhecidas se alternam entre seu corpo ter sido enterrado na praia ou atirado ao mar ou num rio. De acordo com Valdemar, Paiva foi arremessado ao mar com um peso amarrado ao corpo: “uma roda de caminhão”.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Dois de seus colegas de regimento –
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Jurandyr Ochsendorf e Souza e Jacy Ochsendorf e Souza
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            – participaram da ação de ocultação do corpo em janeiro de 1971, sob ordens de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Paulo Malhães,
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            chefe da equipe.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Jurandyr l
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           he contou que o corpo de Paiva foi levado no mesmo dia da morte por um barco da Marinha.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Meses depois, os irmãos
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Ochsendorf
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            seriam agraciados com a ‘Medalha do Pacificador’, honraria igualmente concedida pelo Exército ao assassino do deputado, o
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           tenente Antônio Fernando Hughes de Carvalho
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , ligado ao Centro de Informações de Segurança da Aeronáutica, CISA. “Rubens Paiva já chegou quebrado ao 1º BPE [sede do DOI-Codi/RJ], vindo do CISA
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           . Fernando Hughes
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            terminou o serviço”, afirma.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Valdemar conta que resolveu falar por não ter mais medo de ameaças à sua família e, por isso, prefere contar o que sabe. “Fiquei calado por muito tempo. Dizem que a pena máxima é 30 anos, mas estou numa prisão há 50 anos”, desabafa. 
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O militar e o ex-preso político: Valdemar Martins depõe na Comissão da Verdade ao lado de Ivan Seixas, em 2013.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Cinco denunciados, nenhum condenado.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em 2014, o Ministério Público Federal denunciou cinco envolvidos, por formação de quadrilha armada, fraude processual, homicídio doloso e ocultação do cadáver de Rubens Paiva. Entre eles, além de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Jurandyr
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            e
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Jacy Ochsendorf
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Rubens Paim Sampaio
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , que integrou o Centro de Informações do Exército no Rio,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           José Antônio Nogueira Belham
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , ex-comandante do DOI-Codi/RJ, e
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Raymundo Ronaldo Campos.
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Outros acusados, como o
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Tenente Antônio Fernandes
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Hughes de Carvalho,
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            o
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Chefe da
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Equipe
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Fernando
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Malhães
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            e o
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Capitão Freddie Perdigão Pereira
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , que também teriam participado do crime, já havia morrido na época da denúncia.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Em fevereiro deste ano, o assassinato do deputado foi um dos três casos concretos analisados pelo Supremo Tribunal Federal, STF, durante a discussão se a Lei de Anistia deve valer para crimes permanentes e graves violações de direitos humanos — a Corte formou maioria para reconhecer que há repercussão geral.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Para o ex-preso político Ivan Seixas, ex-membro da Comissão da Verdade do estado de São Paulo – Rubens Paiva e consultor da
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Comissão Nacional da Verdade
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , as declarações do ex-militar são um importante resgate de informações sobre as ações repressivas do período. “O fato de ele ter a disposição de falar tem de ser valorizado. Ele já mostrou que se opôs às mortes”, avalia. “Na Argentina não há um documento que prove nada, tudo é baseado em depoimentos, e ainda assim condenaram os culpados”.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Até hoje, ninguém foi condenado pela morte de Rubens Paiva.
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Fonte: Sergio Barbo - The Intercept Brasil, 02.03.2025
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
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      <pubDate>Tue, 04 Mar 2025 18:19:33 GMT</pubDate>
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        <media:description>main image</media:description>
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    </item>
    <item>
      <title>Intervenção no Hospital de Cataguases</title>
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      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Hospital de Cataguases
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em 16 de abril de 2024, o prefeito José Henriques de Cataguases (MG), decretou intervenção administrativa na Santa Casa de Misericórdia do município. A decisão foi tomada após o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) informar que o hospital tinha uma dívida superior a R$ 40 milhões de reais. A dívida era referente a vários itens, como INSS, FGTS, fornecedores, empréstimos bancários e honorários médicos.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O MPMG informou que a situação estava afetando a qualidade dos serviços prestados ao SUS e à saúde suplementar. A intervenção ou requisição administrativa em hospitais filantrópicos é necessária quando a instituição apresenta problemas que colocam em risco a qualidade dos serviços prestados. A intervenção foi noticiada em vários jornais e mídia televisiva. No Portal G1 Zona da Mata foi noticiado que
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            “Prefeitura decreta intervenção administrativa na Santa Casa de Misericórdia de Cataguases – A medida afasta toda administração do hospital e a Mesa Diretora por 180 dias. Decreto foi publicado após identificação de irregularidades e suspeita de má gestão da unidade”.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A Prefeitura de Cataguases decretou intervenção e declarou estado de perigo público e urgência na Santa Casa de Misericórdia do município. A decisão foi publicada pelo Decreto nº 5.916/2024. Em nota, a Prefeitura de Cataguases informou que a intervenção não comprometerá o atual funcionamento da unidade e na rotina de atendimento à população. Conforme o decreto, a decisão está relacionada a irregularidades apontadas por relatórios da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, da Coordenadoria Regional da Defesa de Saúde da Macrorregião Sudeste e relatórios do setor de auditoria do SUS no município.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O Ministério Público também informou que apontou diversos problemas no hospital que, "na avaliação ministerial, estariam levando os serviços de saúde a um colapso". A medida afastou toda a administração do Hospital e Mesa Diretora, antes comandada por uma associação filantrópica. A intervenção é válida inicialmente por 180 dias e pode ser prorrogada. Uma interventora vinculada à Secretaria de Saúde foi nomeada, e uma comissão de intervenção instaurada”. 
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Parte das irregularidades estaria em uma obra realizada no 6º andar do prédio que estaria causando prejuízos aos cofres públicos. Ainda segundo o decreto, há suspeita de má gestão da unidade, com identificação de deficiências nas ações e serviços do hospital, com prejuízos graves ao atendimento e risco aos pacientes e possibilidade de colapso ou paralisação parcial das atividades.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Nota da Prefeitura
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            -
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           "A intervenção tem por objetivo mudar o perfil da assistência médico-hospitalar a fim de garantir ao cidadão acesso ao atendimento de saúde e, entre outros direitos, a humanização dos serviços, a gratuidade e universalidade do atendimento, que são princípios esses norteadores do SUS.",
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A interdição será acompanhada de um Plano de Trabalho com relatórios que serão encaminhados à Câmara Municipal, ao Conselho Municipal de Saúde, à Gerência Regional de Saúde e ao Ministério Público de Minas Gerais, para que os atos da Comissão sejam acompanhados com total transparência na prestação de contas à população. 
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Em 29 de abril de 2024, a Prefeitura de Cataguases realizou entrevista coletiva com o Secretário de Saúde, Vinícius Franzoni, a interventora do Hospital de Cataguases, Fernanda Rocha e o prefeito José Henriques, para apresentar as primeiras informações sobre o Hospital de Cataguases, que está sob intervenção do município. Ao abrir a coletiva o Prefeito José Henriques falou sobre os objetivos da intervenção. "
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Nossa grande intenção é manter o hospital sadio financeiramente e também fazer investimentos que há muito tempo não são feitos. Dentre eles um gerador de energia elétrica e (montar) uma usina fotovoltaica. Tenho certeza que a gente pode iniciar um estudo (para sua implantação) e ver esse caminho percorrido mais à frente sem, contudo, afetar a nossa Santa Casa. E, também, trazer novas especialidades”.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Um fato que causou preocupação aos interventores foi ter encontrado na Fazenda da Fumaça uma grande quantidade de papel timbrado incinerado (fotos abaixo), supostamente documentos. Foi feito um Boletim de Ocorrência sobre o fato e a Polícia Civil está investigando. Segundo o Secretário de Saúde de Cataguases, não foi possível identificar nada do que foi queimado.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “Em alguns papeis a gente só conseguiu ver parte do logotipo do hospital”,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            disse, acrescentando não saber mais nada a respeito. O Secretário também afirmou que o Hospital não tem R$ 3 milhões em caixa, como chegou a ser falado logo após a intervenção. 
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Outra informação diz respeito a novas contratações feitas este ano pelo Hospital. Foram 47 admissões contra 15 demissões. O Secretário de Saúde de Cataguases disse que muitos destes contratados iriam trabalhar em um novo setor, cujas obras estão paralisadas porque não tem laudo de engenheiro elétrico permitindo a possibilidade de abertura de novos setores. “Ou seja, estes funcionários iriam atender a um setor que nem funcionando está”.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em 21 de julho de 2024, o
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           site do Marcelo Lopes
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            noticiou que a intervenção no Hospital de Cataguases completava 3 meses, ou seja, no dia 16 de junho de 2024, completou noventa dias que o Hospital de Cataguases está sendo administrado por uma Comissão Municipal de Intervenção que vem trabalhando para dar transparência às atividades daquela Santa Casa, reduzir despesas e aumentar a efetividade das ações em saúde junto à população. Passados três meses de intervenção, que vem sendo acompanhada minuciosa e criteriosamente pelo Ministério Público e Gerência Regional de Saúde de Leopoldina, a equipe interventora produziu um relatório detalhado sobre como encontrou o Hospital de Cataguases e o que vem sendo feito para sanar seus principais problemas.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Após uma longa e detalhada leitura do texto o site selecionou vinte assuntos que merecem a atenção do leitor e que vão lhe ajudar a entender a gravidade da situação daquela Santa Casa e porque a intervenção se tornou a única alternativa ao encerramento das atividades do Hospital de Cataguases.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Como a própria Comissão de Intervenção afirmou “(…)
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           o hospital vem há anos sucumbindo em um abismo que tornou a intervenção não apenas necessária, como também imprescindível a sua sobrevivência, sob pena de colapso dos serviços assistenciais de primeira necessidade à população.”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Esta mesma comissão também fez uma previsão sobre o futuro daquela Santa Casa:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           É possível destacar que a reconstrução (…) será gradual e de médio e longo prazo, haja vista a degradação de anos encontrada, a limitação de informação e não apenas a escassez de recursos financeiros quanto as dívidas existentes.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
           &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Segue abaixo alguns problemas constantes no Relatório de Intervenção encontrados no Hospital, conforme publicado no site do Marcelo Lopes[1].
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Disponível em:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;a href="https://www.marcelolopes.jor.br/site/2024/07/21/intervencao-no-hospital-completa-3-meses-e-aponta-irregularidades/. Acesso em out/2024."&gt;&#xD;
      
           https://www.marcelolopes.jor.br/site/2024/07/21/intervencao-no-hospital-completa-3-meses-e-aponta-irregularidades/. Acesso em out/2024.
          &#xD;
    &lt;/a&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            1) Queima de documentos na Fazenda da Fumaça com data de 2017, sendo que a Resolução CFM 1821/2007 estabelece como prazo de prescrição de documentos médicos o período de 20 (vinte) anos.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            2) O setor contábil, vive uma situação caótica, trabalhando de forma arcaica, com digitação de dados, que muitas vezes chegam sem os respectivos comprovantes de movimentação. Ainda hoje não se pode afirmar a data em que conseguirá fechar a contabilidade referente a 2023. Portanto as informações de 2024 sequer começaram a ser lançadas.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            3) Foi contratado um sistema de gestão em plataforma web, SYSART, vigente havia mais de seis meses da data do início da intervenção, com quatro prestações pagas à empresa, totalizando R$ 34.000,00 (trinta e quatro mil reais) sem que tivesse ocorrido 10% de sua implantação. A Comissão de Intervenção cancelou o referido contrato.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            4) Em sete contratos de empréstimos bancários, o Hospital de Cataguases contraiu uma dívida de R$ 17.054.000,00 (dezessete milhões e cinquenta e quatro mil reais) sendo que ainda resta a pagar R$ 14.738.940,72 (quatorze milhões, setecentos e trinta e oito mil, novecentos e quarenta reais e setenta e dois centavos). Esta dívida compromete, mensalmente, a receita do Hospital em R$ 317.260,86 ( trezentos e dezessete mil, duzentos e sessenta reais e oitenta e seis centavos), que é o montante das prestações que são pagas ao sistema bancário.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            5) As dívidas tributárias são as que mais oneram a receita do Hospital de Cataguases. Aquelas inscritas em dívida ativa somam R$ 7.556.407,75 (sete milhões, quinhentos e cinquenta e seis mil, quatrocentos e sete reais e setenta e cinco centavos), estão renegociadas e com parcelamentos vigentes. Já os débitos federais, ainda não inscritos em dívida ativa, foram parcelados via e-cac no valor total de R$3.705.353,82 (três milhões, setecentos e cinco mil, trezentos e cinquenta e três reais e oitenta e dois centavos) dividido em 60 prestações de R$ 61.755,89 de (sessenta e um mil, setecentos e cinquenta e cinco reais e oitenta e nove centavos).
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            6) FGTS – a dívida referente ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) é de R$3.451.660,30 (três milhões, quatrocentos e cinquenta e um reais, seiscentos e sessenta reais e trinta centavos). Vem sendo negociada em duas vertentes: com a Caixa Econômica Federal e com a Procuradoria cuja proposta demanda caução e tempo para conclusão do processo. As parcelas de pagamento vão comprometer ainda mais a receita do Hospital.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            7) Débitos com fornecedores – são na ordem de R$ 778.410,71 (setecentos e setenta e oito reais, quatrocentos e dez reais e setenta e um centavos), em títulos protestados em cartório. Dentre estes títulos estão parcelas à empresa que fornecia cartão aos funcionários, contas de energia elétrica e de água.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            8) Débito com fornecedores não protestados somam R$ 848.464,29 (oitocentos e quarenta e oito mil, quatrocentos e sessenta e quatro reais e vinte e nove centavos), que foram negociados, mas a própria comissão de Intervenção define esta situação como uma “caixa preta uma vez que as informações do sistema, não são fidedignas.”
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            9) É corriqueiro o fato de muitos fornecedores se recusarem a entregar qualquer produto, sem prévio pagamento ao Hospital de Cataguases, o que exige a antecipação de valores para pagamento de insumos.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            10) O Hospital cancelou contrato de prestação de serviços que pagava a empresa responsável R$ 12,00 (doze reais) por raio X e contratou outra pagando atualmente R$ 6,50, (seis reais e cinquenta centavos); R$ 12,50 (doze reais e cinquenta centavos) por mamografia e R$ 5,00 (cinco reais) por densitometria óssea. No contrato anterior, a empresa ficava com 40% do valor da produção total desses dois exames.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            11) Não há controle eficiente dos custos dos procedimentos que são colocados à disposição dos pacientes. Há necessidade de fazer um levantamento efetivo de custos.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            12) Hospital foi credenciado para participar do PNGC (Programa Nacional de Gestão de Custos) em parceria com o Ministério da Saúde. O processo de implantação começou em julho de 2023, deveria ter sido concluído em dezembro daquele ano. No entanto, o último procedimento para implantação foi realizado em novembro de 2023. O processo de implantação do PNGC só foi retomado no dia 13 de maio de 2024, para tentar realizar os lançamentos do primeiro quadrimestre de 2024 e evitar assim mais perdas de recursos financeiros por falta de cumprimento dos indicadores.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           13) Reforma do sexto andar (PV6). Valores foram pagos mediante Nota Fiscal, mas os setores responsáveis informaram que não possuem os contratos originais arquivados e não souberam dizer se existem e o local em que estariam guardados. A obra está parada há vários meses e, segundo Relatório do Coordenador de Manutenção, foram contratadas empresas terceirizadas mas, à época, não foi instituída Comissão para seu acompanhamento.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            14) Foram encontradas irregularidades como a realização de exames gratuitos quando deveriam ter sido pagos. Há também devoluções de recursos financeiros para pacientes no valor de R$ 1.873,00 (hum mil, oitocentos e setenta e três reais) e retirada no caixa no valor de R$ 3.093,00 (três mil, noventa e três reais) para viagem a Belo Horizonte.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            15) Quatro veículos estavam sem manutenção preventiva e corretiva, com documentos atrasados, e R$ 13.315,93 (treze mil, trezentos e quinze reais e noventa e três centavos) foram gastos com combustível no mês de dezembro de 2023.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            16) Contratação de 47 funcionários e 15 demissões no período de janeiro a 16 de abril de 2024. Algumas das contratações seriam para atuar no oitavo andar, cujas obras de instalação estavam paralisadas e sem data prevista para o início das atividades, já que um laudo de um engenheiro elétrico proibia abrir novos serviços no prédio do Hospital de Cataguases.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            17) A água da Hemodiálise e Laboratório não estavam atendendo às especificações determinadas na legislação RDC 786 de 5 de maio de 2023. Foi realizada a manutenção e a troca do carvão do filtro. Foi detectada inconformidade na água que abastece a hemodiálise do CTI, cujos relatórios a que a Comissão teve acesso acusavam a presença de bactéria.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            18) O Hospital mantinha 14 porteiros contratados, sendo que possui apenas duas portarias. O Hospital deixou de ser nível II e foi regredido ao nível III em março de 2020.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            19) O Hospital de Cataguases quase perdeu seu alvará sanitário. O Núcleo de Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado de Saúde, concluiu pela não renovação do alvará sanitário do Hospital por diversas não conformidades verificadas e por inúmeras irregularidades.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           20) O setor de manutenção do Hospital constatou vazamento de oxigênio em 80 Niples (válvulas), causando prejuízo financeiro à Santa Casa. Comprovantes de pagamento de 2023 foram comparados com os de 2024 comprovaram o gasto excessivo.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Disponível em:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;a href="https://www.marcelolopes.jor.br/site/2024/07/21/intervencao-no-hospital-completa-3-meses-e-aponta-irregularidades/. Acesso em out/2024."&gt;&#xD;
      
           https://www.marcelolopes.jor.br/site/2024/07/21/intervencao-no-hospital-completa-3-meses-e-aponta-irregularidades/. Acesso em out/2024.
          &#xD;
    &lt;/a&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Nesta pesquisa social pudemos ver uma parte dos acontecimentos. Entendemos que para termos uma visão mais ampliada do problema, necessário seria estender a pesquisa a outros jornais do município para ver o que eles retrataram sobre o Hospital de Cataguases neste longo período, ou seja, analisar outros pontos de vista. Vamos continuar nossa pesquisa. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ﻿
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/1-d231fc19.png" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Fonte: Foto extraída do site marcelolopes.com.br
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/3-81e6eb2d.png" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Fonte: Foto extraída do site marcelolopes.com.br
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Lisaura Valverde Dias
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Design-sem-nome-f76a7984.png" length="3135821" type="image/png" />
      <pubDate>Tue, 03 Dec 2024 13:51:07 GMT</pubDate>
      <guid>https://www.jornalmeiapataca.com.br/intervencao-no-hospital-de-cataguases</guid>
      <g-custom:tags type="string">historiadecataguases</g-custom:tags>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Design-sem-nome-f76a7984.png">
        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Design-sem-nome-f76a7984.png">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>História do Hospital de Cataguases</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/historia-do-hospital-de-cataguases</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Intervenção no Hospital de Cataguases - Parte 2
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           A história da construção do Hospital de Cataguases
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Conforme consta no livro “O Município de Cataguases – Esboço Histórico de Arthur Vieira Rezende e Silva em colaboração com Astolpho Vieira de Rezende” e a Tese de Doutorado de Paulo Henrique Alonso “A Construção de uma Cidade - Segregação e desigualdades socioespaciais em Cataguases, Minas Gerais, segue abaixo histórico cronológico da construção do Hospital de Cataguases.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           1889
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           : ...com a emergência das epidemias, por iniciativa da Câmara Municipal, são criadas enfermarias para cuidado dos indigentes e pobres em Cataguases.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           1901
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           : Um hospital de isolamento de doentes acometidos pelas doenças infectocontagiosas é instalado ..., onde anteriormente foi uma antiga fábrica de cerveja, adquirida pela Câmara Municipal, localizada no núcleo urbano, na rua Coronel Vieira, nº 10. Inicialmente a Câmara instalara ali a hospedaria de imigrantes e posteriormente o hospital de isolamento.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           1903
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            :  Encerramento das atividades do hospital de isolamento.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           1892
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            : Surge a ideia de se criar um hospital de caridade permanente destinado a “pobres, indigentes e necessitados” por iniciativa de José Gustavo Cohen.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fundador do Hospital de Cataguases. O projeto de se estabelecer um hospital permanente em Cataguases aconteceu com a chegada na cidade de um emigrado judeu, no ano de 1893, J
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           osé Gustavo Cohen.
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Vidraceiro de profissão, desembarcou no município quando esse se debatia contra a terrível febre amarela.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           1899
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            :  A ideia do hospital de caridade permanente se concretiza com a inauguração de simples hospital, também na rua Coronel Vieira, mantido por filantropia da população com alguns aportes em dinheiro da Câmara Municipal e governo do Estado.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           1905
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           : Hospital de Caridade é transferido para o edifício onde foi o antigo hospital de isolamento, de propriedade da Câmara Municipal e que se encontrava à época abandonado e em ruínas.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           1916
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           : Surge a ideia de criação do hospital na Vila Tereza na margem direita do Rio Pomba, onde também foi construído o cemitério por inciativa da sociedade civil, com a fundação de uma comissão para organizar os trabalhos e arrecadar fundos. A data da fundação do Hospital de Cataguases é tida como a de 22 de dezembro de 1916, data do Primitivo Estatuto de Fundação do Hospital de Cataguases. Em 23 de janeiro deste mesmo ano de 1916, de acordo com a Ata da Reunião havida no salão do Paço Municipal de Cataguases, reuniram-se os cidadãos representativos da sociedade para a Constituição de uma Comissão Executiva para a Construção do Hospital de Cataguases. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           1918
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            : Hospital de Caridade encerrou as suas atividades, transferindo todo o seu patrimônio para o Hospital de Cataguases. Mesmo estando ainda construindo o seu prédio, a Comissão de Construção do Hospital de Cataguases deu andamento aos “atendimentos hospitalares”, sem nenhum prejuízo do antigo funcionamento do Hospital de Caridade. 
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           1924
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            : Concretização do hospital na Vila Tereza, em sua maior parte através de donativos da população e em menor parte por subvenção da Câmara Municipal.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           1940
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            : O prédio existente do Hospital de Cataguases já era considerado pequeno, para a cidade que crescia. Assim, vários anexos foram acrescidos.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           1946
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           : Inaugurada em 17 de dezembro de 1946, a Casa de Saúde Nossa Senhora do Carmo, com asilo para os idosos de ambos os sexos, capela, escola de enfermagem.  
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           1974
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           : É concluído um novo edifício no mesmo local do hospital, com 14 pavimentos, sendo o edifício mais alto da cidade, marcando significativamente a paisagem. A utilização deste prédio foi sendo realizada por partes a partir do ano de 1977.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O Hospital de Cataguases com sede e foro na cidade de Cataguases, estado de Minas Gerais, inscrita no CNPJ sob o nº 19.529.478/0001-31, Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) 209811, é uma entidade civil e beneficente, sem fins lucrativos, de caráter filantrópico, de assistência social, da saúde e educacional, mantida e dirigida pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Cataguases, entidade de direito privado, com a denominação de Hospital de Cataguases. Consta no site do Hospital de Cataguases que:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O Hospital de Cataguases é uma Instituição reconhecida como de Utilidade Pública, sendo o único Hospital em funcionamento da microrregião, não estando orientada pelos objetivos de lucro, e sim da repartição de resultados para atender à clientela carente. Por esta razão vive em situação de crônica carência financeira, e mesmo seu corpo diretivo é composto por voluntários, sem direito a qualquer forma de retribuição pelo trabalho assistencial.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
             
            &#xD;
        &lt;br/&gt;&#xD;
        
            Disponível em:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;a href="https://www.hospitaldecataguases.com.br/novo/institucional-nossatrajetoria/" target="_blank"&gt;&#xD;
      
           https://www.hospitaldecataguases.com.br/novo/institucional-nossatrajetoria/
          &#xD;
    &lt;/a&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Disponível em: 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;a href="https://www.hospitaldecataguases.com.br/novo/institucional-nossatrajetoria/" target="_blank"&gt;&#xD;
      
           https://www.hospitaldecataguases.com.br/novo/institucional-nossatrajetoria/
          &#xD;
    &lt;/a&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
             
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Segundo o site, o Hospital de Cataguases presta serviços médico-hospitalares desde 1916 à região da Zona da Mata de Minas Gerais, especialmente, às cidades de Cataguases, Leopoldina, Itamarati de Minas, Miraí, Santana de Cataguases, Dona Euzébia e Astolfo Dutra e ainda mais 91 municípios através do SUS Fácil (macro região sudeste), atendendo uma média de 4.000 pacientes mês. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ﻿
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/HC.png" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Lisaura Valverde
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/16-+Hospital+de+Cataguases+-+Acervo+Joana+Capella.+Sem+autor+e+data+cop.jpg" length="204846" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Thu, 28 Nov 2024 15:23:16 GMT</pubDate>
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        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/16-+Hospital+de+Cataguases+-+Acervo+Joana+Capella.+Sem+autor+e+data+cop.jpg">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>HOSPITAL DE CATAGUASES - Assunto do Jornal Meia Pataca desde 1979</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/hospital-de-cataguases-assunto-do-jornal-meia-pataca-desde-1979</link>
      <description>Intervenção no Hospital de Cataguases</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Intervenção no Hospital de Cataguases
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           O Hospital de Cataguases é assunto do Jornal Meia Pataca desde 1979
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O jornal é um veículo de comunicação que desempenha um papel importante na sociedade, atuando como agente social de diversas formas, uma delas é a Agenda pública - o jornal pode colocar um assunto na agenda pública, tornando-o o centro da atenção e do pensamento público. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Consultando arquivos na internet no site do Jornal Meia Pataca, mapeamos que de 1979 a 2003, foram lançados de forma impressa 119 periódicos. Identificamos as principais questões sociais e selecionamos as reportagens com assuntos que mais se destacaram. Um desses, permanece até hoje:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           o Hospital de Cataguases
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            .
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Desde 1979 o Jornal Meia Pataca já trazia matérias sobre a “Crise financeira do Hospital de Cataguases”. Em julho/1994, trouxe a matéria - Situação caótica do Hospital de Cataguases”. Em julho/1995, denunciou que o PIS de 1993 das enfermeiras não foi pago devido a “problemas de má gestão” do hospital. Em maio/1996, o Jornal MP traz o “Manifesto do Sindicato da Saúde”, denunciando fraudes no hospital e que os salários dos funcionários estão sendo pagos atrasados. Em agosto/2002, o jornal traz matéria “Hospital Cataguases – Há Solução?”.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Na primeira quinzena de junho de 1979, o Jornal Meia Pataca soltou uma nota falando sobre a crise financeira do Hospital de Cataguases e termina a matéria com a seguinte pergunta:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Qual a razão da crise? Só queríamos entender! 
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Essas são algumas das reportagens, pois identificamos 66 matérias publicadas sobre o Hospital de Cataguases num período que vai de 1979 a 2002.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1. 1ª quinzena de junho/1979 - Crise financeira do hospital;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
             
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            2. Setembro de 1979 - INAMPS nega credenciamento: Agência do INAMPS de Cataguases nega credenciamento de médico oftalmologista; 
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           3. Julho de 1994 - SOS Hospital de Cataguases - "Situação financeira caótica";
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           4. Agosto de 1994 - Entrevista II - Presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde de Cataguases foi perguntado sobre a situação financeira do Hospital, o atraso no pagamento dos funcionários, a demissão de funcionários que fizeram reclamação na Justiça do Trabalho, levantamento da dívida do Hospital, falta de plantão médico.   
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           5. Dezembro de 1994 - Entrevista III - Presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde de Cataguases foi perguntado sobre a contratação de uma diretora em São Paulo, pagamento de salários dos funcionários, plantão médico, aumento da jornada de trabalho.   
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           6. Maio de 1995 - Entrevista IV - Presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde de Cataguases foi perguntado sobre o aparelho de mamografia sem funcionar no Hospital e que o motivo seria a falta de funcionária do sexo feminino para operar o equipamento;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           7. Julho de 1995 - O PIS das Enfermeiras - Não pagamento do PIS/1993 na data correta, em função de problemas de má gestão do Hospital.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           8.  Outubro de 1995 - O grito do Edgard - A matéria aborda o novo funcionamento do Hospital.   
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           9. Os sofredores da madrugada - A matéria fala sobre as filas que se formam na madrugada em frente ao Posto de Saúde para conseguir uma ficha para consulta médica;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            10. Dezembro de 1995 - Luta de Gigantes - Funcionamento precário do plantão médico; cobrança indevida de serviços e atendimento por parte dos médicos; aparelho de mamografia parado; hemodiálise insuficiente; prefeitura vai doar terreno para UNIMED construir hospital.   10. Maio de 1996 Manifesto do Sindicato de Saúde - Matéria aborda fraudes no Hospital de Cataguases. Nos anos 1992/1993 os salários foram pagaos com atraso. A diretoria explicou que era por causa de dívidas do Hospital. Foi citado a auditoria para apurar fraudes cometidas por médicos.Falou sobre atraso de 3 anos no pagamento de encargos sociais apurados pelo Ministério Público do Trabalho.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Encerra a matéria perguntando onde apareceu dinheiro para resolver as dívidas do Hospital?   
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           11. Junho de 1996 - Conferência Municipal de Saúde - Foi abordada a situação "caótica" que se encontra a saúde no Brasil e foram consideradas duas propostas para melhoria dos serviços de saúde em Cataguases.   
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           12. Agosto de 1996 - "O Arraiá do Hospitá" - A matéria aborda a festa junina organizada pelo Hospital para angariar fundos para o asilo dos idosos. Aborda também que a festa foi organizada em frente ao hospital infligindo a Lei do Silêncio.   
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            13. Setembro de 1996 - Denúncia - A matéria aborda uma denúncia feita ao Jornal sobre a contratação de uma pessoa para fazer pesquisa sobre a candidatura de Galba Ferraz e que essa pessoa estava sendo paga pelo Hospital. 
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           14. Balaio de Gatos - A matéria insinua que uma pessoa ocupa o lugar de fato como Administradora do Hospital, mas na verdade é outra pessoa que estaria por trás.   
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            15. 16. Outubro de 1996 Acidente;
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           17. Dezembro de 1996 - Prefeitura inaugura Pronto Socorro Pronto com plantão de 24 horas;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
              
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           18. Fevereiro de 1997 - Saúde - Vergonha Nacional - A matéria aborda o atraso no pagamento aos hospitais pelo SUS. Fala da transferência do Hospital de Cataguases para a Santa Casa de Misericórdia, deixando de ser filantrópico e passando a ser privado. Falou da sitauação difícil dos hospitais filantrópicos em todo Brasil que recebem recursos do SUS. O Secretário de Saúde falou que a 4 anos vem tentando comprar os serviços do Hospital de Cataguases para atender a toda população mas que não consegue acordo com a direção do Hospital, pois estão querendo preços muito acima da tabela nacional. Que reconhece a situação financeira difícil enfrentada pelo Hospital. Uma das administradoras do Hospital disse que a situação do Hospital é tão ruim que teve que vender um prédio para poder quitar dívidas. E que o Hospital só consegue equilíbrio financeiro com 60% SUS e 40% particular. O Secretário de Saúde de uma cidade vizinha disse na reunião que fecharia contrato com a Prefeitura de Cataguases para atender seu povo cobrando o mesmo valor da tabela do SUS. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
             
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            19. Março de 1997 - Hospital e seu novo Estatuto - Matéria aborda reunião extraordinária do Hospital de Cataguases para aprovar seu novo Estatuto e seu Plano de Saúde para a população. Apareceram emendas supressivas e aditivas e o novo Estatuto foi lido, mas não votado. 
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           20. Abril de 1997 - Hospital/Cataguases tem novo Estatuto - A matéria aborda a aprovação do novo Estatuto do Hospital de Cataguases que passa a ser dirigido pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Cataguases, entidade civil de direito privado e do Plano de Saúde do hospital;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           21. Outubro de 1997 - Educação e Saúde - A matéria aborda o Projeto Educação na Saúde, cursos ministrados com recursos do FAT para qualificação de profissionais da saúde, conforme estabelecido pela Lei nº 7.498/1986. Cataguases ganhou um núcleo para 120 alunos;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
             
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            23. Novembro de 1997 - Sindicato de Saúde - A matéria aborda reunião do Sindicato de Saúde sobre problemas relacionados aos funcionário do Hospital: condições precárias de trabalho, baixos salários e desrespeito por parte dos diretores do Hospital de Cataguases quanto aos direitos da categoria. Denunciou que a cesta básica que o Hospital prometeu, batizando de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           "cesta ioiô".
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Que não é compromisso do diretores com os funcionários e sim "um ato de solidariedade quando desejam praticá-lo". Registrou o descaso do Hospital com as perdas salariais dos nos de 1993, 1994, 1996 e 1997. Denunciou também o acúmulo de funções por parte dos funcionários;
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           24.  Prefeitura inaugura Policlínica
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           25. Janeiro de 1998 - Hospital de Cataguases presta contas - Reunião de prestação de contas do Hospital. Foram apresentadas duas propostas para "tirar o hospital do sufoco financeiro": cobrar uma taxa das pessoas de melhores posses que fossem internadas no Hospital; e a segunda fazer uma campanha junto ao povo de Cataguases cobrando 1 real de cada família, via conta de água. Foi informado que o Hospital havia vendido as ações de fábrica de tecidos para pagar dívidas;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           26. Fevereiro de 1998 - Medicina Preventiva  
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
             
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           27. Abril de 1998 - A Saúde na UTI - A matéria denuncia a morte dos velhinhos na Clínica Santa Genoveva no Rio de Janeiro e os paciente da hemodiálise mortos em Caruaru em Pernambuco, vítimas do sistema de saúde (SUS). Finalizou a matéria da seguinte forma: "A saúde e previdência no Brasil são as piores do mundo. E caminham a passos largos para a hitlerização do sistema hospitalar e de serviços (hospitais, asilos e clínicas), porque mais parecem um campo de concentração, em que a vida é tratada com desprezo e insensibilidade;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
              
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           28. Julho de 1998 - Hospital de Cataguases inaugura maternidade - Inauguração da Maternidade do Hospital de Cataguases. Foi dito que os diretores do Hospital Cataguases, estão lutando com muitas dificuldades financeiras para conseguir manter o seu funcionamento dentro de suas normas previamente estabelecidas;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           29. Agosto de 1998 - Hospital de Cataguases doa parte da Fazenda da Fumaça - Hospital iria votar na Assembleia a doação de um terreno para o Estado de Minas na Fazenda da Fumaça para construção de um manicômio judicial;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
             
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           30. Dezembro de 1998 - Hospital de Cataguases elege novo provedor - Eleição da nova diretoria do Hospital de Cataguases;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           31. Janeiro de 1999 - Hospital de Cataguases dá posse a nova Diretoria;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
              
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            32. janeiro de 1999 - Entrevista: Vereador Galba critica administração do Hospital - Entrevista com o Presidente da Câmara municipal. Dentre vários assuntos, Galba falou que
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           sugeriu a intervenção da Prefeitura no Hospital de Cataguases. 
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
             
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           33. Junho de 1999 - SUS recebe verba - SUS repassa verbas para municípios habilitados em Gestão Plena do Sistema Municipal. A "Gestão Plena" prevê total responsabilidade do município por todas as ações e serviços que garantam atendimento integral da saúde de sua população;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
               
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           34. Julho de 1999 - SUS em Cataguases - A matéria aborda a reunião com autoridades do SUS de Cataguases para tratar os seguintes assuntos: atendimento público; criação dos Conselhos Local e do Ouvidor do Sistema; legislação para a criação dos Conselhos, Agente Comunitário e Ouvidor; repasse de verba para a Santa Casa (Hospital de Cataguases);
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
              
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           35. Agosto de 1999 - SUS - A matéria fala de uma denúncia do mal atendimento prestado pelo SUS: um senhor da 3ª idade ficou 3 dias em uma maca no Hospital de Cataguases por falta de vaga; outra pessoa ficou com 7 dias aguardando internação, mesmo estando com pneumonia; falta de remédios na Secretaria de Saúde; no setor de Raio-X do Hospital falta privacidade para os homens;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
             
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           36. Outubro de 1999 - O Primo Pobre - A matéria aborda a reunião para tratar da inclusão de incisos no Estatuto do Hospital de Cataguases. Foi lido o balancete do Hospital que acusava um déficit de 400 mil reais. Foi distribuído um boletim com as medidas que o Hospital vai tomar para conter despesas;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
              
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           37. Novembro de 1999 - Secretaria de Saúde inaugura laboratório municipal em Cataguases;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
             
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           38. A máfia da cesariana - A matéria fala da cobrança de um parto cesárea pelo Hospital, quando no entendimento do marido da vítima deveria ter sido feito pelo SUS;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
             
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           39. Banca de Olhos 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
             
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           40. Maio de 2000 - Hospital de Cataguases está na "corda bamba" pelo SUS - Somente internações emergenciais -A matéria fala das "medidas drásticas" tomadas pelo Hospital de Cataguases para sair da crise financeira. Entre as medidas estão: suspensão das cirurgias eletivas; internação só se forem casos de emergência ou urgência. O Provedor do Hospital disse que a Prefeitura repassa 120 mil reais por mês para o Hospital, mas que esse valor não é suficiente para arcar com todas as despesas e, como isso acontece a muito tempo - o Hospital está a vários meses com déficit em suas contas;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           41. maio de 200 - Jaiminho desliga-se da Delegacia Regional de Saúde - A matéria aborda a saída do Dr. Jaiminho da Delegacia Regional da Saúde de Minas Gerais;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
               
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           42. maio de 2000 - Fazenda da Fumaça perdeu a cláusula de inalienabilidade - A matéria aborda que o Sr. Fernando Moreira passou a ser o administrador da Fazenda da Fumaça por considerar que terceiros estavam interessados na exploração de minérios na fazenda. Explicou que a Fazenda da Fumaça não tem mais a cláusula de inalienabilidade;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
              
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           43. Junho de 2000 - Posto de Saúde é reinaugurado - Posto de Saúde do Bairro Antônio Justino é reinaugurado;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           44. Dezembro de 2000 - Entrevista com Tarcísio Henriques;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
             
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           45. Janeiro de 2001 - Briga de Foices no Hospital de Cataguases - A matéria aborda a reunião extraordinária convocada para tratar de assuntos relacionados ao Hospital, dentre eles: a situação financeira e a saída da Mesa Administrativa;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
               
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           46. Julho de 2001 - Hospital pede socorro - A matéria trata do Projeto "Amigos do Hospital de Cataguases" com objetivo de sair do "sufoco financeiro", sendo a doação mensal de R$ 6,00 (seis reais) por contribuinte;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
              
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           47. Agosto de 2001 - Movimento Comunitário Popular - assuntos relacionados ao Hospital de Cataguases - A matéria aborda a reunião da Federação das Associações de Moradores do Estado de Minas Gerais. O representante de Cataguases falou sobre a situação em que se encontra o Hospital de Cataguases, que necessita de recursos para poder continuar atendendo à população carente da cidade;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
               
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           48. Dezembro de 2001 - Neco bate na porta da Justiça sobre Hospital de Cataguases - A matéria aborda que o Sr. Neco (representante comunitário) foi falar com a Promotoria sobre as dívidas da Santa Casa de Misericórdia (Hospital de Cataguases), já que o hospital tem capital público e está com uma dívida de cerca de hum milhão e trezentos mil reais, tendo a Fazenda Fumaça sido penhorada à Cia. Força e Luz Cataguases-Leopoldina e, a referida fazenda tem cláusula de inalienabilidade;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
              
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           49. dezembro de 2001 - Desabafo: Sebastião Gabriel faz declarações estarrecedoras na Câmara Municipal, envolvendo SUS, Hospital de Cataguases e Pronto Socorro - A matéria aborda a fala do Sr. Sebastião Gabriel na Câmara Municipal de Vereadores. Falou sobre o mau atendimento que sua esposa teve pelo SUS, da sala infectada do pronto-socorro, da morte de uma pessoa no pronto-socorro;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
             
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            50. Janeiro de 2002 - Picada de Cobra - SUS - A matéria aborda a denúncia do Sr. Sebastião Gabriel ao SUS do Hospital de Cataguases pelo péssimo serviço que vem prestando ao povo cataguasense.   
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           51. Janeiro de 2002 - A luta do Neco - A matéria aborda as ações do Vereador Neco nos anos de 1999, 2000, 2001 e dos planos para 2002. Neco foi até a Promotoria de Cataguases para denunciar verbas que o Hospital de Cataguases têm de receber do IPSEMG e da tabela do SUS que paga pouco os procedimentos;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
              
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           52. Março de 2002 - A carta venenosa do Sebastião - A matéria aborda a Carta do Sr. Sebastião Gabriel encaminhada à Câmara Municipal de Cataguases, cobrando o relatório final sobre a morte da Sra. Maria Aparecida no Pronto Córdis, visto que ela ficou 3 dias ali e, segundo a carta, só poderia ficar 24 horas. Falou também que seu pai apresentou pressão 24x13 e foi para o Hospital, ficando lá dias à espera de uma vaga. Que seus irmãos vieram do RJ e SP e pagaram pela internação do pai e, logo a vaga apareceu;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           53. Abril de 2002 - SUS na corda bamba - A matéria fala das reclamações da população sobre o atendimento prestado pelo SUS no Hospital de Cataguases;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
               
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           54. Abril de 2002 - Revolta - A matéria aborda um homem embriagado que chegou no Hospital para visitar seu filho, mas teve que ser levado pela Polícia;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
             
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           55. Maio de 2002 - Vulcão na Secretaria de Saúde - A matéria aborda que uma das diretoras do Hospital ficou sabendo que era "
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           persona non grata"
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            pelos médicos do Hospital e quis pedir demissão;
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
               
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           56. Junho de 2002 - Fora do Tronco - A matéria aborda carta do Sr. Sebastião Gabriel enviada ao Ministério da Justiça denunciando que foi vítima de racismo via recebimento de uma carta anônima. Segundo Sr. Sebastião recebeu ameaça porque fez cobrança ao SUS/Hospital de Cataguases para que forneça atendimento mais humano para sua esposa, pois é contribuinte há 40 anos da previdência social;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
             
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           57. Julho de 2002 - SUS de Cataguases dá vida a defunto - A matéria aborda depoimento da família que levou o pai ao Hospital de Cataguases e lá chegando foi dado como morto. Que foram até a funerária encomendar o caixão e que enquanto telefonavam para os parentes o encarregado da funerária foi até o Hospital para medir o defunto e lá constatou que ele ainda estava vivo. Quando a família retornou ao Hospital foram informados que o pai estava na UTI e que às 16:40 foi considerado morto;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
               
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           58. julho de 2002 - A Carta - A matéria aborda a carta do Sr. Sebastião Gabriel ao Senador Eduardo Suplicy denunciando a má prestação de serviços prestados à comunidade cataguasense pelo SUS/Hospital de Cataguases, dando como exemplos a morte da Sra. Maria Aparecida no pronto-socorro; a quase morte de sua esposa no pronto-socorro por falta de medicamento na farmácia do Hospital; e um cidadão, Sr. José Paulo de Castro que correu o risco de ser enterrado vivo ao ser declarado morto, sendo que naquele momento estava vivo;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
             
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           59. Agosto de 2002 - Gente que faz - A matéria aborda as homenagens ao Dr. Hugo Sodré Lanna;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
              
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           60. Hospital Cataguases - Há Solução? A matéria aborda problemas relacionados ao Hospital de Cataguases, como as dívidas e as dificuldades de custeio e manutenção. O evento, reunião com o assessor do Deputado Federal Sérgio Miranda do PCdoB, Aldanir Resende e com o vereador do PCdoB de Viçosa Henrique Ferraz a convite de Neco, ex-vereador de Cataguases;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
             
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           61. Outubro de 2002 - Entrevista com o Padre Muniz - Padre Muniz aponta o motivo da crise do Hospital de Cataguases: "Um barco sem timoneiro". A matéria aborda a entrevista com o Padre Muniz sobre vários assuntos, dentre eles a crise financeira que passa o Hospital de Cataguases. O Padre falou que não se deve vender patrimônio para pagamento de dívidas. Que se deve procurar outras formas de saldas as dívidas;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
               
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           62. outubro de 2022 - Carta ao Senador Suplicy - A matéria trata da carta enviada pelo Sr. Sebastião Gabriel ao Senador Eduardo Suplicy referente à resposta do Senador à Câmara Municipal de Cataguases sobre a 1ª carta enviada pelo Sr. Sebastião Gabriel. Na carta resposta do Senador este considerou que a esposa tivesse morrido também, só que ela não veio a falecer. O Sr. Sebastião Gabriel pede ao Senador que retifique a carta e encaminhe novamente à Câmara Municipal;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
             
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           63. Janeiro de 2003 - SUS leva mais um - A matéria trata da denúncia de um familiar contra o Pronto Cordis e o Hospital de Cataguases que não deram o atendimento devido ao seu irmão via SUS. Que no Pronto Cordis nem pode descer da ambulância, pois foi informado que não tinha vaga para internar pelo SUS. E que no Hospital de Cataguases o médico disse que não atenderia pelo SUS, só atenderia mediante o pagamento de R$ 50,00. Que ele não tinha o dinheiro no momento, que o médico pediu pra ele assinar uma nota promissória e o irmão foi para a UTI. E que no dia seguinte recebeu a notícia do seu falecimento. Que faltou senso de humanidade e de ética nos atendimentos e que procurou a Promotoria de Justiça para denunciar;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
              
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           64. Janeiro de 2003 - Novos rumos no Hospital Cataguases - A matéria trata da eleição da nova Mesa Administrativa e do Conselho Superior da Irmandade do Hospital de Cataguases. A chapa vencedora se comprometeu a solucionar os atuais problemas existentes, principalmente a "altíssima dívida e o operacional deficitário em todos os meses";
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
               
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           65. janeiro de 2003 - A matéria trata de um atendimento efetuado em Ubá no Pronto-Socorro local em que um cataguasense foi atendido lá e elogiou muito o atendimento: funcionários atenciosos, o local era limpo, muitos medicamentos e foi feita uma comparação com o Pronto Socorro de Cataguases dizendo que em Cataguases não era assim;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
             
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            66. Março de 2003 -  A Fazenda da Fumaça - A matéria trata de carta enviada do Hospital de Cataguases à Universidade de Viçosa solicitando a elaboração de projeto sustentável na área ambiental para a geração de renda e empregos na Fazenda da Fumaça. 
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Imagem1-ac4bca71.png" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Imagem2.png" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Fonte: Jornal Meia Pataca
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Lisaura Valverde Dias
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Imagem+do+WhatsApp+de+2024-11-25+%C3%A0%28s%29+14.33.34_2a2c5220.jpg" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
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      <pubDate>Mon, 25 Nov 2024 19:14:00 GMT</pubDate>
      <guid>https://www.jornalmeiapataca.com.br/hospital-de-cataguases-assunto-do-jornal-meia-pataca-desde-1979</guid>
      <g-custom:tags type="string">historiadecataguases</g-custom:tags>
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        <media:description>thumbnail</media:description>
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        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Eleições Municipais 2024 – que tipo de eleitor é você?”</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/eleicoes-municipais-2024-que-tipo-de-eleitor-e-voce</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Eleições 2024 - que tipo de eleitor é você?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ﻿
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Em 06 de outubro de 1994, o Jornal Meia Pataca publicou a seguinte matéria:
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O Eleitorado Brasileiro
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Imagem1.png" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Veja se você se identifica com a figura
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Passados 30 anos, você acha que ainda existem eleitores assim? Pois é, pode ser que ainda existam, mas com certeza não é o seu caso. Você é um eleitor cidadão ou eleitora cidadã.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Mas o que é ser cidadão ou cidadã? Veja o que diz o site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           As palavras ‘cidadã’ e ‘cidadão’ são relativamente comuns no vocabulário da população brasileira. Mas, embora sejam termos populares, poucas pessoas sabem o que eles realmente significam.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           De acordo com o Glossário Eleitoral, página disponível no Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cidadã ou cidadão é a pessoa que adquiriu direitos políticos e está apta a votar e ser votada. Para exercer a cidadania e participar da vida política do país é necessário realizar o alistamento eleitoral ou, simplesmente, emitir o título de eleitor. O processo é fácil, rápido e pode ser iniciado pela internet.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Basta acessar o serviço on-line da Justiça Eleitoral, disponível no Portal do TSE ou no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do seu estado e clicar no campo Título Eleitoral.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Mas ser eleitor não é só tirar o Título de Eleitor e votar. O eleitor e a eleitora têm direitos e deveres.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Os nossos deveres com o voto não se resumem apenas à sua obrigatoriedade. A responsabilidade primária é de conhecer o candidato, para saber se ele de fato representa aquilo que você defende, se as ideias dele estão alinhadas com suas crenças e valores, se a sua postura é condizente, se ele toma responsabilidade dos seus atos, se trata com respeito os seus opositores e jornalistas, e, o mais importante, conhecer o programa de governo do candidato.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           É sabendo quais são as promessas de governo que podemos verificar se ele está fazendo um bom governo ou não. No caso de candidatos com histórico na vida política, também é possível fazer essa análise pelo que ele fez ou deixou de fazer nos seus anos de mandato. Após as eleições, será a partir dessas bases que ele poderá ser cobrado caso não esteja cumprindo com a sua palavra.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;h2&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Campanha do TSE destaca a importância da representatividade para a
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h2&gt;&#xD;
  &lt;h2&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           consolidação da democracia
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h2&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Iniciativa busca incentivar a participação das cidadãs e dos cidadãos nas eleições, tanto como eleitores quanto como candidatos
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A campanha consiste em uma série de vídeos sobre pluralidade e representatividade nas urnas, a fim de reforçar o papel da Justiça Eleitoral de garantir o direito ao voto e à cidadania a todas as eleitoras e a todos os eleitores do Brasil. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A ideia é sensibilizar também grupos historicamente excluídos do processo eleitoral – como negras e negros, povos originários, mulheres, quilombolas, pessoas com deficiência (PCDs), comunidade LGBTQIAPN+, além de idosas, idosos e jovens – sobre o seu relevante papel na construção e consolidação da democracia.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A definição de representatividade é a expressão dos interesses de um grupo (seja um partido, uma classe, um movimento, uma nação) na figura do representante. De forma que aquele que fala em nome do coletivo o faz comprometido com as demandas e necessidades dos representados. Portanto, falar de representatividade revela o sentido político e ideológico por trás do termo.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A definição de representatividade vai além da questão de identidade.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O candidato que vou votar e esse partido me representam? Qual o meu perfil político? Sou da direita, esquerda ou centro? Vamos ver a reportagem sobre Direita e Esquerda no site Mundo Educação da UOL.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Direita e Esquerda
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Foi durante a Revolução Francesa, que se espalhou com a Tomada da Bastilha, que os termos direita e esquerda surgiram.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Direita e esquerda são termos utilizados para classificar a posição política e ideológica de pessoas, partidos e outras instituições. Além da direita e da esquerda, também existe o espectro político de centro, em que a pessoa ou instituição defende de forma equilibrada propostas de esquerda e de direita. Ademais, podemos classificar ainda a forma de pensar das pessoas e instituições como de centro-esquerda ou centro-direita. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A esquerda defende que a sociedade seja mais igualitária, com menos desigualdade social. Para atingir tal objetivo, a esquerda propõe que o Estado seja forte, realizando investimentos e controlando a economia. Também defende impostos maiores para aqueles que ganham mais e têm grandes fortunas, principalmente dos mais ricos, para que o governo garanta o bem-estar das pessoas. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Já a direita defende a liberdade individual, a livre iniciativa e que os impostos sejam pequenos ou mesmo que eles não existam. Acredita-se ainda que o Estado não deve interferir na economia e que esta se regula através da livre concorrência entre as empresas privadas.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Origem dos termos direita e esquerda
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A origem dos termos direita e esquerda está ligada à Revolução Francesa. No século XVIII, a França foi governada por três reis absolutistas, Luís XIV, Luís XV e Luís XVI.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Luís XVI herdou uma França com grande desigualdade social, com nobres vivendo em palácios enquanto milhões de membros do chamado Terceiro Estado viviam na miséria nas ruas de Paris e outras cidades francesas.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Para piorar a situação, os membros da nobreza e da Igreja não pagavam impostos enquanto os membros do Terceiro Estado pagavam pesados impostos. Faziam parte do Terceiro Estado diversos grupos sociais, como camponeses, trabalhadores urbanos, pequenos comerciantes e profissionais liberais. Também faziam parte do Terceiro Estado os burgueses, grupo formado por ricos comerciantes, banqueiros e empresários de diversos ramos.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Em 1789, após o agravamento da crise política, uma revolução se iniciou em Paris, a qual ficou conhecida como Revolução Francesa, com o povo invadindo a Bastilha, a prisão onde alguns inimigos de Luís XVI estavam presos. Além de libertarem os presos, os revolucionários conseguiram armas, munição e pólvora na prisão.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O rei acabou sendo guilhotinado pelos revolucionários, acusado de traição ao povo francês. Sua esposa, Maria Antonieta, também foi guilhotinada. Para governar a França, uma assembleia foi formada por deputados eleitos por aqueles que podiam votar.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           As pessoas eleitas para a Assembleia formaram diversos grupos, criando partidos, cada um deles com uma visão diferente sobre como a França deveria ser governada durante o processo revolucionário. Na assembleia, do lado direito da mesa diretora se sentaram membros de um grupo político que ficou conhecido posteriormente como “girondino”. Já do lado esquerdo, sentaram-se membros de um grupo político que ficou conhecido posteriormente como “jacobino”.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Os girondinos eram considerados conservadores, não desejando mudanças tão radicais na França, aceitando inclusive uma monarquia constitucional, tipo de monarquia em que o rei tem pouco poder. Já os chamados jacobinos defendiam mais mudanças na França, como a proclamação de uma república, o fim da escravidão nas colônias francesas e o direito ao voto para todos os homens franceses. Foi nesse contexto de conflito entre jacobinos e girondinos que os termos direita e esquerda surgiram.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;h2&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Como escolher o seu candidato?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h2&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           É comum, em época de eleições, que os meios de comunicação se dediquem a publicar matérias sobre as mais variadas fórmulas que o eleitor deve usar na hora de decidir em quem votar. Todas as ideias são interessantes, algumas simples, outras nem tanto. Assim, aproveitando a oportunidade, elegemos alguns critérios que devem ser levados em conta para escolher um candidato.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Primeiramente, o eleitor deve identificar quais valores julga mais importantes e quais valores quer ver seu representante defender. Isso é importante porque, geralmente, escolhemos um candidato por afinidade, ou seja, aquele que tem valores iguais aos nossos.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Em teoria, não há nada de errado nessa escolha, aliás, é improvável, senão impossível, alguém votar em quem defende valores opostos aos seus. Contudo, o eleitor deve esforçar-se para escolher candidatos que tenham preocupações universais, ou seja, preocupações que dizem respeito ou são aplicáveis a todas as pessoas e não só a um pequeno grupo.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Para saber o que o candidato pensa, o eleitor deve conhecer a carreira dele, assim como sua atuação profissional, seu histórico de vida, sua postura ética e sua conduta diante da sociedade. Se o discurso do candidato não condiz com sua atuação em outros momentos da vida, isso é um indício de que ele pode estar mentindo.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Em seguida, é preciso analisar suas propostas, o partido ao qual está filiado e quem são seus correligionários. Além disso, é preciso ver se suas promessas são viáveis e compatíveis com o cargo que ele pretende ocupar. Promessas genéricas do tipo “vou criar milhares de empregos” são muito fáceis de fazer e obviamente são inviáveis de cumprir.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Informação das mais importantes é saber quem são os financiadores do candidato, pois as pessoas e empresas que financiam as campanhas eleitorais têm interesses que nem sempre se coadunam com os interesses da coletividade.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Muito embora não dê para ter certeza de que o candidato mais preparado cumprirá suas promessas, mesmo que viáveis, é possível reconhecer e descartar o político falastrão e despreparado.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Para obter informações sobre os candidatos, devemos ficar atentos a notícias, jornais, revistas, propagandas eleitorais veiculadas no rádio e na televisão, pesquisas e debates entre os concorrentes. Dessa forma, é possível saber se o candidato já esteve envolvido em algum escândalo, o que ele realizou em mandatos anteriores e avaliar suas propostas.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Todos os meios de veiculação de informação são válidos, contudo, atualmente, a melhor ferramenta para auxiliar o cidadão é a Internet, pois nada escapa à rede mundial de computadores. Nas páginas dos órgãos do Legislativo, da Justiça Eleitoral, de algumas ONGs ou simplesmente em sites de busca, é possível obter informações sobre os candidatos e políticos.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Para mais informações acesse: Justiça Eleitoral – 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;a href="http://www.tse.jus.br/" target="_blank"&gt;&#xD;
      
           www.tse.jus.br
          &#xD;
    &lt;/a&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            (informações sobre prestação de contas de candidatos, comitês e direção partidários).
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Voto Consciente: um forte instrumento de mudança política e social
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fontes:
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            VALVERDE, Wilson. O Eleitorado Brasileiro. Jornal Meia Pataca, out. 1994. Disponível em:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;a href="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/files/uploaded/Jornal%20Meia%20Pataca%20-%20n%C2%B0%206%20-%20Outubro%201994.pdf" target="_blank"&gt;&#xD;
      
           https://irp.cdn-website.com/911e89ac/files/uploaded/Jornal%20Meia%20Pataca%20-%20n%C2%B0%206%20-%20Outubro%201994.pdf
          &#xD;
    &lt;/a&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           . Acesso em set.2024.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            POLITIZE – Site:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;a href="https://www.politize.com.br/representatividade/" target="_blank"&gt;&#xD;
      
           https://www.politize.com.br/representatividade/
          &#xD;
    &lt;/a&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            . Acesso em set.2024.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORA – TSE:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;a href="https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2024/Marco/voce-sabe-o-que-significa-ser-uma-cidada-ou-um-cidadao-o-glossario-eleitoral-explica" target="_blank"&gt;&#xD;
      
           https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2024/Marco/voce-sabe-o-que-significa-ser-uma-cidada-ou-um-cidadao-o-glossario-eleitoral-explica
          &#xD;
    &lt;/a&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           . Acesso set. 2024.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORA – TSE:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;a href="https://www.tse.jus.br/servicos-eleitorais/glossario/termos/eleitor" target="_blank"&gt;&#xD;
      
           https://www.tse.jus.br/servicos-eleitorais/glossario/termos/eleitor
          &#xD;
    &lt;/a&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           . Acesso em set.2024.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORA – TSE:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;a href="https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2024/Setembro/campanha-do-tse-destaca-a-importancia-da-representatividade-para-a-consolidacao-da-democracia.%20Acesso%20em%20set.2024" target="_blank"&gt;&#xD;
      
           https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2024/Setembro/campanha-do-tse-destaca-a-importancia-da-representatividade-para-a-consolidacao-da-democracia. Acesso em set.2024
          &#xD;
    &lt;/a&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           .
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORA – TSE:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;a href="https://www.tse.jus.br/institucional/escola-judiciaria-eleitoral/publicacoes/revistas-da-eje/artigos/revista-eletronica-eje-n.-2-ano-4/como-escolher-o-seu-candidato" target="_blank"&gt;&#xD;
      
           https://www.tse.jus.br/institucional/escola-judiciaria-eleitoral/publicacoes/revistas-da-eje/artigos/revista-eletronica-eje-n.-2-ano-4/como-escolher-o-seu-candidato
          &#xD;
    &lt;/a&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           . Acesso em set. 2024.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORA – TSE:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;a href="https://www.tse.jus.br/institucional/escola-judiciaria-eleitoral/publicacoes/revistas-da-eje/artigos/revista-eletronica-ano-ii-no-5/voto-consciente-um-forte-instrumento-de-mudanca-politica-e-social" target="_blank"&gt;&#xD;
      
           https://www.tse.jus.br/institucional/escola-judiciaria-eleitoral/publicacoes/revistas-da-eje/artigos/revista-eletronica-ano-ii-no-5/voto-consciente-um-forte-instrumento-de-mudanca-politica-e-social
          &#xD;
    &lt;/a&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            . Acesso em set. 2024.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            UOL - MUNDO EDUCAÇÃO:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/politica/direita-esquerda.htm" target="_blank"&gt;&#xD;
      
           https://mundoeducacao.uol.com.br/politica/direita-esquerda.htm
          &#xD;
    &lt;/a&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           . Acesso em set.2024.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fotos: acervo do Tribunal Superior Eleitoral, 1932 e 1940
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fotos: Memorial da Democracia, 1940
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Karla Valverde
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Redatora Chefe
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Matéria elaborada por Lisaura Valverde Dias, graduanda em Ciências Sociais pela Universidade Estácio de Sá (UNESA)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Eleitores-na-fila-para-votar-em-SO--1945-Acervo-Memorial-da-Democracia.jpeg" length="72953" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Tue, 24 Sep 2024 18:04:38 GMT</pubDate>
      <guid>https://www.jornalmeiapataca.com.br/eleicoes-municipais-2024-que-tipo-de-eleitor-e-voce</guid>
      <g-custom:tags type="string">caldeirãodapolitica</g-custom:tags>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Eleitores+na+fila+para+votar+em+SO-+1945+Acervo+Memorial+da+Democracia.jpeg">
        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Eleitores-na-fila-para-votar-em-SO--1945-Acervo-Memorial-da-Democracia.jpeg">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Ídolos Eternos - Marcos Carneiro de Mendonça</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/idolos-eternos-marcos-carneiro-de-mendonca</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Você sabia dessa história?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            130 anos sem o ídolo cataguasense
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Marcos Carneiro de Mendonça
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ídolos Eternos
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           MARCOS CARNEIRO DE MENDONÇA – 1894-1988
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Esse mineiro de Cataguases deu início, em 1914, à tradição tricolor de ter em seu plantel grandes goleiros. Disputou 127 partidas pelo Fluminense e sagrou-se tricampeão carioca em 1917/1918/1919. Com tantos atributos, o caminho natural foi a seleção brasileira. Com seu porte físico e sua maneira elegante de se vestir e de se portar, era bastante admirando pelas moças da sociedade carioca da época. Daí reza a lenda de ter sido cunhada a expressão torcedor: as donzelas que assistiam às partidas torciam as luvas ou os lenços para aplacar a ansiedade.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           SEM SUOR NÃO HÁ TORCEDOR
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Mesmo não tendo feito parte da história do futebol cataguasense vale à pena deixar registrado o nome de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Marcos Carneiro de Mendonça (1894-1988)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           . Muitos não sabem quem foi, outros se esquecem dele, mas é imperativo reconhecer o seu valor. Um ilustre cataguasense que foi tricampeão carioca em 1917/ 1918/1919 jogando futebol pelo Fluminense, do Rio de Janeiro. Marcos foi o goleiro da primeira Seleção Brasileira, em 1914.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Vale ressaltar - e isso é de extremo valor - que é ele foi principal responsável pela criação do verbo
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           "torcer"
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           no sentido de ter preferência por alguma coisa.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Um verbo só nosso. Bem brasileiro.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Reza a lenda
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            que por sua beleza as moças da sociedade carioca iam aos estádios principalmente para contemplá-lo. E, nas tardes quentes do Rio de Janeiro, assistindo a uma partida de futebol do tricolor carioca, quando o goleiro Marcos estava jogando, as moçoilas, quase dando faniquitos, transpiravam ainda mais.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Por elegância, usavam luvas. Com um calor intenso acabavam tirando as peças para enxugar o suor do rosto. Um comportamento que foi observado pelos cronistas da época e qabril
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           r
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           . Ao ver as donzelas suadas, torcendo seus lencinhos molhados, eles a tratavam como "
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           as torcedoras".
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            É claro que era  por deboche, ironia ou gozação. E assim surgiu a expressão
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            torcer
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           como um sentimento de preferência por um time. Um verbo que hoje é usado em diversas outras situações quando se opta por alguma coisa.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Você sabia dessa história?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Texto de Washington Magalhães, publicado na revista Tic Tac de abril de 2014, página 12.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fotos: Flu Memória, sem data de referência - acesso na internet no dia 12.09.2024, às 13h30
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;a href="https://www.fluminense.com.br/noticia/126-anos-de-marcos-carneiro-de-mendonca"&gt;&#xD;
      
           https://www.fluminense.com.br/noticia/126-anos-de-marcos-carneiro-de-mendonca
          &#xD;
    &lt;/a&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Flu+Memoria+1.jpg" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Flu-Memoria.jpg" length="92035" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Thu, 12 Sep 2024 15:46:06 GMT</pubDate>
      <guid>https://www.jornalmeiapataca.com.br/idolos-eternos-marcos-carneiro-de-mendonca</guid>
      <g-custom:tags type="string">notaveiscataguasenses</g-custom:tags>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Flu+Memoria.jpg">
        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Flu-Memoria.jpg">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Cataguases, uma cidade na Fazenda Cachoeira</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/cataguases-uma-cidade-na-fazenda-cachoeira</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           147 anos depois, alguns aspectos significativos
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Por:  Maria Joana Neto Capella - Pesquisadora
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Criado pela Lei n. 2.180, de 25 de novembro de 1875, desmembrado de Leopoldina, o município de Cataguases comemora, neste ano, os 147 anos de sua instalação oficial, ocorrida em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           07 de setembro de 1877
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           .
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Localidade
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A área onde se acha situado o centro antigo de Cataguases, cortada pela estrada Minas-Campos dos Goitacazes, era parte da fazenda do Sargento de Ordenanças - Henrique José de Azevedo, doada por Termo de Doação lavrado em 26 de maio de 1828 por Guido Marlière, cujo documento contém a primeira referência, até agora conhecida, às terras de Azevedo no arraial de Santa Rita do Porto dos Diamantes. A origem da propriedade destas terras é ainda desconhecida, mas podem ter sido adquiridas por apossamento, concessão de sesmaria ou mesmo através de compra, como foi o caso das terras que ele possuiu na fazenda Monte Redondo, nas proximidades do atual município de Santana de Cataguases, adquiridas de Joaquim Dias Moreira, antes de 1855.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Aldeamento de Meia Pataca
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Em 20 de setembro de 1822 aqui havia sido criado, por Guido Marlière, o Aldeamento de Meia Pataca, proposta governamental de reorganização das aldeias indígenas – estas uma organização espontânea dos índios - em um território demarcado e sob a administração do Estado, onde se instalou o Quartel de Porto dos Diamantes. Seis anos após, quando da criação do arraial de Santa Rita do Porto dos Diamantes, a povoação já contava com 30 casas e uma capela construída, visando, inclusive, a catequização dos índios. Em obediência ao Diretório de 7 de dezembro de 1767, ato do então Governador Luiz Diogo Lobo da Silva que regulamentava a criação de povoados em terras indígenas, Guido Thomaz Marlière, então diretor dos Índios, traçou as ruas da nova povoação tendo ao centro a referida capela.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Famílias
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           As primeiras famílias aqui residentes eram oriundas das Freguesias da Pomba, Presídio, Piranga e Mariana, de onde também desciam boiadas, tropas com cargas de carne, toucinho, queijo, algodão, café, fumo e a poaia, planta medicinal para serem vendidas em Campos dos Goytacazes de onde retornavam com sal, ferro e outros produtos importados.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Planta da Cidade
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Em 06 de novembro de 1877, a primeira planta da cidade, recém elaborada, foi apresentada à Câmara Municipal por seu autor, Dr. Alberto Belmonte de Aguiar, engenheiro gaúcho que trabalhava na construção da linha férrea Juiz de Fora-Ponte Nova. Alberto e o então vereador Camilo Delfim Silva residiram na fazenda Canadá, em Cataguarino, sendo ambos genros de João José de Souza Lima e Carlota Raquel de Souza Lima, fazendeiros no mesmo distrito. Da referida planta constavam seis ruas e duas praças, quais sejam: Largo da Matriz, Largo do Rosário, Caminho do Passa Cinco, Caminho da Estação, Rua do Sobe-Desce, Rua do Pomba, Rua do Meio e Rua do Cemitério.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Curiosidades
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Alterações nos nomes de ruas foram propostas pelos vereadores Camilo Delfim Silva, em 09 de janeiro de 1878, e Agnelo Carlos Quintella, em 20 de outubro de 1885, ambas aprovadas pela Câmara.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Vejamos as denominações originais de alguns logradouros e suas respectivas alterações até os nomes atuais, além de algumas curiosidades:
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;ol&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        &lt;span&gt;&#xD;
          
             Largo da Matriz, Praça 25 de Junho e Praça Santa Rita - Aqui se localizava a estátua de Guido Thomaz Marlière, obra do escultor Luiz Ferrer, inaugurada em 26 de maio de 1958. Sua construção, por subscrição popular, foi uma iniciativa do político Dr. Pedro Dutra Nicácio Neto.   
            &#xD;
        &lt;/span&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        &lt;span&gt;&#xD;
          
             Largo do Rosário, Largo do Comércio, Praça do Comércio e Praça Rui Barbosa - Ajardinado em 1893, sediava o imponente prédio da Sociedade Teatro Recreio, cedido ao Cel. João Duarte Ferreira em 1910, em pagamento de hipoteca, e por ele deixado, em testamento, ao Hospital de Cataguases. O Teatro foi demolido, sendo construído, no mesmo local, o Cine Teatro Edgar;
            &#xD;
        &lt;/span&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Largo da Estação, Praça Governador Valadares - Ali se localizava o Engenho Central de Cataguases, que em 1881 pertencia ao Comendador Carlos Pinto de Figueiredo e depois ao Cel. João Duarte Ferreira, que beneficiava de café, arroz e madeira. O prédio, de 1890, ainda existente, sofreu pelo menos duas alterações: uma reforma executada no período de 1908 a 1916 e a construção de um pavimento superior, em 1925. O Largo sediava, também, os armazéns da Federação Cooperativa Agrícola de Cataguases, que encampava, dentre outras, as cooperativas de café de Cataguases, Itamarati e São Manoel do Guaiaçu;
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Caminho do Passa Cinco, Rua José de Alencar e Rua Alferes Henrique José de Azevedo - Era um trecho da estrada que ligava Presídio (hoje Visconde do Rio Branco) a Campos dos Goitacazes. Seguia pela rua Cel. Vieira e descia em direção ao ribeirão Cágado;
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Caminho da Estação, Rua da Estação e Rua Cel. João Duarte Ferreira - Esta rua, hoje conhecida como Calçadão, homenageia uma das mais destacadas figuras da nossa história política e econômica. Em 1887, sediava o Hotel Progresso, onde o dentista Roque Cathete atendia em seu “gabinete de arte dentária”;
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Rua do Sobe-Desce, atual Rua Cel. Vieira - Na esquina com o Largo da Matriz, onde hoje se situa o prédio da Câmara Municipal, foi concedido alvará de posse a Joaquim Tomás de Aquino Cabral, em 19 de maio de 1879, para ali construir o primeiro engenho de café, inaugurado como “Engenho Central Cabral” somente em 30 de junho de 1886. Esta rua, que se estendia até o ribeirão Meia Pataca, teve seu calçamento concluído em 1880. Um trecho foi denominado “Ladeira Capitão Carlos”, tendo a sua parte final recebido, posteriormente, a denominação de “Rua Professor Alcântara”, ainda hoje mantida;
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Rua do Meio, Rua Direita e Rua Rebello Horta
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Travessa do Rosário, Rua do Rosário e Rua Tenente Fortunato - Em 1881, esta era a nova via que, da rua da Estação, seguia para o rio Pomba. Na esquina, em frente ao prédio da Maçonaria, Venâncio Vieira Coelho de Araújo fez a doação de um terreno para construção da Igreja do Rosário, cuja obra não foi executada.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Travessa Conselheiro Saraiva - Ligava a Rua Rebello Horta à Rua Cel. Vieira e era o endereço do ateliê de Gallotti Serra, fotógrafo italiano, representante da firma Ornestein S.A, de Importação e Exportação de Mantimentos e Molhados aqui na região, que havia sido representante da Federação de Cooperativas de Cataguases, na Itália.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Avenida Astolfo Dutra - Autorizado pela Lei n.198, de 16 de março de 1906, o Agente Executivo Cel. Joaquim Gomes de Araújo Porto adquiriu terrenos às margens do córrego Lava Pés para ali construir uma rua ou avenida. Neste mesmo ano, foi concluída uma ponte de pedra sobre o córrego, construída por Francisco Drumond. A Lei n.221, de 18 de abril de 1908, com um capítulo dedicado às edificações urbanas, determinava que os pretendentes às posses na nova avenida deviam apresentar o requerimento e a planta da edificação a ser feita, exigência mantida até 1912. Sua abertura e construção teve início em 1911, na gestão do Cel. João Duarte Ferreira, sendo o grupo escolar seu primeiro prédio.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
  &lt;/ol&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
                   
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            A Lei Municipal n.267, de 28 de julho de 1920, em seu art. 1º, deu a denominação “Avenida Dr. Astolfo Dutra” à avenida construída a longo da via férrea, conforme sugestão do vereador Manoel Vaz, aprovada pela Câmara, em homenagem a este vulto político, então falecido.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Distritos
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ao final dos anos 1890 o município contava com os distritos da sede, de Cataguarino, Santo Antonio do Muriaé, N. Sra. Da Conceição de Laranjal, Vista Alegre, São Francisco de Assis do Capivara, Porto de Santo Antonio, Itamarati de Minas e Santana de Cataguases. A riqueza e a prosperidade trazidas pela produção e exportação de café - a principal atividade – além de arroz, milho, feijão, fumo e aguardente, mudaram o aspecto da cidade e refinaram os costumes.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Surgiram o Banco de Cataguases e o Banco Constructor – pertencentes ao Cel. João Duarte Ferreira; o Banco de Crédito Real de Minas Gerais; o Engenho Guaraciúva, de Leopoldo Murgel; Comissários e representantes de exportadores de café; Fábrica de Cerveja; Colégio São Diniz –fundado em 1887; Casas comerciais com produtos importados; Hotéis, o Teatro Recreio, com apresentações semanais de peças teatrais e recitais de música e poesia; Professores de música, de línguas e outros profissionais liberais como jornalistas, advogados e médicos; edição de jornais como O Povo, O Popular, O Cataguasense, dentre outros.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Nas duas primeiras décadas dos anos 1900, sob a administração da Câmara Municipal, presidida pelo Cel. Joaquim Gomes de Araújo Porto, no período de 1901 a 1909, e pelo Cel. João Duarte Ferreira, de 1910 a 1923, Cataguases viveu um período de prosperidade. Como exemplo citamos:
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;ul&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        &lt;span&gt;&#xD;
          
             Organização do Arquivo e criação da Biblioteca Municipal com mais de mil livros, em 1901;                                                                                                           
            &#xD;
        &lt;/span&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Criação da Imprensa Oficial, do Jornal “CATAGUASES” e regulamentação do Arquivo Municipal; fundação da Federação das Cooperativas de Cataguases, visando mais apoio à cafeicultura;                                                                                                                                                   
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Criação, pelo Cel. João Duarte e outros sócios, da Cia. Fiação e Tecelagem de Cataguases, da Cia. Força e Luz e da Usina de Açúcar;
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
  &lt;/ul&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;ul&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Construção de 4km de trilhos para bondes, por concessão municipal à Sociedade Carris Urbanos de Cataguases, de Carvalho, Pires, Silveira, Ramos&amp;amp;Comp.;
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
  &lt;/ul&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;ul&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Ampliação da rede de água e esgotos e construção da casa de bombas elétricas;
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
  &lt;/ul&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;ul&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Criação do Ginásio de Cataguazes e da Escola Normal N. Sra. Do Bom Conselho; das Colônias Agrícolas “Santa Maria” e “Major Vieira”;
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
  &lt;/ul&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;ul&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Construção do Grupo Escolar de Cataguazes e da Avenida Cataguases;
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
  &lt;/ul&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;ul&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Aquisição e inauguração do cinematógrafo do Teatro Recreio em 1911, propriedade do Cel. João Duarte Ferreira, dirigido por Paschoal Ciodaro;
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
  &lt;/ul&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;ul&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Implantação do serviço de telefonia, por concessão municipal a Paulino José Fernandes;
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
  &lt;/ul&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;ul&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Fundação da Fábrica de Tecidos “União Industrial”, de toalhas felpudas, em 1911, situada na atual rua Alferes Henrique de Azevedo, propriedade de José Inácio da Silveira, Joaquim Peixoto Ramos e Osório de Mattos Lima;
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
  &lt;/ul&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;ul&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Instalação da Fábrica de Ladrilhos, de Cigarros e de Fósforos;
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
  &lt;/ul&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;ul&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Produção da primeira fita cinematográfica sobre a cidade em 1913, por João Stamato, uma iniciativa do italiano Paschoal Ciodaro, empresário do Cine Recreio;
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
  &lt;/ul&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;ul&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Representação de jornais da capital como o “Café da Imprensa”, agente do Jornal do Brasil;
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
  &lt;/ul&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;ul&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Construção da ponte metálica e do hospital;
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
  &lt;/ul&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;ul&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Instalação da 25º agência do Banco do Brasil.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
  &lt;/ul&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A exemplo do ocorrido em outros municípios da Zona da Mata, em consequência do enriquecimento propiciado pelo café e da aliança entre fazendeiros e bacharéis, Cataguases teve representação e força política no cenário estadual e federal da Primeira República, através de Astolfo Dutra Nicácio - Presidente da Câmara Federal por seis vezes, Eduardo Ernesto da Gama Cerqueira, Heitor de Souza, Joaquim Figueira da Costa Cruz; Navanino Santos, Pedro Dutra Nicácio Neto e Sandoval Soares de Azevedo.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Leis
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A Lei n.221, de 18 de abril de 1908, que “Codifica todas as Leis Municipais”, contendo mais de 70 Capítulos e 650 Artigos, promulgada pela Câmara e publicada pelo seu Presidente em exercício, Coronel Luiz Januário Ribeiro, constitui um verdadeiro retrato do município, rica fonte de estudos para o conhecimento de sua história por abordar aspectos da administração pública, tais como rendas e impostos, obras, delimitação e desenvolvimento do perímetro urbano, prestação de serviços como água, esgotos, limpeza pública, ensino, funcionalismo, estradas e edificações urbanas, dentre outros.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A Lei n.198, aprovada em 16 março de 1906, previa o levantamento de uma planta da cidade e neste mesmo ano o engenheiro George Bourgeois enviou proposta à Câmara para a realização do “Serviço de planta e nivelamento geral da cidade, projeto de arruamento, planta das redes de água e esgotos, projetos de tipos de fachada e modificação do leito do córrego Lava Pés
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Planta da Cidade
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A “Planta da cidade de Cataguazes, 1913 - Projeto de reforma e ampliação da rede de distribuição” de água e esgotos, elaborada pelo Dr. Domingos da Rocha, engenheiro do Estado de Minas Gerais, a partir de levantamentos de seu auxiliar Leopoldo Rodrigues Alves, visava a melhoria dos serviços, conforme declarou o Cel. João Duarte Ferreira, então Agente Executivo, em 15 de janeiro de 1913, na sua Mensagem à Câmara Municipal. (DSC 6008-JornalCTZ)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Mapa da Cidade
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Os mapas “Evolução da Cidade de Cataguases” e “Cidade de Cataguases”, organizados em 1954 pela geógrafa Maria Francisca Thereza C. Cardoso, mostram a retificação do leito do ribeirão Meia Pataca, no seu trecho urbano, obra iniciada em 1891, na gestão do Intendente Eduardo Ernesto da Gama Cerqueira, com o objetivo de reduzir as inundações na cidade.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Quanto ao mapa do município, o mais antigo que conhecemos é o da Comissão Geográfica e Geológica de Minas Gerais, de 1926/1927, entretanto, a primeira referência então conhecida a Porto dos Diamantes nos registros cartográficos é na “Karte der Capitania von Minas Geraes”, de W. von Eschwege, de 1821.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Famílias que povoaram Cataguases
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Quanto aos povoadores de Cataguases, que consideramos os moradores da região no período de 1798 até 1831, podemos citar as famílias Afonso, Almeida, Arantes, Azevedo, Barbosa Coura, Barros, Borges de Andrade, Cardoso, Dias Lopes, Ferreira Maciel, Fialho Garcia, Ferreira Armond, Freitas Ferreira, Gonçalves, Gomes, Marlière, Marques da Costa, Medeiros, Moreira de Souza, Novaes, Pereira de Souza, Pereira Pontes, Pita de Castro, Rodrigues de Aguiar, Rodrigues de Mello, Rodrigues Pires, Rodrigues dos Santos, Santos, Silva Maia, Silva Viana, Souza, Souza Lima e Teixeira de Siqueira, dentre outras. Aqui se dedicaram à agropecuária com trabalho familiar e de algumas destas famílias encontramos descendentes que, ainda hoje, residem em Cataguases e municípios vizinhos.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Feliz Aniversário Cataguases!
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Por: Maria Joana Neto Capella - Pesquisadora
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fotos: Estátua do Guido Marlière, 1958 - acervo de Joana Capella
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/IgrejaSantaRita3+.JPG" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Est-C3-A1tua-Guido-Marliere-1958-3f64e79e.jpg" length="112118" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Fri, 06 Sep 2024 21:24:45 GMT</pubDate>
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      <g-custom:tags type="string">historiadecataguases</g-custom:tags>
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        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Est-C3-A1tua-Guido-Marliere-1958-3f64e79e.jpg">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Joaquim Branco Ribeiro Filho</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/joaquim-branco-ribeiro-filho</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Joaquim Branco Ribeiro Filho
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/IMG-20240813-WA0052.jpg"/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Professor universitário (Literatura) - Escritor
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Poeta, crítico, professor de literatura e produção de textos e pesquisador; doutor em literatura comparada pela UERJ.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Interesses em Literatura, Língua Portuguesa, cinema, design gráfico.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Filmes favoritos "O processo", de Orson Welles; "Ano passado e m Marienbad", de Alain Resnais.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Livros favoritos "O processo" e "O Castelo", de Franz Kafka; "Sete noites", de Jorge Luís Borges; "O avesso e o direito", de Albert Camus; "Ulisses", de James Joyce; "Contos", Ernest Hemingway; "Memórias póstumas de Brás Cubas" e "Contos: uma antologia" de Machado de Assis (org. John Gledson); "O cão sem plumas", de João Cabral de Melo Neto; "O homem e sua hora", de Mário Faustino; "Rosa do povo", de Carlos Drummond de Andrade; "Grande sertão: Veredas", de Guimarães Rosa.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Joaquim-Branco.2jpg.jpg" length="100980" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Sat, 24 Aug 2024 18:51:00 GMT</pubDate>
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      <g-custom:tags type="string">colunistas</g-custom:tags>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Joaquim-Branco.2jpg.jpg">
        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Joaquim-Branco.2jpg.jpg">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Ascânio Lopes - O Movimento Verde de Cataguases 1927</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/ascanio-lopes-o-movimento-verde-de-cataguases-1927</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ascânio Lopes
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Por: Joaquim Branco
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Os Poetas da Verde
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ascânio Lopes – O Poeta
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Ascânio Lopes Quatorzevoltas
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            nasceu no dia 11 de maio de 1906, em Ubá (MG), na Rua São José. Seus pais eram Antônio Lopes Quatorzevoltas e Maria Inês Quatorzevoltas.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ascânio entregue para adoção
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Segundo informes de Francisco Inácio Peixoto, aos 5 meses, foi levado para Cataguases e criado pelo tabelião Cornélio Vieira de Freitas e sua senhora Dulcelina Cruz, que o adotaram a pedido dos pais. Havia um grande mistério em torno do motivo dessa transferência de Ascânio ainda um bebê para Cataguases, que foi esclarecido recentemente. Soube por sua sobrinha Regina Quatorzevoltas que a mãe de Ascânio ficou tuberculosa e por isso seu pai resolveu afastar os filhos de Ubá, entregando-os a famílias de parentes e amigos. Assim pode-se entender hoje como e por que ocorreu esse fato.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Jornal O Eco
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           No período de 1922 a 1924, Ascânio estudou no Ginásio de Cataguases e completou o curso. No ano de 1923, em junho, foi editor do jornal O Eco.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Faculdade de Direito
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Prestou exame final, em 1925, no Colégio Mineiro de Belo Horizonte, sendo aprovado. No dia 28 de abril, conseguiu aprovação nos vestibulares de 2ª época na Faculdade de Direito. Iniciou o curso de Direito aos 19 anos.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A Revista Verde
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Unindo-se a um grupo de amigos e estudantes do Ginásio Municipal de Cataguases, quando aqui morava, Ascânio ajudou a lançar, em 1927, a revista Verde, que se tornou uma importante vertente do Modernismo no interior de MG.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Funcionário Público
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Em 1928, matriculou-se no 4° ano de Direito em Belo Horizonte. Como funcionário público estadual (3° oficial, no Conselho Superior de Ensino), fez requerimento para estudar gratuitamente e conseguiu. Chegou a ocupar o cargo de secretário do Conselho Superior de Ensino, na capital mineira, como noticiou o
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            jornal Cataguases n° 686, de 12.11.1928, na página 1.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Obras
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Em vida, publicou um único livro – Poemas cronológicos – em 1928, em conjunto com Enrique de Resende e Rosário Fusco.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Saúde fragilizada
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Quando morava em Belo Horizonte, ficou tuberculoso, e foi internado no Sanatório Cavalcanti, na Av. Carandaí, 938, atrás da Igreja dos Sagrados Corações, segundo informação de Pedro Nava, no seu livro Beira-Mar. (NAVA, 1978, p.235).
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           No seu romance Rola-Moça, João Alphonsus relatou visita que fez ao doente. (ALPHONSUS, 1938, p.62-64)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Alquebrado pela doença, e já sem esperanças de cura, Ascânio ‘fugiu’ para Cataguases, aonde chegou, em maio de 1928, segundo o Jornal Cataguases de 13 de maio daquele ano.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Nos deixou aos 23 anos
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Morreu no dia 10 de janeiro de 1929 (com apenas 23 anos), e a notícia foi publicada no Cataguases de 13 de janeiro. Também houve registros nos dias 14, 15, 16 e 18 do mesmo mês e ano.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Homenagem dos Amigos da Faculdade
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            No dia 25 de dezembro, os colegas de Faculdade, por proposta de José Maria Alkmim, colocaram no seu túmulo, em Cataguases, uma placa de bronze, com os dizeres: “A Ascânio Lopes a saudade de seus colegas.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Vis virtute victs.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (A força vencida pela virtude)”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Suas obras
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Em 1967, no dia 07 de setembro, foi lançado na cidade de Cataguases o livro de Delson Gonçalves Ferreira intitulado Ascânio Lopes – vida e poesia, que levou a público os versos de Ascânio, demonstrando a importância de sua obra. Com o conhecimento de seus poemas, viu-se que Ascânio Lopes ocupava, dentro do grupo Verde e na produção modernista mineira e brasileira, um lugar especial. Sua timidez concentrada, seu amadurecimento precoce e, sobretudo, uma obra poética já pronta dentro do ciclo da revista, como ficou demonstrado com a publicação do livro citado, - tudo isso leva-o a se destacar dos demais.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Revista Verde
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Na série da Revista Verde, colaborou em todos os números, inclusive no último que falava da sua morte. Contudo, na editoração, parece que opinou mais no exemplar de estreia, pois, já residindo, estudando e trabalhando em Belo Horizonte, teve poucas oportunidades de estar presente nos momentos de preparação e montagem do material na gráfica. Mas, mesmo de longe, por meio dos contatos na capital mineira com os membros da Revista (principalmente Carlos Drummond), com os antigos companheiros que lá estudavam (Guilhermino, Francisco Inácio e Martins Mendes), da correspondência com os que ficaram em Cataguases (Fusco e Enrique) e das viagens a Cataguases, foi elemento importante na definição dos rumos que a revista tomou ao longo do tempo.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Visitas em Cataguases
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Em 1927, Ascânio já não estava residindo em Cataguases. À cidade vinha, de vez em quando para visitar os pais e rever os amigos. Continuava morando em Belo Horizonte, onde fazia o curso de Direito e trabalhava no funcionalismo público estadual. Sendo um dos mentores do movimento, no auge dos seus 21 anos, Ascânio mudara-se para Belo Horizonte, e acabou deixando a maior parte das tarefas do movimento para o menino Rosário Fusco, que enfrentou às vezes sozinho o trabalho de comandar a revista, após o número de estreia. Contudo, mesmo distante, Ascânio manteve a boa participação, opinando sobre as edições – por meio de correspondência ou nas suas vindas a Cataguases -, fazendo contatos com os novos escritores na capital mineira e redigindo, com Enrique e Fusco, o texto do Manifesto Verde, que saiu em novembro de 1927.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Sua obra conhecida foi aquela publicada no jornal Cataguases, na Verde, na coletânea Poemas cronológicos e no livro póstumo editado sobre ele na década de 60. Uma produção que começou três ou quatro anos antes do movimento de 1929, com sua morte. Um breve período, mas que, em momento nenhum, revelou um trabalho incompleto ou com a marca de um iniciante. Tudo que escreveu tem um caráter de bom acabamento, de completude. Enxerga-se nele o poeta inteiro.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fonte: Branco, Joaquim, Passagem para a Modernidade - O Movimento Verde de Cataguases 1927, 2ª Edição - Editora Formato de Belo Horizonte, Apoio Editorial/Cultural do Instituto Francisca de Souza Peixoto, Fundação Bauminas e Energisa, 2022.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fotos: Os verdes em visita ao estúdio de Humberto Mauro, na Praça Governador Valadares em 1928. Na parte de cima: Guilhermino – Renato – Mendes; no meio: Ascânio Lopes; apoiado na escada: Mauro; Sentados: Enrique – Fusco – Francisco. Nesta foto, faltam 3 participantes da Verde: Camilo Sores, Fonte Boa e Oswaldo Abritta. Acervo de Joaquim Branco.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fotos: acervo de Joaquim Branco e do Jornal Meia Pataca.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Foto: Francisco Inácio Peixoto e João Alphonsus visitam o túmulo de Ascânio em 1938.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fotos: Túmulo de Ascânio Lopes, 2024 - Acervo do Jornal Meia Pataca
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Asc-C3-A2nio.jpg" length="72534" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Fri, 23 Aug 2024 17:08:38 GMT</pubDate>
      <guid>https://www.jornalmeiapataca.com.br/ascanio-lopes-o-movimento-verde-de-cataguases-1927</guid>
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      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Asc-C3-A2nio-b271db3a.jpg">
        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Asc-C3-A2nio.jpg">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Lisaura Valverde Dias - Graduanda do curso de Bacharel em Ciências Sociais pela Universidade Estácio de Sá (UNESA)</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/lisaura-valverde-dias</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Lisaura Valverde Dias
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Estagiária do curso de Bacharelado em História do Centro Universitário Internacional (Uninter) no período de 29/07/2024 a 30/08/2024. Nasceu em Cataguases (MG). Graduada em Direito e Pedagogia pelo Centro Universitário do Distrito Federal e graduada em Ciência Política pela Universidade Cruzeiro do Sul. Especialista (MBA) em Direito Bancário pela Fundação Getúlio Vargas. Especialista em Direito Público pelo Instituto Processus do Distrito Federal. Especialista (MBA) em Gestão de Pessoas pelo Centro Universitário do Distrito Federal. Especialista em Direito Civil e Direito Imobiliário pela Faculdade Unyleya.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ﻿
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
      
           Advogada - OABDF - 28.947. Aposentada do Banco do Brasil.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Lica.jpg" alt=""/&gt;&#xD;
  &lt;span&gt;&#xD;
  &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Lica-1-d0ff68b9.jpg"/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
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      <pubDate>Sun, 18 Aug 2024 19:24:03 GMT</pubDate>
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      <g-custom:tags type="string">colunistas</g-custom:tags>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Lica-2-960b0fe4.jpg">
        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Lica-2-054bb2eb.jpg">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Afonso Vieira - Notáveis Cataguasenses</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/afonso-vieira-notaveis-cataguasenses</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Afonso Vieira
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ﻿
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Afonso Vieira
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Afonso Vieira
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Cataguasense, com grande prestígio no meio musical no Brasil e no exterior,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Afonso Vieira
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           chegou a ser considerado pela crítica especializada como um dos cinco melhores bateristas de jazz do mundo.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A infância
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Faz alguns anos que o menino
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Afonso Vieira,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            mais conhecido como
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Afonsinho
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , batucava em um velho banjo sem cordas, esquecido por seu pai em um canto de sua casa. Os anos se passaram, o menino cresceu, desenvolveu e lapidou seu talento com horas de prática na bateria. E caiu no mundo, em busca de um sonho ambicioso para um jovem talentoso como ele:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           o de viver de música!
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Festivais em emissoras de TV
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Foi para o Rio de Janeiro onde, através de um convite da renomada cantora Sylvia Telles, se profissionalizou como músico. Era a chance que precisava para mostrar seu talento. O reconhecimento veio com convites para trabalhar em emissoras de televisão como a Tupi, a Globo, a Excelsior e a Record, acompanhando os grandes festivais que fizeram a história da música em nosso país.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A cantora Elza Soares
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Afonso Vieira
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            tocou com grandes nomes da MPB e da música instrumental como
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Luizinho Eça, Wagner Tiso, Baden Powell, Marcio Hallack
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           e
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            outros. Sua primeira gravação aconteceu ao lado da cantora
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Elza Soares.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Na França
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em 1969, depois de quatro trabalhos ao lado de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Elza Soares
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , ele foi para a Europa. Lá tocou com
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Baden Powell, Alcione e Astrud Gilberto.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Gravou diversos trabalhos, entre os quais, vale ressaltar, o disco
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Per Um Pugno Di Samba
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , com
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Enio Marricone e Chico Buarque, e La Violence Et L’ennui,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            do cultuado cantor poeta francês
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Leo Ferré.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O filme - O Último Tango em Paris
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Com tudo isso o ponto alto de sua carreira foi a gravação da trilha sonora do aclamado filme O Último Tango em Paris de 1974, dirigido por
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Bernardo Bertolucci
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            . Um filme indicado para receber o Oscar. Nesse trabalho Afonso Vieira gravou ao lado do saxofonista argentino
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Gato Barbieri,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            responsável pelos arranjos e orquestrações.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Jazz na Itália
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Participou de diversos festivais de jazz da Itália, e dos maiores da Europa, como o de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Lugano
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , na Suíça e o
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Saar Bruken
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , na Alemanha. Eventos que lhe colocaram ao lado de renomados músicos internacionais como
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Chet Baker, Archie Sheep e George Adams.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           No Brasil
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            De volta ao Brasil montou, ao lado de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Alberto Farah
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , ao piano, e
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Jimmi Santa Cruz
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , no baixo, um dos melhores e mais emblemáticos trios da música instrumental do Brasil. Foi com eles que Elza Soares gravou, ao vivo, um de seus melhores discos, o
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Carioca da Gema
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , que mostra a força e o sincronismo do trio, emoldurando uma das mais belas vozes da música brasileira.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Em Cataguases
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Em Cataguases, por há algum tempo, ele continuou na ativa, seja ministrando aulas de bateria ou mostrando sua excepcional musicalidade em apresentações esporádicas. Um artista que soube engrandecer a boa música brasileira e que, por onde andou nunca se esqueceu de divulgar o nome de sua terra natal.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Faleceu em 16 de maio de 2015.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fotos: https://olneyfig.blogspot.com/2010/03/afonso-vieira-o-afonsinho.html e site do Marcelo Lopes
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fonte: Revista TicTac, n° 5 de setembro/outubro 2012, texto de Márcio Chagas, pg. 11
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Famosos Alunos do Afonsinho: Felipe Continentino, Robert Kennedy Valverde, Antonio Luiquini Neto - todos Músicos e Professores de Bateria, além de muitos outros alunos cataguasenses, que tiveram o privilégio de aprender com ele.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/AV+7-5197400a.jpg" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Felipe.jpg" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Robert.jpg" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/AV-4-4efa19f3-c07bfdda-49d11bc8.jpg" length="81662" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Thu, 15 Aug 2024 20:30:24 GMT</pubDate>
      <guid>https://www.jornalmeiapataca.com.br/afonso-vieira-notaveis-cataguasenses</guid>
      <g-custom:tags type="string">notaveiscataguasenses</g-custom:tags>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/AV-4-4efa19f3.jpg">
        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/AV-4-4efa19f3-c07bfdda-49d11bc8.jpg">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Cultura e Arte - Educandário Dom Silvério</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/cultura-e-arte-educandario-dom-silverio</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Educandário Dom Silvério
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/5-8ce22705.jpg" alt="Sala de Memória"/&gt;&#xD;
  &lt;span&gt;&#xD;
  &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/7-df540c4c.jpg"/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Obra de Marcier pode ser vista no Educandário Dom Silvério
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Localizada no prédio do Educandário Dom Silvério, na Praça Santa Rita, 270, a
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Sala de Memória
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            da
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Congregação Carmelita da Divina Providência
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            foi criada para oferecer testemunhos histórico-espirituais do patrimônio eclesial carmelitano e partilhar o que foi e o que é a vida na congregação. Esse pequeno museu, fundado em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1994,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            é constituído por um acervo religioso que reúne centenas de peças que vão do século XIX aos dias atuais.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Exposto na primeira sala à direita de quem entra, logo após a recepção, esse acervo está ou sobre mesas, ou em armários ou trancados em vitrines, com plaquetas identificadoras que dão informações concisas de cada peça. São bíblias, altares, imagens de santos, objetos de uso pessoal das carmelitas, fotos de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Madre Maria das Neves
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , fundadora da congregação, quadros, relicários, harmônio, piano francês, um violino antigo, uma burra, entre outras peças.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Educandário
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           No mesmo prédio funciona, há décadas, o Educandário Dom Silvério, onde são acolhidas dezenas de meninas carentes, que recebem, além da educação formal de 1ª a quarta séries, alimentação, orientação religiosa e calor humano.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O prédio, projetado pelo arquiteto modernista Francisco Bolonha (1923-2006), é enriquecido, numa das paredes externas, com o painel
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Os Pássaros
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , obra de azulejos, do não menos renomado,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Anísio Medeiros (1922-2003)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ﻿
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Adão e Eva
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Na Sala de Memória o que mais chama a atenção é o grande mural A Criação do Mundo, do artista plástico Émeric Marcier (1916-1990). Essa obra, um afresco, ocupa toda a parede lateral do salão, numa extensão de aproximadamente 15 metros. Marcier nasceu na Romênia e veio para o Brasil por ocasião da Segunda Guerra Mundial. E por aqui ficou até seus últimos dias.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O quadro mostra o aparecimento dos seres humanos nos primórdios da humanidade. Numa representação eminentemente cubista, Adão e Eva, despidos, aparecem de mãos dadas, cobrindo as genitálias. O que se vê hoje não é o que foi pintado originalmente. Marcier havia colocado o casal com suas partes íntimas totalmente explícitas. Imagina? Em plena década de 50, no oratório das irmãs Carmelitas, Adão e Eva com os órgãos sexuais expostos? Foi um verdadeiro “deus nos acuda”. A indignação foi total. Toda a sociedade cataguasense ficou espantada com aquilo. E Marcier, irredutível, com certeza de que assim tinha sido a presença do casal no planeta, acabou se rendendo aos apelos da sociedade e alterou a obra. Sapecou de qualquer jeito umas pinceladas sobre as genitálias da discórdia, de forma artisticamente irreverente, aplacando o furor municipal. Fez isso, mas se recusou a assinar a obra. Passaram-se os anos. Na década de 60 tornou a aceitar o apelo da comunidade para dar um jeito naquelas “mal traçadas pinceladas”. Foi quando colocou o casal de mãos dadas, cobrindo suas partes íntimas. Mesmo assim não assinou a obra.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Por seu conteúdo que misturava valores religiosos, morais e estéticos, essa história deve ser avaliada fora dos limites de uma pseudo-obscenidade jocosa, provocada pela nudez de Adão e Eva. A própria situação física da obra, que já exige restauração em algumas partes, passa a ser objeto de discussão. Situações que sugerem e possibilitam diversas leituras. Uma delas, que pode e deve ser feita, é a que exime e protege o artista do histórico bate-boca inconsequente que ainda persiste.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Um fato isolado como esse não pode diminuir nossa capacidade de avaliação da totalidade da obra desse genial artista. Um pintor singular, de traços belíssimos, com pleno domínio das cores, amplo conhecimento de perspectiva, uma iluminada e correta utilização da técnica de luz e sombra, com um desenho sutil e vigoroso expresso com maestria, não pode ficar à mercê de uma crítica superficial e moralista.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Émeric Marcier não merece ficar conhecido por nós apenas por ter exposto a intimidade do ser humano na sua forma mais ingênua.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Todo esse domínio técnico, perceptível no quadro A Criação do Mundo, além de demonstrar apurada sensibilidade, coisa própria dos gênios, dá a Marcier um lugar de destaque no cenário artístico brasileiro. Tudo isso, vale ressaltar, independente de qualquer juízo de valor ou mesmo postura moral/estética que ele tenha tudo em relação à famigerada nudez paradisíaca.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Uma visita a esse pequeno museu deve fazer parte da biografia dos cataguasenses. Isso mesmo. Todos os cataguasenses deveriam visitar, nem que fosse uma só vez, o local onde está essa obra. Conhecer esse acervo é não só ter a felicidade de acesso a uma das mais importantes obras de arte brasileira, como também poder testemunhar parte da história de pessoas religiosas, totalmente voltadas para o bem-estar alheio.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A diretora da instituição, irmã Teresa Lords Venturoti, informa que esse espaço cultural estará sempre aberto ao público. “Basta tocar a campainha que nós atenderemos”, diz. Ela explica que mesmo não dispondo de museólogos ou especialistas nessa área do conhecimento, jamais será negada atenção a qualquer visitante, num esforço particular de quem luta, sem qualquer tipo de recurso financeiro, pela preservação dessa sala de memória.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Texto e Editor: Washington Magalhães, Revista TicTac, Ano I, n° 2, impressão Gráfica Lider, de fevereiro de 2010, Cataguases MG
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/10-0773adb6.jpg" alt=""/&gt;&#xD;
  &lt;span&gt;&#xD;
  &lt;/span&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/6-ec526d23.jpg" alt=""/&gt;&#xD;
  &lt;span&gt;&#xD;
  &lt;/span&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/10-0773adb6.jpg" length="655752" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Tue, 06 Aug 2024 16:59:32 GMT</pubDate>
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      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/10-0773adb6.jpg">
        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/10-0773adb6.jpg">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>As Respostas do Rio</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/enchentes-em-cataguases</link>
      <description>A cidade de Cataguases enfrenta o problema das enchentes há anos.</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           As Respostas do Rio
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A cidade de Cataguases está localizada na Zona da Mata, integra a bacia do
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Rio Paraíba do Sul
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            e é banhada pelo
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Rio Pomba
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , o
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ribeirão Meia Pataca
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            e vários córregos. Cercada por morros, é uma cidade rica em vegetação e água, entretanto esse lugar privilegiado traz também o problema das enchentes.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           O cenário de Cataguases afetado pelas enchentes é devastador, com casas cobertas de lama, marcas de água nas paredes e móveis abandonados. O comércio também é bastante atingido, com lojas alagadas e produtos perdidos, certas áreas da cidade chegam a ficar isoladas devido às águas, sendo possível a locomoção somente de barco.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        &lt;br/&gt;&#xD;
        
            O problema das enchentes infelizmente não é novo, os moradores contam histórias de enchentes passadas, sendo as piores as de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1979
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            e
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            2008
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            . Segundo o Relatório da Comissão de Socorro à Comunidade, em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1979
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , a enchente daquele ano afetou aproximadamente 12 mil pessoas e mais de 60% da cidade ficou alagada. As águas chegaram dia 2 de fevereiro e permaneceram por dias, após intensas chuvas em todo o estado. Segundo registros oficiais, foi a maior inundação verificada até então.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Em
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            2008
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            a situação foi parecida: o Rio Pomba subiu mais de nove metros acima do seu nível, os bairros mais baixos ficaram alagados por dias, várias partes da cidade ficaram ilhadas, o comércio teve que ser fechado e muitas famílias deixaram suas casas.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Enchentes e inundações são problemas recorrentes enfrentados pela população e que requer a atenção das autoridades. Com o crescimento da cidade, cada vez mais torna-se necessárias medidas de saneamento, cuidados com o meio ambiente e planejamento urbano.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Oliveira Almeida.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Editora Chefe
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Karla Valverde
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/WhatsApp+Image+2024-07-05+at+16.39.49+%282%29.jpeg" length="138022" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Fri, 05 Jul 2024 20:42:39 GMT</pubDate>
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      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/WhatsApp-Image-2024-07-05-at-16.39.49--282-29.jpeg">
        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/WhatsApp+Image+2024-07-05+at+16.39.49+%282%29.jpeg">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>O Rio Pomba</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/o-rio-pomba</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O Rio Pomba
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/C%C3%83-pia+de+C%C3%83-pia+de+JMP+-+Template+Post+Instagram_20240624_132712_0000-f375220f.png"/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            De acordo com a carta geográfica para mensuração linear do
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            o rio Pomba, oficialmente, possui uma extensão de 265 Km de sua nascente até sua foz no Rio Paraíba do Sul.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            No entanto, utilizando-se a base do próprio IBGE na escala de 1:50.000 (de melhor precisão e mais atualizada), o comprimento do Pomba sai de 265 para 324,2 Km de extensão. E a
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ponte Metálica Astolfo Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            está localizada no quilômetro 181,9. Ele nasce na confluência dos ribeirões Prata e Campestre, no município de Santa Bárbara do Tugúrio. Esses ribeirões, por sua vez, nascem no município de Barbacena, na Serra da Mantiqueira.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Se for considerada, para efeito de extensão, da nascente à foz, o maior comprimento de curso é o do ribeirão Prata. Assim sendo ele totaliza 314,2 quilômetros.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Na questão de altimetria, o Pomba nasce a 612,5 metros. Na altura da Ponte Metálica Astolfo Dutra está a 160 metros acima do nível do mar.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Deságua em Aperibé, próximo de Santo Antônio de Pádua, no Rio Paraíba do Sul, Estado do Rio de Janeiro, a uma altitude de 50 metros.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fonte: Magalhães, Washington, Centenário da Ponte Velha – Um Símbolo de Cataguases (1915 – 2015), Editora TicTac, junho de 2015.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Editora Chefe
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Karla Valverde
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/WhatsApp+Image+2024-07-05+at+16.39.49.jpeg" length="136469" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Mon, 24 Jun 2024 16:43:34 GMT</pubDate>
      <guid>https://www.jornalmeiapataca.com.br/o-rio-pomba</guid>
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        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/WhatsApp+Image+2024-07-05+at+16.39.49.jpeg">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>João Duarte Ferreira</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/joao-duarte-ferreira</link>
      <description>1924 - 2024: Centenário de morte</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           João Duarte Ferreira
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/WhatsApp+Image+2024-06-18+at+14.40.39.jpeg"/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           João Duarte Ferreira, natural de Freixosa, Portugal, nascido em 24 de junho de 1856, chegou ao Brasil ainda jovem, acompanhado de seu conterrâneo Barata Diniz. Ambos fixaram-se em Queluz, atual Conselheiro Lafaiete e em 1877 João Duarte mudou-se para Cataguases.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Na cidade, trabalhou como atendente no Hotel Venâncio, depois como caixeiro na Firma de Joaquim Estolano da Silveira, onde foi sócio e, posteriormente proprietário do estabelecimento comercial. À partir daí prosperou e firmou-se como comissário de café, montou o Engenho Central de Cataguases, para beneficiamento de café, arroz e madeira, montou usina de açúcar, fundou o Banco de Cataguases, foi proprietário de escolas, imóveis urbanos e fazendas. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Sua atuação na administração do município iniciou logo após a proclamação da República, quando a Câmara Municipal foi dissolvida, em 1889 e criada a Junta da Intendência, com as mesmas funções do órgão anterior. João Duarte fez parte da Intendência, juntamente com Eduardo Ernesto Gama Cerqueira e Manoel Carlos Cleto Moreira.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Foi eleito vereador pelo Partido Republicano Mineiro - PRM - pelo distrito de Santana, na primeira câmara republicana (1892-1894) e para presidente do Conselho Distrital da cidade de 1895 a 1897, quando Astolfo Dutra se elegeu para agente executivo.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Após esse período, João Duarte se afastou da política e passou a dedicar-se aos seus negócios, como as obras do Teatro Recreio e a fundação, com demais sócios, da Companhia Força e Luz Cataguases-Leopoldina e da Companhia de Fiação e Tecelagem de Cataguases.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Em 1909, retornou à vida política como vereador, sendo eleito também presidente da Câmara Municipal e Agente Executivo (cargo equivalente ao de prefeito) e reeleito até 1924. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Atento à conjuntura política, social e econômica da época, João Duarte priorizou em sua administração as diretrizes do Partido Republicano Mineiro visando o desenvolvimento do município, como: saúde e saneamento (vacinação, tratamento de água e rede de esgoto, esgotamento de córregos); urbanização (abertura de ruas, praças e avenida, arborização, calçamento); transporte (ferrovia e abertura de estradas e pontes); imigração (colônias agrícolas: Santa Maria e Joaquim Vieira); instrução pública (grupo escolar). 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Faleceu no Rio de Janeiro em 17 de junho de 1924 e está sepultado em Cataguases.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Joana Capella e Odete Valverde
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/WhatsApp-Image-2024-06-18-at-14.40.39-cbcfd197.jpeg" length="61614" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Wed, 19 Jun 2024 20:00:23 GMT</pubDate>
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      <g-custom:tags type="string">notaveiscataguasenses</g-custom:tags>
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        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
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        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Rivânia Maria Trotta Sant'Ana</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/rivania-maria-trotta-sant-ana</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Rivânia Maria Trotta Sant'Ana
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Nasceu em Cataguases, licenciada em Letras pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), mestra em Literatura Brasileira pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e doutoranda em Estudos da Linguagem, também pela UFMG. É professora do Departamento de Letras da Universidade Federal de Ouro Preto, onde, nos últimos anos tem-se dedicado ao ensino de Língua Portuguesa.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
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      <pubDate>Sun, 16 Jun 2024 17:27:27 GMT</pubDate>
      <guid>https://www.jornalmeiapataca.com.br/rivania-maria-trotta-sant-ana</guid>
      <g-custom:tags type="string">colunistas</g-custom:tags>
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        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
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        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Afonso Henrique Vieira de Resende</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/afonso-henrique-vieira-de-resende</link>
      <description>Notáveis Cataguasenses</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Afonso Henrique Vieira de Resende
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        &lt;span&gt;&#xD;
          
             ﻿
            &#xD;
        &lt;/span&gt;&#xD;
        
            Nasceu na
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fazenda da Glória
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , Município de Cataguases, em 03/10/1863. Brilhante advogado, venceu a causa de reintegração de posse da Fazenda do Rochedo, derrubando parecer de Rui Barbosa e do Visconde de Ouro Preto. Morreu em Cataguases, em 15/05/1934.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        &lt;br/&gt;&#xD;
        
            Afonso Vieira de Resende concluiu os estudos primários na Fazenda da Glória, o curso secundário no Colégio Caraça, e o curso superior na
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Faculdade de Direito de São Paulo
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           . Em 1886, logo após bacharelar-se, é nomeado Promotor Público e, em 1889, Juiz da Comarca de Leopoldina.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Afonso pertencia à família dos pioneiros do Município de Cataguases. Seu avô fundou a Fazenda da Glória e seu pai, o
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Coronel Vieira
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , foi o idealizador da criação do Município e da nova sede da Fazenda do Rochedo, dois grandes latifúndios produtores de café. Por volta de 1880, a produção cafeeira do município sofreu forte abalo, que tornou os cafeicultores vítimas das crises cíclicas da lavoura. Não conseguindo reequilibrar-se financeiramente, o Coronel Vieira perde sua propriedade.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           É o momento em que surge a figura do bacharel Afonso Henrique, como mediador entre os credores e seu pai, agora produtor inadimplente. Inicia-se o litígio de reintegração de posse da Fazenda do Rochedo. O processo continha os pareceres de Rui Barbosa e do Visconde de Ouro Preto, contrários à tese que o Dr. Afonso defendia. O jovem advogado, aparentemente, encontrava-se em desvantagem.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        &lt;br/&gt;&#xD;
        
            No
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Colégio dos Desembargadores
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , em Belo Horizonte, o Dr. Afonso mostrou competência e tenacidade de propósitos: a ação de reintegração de posse foi julgada procedente. Essa defesa tornou-o conhecido em todo o Estado. Em sua longa trajetória profissional, o Dr. Afonso imprimiu sua personalidade na tribuna do judiciário - uma energia pessoal combinada com grande habilidade de argumentação. Ele exerceu a advocacia por mais de trinta anos na Comarca de Cataguases, onde também se elegeu vereador.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Fonte: Trecho retirado do livro "Os 100 do século em Cataguases", da Fundação Ormeo Junqueira Botelho.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/48ae797d-824b-4c7c-981f-b6e1a7857ed0-78cf8f68.jpg" length="162135" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Wed, 12 Jun 2024 21:09:36 GMT</pubDate>
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        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
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        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Ponte Velha, Um Símbolo de Cataguases</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/ponte-velha</link>
      <description>Washington Magalhães</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Ponte Velha
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Um símbolo de Cataguases
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Fotos:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Livro Centenário da Ponte Velha – Um Símbolo de Cataguases (1915 – 2015), Washington Magalhaes, 2015
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ﻿
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A Ponte Velha veio substituir a antiga ponte de madeira, construída em 1842.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Engenheiro e estrutura
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Para Antônio Tavares, engenheiro oficial e responsável pela fiscalização da obra, a Ponte Metálica era a primeira ponte – no sentido de qualidade – do Estado de MG por sua solidez e perfeita construção. Com 122 m de extensão e cinco de largura, dividida em três vãos, sendo um, central, de 52 metros e dois extremos de 35 metros cada, atravessando o rio Pomba no centro da cidade de Cataguases. A ponte está localizada no kilômetro 181,9 do percurso do rio, cuja extensão total, entre retas e meandros, é de 314,2 Km.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Peso e inscrição em latim
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O peso da superestrutura era, e certamente ainda é, de 240 toneladas. Os tubos pesavam 30 toneladas cada um. Esses pesos se referem somente ao material metálico. Acima do assoalho, entre o primeiro e o último lance, veem-se dois frontões, que são tubos em aço maciço. Afixadas nas partes mais altas estão as inscrições em latim que, uma vez traduzidas, visa demonstrar a hospitalidade da gente cataguasense.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
                   
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            PACIFICUSNE EST INGRESSUS TUUS?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
                              É de paz a tua entrada?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
                    
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           REVERTERE AD ME SUSPICIAM TE
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
                              Volta que te receberei
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Vale ressaltar que essas frases, oriundas do livro “Eneida”, de Virgílio, faziam mais sentido quando o tráfego de veículos era de mão dupla. Hoje, só dando mão numa direção, virou uma espécie de referência cultural, tendo sempre gente perguntando sobre o que quer dizer cada frase.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Valor da obra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O valor da obra foi de 250 contos de réis. A construção foi iniciada em 06 de setembro de 1912 e entregue em 14 de junho de 1915. Os trabalhos estiveram sob a direção do engenheiro-empreiteiro Raul Carneiro e seu auxiliar João de S. Aral.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Inauguração e convidados
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A cerimônia de inauguração teve início às 12 horas do dia 20 de junho de 1915. Acompanhado pela banda de música Lyra de Cataguases e por mais de 5 mil pessoas, o presidente da Câmara dos Deputados, o cataguasense Astolfo Dutra Nicácio (1864-1920), representando o Presidente da República, Wenceslau Braz e o governador de Minas Gerais, Júlio Bueno, discursou, dando por inaugurada a obra. Também o agente-executivo de Cataguases, Coronel João Duarte Ferreira, mais os vereadores, procederam à inauguração oficial. A bênção foi dada pelo Padre Chrysóstomo. Logo após a ponte foi entregue ao público.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Nome da Ponte Metálica
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Vale ressaltar que o nome oficial da Ponte Metálica é uma homenagem ao Deputado Federal
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Astolfo Dutra Nicácio
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (nome dado em 1952), pai de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra Nicácio
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , que também dá nome à outra ponte, a ponte de concreto, mais conhecida como Ponte Nova, inaugurada em 1954.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            foi a grande voz em defesa dos fracos e oprimidos. Ter essas duas pontes com os nomes desses homens pode ser considerado uma vitória política que a história não se furtou de escrever.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Símbolo de Cataguases
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Sempre que pensar em Cataguases surgirá de imediato a imagem da Ponte Metálica. Lembrança primeira de uma modernista cidade do interior de Minas Gerais. Ela foi o principal fator de desenvolvimento e progresso da margem direita do rio Pomba. Quanto mais se souber de sua história, de sua importância, mais será valorizada. Ressaltar seus pontos positivos e não permitir que ela seja tratada apenas como uma travessia é dever de quem a tem como uma peça importante da história. Além da lei de tombamento, que lhe protege e blinda, é sempre bom saber um pouco mais sobre sua importância. Para melhor respeitá-la.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fonte: Magalhães, Washington, Centenário da Ponte Velha – Um Símbolo de Cataguases (1915 – 2015), Editora TicTac, junho de 2015
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/WhatsApp+Image+2024-06-01+at+13.06.48.jpeg" length="216634" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Wed, 05 Jun 2024 13:47:58 GMT</pubDate>
      <guid>https://www.jornalmeiapataca.com.br/ponte-velha</guid>
      <g-custom:tags type="string">arteecultura</g-custom:tags>
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        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/WhatsApp+Image+2024-06-01+at+13.06.48.jpeg">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Antônio Amaro Martins Costa</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/antonio-amaro-martins-costa</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Notáveis Cataguasenses
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Antonio Amaro Martins da Costa
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Professor nascido na fazenda da Pedra Redonda, Ubá, em 28.05.1881. Um mestre em toda a amplitude da palavra, Antônio Amaro foi o grande diretor que fez a história do antigo ginásio e do Colégio de Cataguases. Morto em Cataguases em 16.02.1950.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Formação Acadêmica
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Farmacêutico formado pela antiga Escola de Ouro Preto, Antônio Amaro nunca exerceu o ofício. Desde estudante, o acadêmico dedicava a maior parte de seu empo ao ensino – e já então o jovem professor se encontrava com sua real profissão, que faria dele um educador por excelência, daqueles que se leva pela vida afora. Em sua cidade natal, e por curto período de tempo, exerce o cargo de presidente da Câmara e Agente Executivo. Mas a política não o seduz: prefere a independência, que se conservará por toda a vida. Não raro, a ele acorriam pessoas ligadas às diversas correntes partidárias, em busca de conselhos.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Família
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Casado com a cataguasense Carmen Santos, Amaro transfere-se para a cidade em janeiro de 1917, assumindo a direção do velho Gymnásio de Cataguazes, fundado por Manoel Ignácio Peixoto e pelo Coronel João Duarte.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Colégio de Cataguases
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Em 1923 torna-se proprietário da escola., da qual jamais se afastará. Mesmo após sua venda à firma Peixoto &amp;amp; Cia, em 1943, ele continuará até sua morte como professor do estabelecimento, já então denominado Colégio de Cataguases.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Professor
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Antônio Amaro lecionava matemática, física e química – e excepcionalmente inglês, língua que dominava com desembaraço. Sua curiosidade estendia-se à agronomia, à geografia, à astronomia. Na ausência de qualquer professor, assumia a sua disciplina com grande naturalidade. Possuía aquele falar fácil, pitoresco e cativante que prende o interesse do ouvinte. Do velho ginásio de seu tempo, saíram centenas de jovens com o preparo indispensável para o ingresso nos cursos superiores, muitos deles logo ocupando posição de relevo em diversos setores da sociedade.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Inauguração do novo prédio do Colégio de Cataguases
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em novembro de 1950, o jornal “O Estuante” publica discurso inédito escrito pelo mestre para a inauguração do novo prédio do Colégio, realizada no ano anterior. Por motivo de doença, Antônio Amaro não pôde dizer as palavras que preparou, coisas como: “transferindo-nos para cá em janeiro de 1917 jamais nos afastamos do velho Ginásio de Cataguases, o qual passou, em 1923, a nossa propriedade particular, por compra do edifício e terrenos. Confundiram-se nossas existências, uma vez que, com igualdade de ânimo, participávamos de seus dias de alegria e de adversidade, pois que, como sabeis, também as coisas tem sua vida como a dos homens: se lhes sobram às vezes, dias de sol, não lhes faltam, entretanto, dias de tristeza e amargura.”
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Escultura “Pensador”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Em 28.05.1951, a diretoria do colégio, com a colaboração dos ex-alunos e amigos, prestou grande homenagem à memória de Antônio Amaro. Através da escultura “Pensador”, de Jan Zach, Cataguases imortalizou em bronze a figura do velho mestre.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ﻿
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fonte e Foto: Trecho retirado do livro "Os 100 do século em Cataguases", Fundação Ormeo Junqueira Botelho, 2000.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Pensador+2.jpg" alt="Pensador"/&gt;&#xD;
  &lt;span&gt;&#xD;
  &lt;/span&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Antonio-Amaro-4d0d0e30.jpg" length="42697" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Fri, 31 May 2024 16:21:09 GMT</pubDate>
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      <g-custom:tags type="string">notaveiscataguasenses</g-custom:tags>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Antonio-Amaro.jpg">
        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Antonio-Amaro-4d0d0e30.jpg">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Notáveis Cataguasenses</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/notaveis-cataguasenses-lucio-alves</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Notáveis Cataguasenses - Lúcio Alves
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Lúcio Ciribelli Alves, cantor e compositor, nascido em Cataguases em 28/01/1927. Terra de muitas e belas vozes, Cataguases jamais viu voz tão bela como a de Lúcio Alves, um dos cantores fundamentais na história da música popular brasileira. Morreu no Rio de Janeiro em 03/08/1993.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Família
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Menino considerado prodígio - cantava, tocava violão, compunha - Lúcio Alves nasceu na Rua Pomba, em Cataguases, vindo de uma família ligada à música. Sua mãe tocava piano e seu pai, farmacêutico-prático, era músico de banda e tocava bombardino. Em 1934, a família muda-se para o Rio de Janeiro e logo Lúcio começa a cantar em programas infantis nas estações de rádio cariocas.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Profissional da música
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        &lt;br/&gt;&#xD;
        
            Mas em termos profissionais, seu início deu-se mesmo com o ingresso, aos 14 anos, no grupo vocal “Namorados da Lua”, do qual torna-se
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           crooner
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            . Logo já é atração no famoso “Um milhão de Melodias”, na Rádio Nacional, e passa a cantar em cassinos, cinemas e boates. Somando-se 78 rotações, compactos e LP’s, Lúcio Alves gravou mais de uma centena de discos. Seu lado de compositor é menos conhecido, mas não menos brilhante, legando pelo menos um clássico à música popular brasileira,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “De conversa em conversa”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , que compôs ainda muito jovem, em parceria com Haroldo Barbosa.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Carreira solo no exterior
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        &lt;br/&gt;&#xD;
        
            Quando o conjunto “Namorados da Lua” acabou, em 1947, Lúcio já cantava sozinho. Tenta carreira no exterior, atuando em Cuba como
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           crooner
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            e violonista do conjunto “Os Anjos do Inferno”. De Cuba vai para os Estados Unidos, de onde volta em 1948, após um ano fora do Brasil - exatamente quando o disco que fizera antes da viagem era ouvido em todo o país.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Álbuns de sucesso e a bossa nova
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        &lt;br/&gt;&#xD;
        
            Grava a partir de então um álbum atrás do outro, sempre com muito sucesso. Junto com seu amigo
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dirk Farney
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , cujo timbre de voz era muito semelhante ao seu, Lúcio é considerado um dos mais sofisticados cantores surgidos no Brasil entre os anos 40 e 50. A exemplo de Farney, seu estilo de cantar era totalmente
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           cool
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , na contramão dos vozeirões então em voga no Brasil. Não por acaso, um estilo que acabaria desaguando em João Gilberto e na Bossa Nova, movimento de que participou ativamente e para o qual sua voz foi também importante ponto de referência.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           A partir de meados da década de 60, sob o império do iê-iê-iê, ele torna-se arisco aos microfones e transforma-se em bem-sucedido produtor de programas musicais para a televisão. Uma de suas últimas apresentações ao vivo foi coincidentemente em Cataguases, durante uma festa de final de ano dos funcionários da Companhia Força e Luz Cataguazes-Leopoldina.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fonte: Trecho retirado do livro "Os 100 do século em Cataguases", da Fundação Ormeo Junqueira Botelho.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/lucio-alves-d6665b5d.jpg" length="46917" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Wed, 17 Apr 2024 00:04:33 GMT</pubDate>
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        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/lucio-alves-d6665b5d.jpg">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Notáveis Cataguasenses  Professor Jose Silva Gradim</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/notaveis-cataguasenses</link>
      <description>Notáveis Cataguasenses - Professor Jose Silva Gradim</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Jose Silva Gradim
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ﻿
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Jose Silva Gradim
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , professor de português e latim, nascido em 05.08.1914, em Guidoval. Responsável pelos sólidos conhecimentos de português recebidos por várias gerações de alunos. Gradim foi o melhor exemplo do magnífico corpo de mestres do Colégio de Cataguases. Faleceu em 06.04.1989, em Cataguases.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Jose Silva Gradim
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            fez o curso primário e o secundário no Colégio Raul Soares, em Ubá. Seminarista em Mariana, adquire o conhecimento vernacular e humanístico que será a sua principal característica. No início dos anos 40, a convite do
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Professor Antônio Amaro
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , Gradim transfere-se para Cataguases onde passa a lecionar português, Latim e Filosofia no Ginásio Municipal. No Ginásio, que logo depois seria o
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Colégio de Cataguases
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , ele passaria o resto de sua vida, chegando mesmo a residir no entorno do novo prédio, numa das residências então destinadas aos professores. Em sua homenagem, a antiga residência do diretor do Colégio transformou-se, em 16.10.1996, na
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Casa de Cultura Jose Silva Gradim.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            À exceção de brevíssima temporada como
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Professor da Universidade Federal de Brasília
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           – que não levou adiante por não se adaptar ao Planalto -, o Colégio de Cataguases foi literalmente sua casa. Mesmo no tempo em que frequentava a Faculdade de Direito de Niterói, formando-se em 1959; ou quando se licenciou, em 1975, pela Faculdade Dom Bosco de Filosofia de São João Del Rei. Gradim foi também responsável pelas cadeiras de Língua Portuguesa e Literatura no Colégio Carmo, na FAFIC e na Faculdade de Filosofia de Ubá. Colaborou no “Cataguases”, e no “O Estudante”, o jornal do Grêmio Literário Machado de Assis, do qual foi um dos grandes incentivadores.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Um surpreendente intelectual que era também um apaixonado por esportes, um dos pouquíssimos, e não por isso menos fanáticos, torcedores do América Futebol Clube do Rio de Janeiro.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Assistir uma aula do Gradim era conviver com o acontecimento sem renegar o passado. O professor de português ficou famoso por contextualizar suas aulas. Rigoroso na sintaxe gramatical, nas sempre temidas análises camonianas, Gradim sabia ao mesmo tempo passar a seus alunos o amor pelos poetas da palavra e da imagem. Não raro, ele exemplificava seus ensinamentos citando filmes, diretores, peças de teatro e obras de arte. As aulas de português eram, na verdade, um pequeno e rico curso de entendimento do mundo.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em abril de 1989, por ocasião de sua morte, escreveu o poeta
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Francisco Marcelo Cabra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            l, que foi seu aluno:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            “Nunca quis abandonar Cataguases – os motivos que o levaram a tal opção permanecem desconhecidos e talvez fiquem para sempre ocultos como outros mistérios de Cataguases. (...) Se me pedissem uma sugestão para o seu epitáfio, uma estrela, que marque o local onde foi enterrado, para lembrança (por quanto tempo?) dos pósteros curiosos, eu daria a seguinte:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “Jose da Silva Gradim – Um Mestre”.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ﻿
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fonte: Trecho retirado do livro "Os 100 do século em Cataguases", da Fundação Ormeo Junqueira Botelho.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Professor-Gradim.jpg" length="82986" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Thu, 11 Apr 2024 20:22:22 GMT</pubDate>
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        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
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        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Notáveis Cataguasense Coronel Joaquim Gomes de Araújo Porto</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/notaveis-cataguasense-coronel-joaquim-gomes-de-araujo-porto</link>
      <description>Fundador do Jornal Oficial de Cataguases</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Notáveis Cataguasense Coronel Joaquim Gomes de Araújo Porto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/8c99e1f9-9430-478b-aa38-f0b9d0f2c53b.jpg"/&gt;&#xD;
  &lt;span&gt;&#xD;
  &lt;/span&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Coronel Joaquim Gomes de Araújo Porto, nascido em São João Nepomuceno, em 06/06/1854. Agente-Executivo do Município por dois períodos particularmente conturbados, demonstrou qualidades de hábil político. Criador do jornal “O Cataguases” , em 1906. Morreu em Ubá, em 14/06/1930.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Após fazer estudos secundários na Escola Régia, em São João Nepomuceno, Joaquim de Araújo Porto ingressa na vida pública em Cataguases, exercendo o cargo de Juiz de Paz. Moderação e tolerância foram atributos essenciais para que ele se destacasse como um dos políticos mais atuantes do município.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Em 1890, foi-lhe conferido o título de tenente-coronel da Guarda Nacional da Comarca de Cataguases pelo presidente da recém-proclamada República no Brasil, Marechal Deodoro da Fonseca. No mesmo ano, era nomeado Intendente Municipal. Após cumprir o mandato, exerceu o cargo de subdelegado do distrito de Itamarati e, no ano seguinte, foi eleito vereador por aquele distrito. Nessa época, 1891, a Intendência foi extinta e o governo do município voltava ao presidente da Câmara através dos agentes-executivos.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           A partir de 1901, na qualidade de Agente-Executivo do município por dois mandatos, Araújo Porto enfrenta situações adversas durante suas gestões - surtos epidêmicos de varíola, febre amarela e colapsos clínicos da produção cafeeira, fatores desestabilizantes do erário municipal. Realizando uma administração habilidosa, o Agente-Executivo conseguiu conciliar lideranças políticas antagônicas e reduzir a dívida pública. Procurou ainda incentivar novas atividades que garantiriam a estabilidade econômica do município.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Em meio a essas circunstâncias, Araújo Porto apóia integralmente os idealizadores dos dois primeiros projetos industriais para Cataguases - uma fábrica de tecidos e uma usina geradora de energia elétrica. Foi um dos diretores da Companhia de Fiação e Tecelagem. Além disso, o Coronel Araújo Porto presidiu a Sociedade Agrícola de Cataguases, atuou como inspetor de instrução pública e, em 1906, criou o seminário “Cataguazes”, o órgão oficial dos Poderes Municipais.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Trecho retirado do livro "Os 100 do século em Cataguases", da Fundação Ormeo Junqueira Botelho.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Continua-C3-83--C3-83-o-de-Jo-C3-83-o-Duarte-e-in-C3-83-cio-de-Araujo-Porto-4172b37c-7e87249f-42903e93.jpg" length="6662" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Tue, 09 Apr 2024 18:19:31 GMT</pubDate>
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      <g-custom:tags type="string">notaveiscataguasenses</g-custom:tags>
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        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Continua-C3-83--C3-83-o-de-Jo-C3-83-o-Duarte-e-in-C3-83-cio-de-Araujo-Porto-4172b37c-7e87249f-42903e93.jpg">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Os 60 anos do golpe militar de 31 de março de 1964 em Cataguases</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/os-60-anos-do-golpe-militar-de-31-de-marco-de-1964-em-cataguases</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Washington Magalhães
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Uma história que ainda não foi contada direitinho
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O que aconteceu no Brasil a partir de 31 de março de 1964 foi contado, e continua sendo contado sempre, pelos acontecimentos dos grandes centros urbanos. As coisas se decidiam no plano político nas cidades como o Rio de Janeiro, que já tinha sido Capital Federal, São Paulo, capital econômica do país, Belo Horizonte, com sua tradição de militância política, (vide Tiradentes) e Brasília, a capital do país.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O que aconteceu em Cataguases?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Das poucas cidades pequenas do Brasil, o município de Cataguases foi um dos primeiros que tiveram seus líderes sindicais procurados e presos logo na própria data da eclosão militar liderada pelo General Olympio Mourão Filho, da 4ª Região Militar do Exército, em Juiz de Fora.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Em Cataguases já tinha gente presa antes das tropas do General Olympio sair de Juiz de Fora em direção ao Rio de Janeiro. Foi quando começou a caça às bruxas na cidade. Uma das correntes da política municipal era liderada por capitães de indústria que viam nas ações de alguns sindicalistas uma ameaça à estabilidade de suas fábricas de fiação e tecelagem e todo o conjunto de empresas atreladas a essa atividade.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Quem delatou?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Os empresários, os donos das fábricas, achavam um absurdo os empregados exigirem direitos trabalhistas. Achavam que gerar empregos era o suficiente para ser aclamado como o melhor patrão do mundo. Quem pensasse diferente era taxado como “comunista”. A maioria não sabia o que significava aquela palavra. Mas era a palavra que as forças econômicas que defendiam o desrespeito à Constituição Federal, à Consolidação das Leis do Trabalho e outras conquistas dos trabalhadores usavam.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Assim que os militares tomaram assento no Poder começaram as delações em Cataguases. Tinha a delação em que o “patrão” chegava e determinava: “Você entrega fulano”. Muitas vezes esse se recusava delatar alegando não ter nada contra ele. “Quem defende
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           comunista
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            é
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           comunista
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            também”, era o argumento.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           E os dedos-duros?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Em muitos casos os mais medrosos, para salvar a pele, deduravam sem medir as consequências históricas. Sem contar os dedos-duros voluntários, doidos para agradar os poderosos da cidade. E tudo isso está escrito, inesquecivelmente, na história dos perdedores. Toda a gente sabe quem eram esses indignos.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Caos em Cataguases
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Quando a polícia política começou a procurar os sindicalistas de Cataguases foi um deus-nos-acuda. Teve
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “comunistas”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            se escondendo aterrorizados. Não teve jeito: foram todos presos ou indiciados.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Alguém escapou?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dois deles conseguiram se safar. Um foi o trabalhador rural, Teófilo Anselmo (Machado), fugiu para o Distrito de Aracati, pulou no Rio Pomba e sumiu. Outro foi o Zé Recreio, funcionário do Banco do Brasil, que se vestiu de mulher, colocou uma trouxa de roupas na cabeça e saiu da cidade com certa tranquilidade.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Presos cataguasense
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Foram presos Rubens Policastro Meira, dono da ORTEC, um escritório de contabilidade; Nanto Furtado Siqueira, funcionário do INSS; Jose Rosa Filho, sindicalista; Itamar Barbosa, marceneiro; Gilson Fernandes Chagas, funcionário do antigo SAPS (Serviço de Abastecimento da Previdência Social); Joaquim Ladeira, operário; Euplinio Simplício, carpinteiro; Manoel Queiroz Manoir, sapateiro e Wilson Valverde, comerciante.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Processados
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Evaristo Garcia de Matos; Antonio Ribeiro Barroso, agrimensor; Alaor Bagno, funcionário do Banco do Brasil e Teófilo Anselmo, trabalhador rural, não foram presos, mas responderam processo na Justiça Militar, em Juiz de Fora.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Olavo da Silva Marques, Presidente do Sindicato dos Ferroviários; Mario Bagno, Mestre de tecelagem na Indústria Irmãos Peixoto; Alfeu Araújo, comerciante e Elmo Furtado de Siqueira, professor, foram detidos, mas não responderam a nenhum processo.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O apagão em Cataguases
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Reza a lenda que quando iam levar os presos políticos para a prisão em Juiz de Fora, costumavam dar um blackout na cidade, desligando a energia elétrica e gerando um grande apagão. Era um terror. Em outros dias, quando as luzes eram apagadas, toda a gente já imaginava que mais um
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “comunista”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            estava sendo levado para a prisão. O que nem sempre era verdade.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Os absolvidos
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em novembro de 1967, em plena ditadura militar, os
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “comunistas”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            de Cataguases foram julgados pela Justiça Militar, em Juiz de Fora. Foram todos absolvidos por falta de provas. Vale registrar que um dos corajosos advogados dos comunistas de Cataguases, foi Manoel das Neves Peixoto.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Disputa Política?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Os comentários da época eram que a Justiça Militar constatou que se tratava de uma briga doméstica. Uma disputa política municipal que os poderosos da cidade queriam traduzir como uma luta ideológica de esquerda. Era coisa de Peixoto contra Pedro Dutra.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A história do Golpe de 1964 nos pequenos municípios do Brasil
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Haverá de aparecer um historiador que se interesse por essa fase da história do Brasil. Pela história que vem das cidades menores. Sessenta anos se passaram e nada ainda foi contado direitinho.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Os livros oficiais não registram esses momentos tenebrosos da vida cataguasense. A história de homens que foram delatados, perseguidos, presos, torturados, julgados pelos militares, absolvidos por falta de provas e que não podem ser esquecidos em suas lutas no momento em que o país passa mais uma vez por dias difíceis.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Os delatores, os dedos-duros, e outros voluntários bajuladores dos opressores não serão lembrados, e nem merecem sê-los, por já estarem mortos e sem direito de defesa. Eles jazem numa história que ainda não foi devidamente escrita.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Para não ferir suscetibilidades dos descendentes, cujas relações sociais são plenas, os poucos que ainda guardam na memória esses acontecimentos preferem deixar pra lá e não falarem nada. E tudo fica como dantes no quartel de Abrantes. O melhor é esquecer!?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Washington Magalhães
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            é mineiro de Cataguases, nascido em 15 de novembro de 1950. Jornalista arrependido optou por escrever livros. “Dá para explicar melhor a coisa”, ele acha. Trabalhou em publicações de esquerda na década de 70. Suas mais recentes obras são “O Colecionador de Desaforos” – o homem que levava desaforos para casa; Nossa Gente – Um perfil do Povo de Cataguases; Centenário da Ponte Velha – 1915-2015; Estórias Pitorescas de Cataguases; POMBA – Um rio Meu / Seu / Nosso. E agora, relembrando coisas de um passado que ainda perdura na memória de muitos. Era assim, ERASSIM. Era mesmo. Cabe registrá-lo.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
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      <pubDate>Thu, 28 Mar 2024 20:22:48 GMT</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title>Washington Magalhães</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/washington-magalhaes</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Washington Magalhães
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Washington Magalhães
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           é mineiro de Cataguases, nascido em 15 de novembro de 1950. Jornalista arrependido optou por escrever livros. “Dá para explicar melhor a coisa”, ele acha. Trabalhou em publicações de esquerda na década de 70. Escreveu em defesa da comunidade de Trindade, no litoral fluminense, que estava sendo invadida pelo progresso que os próprios nativos não queriam. Fez ponta como ator em diversos filmes nacionais. Nada relevante. Prefere escrever “a dor que deveras sente”. Há sempre um fascinante segredo entre o autor e o leitor, ele afirma. Trata-se, para ele, de uma produtiva cumplicidade que faz a leitura seguir. De volta a Cataguases nos primeiros anos da década de 80, danou a escrever coisas. Publicou do jeito que pode (pôde). Editou revistas e jornais. Criou álbuns de figurinhas das cidades de Cataguases, Leopoldina e Conselheiro Lafaiete. Paralelamente lançava uns livros. Literatura modesta. Coisas despretensiosas. Suas mais recentes obras são “O Colecionador de Desaforos” – o homem que levava desaforos para casa; Nossa Gente – Um perfil do Povo de Cataguases; Centenário da Ponte Velha – 1915-2015; Estórias Pitorescas de Cataguases; POMBA – Um rio Meu / Seu / Nosso. E agora, relembrando coisas de um passado que ainda perdura na memória de muitos. Era assim, ERASSIM. Era mesmo. Cabe registrá-lo.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Imagem-do-WhatsApp-de-2024-03-28--C3-A0-28s-29-16.10.51_52823278-9ff23e84.jpg" length="79639" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Thu, 28 Mar 2024 19:27:53 GMT</pubDate>
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    <item>
      <title>Notáveis Cataguasense Flávia Dutra</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/notaveis-cataguasense-flavia-dutra</link>
      <description>História da primeira vereadora mulher de Cataguases</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Notáveis Cataguasense Flávia Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/20130903180728_892.jpg"/&gt;&#xD;
  &lt;span&gt;&#xD;
  &lt;/span&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Professora nascida em 10/06/1896, na Fazenda do Jequitibá, RJ. Casada com o Deputado Pedro Dutra, tornou-se também política de projeção em Cataguases, sendo a primeira vereadora eleita no município. Faleceu em 06/10/1988, no Rio de Janeiro.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Com seus pais, Eponina Werneck Pacheco e Paulino José Fernandes, a menina Flávia Dutra chega a Cataguases aos oito anos, e é matriculada na escola da professora Honoria Ventania. Passa depois para o antigo Colégio Nossa Senhora do Bom Conselho e, em 1910, ingressa no Ginásio de Cataguases - à época arrendado pelo Instituto Grambery - onde fica até 1913.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Professora primária, ela leciona no Grupo Escolar Coronel Vieira até 1918, quando se casa com o futuro advogado e político Pedro Dutra Nicácio. Mulher culta, Flávia lia com fluência nas línguas inglesa e francesa, fato incomum para a época. Era também ativa participante das atividades comunitárias. Dinâmica, foi a principal incentivadora para que seu marido retomasse o curso de direito abandonado antes do casamento. Mais tarde, ele escreveria: “tu me animaste a prosseguir até a conquista do diploma de Bacharel em Direito. Estudaste os pontos comigo”.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Em 1920, Pedro Dutra foi nomeado chefe do recenseamento no município de Cataguases. Como foi reconhecido por seus próprios chefes, para o êxito da tarefa foi fundamental a colaboração de Dona Flávia, cuja letra figurava em mapas e relatórios. A colaboração apenas se iniciava. Durante os quarenta e três anos de seu casamento, ela esteve sempre presente nas atividades do marido, colaborando para o sucesso de sua carreira. Em sua residência ela hospedou os presidentes de Minas, Antônio Carlos Ribeiro de Andrade e Bias Fortes. Ali foram também recebidos, quando candidatos à Presidência da República, Juscelino Kubitscheck e o Marechal Henrique Teixeira Lott.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Aos poucos, seu nome passa a ser reconhecido e respeitado por toda a população cataguasense. Numa das oportunidades em que o então governador Juscelino Kubitscheck esteve na residência do casal, Pedro Dutra pediu-lhe que criasse, e instalasse em prédio novo, mais um grupo escolar na cidade. Juscelino, que em sua comitiva trouxera o secretário e amigo Oswaldo Maia Penido, dirigiu-se a este, da outra ponta da mesa, e ordenou sorridente: “Assim que chegarmos a Belo Horizonte, leve-me o Decreto criando, em Cataguases o “Grupo Escolar Flávia Dutra”.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Em 1959, Flávia Fernandes Dutra se elege vereadora, com mandato até 1962. Nessa legislatura, os vereadores abriram mão de seus subsídios, em consequência nada recebendo pelo desempenho do mandato. Dona Flávia foi a primeira vereadora eleita em Cataguases. Voltada para os interesses dos mais pobres, conseguiu ter uma participação efetiva, e não apenas afetiva, na vida pública.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Trecho retirado do livro "Os 100 do século em Cataguases", da Fundação Ormeo Junqueira Botelho.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Fl%C3%A1via+Dutra+p.41.jpg" length="19976" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Sat, 16 Mar 2024 18:56:18 GMT</pubDate>
      <guid>https://www.jornalmeiapataca.com.br/notaveis-cataguasense-flavia-dutra</guid>
      <g-custom:tags type="string">notaveiscataguasenses</g-custom:tags>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Fl%C3%A1via+Dutra+p.41.jpg">
        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
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        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Notáveis Cataguasense Carmelita Guimarães</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/notaveis-cataguasense-carmelita-guimaraes</link>
      <description>História da renomada educadora, Carmelita Guimarães.</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Notáveis Cataguasense Carmelita Guimarães
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/hpqscan0001.jpg"/&gt;&#xD;
  &lt;span&gt;&#xD;
  &lt;/span&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Professora, nascida em Cataguases em 09/09/1881. Mestra conceituadíssima, responsável pela formação em latim e português de várias gerações de cataguasenses. Morreu no Rio de Janeiro, em 27/08/1972.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Carmelita Guimarães aprendeu seu ofício com o próprio irmão, e foi das mais respeitadas professoras da história de Cataguases. Solteira por toda a vida, ela ficou orfã ainda jovem, mas aos poucos constituiu enorme família, composta por parentes, alunos, colegas e diretores com os quais conviveu ao longo de sua carreira no magistério. Foi aluna do internato para moças nos subúrbios de Cataguases, que recebia também alunas de várias localidades próximas à cidade.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Revelando sempre inteligência e dedicação nos estudos, após sua formatura Carmelita Guimarães transforma-se, aos poucos, em uma das mais notáveis e exemplares mestras de toda a região. Começou lecionando para o curso primário, em Cataguases, Miraí e Guidoval.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Especializando-se em Filologia da Língua Portuguesa e em Latim, foi contratada pelo professor Antônio Amaro, diretor do Ginásio Municipal de Cataguases, lecionando por 17 anos para os cursos ginasial e normal daquele estabelecimento.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Durante 18 anos foi professora na Escola Normal Nossa Senhora do Carmo, onde também exerceu o cargo de Inspetora Escolar. Transferindo-se para o Rio de Janeiro, pôde especializar-se, registrando-se nas disciplinas de sua predileção: Português e Geografia. De 1938 a 1946, lecionou no Instituto Guanabara e no Ginásio Itamaraty, ao se aposentar, volta para Cataguases, continuando a ministrar aulas particulares de latim e português. Agradecidos, seus ex-alunos adquiriram para a mestra uma casa na Rua Alferes Henriques de Azevedo, onde Dona Carmelita viveu até o seu falecimento, ocorrido no Rio de Janeiro, em 1927.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Trecho retirado do livro "Os 100 do século em Cataguases", da Fundação Ormeo Junqueira Botelho.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Carmelita+Guimar%C3%A3es+p.30.jpg" length="18317" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Tue, 12 Mar 2024 19:19:49 GMT</pubDate>
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        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Carmelita+Guimar%C3%A3es+p.30.jpg">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Notáveis Cataguasense Clélia Dutra</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/clelia-dutra</link>
      <description>Homenagem ao Dia Internacional da Mulher</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Notáveis Cataguasense
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Clélia Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/coronel_vieira.jpg"/&gt;&#xD;
  &lt;span&gt;&#xD;
  &lt;/span&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Educadora nascida na Fazenda da Aldeia, no distrito de Sereno, em 05/05/1881. Diretora dos dois grupos escolares mais importantes de Cataguases, foi um exemplo de dignidade e sabedoria, respeitada e querida por alunos, professores e superiores. Morreu no Rio de Janeiro, em 03/07/1949.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Filha de Raquel Vieira Resende e do Tenente-Coronel Pedro Dutra Nicácio, Clélia faz o primário na Fazenda da Aldeia, onde nasceu. Matricula-se depois no Colégio Sion, em Petrópolis, onde cursa humanidades. Diplomada, volta à fazenda e - com a aquiescência do pai - funda uma escola com duas de suas irmãs, Adélia e Hermínia. Em 1913, seu irmão, o então deputado federal Astolpho Dutra Nicácio, cria em Cataguases o Grupo Escolar Coronel Vieira. Clélia começa a lecionar no estabelecimento, dirigido por Eurico Rabelo, construindo uma reputação profissional que se manteria ascendente por toda a vida.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Em 1929, ela é nomeada diretora do Coronel Vieira, cargo que iria ocupar de janeiro de 1930 a junho de 1939. Foi então que pôde revelar toda a sua serenidade e energia, toda a austeridade e tolerância, traços marcantes de sua personalidade. Com exemplar isenção, alheava-se a quaisquer cogitações estranhas à função que tanto dignificou: a escola era o foco constante de seus interesses. Foi essa a mesma linha de conduta, inalterada em toda a sua vida profissional, que ela manteve intacta no Grupo Escolar Guido Marlière, para onde fora transferida em 1939. Seis anos após, em 1945, ela encerraria sua carreira no magistério cataguasense.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “Clélia tinha presença, moça de porte altivo, impecável no trajar”. É essa a imagem que dela guardou Dona Gerondina Guieiro, apesar de ser ainda muito nova quando a conheceu. Essa descrição é confirmada por Maria Aparecida Teixeira Lacerda, a Dona Lilia, sua vice-diretora no Guido Marlière: ”Quando havia reuniões na prefeitura, com as diretoras, ela se sobressaia. Recebia muito bem as autoridades educacionais de Belo Horizonte, com quem tinha excelente relacionamento”.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “Ela estava sempre fazendo campanhas para a caixa escolar”, continua Dona Lilia. “Os comerciantes reconheciam a sua importância e tinham mesmo prazer em dar sua contribuição. Era impecável o ‘Guido Marlière’ de Dona Clélia: nos desfiles comemorativos, o grupo estava sempre à frente das outras escolas. Toda a semana havia a hora cívica, a bandeira era hasteada e cantava-se o Hino Nacional. Dona Clélia era enérgica e exigente sempre que preciso - mas ao mesmo tempo boa e justa, agindo com grande sabedoria”. No dia 3 de julho de 1949, Clélia Dutra falece no Rio de Janeiro, sendo sepultada à noite, em Cataguases. Sob a luz de dezenas de tochas, a multidão formada por seus alunos, suas colegas, professoras que dirigiu e orientou, encenou em seu enterro um dos espetáculos mais solenes e comoventes a que a cidade já assistiu.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Trecho retirado do livro "Os 100 do século em Cataguases", da Fundação Ormeo Junqueira Botelho
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Cl%C3%A9lia+Dutra+%28cont.%29+p.32.jpg" length="13909" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Fri, 08 Mar 2024 23:28:53 GMT</pubDate>
      <guid>https://www.jornalmeiapataca.com.br/clelia-dutra</guid>
      <g-custom:tags type="string">notaveiscataguasenses</g-custom:tags>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Cl%C3%A9lia+Dutra+%28cont.%29+p.32.jpg">
        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Cl%C3%A9lia+Dutra+%28cont.%29+p.32.jpg">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Estátua Meninim Mijão</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/estatua-meninim-mijao</link>
      <description>Ronaldo Werneck</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Meninim Mijão
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Design+sem+nome+%282%291.png"/&gt;&#xD;
  &lt;span&gt;&#xD;
  &lt;/span&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Diz-que, aos seis anos, o Duque Godofredo III fugiu do palácio paterno e saiu vagabundeando pelos velhos quarteirões de Bruxelas. O menininho –  que, com  moedas afanadas da governanta, bebera bastante “faro”, a popular cerveja belga –  só foi encontrado tempos depois, na esquina da rua de l´Etuve e rua du Chene. E vertia água copiosamente, naquela mesma pose e local onde ainda hoje se acha o Manneken-Pis, o famoso Manequinho de Bruxelas que, dizem, simboliza o feliz desfecho do episódio, ocorrido a poucos metros da Grand Place, no coração da cidade. Como essa, muitas são as histórias em torno do Manneken-Pis – “menino mijando”, no idioma flamenco. Há os que o tinham como obsceno, e corre que o papa Benoit XIV chegou a condená-lo a verter água eterna e ininterruptamente – o que nada mais era que a glória por ele almejada.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Construída em 1619 pelo escultor Jerôme Duquesnoy, a irreverente estatueta tornou-se ponto de atração turística, figura amada por toda Bruxelas, recebendo roupas de reis, presidentes e celebridades: há no Museu Colonial um armário guardando mais de 250 das peças de seu vestuário. A primeira delas surgiu em 1698, um manto azul à moda da Bavária, ofertada pelo soberano holandês. Luís XV presenteou-o com uma veste em brocados de ouro, que se completava com a espada de cavaleiro da ordem de São Luís. A cada horda que invadia a cidade, ganhava  o Manequinho roupas ou ornamentos suplementares. Napoleão o promoveu a Marquês no século XVIII; em 1816, a Casa de Orange lhe ofertou o uniforme do exército real; em 1830, ele portava a camisa azul que sucedeu à echarpe tricolor do novo Estado Belga.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Ao longo dos séculos, o Manneken-Pis  transformou-se no “amigo do povo” e foi condecorado por reis e príncipes, coberto de honrarias e distinções civis e militares. E algumas vezes roubado e reposto. Como também roubado, nos anos 80,  e depois reposto, foi o Manequinho carioca, cópia realizada em 1902 por Belmiro de Almeida e colocada na Praia de Botafogo, na então Capital Federal. Em 1957, estreando no ataque do Botafogo de Futebol e Regatas, Mané Garrincha marcou um gol histórico e foi o artífice dos outros cinco da goleada de 6 a 2 contra o Fluminense.  Na comemoração do título, num gesto que seria desde então tradicional, a torcida colocou a camisa do Botafogo no Manequinho, transformado em mascote-símbolo do clube. Agora em 2002, entre imóveis e monumentos, a estatueta foi um dos 54 bens tombados com a criação da Área de Proteção do Ambiente Cultural de Botafogo.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Bruxelas-Rio-Cataguases. Esta cópia do Manequinho belga guarda as características da cerâmica de Santo Antônio do Porto, que foram recorrentes no Brasil da segunda metade do século XIX. Vinda de Portugal, ela chegou a Cataguases provavelmente na virada do século passado, sob encomenda do Coronel João Duarte, para ornamentar os jardins da Chácara que estava erguendo – e há décadas era dada como perdida. No ano 2000, quando do restauro desta propriedade, o Manequinho foi localizado no Almoxarifado Municipal, e entregue à guarda da Fundação Cultural Ormeo Junqueira Botelho. Sob orientação do Secretário Estadual de Cultura, Angelo Oswaldo, contactou-se para restauração da estatueta o Instituto do Patrimônio Histórico de Minas Gerais - IEPHA-MG. Coordenado por Vânia Pereira, o trabalho de recuperação do Manequinho, que se encontrava extremamente danificado, durou cerca de dois anos. Hoje, ele retorna à Chácara com a incontinência de seu pipi centenário.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Ronaldo Werneck
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Inauguração do Museu 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Chácara Dona Catarina
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Cataguases, 2002
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Design+sem+nome+%283%291.png" length="4064692" type="image/png" />
      <pubDate>Thu, 15 Feb 2024 21:17:02 GMT</pubDate>
      <guid>https://www.jornalmeiapataca.com.br/estatua-meninim-mijao</guid>
      <g-custom:tags type="string">arteecultura</g-custom:tags>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Design+sem+nome+%283%291.png">
        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Design+sem+nome+%283%291.png">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Notáveis Cataguasense</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/my-posta601e2de</link>
      <description>Foto: Dr. Edson Vieira de Resende, acervo de Joaquim Branco, anos 40.</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dr. Edson Vieira de Resende
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Familia+Dr+Edison+Vieira+de+Resende+Acerco+Joaquim+Branco.jpg"/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dr. Edson Vieira de Resende (1901 – 1960)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Formado em 1923 pela Faculdade Nacional de Medicina do Rio de Janeiro, prestou serviços filantrópicos à população pobre de Cataguases, município em que atuou por de 30 anos. Sua tese final de curso de medicina discorria sobre a “Inserção viciosa da placenta”, a partir da qual obteve distinção na cadeira de obstetrícia.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Por um período de sua vida, o descendente da tradicional família
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Vieira de Resende
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           se dividiu entre a medicina e a atuação política.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Nascido na “Fazenda dos Alpes” em Sereno, distrito de Cataguases, além de vereador, chegou a ser Chefe do Executivo e Deputado Estadual. Foi diretor clínico do Hospital de Cataguases e contribuiu efetivamente para a manutenção da Casa de Saúde.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           As intervenções de “alta cirurgia” eram criteriosamente divulgadas nas publicações locais e os pacientes e suas famílias, também por intermédio dos jornais agradeciam satisfeitas ao Dr. Edson.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Especialista em vias urinárias/doenças de senhoras, atendia na parte da manhã no Hospital e das 13h às 14h no seu consultório da Praça Santa Rita,16, tempos depois, mudaria para a Avenida Astolfo Dutra. Com disponibilidade para atender à domicílio era também famoso por suas aplicações de pneumotórax para Tuberculose Pulmonar.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Personalidade forte e espírito comunicativo, era famoso por ser solidário com a população carente e necessitada de cuidados. Como homem público, ocupou a Prefeitura  Municipal de Cataguases entre 05 de abril de 1945 a 03 de abril de 1946, ocasião em que executou as obras de calçamento com paralelepípedos da cidade até o Hospital.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        &lt;span&gt;&#xD;
          
             ﻿
            &#xD;
        &lt;/span&gt;&#xD;
        
            Na área de educação, entre as principais realizações, adquiriu terrenos e iniciou construções na cidade, escolas como a da Vila Teresa, bem como nos distritos de Miraí, Sobral Pinto, Campestre e São Manoel do Guaiaçu (conhecido como Jacaré, é um distrito pertencente a Dona Eusébia). Obteve junto ao Ministério da Educação, autorização para criar dois novos Grupos Escolares em Cataguases e três Escolas Rurais, uma em Cataguarino e outra em Santana de Cataguases e a última num lugar determinado Sertão (distrito de Dona Eusébia) –
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Jornal Cataguases, 22 de junto de 1958).
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Enfim, com sua atuação política, o ensino e a educação eram peças primordiais. No ofício da medicina, Edson Vieira de Resende foi determinante para pavimentar a estrada a ser percorrida pelas gerações vindouras.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fonte:
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Frade, Inácio, Nos domínios de Hipócrates: a SMCC e o campo médico cataguasense. Cataguases: Editora Juizforana, 2014.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/FOTO-1--Edson-Resende-e-Raio-X-do-Hospital.jpg" alt="Dr, Edson Vieira de Resende e o Raio X do Hospital de Cataguases"/&gt;&#xD;
  &lt;span&gt;&#xD;
  &lt;/span&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Foto: Família do Dr. Edson Vieira de Resende, acervo de Joaquim Branco, anos 40.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Depoimento de Joaquim Branco
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ﻿
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Conheci o dr. Édison Rezende nas inúmeras visitas que fez com sua esposa a minha família no antigo Largo do Rosário (hoje praça dr. Lídio), em Cataguases nos anos de 1940. Sua esposa, dona Odeltiva (conhecida como dona Titiva), era uma mulher inteligente, educada e de rara beleza, lembro-me bem.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dr. Édison era um homem franco e médico de renome em toda a nossa região pela sua grande atuação e notadamente pelo acerto nos tratamentos que prescrevia aos pacientes. Cirurgião competente, tinha o dom de examinar o doente e acertar no diagnóstico na maioria dos casos pelo apalpamento, pois não havia na época os requintes de aparelhos para exames mais apurados. Eu mesmo, quando tinha meus 11 anos, tive uma dor forte no abdômen e minha mãe chamou o dr. Édson tarde da noite. Ele chegou, me apalpou a barriga e diagnosticou: apendicite em fase adiantada e disse: “Vou para o hospital esperar vocês com o menino”. Minha avó relutou e ele disse: “Se o garoto morrer, a culpada vai ser você, Mariquinhas”. Imediatamente, todos se mobilizaram para a minha transferência para o hospital, fui operado e tudo deu certo. Ele salvou minha vida.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Além de médico, dr. Édson também foi político, elegendo-se deputado estadual pelo PSD. 
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Joaquim Branco
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Edison+Vieira+de+Resende-8adc74e0.jpg" length="7448" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Fri, 09 Feb 2024 14:34:03 GMT</pubDate>
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      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Edison+Vieira+de+Resende-8adc74e0.jpg">
        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Edison+Vieira+de+Resende-8adc74e0.jpg">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Notáveis Cataguasense</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/notáveis-cataguasense</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dr. Noberto Custódio Ferreira
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Hospital+de+Cataguases+3.png" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dr. Norberto Custódio Ferreira, nascido em Rio Novo, Minas Gerais, transfere-se para Cataguases após cursar a Faculdade de Direito em São Paulo. Além de ser advogado, também participou ativamente da sociedade local como Vereador, foi o primeiro Gerente do Banco de Crédito Real de Minas Gerais em Cataguases, foi co-fundador da Fábrica de Fiação e Tecelagem de Cataguases e da Companhia Força e Luz Cataguazes-Leopoldina.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ao longo de sua carreira foi um excelente administrador, tanto no Banco como na Companhia Força &amp;amp; Luz Cataguazes-Leopoldina.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Selecionado como uma das cem personalidades mais relevantes do século XX para o município de Cataguases, sem  dúvida, Norberto Custódio Ferreira legou um patrimônio de inestimável valor para o Hospital de Cataguases. Reconhecido pela população como um dos grandes benfeitores do município. "seu
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            testamento contemplou o hospital coma doação da Fazenda da fumaça e ações do Banco do Brasil; e o Educandário Dom Silvério, com a Fazenda da Graminha e as ações da Companhia Força e Luz Cataguases-Leopoldina e da Companhia de Fiação de Fiação e Tecidos Leopoldinense.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Presidiu o Banco do Brasil em 1910, após ter gerenciado o mesmo banco em Santos. Durante sua gestão na presidência deste banco, houve uma das maiores expansões no território nacional já visto. Após este período, em 1916, Dr. Norberto é convidado a dirigir a Carteira de Agências do Banco do Brasil até em 1925 quando retorna a Cataguases. Dr. Norberto foi dono, entre outros bens, de duas grandes fazendas, Fazenda da Graminha e Fazenda da Fumaça, onde se encontrava grande parte do rebanho bovino da cidade.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Dr. Norberto veio a falecer em Ubá, em 1935 vítima de intoxicação alimentar. Em seu testamento, encontramos entre seus herdeiros, o Hospital de Cataguases e o Educandário Dom Silvério, onde foi deixado para cada um deles bens no valor de 879:046$300 (oitocentos e setenta e nove contos, quarenta e seis mil e trezentos reis) para o Hospital de Cataguases e 379:900$000 (trezentos e setenta e nove contos e novecentos mil réis) para o Orfanato Dom Silvério.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dr. Norberto era um homem que além de ter apoiado o desenvolvimento local com apoio a indústria, comércio e mais tarde investindo em fazendas, também apoiou as sociedades filantrópicas de Cataguases. Sua fortuna geral, segundo seu inventário que está sob a guarda do Centro de Documentação Histórica no Instituto Francisca Peixoto chegou a ser de 1.688:878$152 (Um mil, seiscentos e oitenta e oito contos, oitocentos e setenta e oito mil, cento e cinquenta e dois réis), uma grande fortuna para a época.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Além de um espírito empreendedor, Dr. Norberto Custódio Ferreira foi um grande cidadão cataguasense auxiliando essas entidades filantrópicas da cidade.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fonte: https://historiadecataguases.blogspot.com/2009/10/personalidades-de-cataguases-dr.html - Personalidades de Cataguases, acesso em 30.01.2024
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ﻿
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Frade, Inácio, Nos domínios de Hipócrates: a SMCC e o campo médico cataguasense. Cataguases: Editora Juizforana, 2014.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Dr.-Noberto-Cust-C3-B3dio-Ferreira-1.jpg" length="11494" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Tue, 30 Jan 2024 20:27:08 GMT</pubDate>
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      <g-custom:tags type="string">notaveiscataguasenses</g-custom:tags>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Dr.-Noberto-Cust-C3-B3dio-Ferreira-1-4cc68d0f.jpg">
        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Dr.-Noberto-Cust-C3-B3dio-Ferreira-1.jpg">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Notáveis Cataguasense</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/notaveis-cataguasense</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Jose Gustavo Cohen - Fundador do Hospital de Cataguases
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Com a inauguração do Hospital de Caridade, em 1899, intensificou-se a organização de ações beneficentes, cujo objetivo era angariar fundos para a manutenção da entidade hospitalar.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           José Gustavo Cohen
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (1848-1910), figura marcante para o círculo médico cataguasense, foi um grande entusiasta da saúde pública e articulador de importância crucial para a fundação de agremiações que permitiriam a criação e a subsistência do Hospital de Caridade.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Judeu, polonês,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Jose Gustavo Cohen
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            não era cirurgião. Entretanto, do ponto de vista da história local, foi uma das figuras pioneiras na liderança de projetos relacionados aos serviços de saúde pública e deve ser citado como um dos fundadores das sociedades de assistência humanitária que, pouco tempo depois, iriam se fundir no Hospital de Cataguases.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Hábitos alimentares, opções religiosas, sotaques europeus, portes físicos e corporalidades à parte, o certo é que o vidraceiro
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            José Gustavo Cohen
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            era compreendido pela tradicionalíssima sociedade cataguasense como uma personalidade excêntrica. Todavia, se não determinou, sua inserção na Maçonaria pelo menos parece ter contribuído para que seu discurso em prol dos desvalidos de bens materiais e saúde fosse abraçado por outros membros da coletividade.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Foi assim que em 1898
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Jose Gustavo Cohen
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           liderou um grupo com 32 cidadãos que se dispuseram a fundar a “Assistência Humanitária 33 de Cataguases”.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em seus discurso no dia
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           05 de abril de 1899,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            pronunciado na cerimônia do primeiro Hospital de Caridade de Cataguases, localizado na Rua Coronel Vieira, Jose Gustavo Cohen revelava toda sua obstinação pela causa social:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Desde que pisei sob o solo desta cidade, acariciei e dei corpo à alevantada ideia de aqui fundar um Hospital de Caridade, fossem quais fossem as dificuldades com que tivesse de enfrentar, tal era a convicção que me animava, onde os deserdados da fortuna, os indigentes, encontrassem proteção e, de alguma forma, mitigação de seus sofrimentos. Este era o meu pensamento de todos os dias, era a ideia permanente que se havia enraizado em meu cérebro, como se tivesse recebido uma inspiração celestial”.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Trecho do discurso de José Gustavo Cohen extraído da obra “O município de Cataguases: esboço histórico” (p.941), publicada na Revista do Arquivo Público Mineiro).
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A luta desigual contra a escassez de recursos financeiros – uma vez que o Estado se ausentava nessa seara – levou-o a organizar novas sociedades promotoras de caridade, e, no auge da crise “vê-se obrigado, em 1900, a transferir a direção do Hospital de Caridade para Heitor de Souza, notável jurista bem relacionado nos altos escalões do Governo.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Antes de falecer,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            José Gustavo Cohen
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           retornaria ao Rio de Janeiro, onde fundou uma sinagoga, tornando-se rabino e membro da entidade “Associação dos Filhos de Israel”. Sepultado no Cemitério São Francisco Xavier.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Lê-se em sua lápide:
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “Aqui jaz José Gustavo Cohen, fundador do Hospital de Cataguases, MG. Nascido a 15.08.1848. Falecido a 31.05.1910.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fonte: Frade, Inácio - Nos domínios de Hipócrates - a SMCC e o campo médico cataguasense - 1ª Edição - Juizforana - Cataguases, 2014 P.21-22
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/HOSPITAL+DE+CATAGUASES-+1924-34071439.jpg" length="27320" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Fri, 26 Jan 2024 21:28:13 GMT</pubDate>
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        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
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        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>NOTÁVEIS: JOSE GUSTAVO COHEN</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/notaveis-jose-gustavo-cohen</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           FUNDADOR DO HOSPITAL DE CATAGUASES
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Hospital+de+Cataguases+1.jpg" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O projeto de se estabelecer um hospital permanente em Cataguases aconteceu com a chegada na cidade de um emigrado judeu, no ano de 1893,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           José Gustavo Cohen.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Vidraceiro de profissão, desembarcou no município quando esse se debatia contra a terrível febre amarela.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Embora economicamente no apogeu do período cafeeiro, a cidade carecia de instituição hospitalar condizente, dispondo apenas de enfermarias improvisadas pela municipalidade para atendimentos a indigentes.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Durante cinco anos,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Jose Gustavo Cohen
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            trabalhou arduamente para convencer as autoridades locais sobre a necessidade de se fundar um
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Hospital de Caridade
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            . Assim, em 05 de abri de 1898, Cohen consegue fundar, junto com outros 32 abnegados, a associação beneficente denominada
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Assistência Humanitária 33 de Cataguases.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O projeto de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Jose Gustavo Cohen
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            enfrentou vários reveses, principalmente por conta das autoridades que pareciam desconfiar de suas intenções. A Câmara de Vereadores rejeitou no ano de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1898
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            o projeto de lei que concedia o funcionamento de uma
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Hospital de Caridade
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ; no ano seguinte rejeitou uma petição feita pela
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Assistência Humanitária 33 de Cataguases
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , que solicitava à Câmara uma intervenção junto ao Congresso Legislativo Estadual, para a criação de uma loteria em benefício do
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Hospital de Caridade
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            .
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Câmara dos Vereadores de Cataguases. Ata, 1898-99)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            .
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Todavia, essa associação não possuía condições financeiras para colocar em funcionamento o hospital. Parte do problema foi solucionado quando a
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Assistência Humanitária 33 de Cataguases
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            recebeu o espólio da antiga
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Associação Providência Doméstica
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , que permitiu a abertura do
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Hospital de Caridade, em 1899.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Mais difícil do que erigir o hospital, foi manter suas atividades. Na tentativa de dar continuidade ao seu funcionamento, foi criada uma outra associação, a
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Promotora de Caridade
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , encarregada de angariar fundos para o trabalho regular da casa de saúde. Essa associação não conseguiu recursos suficientes para que o hospital se capacitasse a funcionar regularmente.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Diante desse impasse, em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1910,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            um ano após sua inauguração,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Jose Gustavo Cohen
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            decidiu passar o controle da instituição edificada por ele, para o jurista local
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Heitor de Souza
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            . Cohen parecia acreditar que o prestígio de Heitor de Souza junto às autoridades municipais e estaduais, seria suficiente para solucionar os problemas financeiros, assegurando assim o prosseguimento de seu sonhado hospital.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            As obras de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Jose Gustavo Cohen
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            não se encerram aí. No mesmo dia em que passou o controle do
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Hospital Casa de Caridade
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            para Heitor de Souza, Cohen fundou uma nova associação, a
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Assistência Humanitária Cataguasense
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , e recebeu um prédio municipal na Rua Coronel Vieira, onde foi instalado um Hospital de Isolamento para tuberculosos.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Esse prédio foi adquirido pela Câmara de Vereadores de Cataguases para servir de hospedaria para imigrantes. Entretanto, antes de ser usado como dispensário para tuberculosos, a Câmara de Vereadores já havia negado uma petição de Fortunato Gomes da Silva e outros, que pediam em nome de uma corporação, o uso desse prédio para a instalação de uma "casa de saúde com a denominação de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Santa Casa de Misericórdia de Cataguases
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           ". Os vereadores alegaram em sua negativa, falta de clareza do parecer expedido pela Comissão de Saúde Pública
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (Câmara de Vereadores. Ata, 1896).
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Gustavo Cohen
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , porém, era um elemento que não podia ficar inativo, e na mesma data em que entregou a  direção do hospital, fundou a Assistência Humanitária, a que deu por fim principal a criação do
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Asilo Nossa Senhora das Dores,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            para abrigo da infância desamparada, ao qual deu início assentando a pedra fundamental no dia
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           15 de agosto de 1902.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1904
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , as sociedades beneficentes,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Assistência Humanitária 33 de Cataguases
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            e
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Assistência Humanitária Cataguasense
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , transformaram-se em uma só, sob o nome de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ação Beneficente de Cataguases
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            . Após fazer algumas adaptações, a nova entidade abrigou o
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Hospital de Cataguase
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           s, em caráter definitivo, no prédio onde funcionava o dispensário para tuberculosos, na Rua Coronel Vieira.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           26 de fevereiro de 1905,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            com grande solenidade, discursos e banda de música, a Associação Beneficente, em cuja presidência continuava o Dr. Heitor de Souza, promoveu a instalação do novo prédio do
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Hospital de Caridade
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            com todas as acomodações apropriadas. Proporcionando um atendimento maior à população, o hospital passou a ter também a figura de um administrador, chamado de provedor.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Durante os primeiros 22 meses em que o
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Hospital de Caridade
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            funcionou sob a direção de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Jose Gustavo Cohen
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dr. Francisco Alpheu Cavalcante de Albuquerque
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            foi o médico atendente. De sua atuação, pode-se afirmar que foi o braço direito de Cohen nesta pioneira obra de caridade a que seu nome ficará ligado para sempre, na memória desta cidade, na qual residiu de 1892 a 1903.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Jose Gustavo Cohen
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            veio a falecer na cidade do Rio de Janeiro, no dia 31 de maio de 1910, aos 62 anos de idade, viúvo e sem deixar filhos. Seu falecimento foi noticiado no Jornal O Cataguases do dia 05 de junho de 1910, que reservou uma coluna inteira na primeira página, lembrando seus serviços humanitários realizados na cidade. O semanário informou ainda que Cohen havia recebido o título de sócio benemérito da Promotoria de Caridade quando se afastou da direção do hospital e mudou-se para o Rio de Janeiro.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Sua morte também foi comunicada pelo jornal O Paíz na edição de 04 de junho de 1910. O artigo desse jornal relatou os serviços prestados por Cohen em Cataguases, informando ainda que o mesmo depois de muito trabalho, “conseguiu montar a sinagoga na Rua Senhor dos Passos, 51, onde exerceu as funções de rabino e conselheiro de sua congregação, vindo a falecer no interior do seu templo.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Um outro jornal carioca, A Gazeta de Notícias, no dia 1° de junho mencionou o nome da congregação a qual fazia parte Jose Gustavo Cohen, Associação Filhos de Israel, e enfatizou o
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “vasto círculo de relações, mesmo entre os não professos do isrraelismo, graças às manifestações filantrópicas de sua grande alma”.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ﻿
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dirigentes do Hospital de Caridade
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Período: 05.04.1899 a 10.02.1901
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Jose Gustavo Cohen - Presidente da Assistência Humanitária 33
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dr. Francisco Alpheu Cavalcante de Albuquerque - Diretor Provedor
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Período: fevereiro a dezembro de 1901
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dr. Heitor de Souza - Presidente da Associação Beneficente, mantenedora do Hospital da Caridade
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dr. Francisco Alpheu Cavalcante de Albuquerque - Diretor Provedor
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Período: 1902
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dr. Pio Marques Ventania - Presidente da Associação Beneficente, mantenedora do Hospital da Caridade
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dr. Francisco Alpheu Cavalcante de Albuquerque - Diretor Provedor
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Período: 1903  a 1904
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dr. Heitor de Souza - Presidente da Associação Beneficente, mantenedora do Hospital da Caridade
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dr. Francisco Alpheu Cavalcante de Albuquerque - Diretor Provedor
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Período: maio de 1904 a fevereiro 1905
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dr. Heitor de Souza - Presidente da Associação Beneficente, mantenedora do Hospital da Caridade
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dr. Francisco Alpheu Cavalcante de Albuquerque - Diretor Provedor
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Período: 1906 - conforme jornal de 04 de fevereiro de 1906
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Joaquim Ferreira Campos - Presidente da Associação Beneficente, mantenedora do Hospital da Caridade
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Arthur Vieira de Rezende e Silva  - Vice Presidente
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Major Antenor de Araújo Freitas - Provedor
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Tenente Jose de Almeida Kneipp - Secretário
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dr. Pio Marques Ventania - Médico Atendente
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Período: 1907
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Joaquim Ferreira Campos - Presidente da Associação Beneficente, até julho
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dr. Heitor de Souza - Presidente da Associação Beneficente, até dezembro
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Antonio Henriques Felippe - Vice Presidente
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Manoel Joaquim Taveira Júnior - Provedor
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Arthur Vieira de Rezende e Silva - Suplente de Provedor
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Período: 1908
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dr. Heitor de Souza - Presidente da Associação Beneficente
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Antonio Henriques Felippe - Vice Presidente
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Manoel Joaquim Taveira Júnior - Provedor
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Arthur Vieira de Rezende e Silva - Suplente
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Período: 1909 a 1910
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dr. Heitor de Souza - Reeleito Presidente da Associação Beneficente
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dr. Navantino Santos - Vice Presidente
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Jose Schettini - Provedor
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Jose Venâncio de Souza - Suplente
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Jose de Almeida Kneipp - Secretário
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Período: 1911
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dr. Gabriel Junqueira Botelho - Presidente da Associação Beneficente
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Joaquim de Souza carvalho - Vice Presidente
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           J.J. Rodrigues dos Santos - Provedor
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Gustavo A. Panvel - Suplente
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Período: julho a dezembro  de 1911
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dr. Navantino Santos - Presidente da Associação Beneficente
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dr. Joaquim Henrique da Matta - Vice Presidente
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Jose Francisco Mendes - Tesoureiro
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Jose de Almeida Kneipp - Secretário
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dr. Gabriel Junqueira Botelho - Provedor
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Gustavo A. Panvel - Suplente
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Período: 1912 - conforme Jornal de 07 de janeiro de 1912
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Lindolfo de Almeida Campos - Presidente da Associação Beneficente
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Eurico da Cunha Rabelo - Vice Presidente
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Jose Francisco Mendes - Provedor
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Jose Ignacio da Silveira - Suplente
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Período: 1913 - conforme Jornal de 14  de dezembro de 1913
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           João Duarte Ferreira - Presidente da Associação Beneficente
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Manoel Marques Almeida - Vice Presidente
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Jose Schettini - Primeiro Provedor
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Arthur Rocha - Segundo Provedor
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Período: 1914 
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           João Duarte Ferreira - Presidente da Associação Beneficente
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           M. J. Taveira Júnior - Suplente
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Jose Schettini - Provedor
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Arthur Rocha - Vice Presidente
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Período: 1915
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           João Duarte Ferreira - Presidente da Associação Beneficente
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Manoel Marques Almeida - Vice Presidente
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Jose Schettini - Primeiro Provedor
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Arthur Rocha - Segundo Provedor
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Período: 1916
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           João Duarte Ferreira - Presidente da Associação Beneficente
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Abílio Cesar Novaes - Vice Presidente
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Manoel Marques Almeida - Vice Presidente
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Jose Schettini - Primeiro Provedor
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Arthur Rocha - Segundo Provedor
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Período: 1917
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           João Duarte Ferreira - Presidente da Associação Beneficente
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Abílio Cesar Novais - Vice Presidente
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Caetano Mauro - Provedor
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Francisco do Carmo Costa Carvalho - Suplente
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Período: 1918
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           João Duarte Ferreira - Presidente da Associação Beneficente
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Abílio Cesar Novais - Vice Presidente
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Caetano Mauro - Provedor
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Jose de Almeida Kneipp - Suplente
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           .... continua
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fonte: Epidemias e Urbanização: surtos de febre amarela na Cataguases oitocentista. Mestre em Saúde Coletiva, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Área de Concentração: Ciência Humanas e Saúde/História e Saúde, 2005 – Alen Batista Henriques – acervo Instituto Francisca do Souza Peixoto – Cataguases MG.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Cataguases - História dos Hospitais e os médicos cataguasenses - 1ª edição - Moreira, Fernando Ciribelli, 2021
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Painel-Hospital-002.jpg" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Hospital+de+Cataguases+1.jpg" length="232473" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Wed, 24 Jan 2024 19:41:30 GMT</pubDate>
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        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Hospital+de+Cataguases+1.jpg">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Chegar ao colégio era deslumbrar a vista de tanta beleza!</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/chegar-ao-colegio-era-deslumbrar-a-vista-de-tanta-beleza</link>
      <description>Salas da aula, praça esportes, piscina olímpica, os jardins, o mobiliário, a rampa, o auditório, os museus, painel de Portinari e o Pensador.</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Chegar ao colégio era deslumbrar a vista de tanta beleza!
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O Colégio de Cataguases está situado numa colina com 30 alqueires de terra denominada Granjaria. Pela sua condição de estabelecimento de ensino afastado do centro urbano, sem quaisquer problemas de vizinhança, o Colégio de Cataguases desfrutava de um ambiente calmo, bucólico, propício ao ensino. (O Estudante, 1960, p.12)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           As salas de aula eram providas de janelas inacessíveis aos alunos, dificultando, assim, o desvio da atenção durante as aulas. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Quanto à parte da frente do prédio, vai em ligeiro declive até a praça de esportes. Um elemento de ligação entre esta e o edifício é uma escadinha de pedras que desce a colina, para alcançar a piscina e demais campos esportivos (basquete, vôlei, futebol e tênis). 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A parte de trás possui um amplo jardim, com elegante e assimétrico lago com peixinhos e vários arbustos. Há, depois, um aclive revestido em toda a extensão, de plantações rasteiras, intermináveis tufos de erva cidreira, e, terminando em uma mata limitada por velhas mangueiras. Nos fundos da casa do diretor, o pomar e a horta. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Chegar ao colégio era deslumbrar a vista de tanta beleza! A estrada defronte ao edifício, em duas pistas para a entrada e saída de automóveis. Mas... quantos tinham na época? Meia dúzia talvez... Na década de 50, os carros que circulavam eram facilmente identificados: O Cadillac preto do Francisco Inácio Peixoto, o Dr. Jaime tinha um Hudson (banheirona), o Jipe do Sr. Martins (chefe da cozinha), a baratinha do professor Moacir e o Ford preto dos Branco (Joaquim, Pedro e Aquiles).
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Praça de esportes
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A construção da piscina foi uma das primeiras manifestações visuais e simbólica dessa modernidade. Tratava-se da primeira piscina da cidade, e, posteriormente as práticas que ali, já nesse caso tomando a praça de esportes como um todo, forjaram 135 novos hábitos, foram grande fonte de intercâmbio e identificação entre os alunos, contribuindo para a propaganda do colégio.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pode-se calcular em mais de 40 000 metros quadrados a área livre da praça de esportes do colégio. É plana, contígua, regular, em grande parte revestida de grama e circundada de arborização. Além do campo de futebol, há um court de tênis, dois campos de voleibol e basquetebol (um cimentado e outro com pista de saibro), uma piscina com dimensões olímpicas e instalações para a prática de atletismo: caixa para saltos em altura e distância, com as respectivas pistas; aparelho para saltos em altura; trave e alvo para arremesso de bolas. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Acrescenta-se a isso toda sorte de materiais necessários a esses esportes, tais como peso oficial de ferro, medicine balls, discos, dardos, varas, bolas, redes, balizas dentre outros. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O colégio possui dois vestiários, um situado nos fundos do edifício principal do Colégio e outro na praça de esportes. Esse segundo tem 143,25 metros quadrados e está dividido em cinco dependências: gabinete do técnico; instalações sanitárias para os alunos maiores; ditas, para menores; ditas para alunas maiores; ditas para alunas menores. São todas independentes e indevassáveis. Possuem cabinas para mudar roupa, com cabides para a mesma. Há no vestiário 12 chuveiros, sendo que nos compartimentos femininos são eles individuais e, nos masculinos, em grupos de 3 e 4. Além disso há quatro water-closets, e cinco lavatórios com espelhos. (Documento Inventário, pp.32/34)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Mobiliário
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Nos dormitórios, ou apartamentos, camas, armários, mesa com luz individual, com três cadeiras e tudo em madeira de primeira, as camas eram fixas no chão. E as carteiras? Algumas sim, as do tipo escrivaninha eram fixas. Mas as de braço, não. Dispostas em corredores, mantinham-se afastadas sem nenhum desvio para a esquerda ou direita. Era um alinhamento perfeito no intuito de resguardar as distâncias que os alunos deveriam manter entre si.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O mobiliário do Colégio não é só confortável e higiênico, mas também funcional, de cores claras e linhas modernas. Foi, quase todo ele, desenhado pelo conhecido decorador e pintor Joaquim Tenreiro. As mesas dos professores têm tampos com dimensões superiores às do mínimo exigido. As carteiras, salvo algumas da sala de trabalhos manuais, são individuais, com dimensões apropriadas. As do anfiteatro e do salão de provas são ajustáveis e têm um amplo recipiente para guarda de livros e objetos escolares, fechado por tampos superiores e móveis, que funcionam por meio de um sistema especial de dobradiças. As demais carteiras são em forma de poltronas, com os braços largos para servir de mesa para as atividades escolares dos alunos. Sob tais carteiras há lugar para livros e cadernos.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Auditório e Museus
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Separado do salão de festas por uma parede e cortinas, acha-se o Auditório, área de 250 metros quadrados, paredes laterais de vidro e madeiras justapostas, laqueadas de azul e de madeiras folheadas. Possui cabina de projeção, um aparelho cinematográfico natco de 16 milímetros. O auditório tem uma inclinação de 210 metros quadrados tem 500 cadeiras de aço e assento de pau marfim. É revestido de tacos. No fundo do auditório, vê-se o Palco, também taqueado, com área de 40 metros quadrados, ao qual se vai por uma escada adaptável. No palco acham-se um piano e uma tela para projeção de filmes. Atrás do palco, um corredor, cujas extremidades caem em escadas, que levam ao subsolo, onde se encontram dois camarins, dois lavabos, 2 W.C., dois chuveiros e dois espelhos, tudo perfeitamente dividido e incomunicável, para alunos e alunas. O cortinado de palco é controlado por dispositivos manuais, situados no aludido corredor. Há, ainda, uma porta que dá saída para fora do edifício, fundos, para entrada e saída dos artistas. (Documento Inventário p. 8).
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Museu de Belas Artes de Cataguases e o Museu de Arte Popular. Na coleção do primeiro figuravam quadros de pintores famosos, nacionais e estrangeiros, tais como: Iberê Camargo, Jean Lurçat; A. Beloborodonov; Luís Jardim, Clóvis Graciano, Osvaldo Goeldi, Jan Zach, Durval Serra, Mueller Kraus, Tomás Santa Rosa Júnior, Atos Bulcão, Fayga Ostrower, Alberto da Veiga Guinard, Di Cavalcanti, Marcelo Grassmann, Farnese, Aldari Toledo, Juan Del Prete, Yllen Kerr, Van Rogger] e José Alves Pedrosa (escultor). Dentre todas as obras, avulta o já célebre painel “Tiradentes”, comentado por inúmeros críticos de arte do Brasil e do estrangeiro, e que foi filmado pela Companhia Cinematográfica Vera-Cruz, de São Paulo. É o mais vasto trabalho de Cândido Portinari. Mede dezoito metros de comprimento por três e vinte de altura. O segundo museu foi criado pelo escritor Marques Rebelo, que organizou, captou e doou a maior parte das peças para o seu acervo.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Painel do Portinari
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Nesse painel celebrava-se, pelo avesso, a Inconfidência Mineira. A ênfase não recai no herói individual, e sim nos grandes grupos corais que participam direta ou indiretamente dos acontecimentos. Portinari abandonava a história oficial e representava Tiradentes à luz da realidade sofrida do povo brasileiro. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Em 1977 o mural saiu do colégio, vendido para o estado de São Paulo por um valor simbólico.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O painel de Portinari foi adquirido pelo governador de São Paulo, Paulo Egydio Martins, pelo valor de Cr$4.000.000,00 (quatro milhões de cruzeiros) à vista. Foi restaurado e hoje se encontra no Memorial da América Latina, na cidade de São Paulo.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Rampas de Acesso
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Vistas hoje como medida necessária à inclusão social de portadores de necessidades especiais causam espanto pelo ineditismo e recebem justos louros sob a alegação do politicamente correto. O edifício, construído especialmente para funcionar como colégio, possui corredores e rampas funcionais, que evitam congestionamento para um mínimo percurso. As rampas proporcionam livre movimento aos alunos e são de fácil acesso. O prédio tem uma entrada principal e outras secundárias. Há uma única escada de serviço, destinada, principalmente, aos empregados. As vias naturais de acesso, como já acentuamos, são as rampas, de inclinação suave, com dois metros de largura e piso asfáltico.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O pensador
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           No jardim frontal do Colégio encontra-se a escultura "O Pensador", celebrando a memória do Professor Antônio Amaro, obra do pintor e escultor Jan Zach (1914-1986) que, no ano de 1940, emigrou para o Brasil, aqui permanecendo até 1951. Depois de uma estadia no Rio de Janeiro, mudou-se para Cataguases a convite do colecionador e escritor Francisco Inácio Peixoto (1909-1986).
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Design-sem-nome--281-291.png" length="3327502" type="image/png" />
      <pubDate>Mon, 02 Oct 2023 19:44:09 GMT</pubDate>
      <guid>https://www.jornalmeiapataca.com.br/chegar-ao-colegio-era-deslumbrar-a-vista-de-tanta-beleza</guid>
      <g-custom:tags type="string">arteecultura</g-custom:tags>
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      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Theatro Recreio Cataguazense</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/theatro-recreio-cataguazense</link>
      <description>Hoje, Cine Edgard.</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           FONTE: Fabrica Do Futuro, Disponível em: &amp;lt;https://sv2.fabricadofuturo.org.br/sitev1/index.php?pag=7&amp;amp;id_noti=221&amp;gt;. Acesso em: 22 set. 2023 às 16h. Sem referência de autoria ou data.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Acervo de Joaquim Branco, Disponível em: &amp;lt;http://joaquimbranco.blogspot.com/&amp;gt;. Acesso em: 22 set. 2023 às 16h. Sem referência de autoria ou data.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “Theatro Recreio Cataguazense”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            - algumas notas
            &#xD;
        &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O município de Cataguases foi ao final do século XIX influenciado pelo desenvolvimento da cafeicultura com negócios rurais e urbanos, a chegada da ferrovia e a ligação estreita com o Rio de Janeiro, então centro de financiamento e exportação do café. A prosperidade então resultante mudou o aspecto da cidade com obras de saneamento e urbanização, criando assim um novo padrão de vida sob a influência financeira, social e cultural do Rio de Janeiro, a Capital Federal.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           No bojo destas mudanças surgiu a iniciativa de construir um teatro por parte da ‘Sociedade Anonyma Cataguazense”, presidida pelo cel. João Duarte Ferreira. Em meados de 1888, atendendo reivindicação local a Assembléia de Minas aprovou um projeto autorizando o governo a destinar um valor da verba de obras públicas para a construção do edifício, como noticiado em jornais da época. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O belo edifício situado no Largo do Comércio, hoje praça Rui Barbosa, dividindo com a sede da Loja Maçônica, foi projetado pelo arquiteto italiano Antonio Bergamini que, à época, aqui trabalhava com o engº Jacinto A. Pantoja na construção da Estrada de Ferro Cataguases, ligação com a cidade de Miraí, o que leva a supor que a obra do teatro tenha sido iniciada somente no início dos anos 1890 quando começou a construção da ferrovia. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A partir da sua inauguração ocorrida em 8 de setembro de 1896 com a apresentação da companhia Teixeira&amp;amp;Phebo, do Rio de Janeiro, o teatro contou com frequentes apresentações de espetáculos de música e arte dramática. A inauguração da energia elétrica viabilizou a instalação do “Cinematographo Mineiro” pela empresa recreativa Fernandes&amp;amp;Comp. que deliciava o público com fitas panorâmicas. Em 1911 teve início a instalação do Cinema Recreio Cataguasense, propriedade do cel. João Duarte Ferreira, sob a gerência do maestro italiano Paschoal Ciodaro que traria à cidade o técnico João Stamato, da Companhia Internacional Cinematografica do Rio de Janeiro, contratado para a tiragem de uma fita cinematográfica com vistas da cidade, da Usina Maurício e inauguração do Grupo Escolar Cataguases, (atual Cel Vieira), ocorrida em 1913. Sua exibição no Cinema Recreio foi estrondoso sucesso.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O Teatro foi também palco de recepções como a oferecida ao governador Antonio Carlos de Andrada e sua comitiva de secretários de Estado, aqui recebidos em 1928 pelo presidente da Câmara Municipal, Dr. Lobo Filho e pelo deputado Sandoval Azevedo. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O prédio passou à propriedade do cel. João Duarte em época ignorada e a ele pertenceu até sua morte. De seu testamento, lavrado em 03 de agosto de 1922, em Cataguases, consta: 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “Deixo ao novo Hospital de Cataguazes o meu predio do Theatro Recreio de Cataguazes, com todo mobiliário, cito no Largo do Commercio desta cidade...
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Estes legados para sua manutenção e não podem ser vendidos em hipótese alguma...”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Lamentavelmente sua última vontade não foi cumprida. O prédio foi vendido, demolido e a cidade perdeu este suntuoso teatro.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Joana Capella                 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Cataguases, 20.09.2023
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           ____________________________
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fontes consultadas
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Jornais:
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           - A Província de Minas, 18.07.1888. Ed. 537, fls. 2. Ouro Preto. Biblioteca Nacional.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           - O Commercio de São Paulo, 15.09.1896. Ed. 1063, fl.1. São Paulo. Biblioteca Nacional.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           - O Cataguases, 1908 a 19128. Imprensa Oficial de Cataguases.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           - Anúncio cinematógrafo - Jornal “O Cataguases”, 14.08.1908, ed. 132,fl 1.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           - Foto recepção ao Pres. Antonio Carlos. Foto Comello, nov.1928. Acervo J.Resende.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           - Foto prédio Teatro. “O munucípio de Cataguases”. Arthur Vieira. 1908. Cataguases.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           - Fotos interior do Teatro. “Minas Gerais e seus Municípios” Roberto Capri. 1916. São Paulo.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           ___________________________________________________
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/post1.png" alt=""/&gt;&#xD;
  &lt;span&gt;&#xD;
  &lt;/span&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/post2.png" alt=""/&gt;&#xD;
  &lt;span&gt;&#xD;
  &lt;/span&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/post3.png" alt=""/&gt;&#xD;
  &lt;span&gt;&#xD;
  &lt;/span&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/post4.png" alt=""/&gt;&#xD;
  &lt;span&gt;&#xD;
  &lt;/span&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/post+5.png" alt=""/&gt;&#xD;
  &lt;span&gt;&#xD;
  &lt;/span&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/7319ede1-3eb8-4703-a856-493a7c27c807.jpg" length="112897" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Fri, 22 Sep 2023 19:55:15 GMT</pubDate>
      <guid>https://www.jornalmeiapataca.com.br/theatro-recreio-cataguazense</guid>
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        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/7319ede1-3eb8-4703-a856-493a7c27c807.jpg">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Quando, como e por que Francisco Inácio Peixoto resolveu fazer um colégio?</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/quando-como-e-por-que-francisco-inacio-peixoto-resolveu-fazer-um-colegio</link>
      <description>Foto: As pastilhas de Paulo Werneck</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Quando, como e por que Francisco Inácio Peixoto resolveu fazer um colégio?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/WhatsApp+Image+2023-08-28+at+12.30.59.jpeg"/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Foto: Archdaily, exposição sobre o muralista Paulo Werneck em Belo Horizonte, sem referência de data ou autoria.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Francisco Inácio Peixoto tinha uma preocupação social e cultural, um olhar atento para as necessidades da cidade e uma questão de ordem bem prática e sentimental: oferecer condições para que os filhos convivessem em família alguns anos mais. Além do que, pode-se apreender pelas obras que realizou e pelas influências que exerceu - nos projetos da casa de saúde, museu, maternidade, hotel, cinema, casas para o operariado - que ele acreditava nas artes como instrumento de transformação da sociedade. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Mas o que estava acontecendo no Ginásio Municipal de Cataguases em 1940? 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O professor Antônio Amaro, à frente de instituições de ensino desde 1905, precisava reorganizar sua vida e aposentar-se. Podemos imaginá-lo então em conversas, buscando pessoas interessadas que pudessem adquirir o seu colégio. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Marques Rebelo disse que o ginásio estava com avarias em sua estrutura e ameaçado de não poder funcionar dentro das novas disposições ministeriais; o proprietário – Professor Antonio Amaro, não se sentia disposto a fazer uma reforma geral que o colocasse dentro das exigências legais - já estava muito doente, muito alquebrado, para enfrentar uma obra de tal monta, que o obrigaria a continuar à frente do estabelecimento, quando o seu propósito irrevogável era aposentar-se, pois que quarenta anos de magistério já fora carga bem pesada e que merecia descanso
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (REBELO, 2002, p. 193)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           . 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Em carta a Francisco Inácio Peixoto, Gastão Gonzaga, analisando uma série de aspectos relativos à aquisição do colégio, argumentava que estavam diante das atuais exigências dos Ministérios do Trabalho e Educação. Os ginásios estão realmente onerados, e o decreto que regula o salário dos professores não deixa a menor dúvida quanto ao caso, isto é, os professores de 7$000 (entre 3 a 4 salários mínimos) não poderão sofrer nenhuma alteração nos seus vencimentos. A regulação atingia também todos os funcionários a serviço do colégio, os quais gozam dos mesmos direitos dos professores junto ao Ministério do Trabalho. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Na iminência de a cidade ficar sem tradicional educandário, houve um movimento para adquiri-lo e reformá-lo. Quem, no início da década de quarenta poderia se interessar em adquirir o Ginásio de Cataguases? Não tem registros de quantos se motivaram, mas o fato é que o colégio tinha se tornado um atrativo para os jovens que já não precisavam sair de casa para estudar em longes terras. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Fazendeiros, sitiantes, mais a fina flor da burguesia local, pequenos funcionários, comerciantes, o pessoal do fórum e, sobretudo, O Cataguases, órgão oficial dos poderes municipais” tinham-no visto como “germe de um futuro Caraça” e os mais “exaltados profetas” chegaram a pensar que “seria uma nova Ouro Preto, uma nova Sorbone (famosa Universidade da França) em plena Zona da Mata”
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Guilhermino César, in Caderno de Sábado-31/03/1979- Arquivo- Museu de Literatura)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            . 
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            No acervo de correspondências de Francisco Inácio Peixoto há indícios de ações mais engajadas e novas manifestações de preocupação dos amigos por ele se dispor adquirir o colégio: “Com pesar imenso venho por um ponto final às nossas negociações entabuladas com o querido mestre Antônio Amaro”
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Cp FIP - Gastão Gonzaga. 7/02/1941)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           . 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O professor Gastão, segundo depoimento do Dr. Manuel das Neves foi “o primeiro nome a ser lembrado como diretor, Francisco Peixoto sempre falava nele, mas ele não quis vir para Cataguases”
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Manuel da Neves, 1988, p.77)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           . 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Francisco Inácio Peixoto tinha uma ligação afetiva com o colégio fundado pelo pai, no qual estudara e fora professor de História, além da relação de carinho e respeito mútuo entre ele e o professor Antônio Amaro, que se revelou, quando da leitura da carta que o mestre lhe enviara em 14 de dezembro de 1928. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Assim sendo, Francisco Inácio Peixoto toma a pulso a empreitada: Em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1942
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , a firma
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Peixoto &amp;amp; Cia Ltda
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            adquiriu o educandário, tornando-se, então, seus diretores Francisco Inácio Peixoto e Manuel das Neves Peixoto.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pelo decreto número 21.476, de 22 de julho de 1946, o Ginásio Municipal de Cataguases transformou-se em Colégio de Cataguases.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Lançar um olhar sobre a modernidade, no que concerne à arquitetura em Cataguases é refletir sobre a própria história do movimento modernista brasileiro e reconhecer em Francisco Inácio Peixoto a autoria dessa transformação. Arquitetos como Aldary Toledo, Carlos Leão, Francisco Bolonha, Flávio Aquino e Edgar do Valle, além de Niemeyer construíram ali um acervo que fez de Cataguases uma das cidades precursoras desse audacioso movimento.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A arquitetura do Colégio de Cataguases, segundo seu criador Niemeyer, não pede explicação, muito possivelmente no que diz respeito à funcionalidade. Se a relacionarmos, no entanto, às construções com destinação semelhante podemos marcar a sua diferença. Estamos falando de um prédio escolar moderno, numa concepção local e nacional. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O Colégio Cataguases apresentava uma arquitetura inovadora se comparada à dos prédios dos grupos escolares Coronel Vieira e Astolfo Dutra, inaugurados em 1913, ao prédio Grupo Escolar Guido Marlière instalado em 1930 e ao da Escola Normal Nossa Senhora do Carmo, inaugurada em 10 de fevereiro de 1912.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Um dos desdobramentos mais importantes da Semana de Arte Moderna teve o grande mérito de servir de plataforma para a consolidação de grupos, publicação de livros, revistas e manifestos em vários estados brasileiros, dentre os quais Minas Gerais. Um desses grupos, reconhecido e citado nas publicações sobre o Movimento Modernista Brasileiro, é o grupo da Revista Verde.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Eram nove rapazes mineiros que faziam poesias, contos, crônicas, romances, mas isso tudo ao longo das respectivas existências. Juntos estudaram, participavam do Grêmio Literário Machado de Assis, colaboraram em jornais locais, trocaram livros e, provavelmente, sonhos e aspirações: Ascânio Lopes (1906/1929) de Ubá; Camilo Soares (1909/1982), de Eugenópolis; Christophoro Fonte-Boa (1906/1993) de São Gotardo; Enrique Resende (1899/1974) de Cataguases; Francisco Inácio Peixoto (1909/1986) de Cataguases; Guilhermino César (1908/1993) de Eugenópolis; Martins Mendes(1903/1980) de Cataguases; Oswaldo Abritta (1908/1947) do Distrito de Cataguarino e Rosário Fusco (1910/1977).
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Quase todos eram alunos do Gymnásio de Cataguases, exceto Martins Mendes, professor do colégio, Enrique Resende já engenheiro e com um livro publicado em 1923 e Fusco, o mais novo e que fez o curso ginasial numa fase posterior.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Assim, Francisco Inácio Peixoto, com sua trajetória de realizações não queria reformar somente o prédio e adaptá-lo às novas exigências. Ele queria construir um edifício à altura, uma obra que desse o que falar, que fosse um orgulho para a cidade.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O Colégio de Cataguases não deixa dúvidas sobre sua inserção numa nova linguagem arquitetônica, seja pela estética ou pelo uso de novos materiais e técnicas de construção. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Visto sob a perspectiva de um edifício escolar podemos atribuir-lhe o caráter de inovador. Em primeiro lugar pelas próprias linhas modernistas que se distinguia dos modelos da época, não apenas no que diz respeito à fachada e entorno como às dependências interiores, todas com uma série de elementos que ratificam e consolidam a opção pelo moderno. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Ao lado dele outras obras importantes se destacaram, como o
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Museu de Belas Artes de Cataguases
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            e o seu
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           painel Tiradentes, de Cândido Portinari
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ;
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           a escultura O pensador de Jan Zach
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           ; o
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            painel de pastilhas de Paulo Werneck
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , o
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Museu de Artes Populares
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            e, somando-se a esses trabalhos, o paisagismo de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Burle Marx
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            para os seus jardins e o mobiliário concebido por
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Joaquim Tenreiro
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           .
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ﻿
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fonte: As representações do Colégio de Cataguases e de suas práticas educativas nas memórias de seus ex-alunos (Década de 1950). Mestre em Educação pelo Programa de Pós Graduação da Universidade Estácio de Sá. Área de Concentração: Educação e Cultura Contemporânea, 2005 - Eloísa de Castro Silva
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/WhatsApp+Image+2023-08-28+at+12.30.59.jpeg" length="161131" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Tue, 29 Aug 2023 18:30:07 GMT</pubDate>
      <guid>https://www.jornalmeiapataca.com.br/quando-como-e-por-que-francisco-inacio-peixoto-resolveu-fazer-um-colegio</guid>
      <g-custom:tags type="string">arteecultura</g-custom:tags>
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      </media:content>
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        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Primeiros acordes da história do Colégio Cataguases</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/primeiros-acordes-da-historia-do-colegio-cataguases</link>
      <description>Lançamento da Pedra Fundamental</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Colégio Cataguases
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fotos: Arquivo Público e acervo de Joaquim Branco, sem referência de autoria, década de 1950.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Tarde de 29 março de
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            1910
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , uma numerosa massa popular nas proximidades da Estação Ferroviária, o trem misto das 3h55 da tarde se aproxima. Primeiro os apitos, depois a fumaça e as brasas. Há que se ter cuidado, porque os ciscos podem entrar nos olhos. Imagine, estragar a festa! O trem já está devagar estrugiram salvas de dinamites e foguetes em vários pontos e a banda de música atacou um vibrante dobrado”. Um clima de curiosidade, expectativa e uma certa euforia, risos alegres, comentários em tom de voz elevados!
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O ano de
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            1905
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            foi marco para o desenvolvimento da cidade, com “o surgimento do plano de criação da primeira usina geradora de energia elétrica e da primeira fábrica de tecidos”. No entanto, a ausência de estabelecimento de ensino secundário conferia-lhe um certo sentido de inferioridade, o que sinaliza a importância dada à educação pelos membros daquela comunidade. A chegada do diretor, cercada de pompas e circunstâncias foi cuidadosamente preparada. Criaram-se comissões e elegeram-se os oradores, para as saudações de boas-vindas para o
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Padre Theófilo Bento Salgado
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           .
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Padre Theófilo
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            era procedente de uma cidade próxima, Pomba, e vinha acompanhado de seus sete discípulos. Os “neo-conterrâneos apearam do trem entre as mais significativas mostras de regozijo popular” e “fez-se silêncio para ouvir os oradores”
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (A EPOCHA in O Estudante, 1950, p.11)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            .
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Concluída essa parte do programa, o grande séquito saiu: à frente os alunos das escolas públicas, dispostos em filas. Em seguida o novo diretor e sua comitiva, as comissões populares organizadas para a recepção, a “Euterpe Cataguasense” e por fim os populares. O destino desse grupo era a chácara da Granjaria, onde se achava instalado o
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Gymnásio
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           . Em todo o caminho não “cessaram de estrugir foguetes e salvas de dinamite. Às pessoas que visitaram o novo estabelecimento foi servido um copo de cerveja
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (Cerveja Volvi, de fabricação local, a época, e mencionada por Oswaldo Barroso (Depoimento em Memória e Patrimônio Cultura, 1988, p.84),
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            e já passavam das 18 horas quando o Padre e seus companheiros retornaram à cidade para jantar no Hotel Vilas.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A inauguração do Ginásio e da Escola Normal de Cataguases aconteceu em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           31 de março de 1910,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            na antiga chácara da Granjaria e em 2 de abril o número de alunos matriculados era de trinta. O pensamento de instalar em Cataguases um estabelecimento como esse antecede essa data. Em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           15/10/1898
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , a Lei n.º 86, da Câmara Municipal, no seu Art.1o dizia:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “Com o título de Ginásio de Cataguases será criado e mantido pela Câmara Municipal desta cidade, um estabelecimento de instrução secundária, modelado pelos estabelecimentos congêneres, custeados pelo governo do Estado”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            . Promulgada pelo Agente-Executivo Municipal
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dr. Antônio Cavalcanti Sobral
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , essa iniciativa
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           não
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            saiu do papel.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O sistema federativo e governo instituído pela Constituição da República de 1891 estabeleceu, em termos da legislação educacional, uma dualidade de sistemas: a União deveria “criar instituições de ensino superior e secundário nos Estados” e “prover a instrução secundária do Distrito Federal”. Seria da competência dos estados prover e legislar sobre a educação primária. O que acabou ocorrendo, na prática, foi que a União ficou com criação e controle da instrução superior e o ensino secundário em todo o país, bem como todos os níveis de instrução no Distrito Federal, e, aos Estados, coube criar e controlar o ensino primário e profissionalizante, nessa época representado pelas Escolas Normais para moças e Escolas Técnicas para rapazes. Esse sistema que vinha se mantendo desde o Império, oficializava a distância entre a educação da classe dominante (escolas acadêmicas e escolas superiores) e a educação do povo (escola primária e profissional), retrato da organização social brasileira. No entanto, a composição da sociedade, naquele momento, já não permitia mais esta forma de simplificação. Uma nova sociedade despontava com a República.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            De
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1890 a 1920,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            o Poder Público se interessa apenas pela manutenção de estabelecimentos padrão que sirvam de modelo para as demais escolas secundárias do país. A União mantinha o Colégio Pedro II, o Ginásio Nacional, com sistema de internato e externato e, em alguns estados, um único ginásio nas capitais.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A iniciativa privada foi responsável pelo ensino secundário no período ao qual estamos nos referindo e por muitos anos mais. Temos informações positivas e seguras de que um grupo de capitalistas e comerciantes da nossa praça, a cuja frente acham os
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Srs. Manoel Ignácio Peixoto, João Duarte Ferreira e Antônio Henriques Felipe
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , está organizando uma Associação para o elevado e profícuo fim de fundar nesta cidade um Ginásio e uma Escola Normal
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (O Cataguases, 17 de outubro de 1909 (COSTA, 1977, p. 7).
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O Colégio de Cataguases, antigo Ginásio de Cataguases e, posteriormente, Ginásio Municipal de Cataguases, foi fundado em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1910
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , pelos senhores
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Manuel Inácio Peixoto e João Duarte Ferreira,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            que organizaram, para explorá-lo, a firma
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Peixoto, Duarte &amp;amp; Cia
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            .
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (Documento Inventário - Acervo da Escola Estadual Manoel Inácio Peixoto).
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Quem são esses senhores que concretizam o tão esperado colégio? Imigrantes portugueses que iniciaram a vida no Brasil como trabalhadores braçais na construção de estradas de ferro. Trabalharam duro. Fixaram-se em Cataguases e prosperaram.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Sr. Manuel Inácio Peixoto
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            teve família numerosa e o
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Sr. Duarte
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            não teve filhos. O primeiro se fez industrial e o segundo administrador e político. Eram homens de negócios, mas esse empreendimento não parece ter sido realizado com a intenção de lucro.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Os primeiros anos do colégio não foram estáveis. O tão aclamado primeiro diretor,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Padre Theófilo
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , não permaneceu. “Um ano, mais ou menos, depois da inauguração” o colégio passa para a orientação do
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Colégio Granbery
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , de Juiz de Fora, que designa
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Mr. W.B. Lee
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            para seu reitor, e esse assume as funções em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            9 de fevereiro de 1911
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            nela permanecendo até
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           27 de novembro de 1913
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            . Funcionavam na época, quatro cursos:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            1. Colegial (3 anos);
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            2. Fundamental (3 anos);
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           3. Agrícola Profissional (4 anos) e;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            4. Normal (2 anos).
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Em discurso
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (O Estudante, 1950, p.1),
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            o Professor Antônio Amaro, assim se refere a Mr. Lee: “cidadão probo, profundamente bondoso que depois de uma atuação profícua de três anos” entregou-lhe as chaves do estabelecimento.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           No início de
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            1914
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , o colégio filia-se ao
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ginásio São José de Ubá
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , de propriedade e direção dos professores
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           José Januário Carneiro e Antônio Amaro Martins da Costa
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           . Este, na impossibilidade de transferir-se para Cataguases, delega ao Professor
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Arnaldo Carneiro Viana
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            a direção do colégio, função esta exercida em comum acordo com o Prof. Amaro, e na qual permanece até janeiro de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            1917
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , ano em que o Prof. Antônio Amaro muda para Cataguases e assume a direção.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Em
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            1923
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            o ginásio passa para a propriedade do
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Professor Antônio Amaro
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            com a compra do terreno e edifício. São suas as seguintes declarações: "
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Transferindo-nos em janeiro de 1917, jamais nos afastamos do velho Ginásio de Cataguases. Confundiram-se nossas existências, uma vez que com igualdade de ânimo participávamos de seus dias de alegria e de adversidade[...] também as coisas têm sua vida como a dos homens, se lhes sobram, às vezes, dias de sol, não lhes faltam, entretanto, dias de tristeza e de amargura"
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           .
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (O Estudante, 1950, p.1).
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em 10 de fevereiro de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1925
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , a Escola Normal é desmembrada e passa para a direção das Irmãs Carmelitas da Divina Providência.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1927
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , o Ginásio de Cataguases, passa a chamar-se
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ginásio Municipal de Cataguases
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            .
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1934
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , foi arrendado aos Padres Agostinianos, mas já no ano seguinte retornava às mãos do Professor Antônio Amaro. É sob a sua direção do Professor que o colégio adquire prestigio regional, insere-se na história do movimento modernista pela atuação de alguns de seus alunos e, em termos legais, incorpora algumas conquistas.... (continua)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fonte: As representações do Colégio de Cataguases e de suas práticas educativas nas memórias de seus ex-alunos(Década de 1950). Mestre em Educação pelo Programa de Pós Graduação da Universidade Estácio de Sá. Área de Concentração: Educação e Cultura Contemporânea, 2005 - Eloísa de Castro Silva
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Imagem+do+WhatsApp+de+2023-08-16+%C3%A0%28s%29+16.55.44.jpg" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Figura-1-Colegio-Cataguases-projeto-de-Oscar-Niemeye-21ac3ce1-90ed7719.png" length="247626" type="image/png" />
      <pubDate>Wed, 16 Aug 2023 19:40:15 GMT</pubDate>
      <guid>https://www.jornalmeiapataca.com.br/primeiros-acordes-da-historia-do-colegio-cataguases</guid>
      <g-custom:tags type="string">historiadecataguases</g-custom:tags>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Figura-1-Colegio-Cataguases-projeto-de-Oscar-Niemeye-21ac3ce1-90ed7719.png">
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      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Figura-1-Colegio-Cataguases-projeto-de-Oscar-Niemeye-21ac3ce1-90ed7719.png">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Pedro Oliveira</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/pedro-oliveira</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Oliveira Almeida
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/a403ae01-e2f6-4c05-bc04-5bcf0100b627.jpg"/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Natural de Cataguases, Minas Gerais, nascido em 22 de fevereiro de 1997. Atualmente mora em São João del Rei, MG, onde cursa Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade Federal de São João del Rei(UFSJ). Estagiário do Jornal Meia Pataca.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/a403ae01-e2f6-4c05-bc04-5bcf0100b627.jpg" length="131443" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Sat, 12 Aug 2023 15:16:21 GMT</pubDate>
      <guid>https://www.jornalmeiapataca.com.br/pedro-oliveira</guid>
      <g-custom:tags type="string">colunistas</g-custom:tags>
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        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
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        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Escola Estadual Manoel Inácio Peixoto</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/colegio-de-cataguases-e-suas-praticas-educativas-nas-memorias-de-seus-ex-alunos</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Colégio de Cataguases e de suas práticas educativas nas memórias de seus ex-alunos (Década de 1950).
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/images+%284%29.jpg" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/images+%283%29.jpg" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fotos: IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - sem referência de data e autoria.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Em
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            15/10/1898
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , a Lei n.º 86, da Câmara Municipal, no seu Art. 1 dizia:
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            “Com o título de Ginásio de Cataguases será criado e mantido pela Câmara Municipal desta cidade, um estabelecimento de instrução secundária, modelado pelos estabelecimentos congêneres, custeados pelo governo do Estado”.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Achamos oportuno sinalizar que em
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            1872
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            instalaram-se na cidade os serviços do Correios; em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            1877
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            foi inaugurada a estrada de ferro The Leopoldina Railway Company, Ltda., que ligava Cataguases ao Rio de Janeiro; em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1892
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            o sistema de água potável; em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1896
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            a inauguração do Teatro Recreio e, em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1908
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , a da luz elétrica.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O Colégio de Cataguases, antigo Ginásio de Cataguases e, posteriormente, Ginásio Municipal de Cataguases, foi fundado em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1910
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , pelos senhores
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Manuel Inácio Peixoto
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            e
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           João Duarte Ferreira
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , que organizaram, para explorá-lo, a firma Peixoto, Duarte &amp;amp; Cia.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Documento Inventário – Acervo da Escola Estadual Manoel Inácio Peixoto).
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Os primeiros anos do colégio não foram estáveis. O tão aclamado primeiro diretor,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Padre Theófilo
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , não permaneceu.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Um ano, mais ou menos, depois da inauguração o colégio passa para a orientação do Granbery (O Ginásio de Cataguases passa a ser filiado ao Colégio Granbery de Juiz de Fora, de orientação metodista que designa
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Mr. W.B. Lee
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            para seu reitor, e esse assume as funções em 9 de fevereiro de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1911
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            nela permanecendo até 27 de novembro de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1913
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            .
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Funcionavam na época, quatro cursos:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ·      Colegial (3 anos);
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ·      Fundamental (3 anos);
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ·      o Agrícola Profissional (4 anos) e;
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ·      Normal (2 anos).
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            No início de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1914
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , o colégio filia-se ao
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ginásio São José de Ubá
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , de propriedade e direção dos professores
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           José Januário Carneiro
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            e
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Antônio Amaro Martins da Costa.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Este, na impossibilidade de transferir-se para Cataguases, delega ao Professor
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Arnaldo Carneiro Viana
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            a direção do colégio, função esta exercida em comum acordo com o
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Prof. Amaro
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , e na qual permaneceu até janeiro de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1917
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , ano em que o
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Prof. Amaro
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            muda para Cataguases e assume a direção. Em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1923
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            o ginásio passa para sua propriedade com a compra do terreno e edifício.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            É sob a direção do
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Professor Antônio Amaro
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            que o colégio adquire prestigio regional, insere-se na história do movimento modernista pela atuação de alguns de seus alunos e, em termos legais, incorpora algumas conquistas:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em 3 de março de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1914
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            o Governo Estadual lhe concedeu a regalia de Escola Normal pelo decreto n.º 4 141. Logo depois, o Governo Federal lhe concedia Bancas Examinadoras, que funcionaram até
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1927
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           . Suprimidas, por nova reforma do ensino, as Bancas Examinadoras, outorgou-se ao Ginásio o regime de inspeção prévia. Pelo decreto de n.º 21 921, de 10 de outubro de 1932, finalmente, tornou-se permanente a inspeção, ficando então o Ginásio considerado “estabelecimento livre de ensino secundário"
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (O Estudante, 1950 P.1)
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           ,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em 10 de janeiro de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1925
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , a Escola Normal é desmembrada do Colégio e passa para a direção das Irmãs Carmelitas da Divina Providência.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Em
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            1927
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , O Ginásio de Cataguases, passa a chamar-se Ginásio Municipal de Cataguases.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1934
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , foi arrendado aos Padres Agostinianos, mas já no ano seguinte retornava às mãos do Professor Antônio Amaro.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Francisco Peixoto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , escritor e industrial da cidade impulsionou a arte e arquitetura moderna na pequena Cataguases ao contratar
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Oscar Niemeyer
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            para o projeto de sua residência e o Colégio Cataguases em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1945.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Outros nomes do modernismo foram chamados para compor o Colégio: os jardins são de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Burle Marx,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            o mobiliário de J
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            oaquim Tenreiro
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           e
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Portinari
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            assina o mural do hall, “Tiradentes”, que antes de ser levado à Cataguases foi exposto no MAM do Rio em 1949. Atualmente no Colégio há uma réplica e o original, vendido ao Governo de São Paulo, encontra-se no Memorial da América Latina, na Barra Funda, em São Paulo. Paulo Werneck concebeu o painel em pastilhas “Abstrato” e à frente do edifício encontra-se a “O Pensador,” de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Jan Zack
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           .
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O antigo Colégio Cataguases completou
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           100 anos
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            no dia 31 de março de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           2010
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            . Um espaço de educação que também destaca a riqueza do patrimônio artístico da cidade. Na imponente fachada, projetada por
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Oscar Niemeyer
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , uma escultura chama a atenção. A obra, que representa duas mãos segurando um livro, é do paisagista
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Burle Marx,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            o painel é de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Paulo Werneck
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            e uma réplica, de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Cândido Portinari.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Pelos corredores do colégio já passaram centenas de milhares de alunos. O local é mais do que uma instituição centenária. É um símbolo da cidade! Entre os alunos famosos, está
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Chico Buarque
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            . Os registros guardam uma dedicatória de outro importante nome da cultura brasileira.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Cecília Meirelles,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            que visitou a escola e ficou seduzida por sua beleza.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Além do auditório, o Colégio de Cataguases também sediou dois museus: o Museu de Belas Artes de Cataguases e o Museu de Arte Popular. Na coleção do primeiro figuravam quadros de pintores famosos, nacionais e estrangeiros, tais como
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           : Iberê Camargo, Jean Lurçat; A. Beloborodonov; Luis Jardim, Clóvis Graciano, Osvaldo Goeldi, Jan Zach, Durval Serra, Mueller Kraus, Tomás Santa Rosa Júnior, Atos Bulcão, Fayga Ostrower, Alberto da Veiga Guinard, Di Cavalcanti, Marcelo Grassmann, Farnese, Aldari Toledo, Juan Del Prete, Yllen Kerr, Van Rogger, Epstein etc e José Alves Pedrosa ( escultor).
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Dentre todas as obras , avulta o já célebre painel “Tiradentes”, comentado por inúmeros críticos de arte do Brasil e do estrangeiro, e que foi filmado pela Companhia Cinematográfica Vera-Cruz, de São Paulo. É o mais vasto trabalho de Cândido Portinari. Mede dezoito metros de comprimento por três e vinte de altura (Documento Inventário). O segundo museu foi criado pelo escritor Marques Rebelo, que organizou, captou e doou a maior parte das peças para o seu acervo.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Inaugurado em
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            1949,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            o prédio foi tombado em dezembro de 1994 pelo 
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/IPHAN" target="_blank"&gt;&#xD;
      
           IPHAN
          &#xD;
    &lt;/a&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           .
           &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A história oficial do ensino em Cataguases, especificamente a do ensino secundário (atual Ensino Fundamental e Ensino Médio) restringe-se à história da instituição reduzida à nominação dos diretores e à demarcação dos seus períodos de gestão, com uma ou outra observação elogiosa; à alusão aos prédios que abrigaram a instituição - da antiga “casa de fazenda” ao modernismo arquitetônico de Oscar Niemeyer, no monumento de Niemeyer e o painel de Cândido Portinari.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A década de 1950 ficou conhecida como a “Década de Ouro” do Colégio de Cataguases. Nele já estava concluída a construção do novo e moderno prédio. Na década seguinte, mais precisamente no ano de 1963, o colégio seria transformado em Escola Estadual.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O colégio, nos seus prospectos das décadas de 1940 e 1950, destaca o
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Jornal e o Grêmio
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            que “foi fundado em 13 de maio de 1914 e por ele passaram alunos que hoje ocupam espaços importante na sociedade.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Também na década de 1950 houve uma proliferação de jornais produzidos pelos alunos do Colégio de Cataguases, utilizando mimeógrafo a álcool para sua impressão e contando com a boa vontade das secretárias e disponibilidade real da “máquina de escrever” para que pudessem ser “batidos”, são eles:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O Pirilampo,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            “O jornal que é uma luz sobre o Colégio de Cataguases” era uma iniciativa dos alunos internos.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O Irreverente,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            “O jornal que não faz cerimônia para dizer a verdade” era uma iniciativa compartilhada entre alunos internos e externos;
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O Matraca
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            era o órgão oficial da 2ª série B, um jornal que não podia competir com a “cultura bem talhada de um jovem que se encontra no científico”, mas já era impresso em tipografia e apresentava uma diagramação profissional.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Esta Escola Estadual foi sede do antigo Colégio de Cataguases. No seu acervo encontramos Prospectos de propaganda do Gymnásio Municipal de Cataguases, fevereiro de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1932
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ; do Ginásio Municipal de Cataguases,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1944/45
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            e do Colégio de Cataguases,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1910-1960
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           ;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Programa Comemorativo da visita do Social Ramos Clube à Princesa da Zona da Mata: jogo de basquete entre as equipes da Faculdade de Direito de Niterói e a do Colégio de Cataguases; Convite para a inauguração do monumento em homenagem ao Professor Antônio Amaro Martins da Costa, 26 de maio de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1951;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Cópia do Hino do Colégio com música de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ary Barroso
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            e letra de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Toste Malta
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ; Estatutos e Regimentos Internos do Colégio de Cataguases; do Grêmio Literário Machado de Assis; do Gimnásio Municipal de Cataguases e do Colégio Estadual Manoel Inácio Peixoto.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Encontramos também documentos com uma descrição minuciosa do colégio, a localização, a arquitetura interna e externa do prédio, o número de dependências, a destinação das mesmas, as metragens, sistema de ventilação e iluminação, mobiliário, aparelhagens, além de um breve histórico do estabelecimento, capacidade de matrícula, horários, corpo docente, relação das obras de arte e da praça de esportes.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fonte: As representações do Colégio de Cataguases e de suas práticas educativas nas memórias de seus ex-alunos(Década de 1950). Mestre em Educação pelo Programa de Pós Graduação da Universidade Estácio de Sá. Área de Concentração: Educação e Cultura Contemporânea, 2005 - Eloísa de Castro Silva
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/OIP-bbaf35a8-fa086bd4.jpeg" length="38575" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Sun, 23 Jul 2023 20:55:54 GMT</pubDate>
      <guid>https://www.jornalmeiapataca.com.br/colegio-de-cataguases-e-suas-praticas-educativas-nas-memorias-de-seus-ex-alunos</guid>
      <g-custom:tags type="string">historiadecataguases</g-custom:tags>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/OIP-bbaf35a8-fa086bd4.jpeg">
        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/OIP-bbaf35a8-fa086bd4.jpeg">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Eloisa de Castro Silva</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/eloisa-de-castro-silva</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Eloisa de Castro Silva
           &#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ﻿
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/ELOISA+DE+CASTRO+SILVA.jpg" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Eloisa de Castro Silva
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            nasceu em Cataguases, MG, 28 de outubro de 1949. Filha de Eloy Leonardo Correa da Silva, ferroviário e Ethel de Castro Silva, dona de casa. O curso primário foi de 1956 a 1960 no Grupo Escolar Guido Marlière. Cursos Ginasial e Cientifico no Colégio de Cataguases (1962 a 1968); Na metade do curso ginasial o colégio o passa a ser denominado Colégio Estadual Manoel Inácio Peixoto; Morou em Cataguases até 1969. Em 1970 foi para o Rio de Janeiro continuar os estudos.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Casada com Paulo Gonzaga Mibielli de Carvalho, economista / professor. Mãe de Pedro Castro Gonzaga de Carvalho engenheiro /analista financeiro. Graduada em Fonoaudiologia pelo Centro de Educação Pesquisa da Terapia da Palavra, Centro Cultural Henry Dunant,1976; Convalidação do Diploma de Fonoaudiologia nas Faculdades Integradas Estácio de Sá no ano de 1978; Especialista em Psicomotricidade Curso de extensão, realizado pela Clínica Medicopsicológica da Lagoa em 1976; Pós graduada em Distúrbios da Comunicação nas Faculdades Integradas Estácio de Sá no ano de 1982; Pós graduada em Motricidade Oral – CEFAC em 1997;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Mestre em Educação pelo Programa de Pós Graduação da Universidade Estácio de Sá. Área de Concentração: Educação e Cultura Contemporânea, 2005; Fonoaudióloga clinica atuando em consultório particular de 1976 a 2009; Diretora e membro da equipe de Avaliação e Tratamento da CLIF-Rio Clinica Fonoaudiológica do Rio de Janeiro de 1980 a 1985; Presidente da Associação Profissional dos Fonoaudiólogos do Rio de Janeiro de 1982 a 1984; Professora, no Departamento de Pós Graduação da Universidade Estácio de Sá, das Disciplinas Avaliação nos Cursos de Docência Superior e de Didática e Comunicação Oral nos cursos de pós graduação lato sensu para advogados de 2000 a 2007. Atualmente aposentada.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/ELOISA+DE+CASTRO+SILVA.jpg" length="29481" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Wed, 19 Jul 2023 16:12:43 GMT</pubDate>
      <guid>https://www.jornalmeiapataca.com.br/eloisa-de-castro-silva</guid>
      <g-custom:tags type="string">colunistas</g-custom:tags>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/ELOISA+DE+CASTRO+SILVA.jpg">
        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/ELOISA+DE+CASTRO+SILVA.jpg">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>O Município de Cataguases - A imprensa - Organização Joaquim Branco</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/a-imprensa-em-cataguases</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A Imprensa em Cataguases
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ﻿
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O primeiro jornal que se publicou em Cataguases foi a
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Gazeta de Cataguazes,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            de publicação semanal, no ano de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1883
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , sob a direção de Ernesto de Melo. Pouco viveu, desaparecendo em breve tempo, guerreado pelo comércio local, por se haver colocado ao lado do agente da estação da Estrada de Ferro em um atrito que este tivera com o francês Felix Samuel, já falecido e fundador da primeira fábrica de cerveja.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Logo depois, em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1884
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , Francisco Gonçalves da Costa Sobrinho fundou a
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Folha de Minas
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , que teve enorme circulação e era geralmente apreciada pelo cunho excessivamente noticioso que imprimiu Costa Sobrinho. Era também de publicação semanal, e só desapareceu em 1898 depois de passar à direção de C. Benicio da Silva, Dr. Astolpho Dutra Nicácio e professor Antonio de Abreu Freitas Drummond.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em maio de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1886
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , Estevam de Oliveira, que havia fundado
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O Povo,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            na estação de Campo Limpo, transferiu-o para Cataguases.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O Povo
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            combatia a monarquia e a escravidão, constituindo-se órgão do Partido Republicano. Depois de proclamada a República, suspendeu a publicação, sendo o seu material vendido ao Dr. Jorge Pinto, que fundou no Brejo (Miraí)
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O Eleitor
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            . Nesse mesmo ano de 1886, Lima Deslandes fundou -
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O Cataguazense,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            que passou pouco tempo depois à direção e redação aos Drs. Cleto Moreira e Cunha Bello.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O Cataguazense
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , embora se dissesse imparcial, tinha feição conservadora. Ainda nesse ano, Francisco Gomes da Silva e Edwino Gomes da Silva fundaram
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O José Bonifácio
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , que teve curta duração.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1890
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , Estevam de Oliveira fundou
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O Popular
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , que desapareceu no ano seguinte, sendo o material transferido para Juiz de Fora para a fundação do
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Minas Livre
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           .
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O Popular
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            era folha independente, tendo feito oposição ao Governo Provisório e à situação dominante em Minas, sob Cesário Alvim e João Pinheiro.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            1894
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            apareceram:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Echo de Cataguazes
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , fundado por Paulino Delfin e Osório Duque Estrada, durante 2 anos aproximadamente;
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           a Gazeta de Cataguazes
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , do Dr. Antonio Cavalcanti Sobral, de cujo partido era órgão e viveu até 1901; e
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O Monitor Mineiro
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , que, algum tempo foi diário, desaparecendo da circulação em menos de um ano.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em janeiro de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1898
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , o Dr. Astolpho Rezende fundou
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O Agricultor
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , que só viveu um ano. Em fins desse ano, apareceu
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O Jornal de Minas
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , sob a direção de M.C. Machado Junior, sucedendo
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O Tiradentes
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , que se publicava em Vista Alegre.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O Jornal de Minas
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            suspendeu a publicação em 1902.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Nesse ano, o Dr. Navantino Santos, então estudante, e Rebeldino Baptista fundaram
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O Arauto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , que viveu pouco mais de três anos.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Por último, em janeiro de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1906
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , apareceu
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O Cataguazes
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , órgão dos poderes municipais, e que ainda vive. Foi criada pela Lei nº 189, de 28 de setembro de 1905, e regulamentada pelo dec. nº 61, de 21 de outubro do mesmo ano, só em 28 de janeiro de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1906
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            foi inaugurada a Imprensa Oficial com a publicação do primeiro número do
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Cataguazes
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , órgão dos poderes municipais.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O Cataguazes
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            teve como gerente, desde a sua fundação até 25 de abril de 1908, o Sr.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Arthur Rezende
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , a quem substituiu o Sr.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Manoel Joaquim Tavares Junior.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Apareceram outros jornais pequenos e de vida efêmera; os principais são esses que acabam de ser enumerados.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Eis a lista dos jornais que tem publicado na cidade e no município, até a presente data (1908), e de que conseguimos obter notícias:
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Na cidade de Cataguases:
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Gazeta de Cataguazes, 1883;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Folha de Minas, 1884;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O Bilontra, 1885;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O Popular, 1890;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O Monitor, Gazeta de Cataguazes, Echo de Cataguazes, 1894;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A Bala, A Caridade, A Reação, O Amor, 1897;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O Agricultor, A Metralha, A Violeta, O Lírio, Jornal de Minas, O Diabinho, 1898;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O Beijo, 1899;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A Pena, O Intransigente, A Folha, 1901;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O Arauto, O Alan Kardec, O Ideal, 1902;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O Riso, 1903;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A Sogra, A Caridade, 1904;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O Grito, A Verdade, 1905;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A Semana, A Rosa, O Pygmeu, O Cataguazes, 1906
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A Oração, 1907;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A Chimera, 1908;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Publicaram-se também:
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Em Santo Antônio do Muriaé – O Eleitor, 1890-1891;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O Município, 1892;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O Progresso, 1894;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O Mirahy, 1905
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Em Vista Alegre – O Tiradentes, 1898;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           No Porto de Santo Antonio – O Minas Católica, 1902;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           No Laranjal – O Gaúcho e O Pyrilampo, 1902;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fonte: Rezende, Arthur Vieira com colaboração de Astolpho Vieira de Rezende - O Município de Cataguases - Esboço Histórico 1908 - 2ª Edição revisada e comentada pelo organizador Joaquim Branco Ribeiro Filho - Instituto Francisca de Souza Peixoto, Cataguases MG, 2019.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Foto: Imprensa Oficial de Cataguases, 1907, acervo de Joaquim Branco
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/A+Imprensa+%2840---20-cm%29.png" length="1352408" type="image/png" />
      <pubDate>Sun, 05 Mar 2023 21:39:02 GMT</pubDate>
      <guid>https://www.jornalmeiapataca.com.br/a-imprensa-em-cataguases</guid>
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        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
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        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Matéria publicada pelo jornal El País (Espanha), em 02.09.2015 por Luiz Ruffato</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/meu-amigo-karl-marx</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Meu amigo Karl Marx
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Screenshot_20230226_135431_Chrome.jpg" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Matéria publicada no Jornal El País (Espanha) em 02 de setembro 2015, por Luiz Ruffato
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           C. possuía uma ampla casa na Vila Teresa, bairro onde habitou a minha infância, em Cataguases. Baixo, mais para gordo que para magro, calvo, tratava com impaciência a vizinhança, que considerava um bando de ignorantes. Irritadiço, percorria mau humorado as ruas irregulares de paralelepípedos em cima de sua lambreta azul e branco. No entanto, apesar de pouco simpático, nutria veleidades políticas: aspirava sentar-se numa das cadeiras da Câmara dos Vereadores da cidade. Mas, em plena ditadura militar, convivia com um fantasma, que o atormentava dia e noite.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           No passado, entusiasmado com a pregação de um mundo melhor, alicerçado em justiça, liberdade e igualdade social, C. colocara-se à disposição do Partido Comunista. Ao casar-se, convenceu a mulher, L., a colocar o nome do filho de 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Karl Marx
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , singela homenagem àquele que, acreditava, mudara os rumos da história da humanidade. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Karl Marx 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           mal teve tempo de respirar ares democráticos: nascido em 1960, quatro anos depois os militares davam um golpe de estado instalando um regime de força que se arrastaria por vinte longos e tenebrosos anos.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Tempos difíceis para todos, mais ainda para quem morava em um município pequeno, cujos olhos e ouvidos encontravam-se a serviço da repressão comandada por um delegado de polícia que gostava pessoalmente de torturar os presos. Perseguido, C. andou frequentando a Cadeia Pública, o que o assustou a ponto de, quando nasceu a filha, ter resistido à tentação de chamá-la de Rosa, em homenagem a 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Rosa de Luxemburgo
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , ou Clara, em homenagem a
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            Clara Zetkin,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            ambas importantes lideranças femininas comunistas. Batizaram-na de Karla – apenas o “K” revelava resquícios de sua teimosia.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           No dia 13 de dezembro de 1968, C. ouviu empalidecido o locutor da Rádio Tupi noticiar o fechamento do Congresso e o recrudescimento do regime. Açoitado pelos ventos desfavoráveis, C. emudeceu: caminhava de cabeça baixa evitando as pessoas na calçada, pois desejava tornar-se invisível. A mulher, novamente grávida, ansiava por sossego para criar os filhos, enquanto o marido, encerrado nos fundos da casa, em sua oficina de conserto de aparelhos elétricos e eletrônicos, matutava. Tinha que arrumar uma maneira de convencer a vizinhança que deixara de ser um elemento pernicioso à sociedade.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Quando nasceu o menino, forte e saudável, no começo de 1968, Cicinho havia solucionado o problema. Saiu do hospital, logo após avistar o filho e a mulher, e dirigiu-se ao cartório de registro civil. Lá, fez questão de silabar o nome do caçula, pois não queria nenhuma letra fora do lugar:
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Robert Kennedy
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , homenagem ao senador e pré-candidato à Presidência dos Estados Unidos, brutalmente assassinado em junho do ano anterior.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Karl Marx fora um arroubo juvenil; Robert Kennedy representava o futuro.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Durante os quatro anos de ensino primário, 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Karl Marx 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           foi meu colega de carteira, sentávamos em dupla, nas salas do 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Grupo Escolar Flávia Dutra. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Tornamo-nos amigos, pois gostávamos das mesmas coisas: correr, jogar botão, andar de carrinho de rolemã, subir em árvore, deitar no chão do campinho de terra para observar as nuvens que avançavam rumo ao sul. A única coisa que nos separava era o futebol: eu ocupava o posto de lateral-esquerdo do time do bairro, enquanto meu amigo não lembravam dele nem para o banco de reservas.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Poucos sabiam que por trás do nome singelo e puro com que conhecíamos Carlinhos – apelido sustentado por todos, principalmente por seu pai e por sua mãe – erguia-se a sombra do perigosíssimo Karl Marx. Por isso, seus problemas só surgiram na adolescência. Quando foi inscrever-se no tiro de guerra, o sargento, horrorizado, exigiu a troca do nome. Vivíamos os estertores da ditadura, mas até mesmo o pai concordava que talvez fosse melhor abdicar da homenagem: Karl Marx virou Carlos Marcos. Seu irmão, alguns anos depois, já em pleno processo de democratização, não sofreu a mesma contrariedade: manteve, ao longo da vida, o nome de Robert Kennedy. E C., frustrado, nunca ganhou uma vaga na Câmara de Vereadores. Sua mulher, L., é que foi eleita e reeleita em diversas legislaturas.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fonte: Jornal El País (Espanha) de 02 de setembro de 2015 por Luiz Ruffato
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            PS: Wilson Valverde citado pelo autor por C. de seu apelido Cicinho, exerceu mandato de vereador de 1972 a 1976 e sua esposa
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           L. Lídia Pereira Valverde exerceu o mandador de vereadora de 1977 a 1982.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           "Karl Marx
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            foi um filósofo, sociólogo, economista, jornalista e teórico político alemão. Junto a Friedrich Engels, elaborou uma teoria política que embasou o chamado socialismo científico. Suas contribuições para a Filosofia Contemporânea incluem, além da análise social e econômica, um novo conceito de dialética, baseado na produção material da humanidade."
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Veja mais sobre "Karl Marx" em:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;a href="https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/karl-marx.htm"&gt;&#xD;
      
           https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/karl-marx.htm
          &#xD;
    &lt;/a&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           "Rosa Luxemburgo
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            foi uma filósofa e militante comunista e feminista polonesa. Suas contribuições intelectuais incluem análises críticas sobre o pensamento marxista e novas propostas de leitura para o socialismo, além de intensa luta ativista pelos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras europeias. Como feminista, a pensadora aliou o marxismo ao feminismo, ao falar da necessidade de incluir as mulheres na militância e tratar da questão das operárias como particular em relação à luta por direitos. "
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Veja mais sobre "Rosa Luxemburgo" em:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;a href="https://brasilescola.uol.com.br/biografia/rosa-luxemburgo.htm"&gt;&#xD;
      
           https://brasilescola.uol.com.br/biografia/rosa-luxemburgo.htm
          &#xD;
    &lt;/a&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Clara Zetkin
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , socialista, marxista e feminista, Clara Zetkin nasceu em Königshain-Wiederau, Alemanha, em 5 de julho de 1857. Estudou direito e começou a ter contato com movimentos operários alemães em 1874. Quatro anos depois, inicia sua militância no Partido dos Trabalhadores Socialistas (SAP), que se converte no Partido Social-democráta Alemão (SPD) em 1890. Zetkin torna-se uma das principais referência dentro da organização. Diferente de outras datas comemorativas criadas pelo comércio, o
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Dia Internacional da Mulher
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           foi criado por uma socialista alemã fervorosa: Clara Zetkin, autora do livro 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;a href="https://autonomialiteraria.com.br/loja/teoria-politica/como-nasce-e-morre-o-fascismo/" target="_blank"&gt;&#xD;
      
           Como nasce e morre o fascismo
          &#xD;
    &lt;/a&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Robert Kennedy
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            político e advogado (1925-1968), de nome completo Robert Francis Kennedy, nascido nos EUA. Notabilizou-se como político e advogado, mas sobretudo por ter sido o motor da candidatura do seu irmão John Kennedy. No início da década de sessenta (1961), foi escolhido para o cargo de procurador-geral, uma função que desempenhou até 1964, data em que foi eleito senador pelo círculo de Nova Iorque. Em 1968 preparava-se para concorrer às eleições presidenciais, mas as suas intenções foram goradas ao sofrer um atentado que lhe tirou a vida, quando parecia certo como candidato democrata por Los Angeles.
            &#xD;
        &lt;br/&gt;&#xD;
        
            Robert Kennedy foi autor de uma obra intitulada
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           The pursuit of justice
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            .
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           To seek a newer world
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            . Nos anos sessenta fora um ativista da luta pelos direitos civis e da luta contra a Máfia.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;a href="https://www.infopedia.pt/apoio/artigos/$robert-kennedy"&gt;&#xD;
      
           https://www.infopedia.pt/apoio/artigos/$robert-kennedy
          &#xD;
    &lt;/a&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ﻿
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Fotos abaixo:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Wilson Valverde na Câmara Municipal de Cataguases - sem data - acervo da família
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Lídia Pereira Valverde sendo diplomada como Vereadora em 1977 na Câmara Municipal de Cataguases - acervo da família
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/20230226_142608.jpg" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/20230226_144809.jpg" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Meu+amigo+Karla+Marx+1.jpg" length="156548" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Sun, 26 Feb 2023 18:32:28 GMT</pubDate>
      <guid>https://www.jornalmeiapataca.com.br/meu-amigo-karl-marx</guid>
      <g-custom:tags type="string">colunistas</g-custom:tags>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/C%C3%B3pia+de+C%C3%B3pia+de+JMP+-+Template+Post+Instagram.png">
        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Meu+amigo+Karla+Marx+1.jpg">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Ronaldo Werneck</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/o-coronel-a-chácara-dona-catarina</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O Coronel, Dona Catarina e a Chácara
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Foto 1: Coronel João Duarte Ferreira
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Foto 2: Dona Catarina, Alberto Landóes 1915, acervo DEMPHAC
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Foto 3: Chácara Dona Catarina, Alberto Landóes, 1915, acervo DEMPHAC
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Foto 4: Interior da Chácara Dona Catarina, Alberto Landóes, 1915, acervo DEMPHAC
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Erguida em 1888, a casa do
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Coronel João Duarte Ferreira
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            – mais tarde conhecida como
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Chácara Dona Catarina
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            – é um típico exemplar dos chalés românticos predominantes na arquitetura do último quartel do século XIX, comuns nas províncias fluminenses e mineiras que participaram do ciclo do café.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A moda era de sofisticados chalés livremente posicionados entre jardins, que respiravam elegância em meio à amplitude de seus espaços.  Com o requintado entrelaçar de suas tramas ornamentais, os lambrequins rendilhados enriquecendo seus beirais, a casa do Coronel resplandecia na Cataguases fim do século – à semelhança de seus similares onde residiam os barões do café.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O Coronel, Catarina e sua Chácara
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            estão indissoluvelmente entrelaçados à história de Cataguases – tanto em termos econômicos como afetivos. A exemplo dos demais imigrantes da época, o português
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            João Duarte Ferreira (1850-1924)
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           veio para Cataguases como trabalhador da Estrada de Ferro Leopoldina, que aos poucos plantava seus dormentes pela Mata mineira afora.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Com grande queda para os negócios, o futuro Coronel se sobressai como plantador de café e deixa entrever suas facetas de hábil comerciante – dono do
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Engenho Central de Cataguazes
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , onde processava café e arroz, e da grande
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Serraria Mecânica
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            . Financista de sucesso, João Duarte cria no final do século XIX o
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Banco de Cataguazes
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , que funcionava no prédio ocupado pelo Grande Hotel Villas.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Percebendo as necessidades geradas pelo crescimento do município, em 1905 o
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Coronel João Duarte
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            junta-se a
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Norberto Custódio Ferreira
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            e a
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           José Monteiro Ribeiro Junqueira
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            para fundar a
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Companhia Força e Luz Cataguazes-Leopoldina
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , viabilizando assim o suprimento de energia às indústrias que nasciam na cidade.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Na política,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           João Duarte Ferreira
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            foi intendente da Junta nomeada pelo presidente de Minas Gerais, vereador de sucessivas legislaturas, presidente da Câmara e agente-executivo do município por vários períodos entre 1911 e 1923. Cataguases cresceu junto com o Coronel, que aqui viveu durante 50 anos e direcionou os destinos da cidade num período fundamental para a sua formação econômica.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Fronteiriça à Estação Ferroviária, no coração econômico da cidade, a localização de sua residência era mais do que estratégia – ali estava também o cinturão de seus interesses: o
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Engenho Central,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            a
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Serraria e
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            principalmente o
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Banco
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            onde, corria a boca não muito pequena, o Coronel negociava a
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           cash
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            grandes partidas de café. De sua chácara, ele dava intensidade aos seus interesses que eram também os interesses de todo o município. Ele dava vida à vida da cidade.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Numa de suas viagens à Europa, durante um período de graves turbulências conjugais, João Duarte conhece na Itália a jovem
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Catarina Zauza (1882-1961)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , com quem começa um romance que iria durar até o final de sua vida. Logo depois, o Coronel traz Catarina para residir na Chácara que ela tornaria famosa em Cataguases.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Mulher elegante e viajada, mantinha-se em sintonia com as últimas novidades europeias. Católica, gostava de ouvir programas religiosos pelo rádio, como também de crochê, de música e dos muitos animais que viviam em sua propriedade: gato, cachorro, coelho, pássaros. Mas
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Catarina Zauza,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            que depois iria incorporar o “Duarte” do Coronel, gostava mesmo era de gente, da convivência cotidiana, de seu extenso círculo de amizades.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Nos tempos de
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Dona Catarina,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            a Chácara era um permanente
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           open Garden
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , com artistas, amigos e convidados num infindável vaivém em seus jardins e dependências. Palco de festas de saraus, cenário de casamentos, chás e domingueiras dançantes – puro glamour. Exatamente como ela voltou a ser neste novo milênio – um toque de cultura e elegância em pleno coração de Cataguases: de início um museu, agora
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Biblioteca Municipal Ascânio Lopes,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            um dos ases da revista Verde dos anos 1920 – que lançou o nome de Cataguases nos meios literários nacionais.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fonte: Ronaldo Werneck – Cataguases – Século XX Antes &amp;amp; Depois, Editora Tipografia Musical, São Paulo, 2021 – O Coronel/a Chácara/Dona Catarina – pág. 50
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Editora Chefe: Karla Valverde
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/jpg_20230217_173729_0000.jpg" length="98722" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Fri, 17 Feb 2023 20:09:31 GMT</pubDate>
      <guid>https://www.jornalmeiapataca.com.br/o-coronel-a-chácara-dona-catarina</guid>
      <g-custom:tags type="string">historiadecataguases</g-custom:tags>
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        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/jpg_20230217_173729_0000.jpg">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Minas, esse espinho? Há controvérsias 1</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/minas-esse-espinho</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A 2ª prisão de Ronaldo Werneck
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            “Minas, esse espinho que não consigo arrancar do meu coração” diz um angustiado Lúcio Cardoso a páginas tantas de seu Diário, pleno de anotações transbordantes de paixão por Minas e paixão contra Minas. Lúcio foi uma das paixões de minha adolescência. Literárias, por favor. O primeiro contato com seu romance Crônica da Casa Assassinada, feito ainda em Cataguases, no início dos anos 60, deixou-me literalmente fascinado. A saga dos Meneses habitou por anos minha memória, a Chácara exalando mofo e decadência, fruto apodrecido num pomar do passado – um subsolo onde submerge a família mineira em pleno estado de decomposição.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Amigo de Rosário Fusco e de Francisco Inácio Peixoto, em cuja casa ficava hospedado, Lúcio Cardoso foi durante um tempo habitué em Cataguases, onde escreveu grande parte da Crônica da Casa Assassinada. Quanto a isso, naturalmente, há controvérsias. Tantas que durante muitos anos eu e o Joaquim Branco, outro “fascinado” pelo romance, acreditávamos que a Chácara dos Meneses realmente existiu – e aqui em Cataguases. Claro: no bairro dos Meneses, esse que está ali até hoje, entre o Senai, o Aexas, o Recanto’s e a Faculdade. O mesmo já não acha Paulo Cezar Saraceni, que já realizou dois filmes baseados em obras de Lúcio Cardoso, Porto das Caixas e a própria Crônica, mas nunca fez sequer uma de suas locações em Cataguases. Estive há pouco com Saraceni em Ubá. Ali, sob o olhar do grande Mário Carneiro, seu diretor de arte, rodavam-se algumas cenas de O Viajante, o terceiro longa de Saraceni baseado em Lúcio. Segundo André Mauro, seu assistente de direção, estava prevista uma filmagem na ponte de Aracati. Mas em Cataguases, que é bom... neca na boneca! Quantas controvérsias na paisagem vista de Minas!
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Não conheci Lúcio Cardoso – “não o pratiquei”, como dizia o Fusco –, a não ser através do que sobre ele me contava meu amigo Luiz Carlos Lacerda, o poeta e também cineasta conhecido como “Bigode”, outro de seus fãs do “rol dos incondicionais”. Bigode fazia um documentário com/sobre ele assim que cheguei ao Rio, aí por volta de 1965/66, e num só entusiasmo falava/citava/transpirava Lúcio Cardoso. Anos mais tarde, Bigode filmaria em Parati o belo e denso Mãos Vazias, baseado na obra de Lúcio, que daria a Leila Diniz o prêmio de melhor atriz no Festival Internacional de Adelaide, na Austrália, em junho de 1972. De Adelaide, Bigode e Leila foram para Bangcoc. Dali, ele voou para Katmandu e Leila para Roma, via Nova Délhi: um voo que na verdade tinha a morte como destino.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Meses antes no Rio, em janeiro daquele ano, nas vésperas de meu casamento, eu e Adriana fomos presos pelo 1º Exército e trancafiados num xilindró do DOI-Codi, na Barão de Mesquita, ali mesmo onde a tortura rolava feio e forte. Nada tínhamos com o peixe, muito menos com a carne. E por nada fomos presos, como, aliás, todo o mundo naqueles tempos de pra frente Brasil, Médici, ame-o ou deixe-o &amp;amp; outras bobagens do mesmo quilate, inclusive toda a cachorrada. Na época, Tarso de Castro, que eu conhecia do Pasquim, estava dirigindo um espetáculo que procurava retomar o teatro rebolado, produzido pelo Rodrigo Farias Lima, com Leila Diniz posando de vedete. Eles acabaram sabendo de nossa prisão, acredito que através do Rodrigo que era mais chegado à gente. Não sei bem como, os três, Tarso, Leila e Rodrigo “mexeram os pauzinhos” – e mexeram bem bonitinho, pois os jovens noivos puderam estar na igreja no dia do casório, sem que ninguém soubesse do quiproquó.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O susto durou na verdade até meia hora antes da cerimônia, quando soltaram o padrinho do casal, o nosso querido Carlos Sérgio Bittencourt, que por motivos parecidos também “entrara numa fria” e estava trancafiado nos porões do mesmo DOI-Codi. Claro, depois do tradicional chope na casa dos pais da noiva, a festa foi esticada para a boate onde Leila estrelava Vem de ré que eu estou de primeira e recebia os noivos como seus convidados de honra, ao lado do Sérgio Bittencourt. Não o Carlos, mas o próprio Sérgio Bittencourt, ali Naquela Mesa. Que diabos estava o Sérgio Bittencourt fazendo no meu casamento? Acho que a Adriana andou trabalhando com ele, nos tempos em que estava na Revista Manchete ou no Programa do Chacrinha, onde ela participava como jurada. Há controvérsias. Lembro que o Sérgio deu uma nota do casório em sua coluna do Globo. Quanto à Leila, nem é preciso falar do festival de “carinhosas sacanagens” que ela aprontou naquela noite primeira, de núpcias e também de ré. Leila, outra das paixões do Bigode. E de todos nós.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Ponto e volto pro Lúcio Cardoso. Sua imagem surgiria também mais tarde, já na virada dos anos 60, quando passei a frequentar a casa do Rosário Fusco em Cataguases. Eram folclóricas e inesperadas repercussões vindas na voz meio embargada de Fusco, seu grande amigo: “um dia ele me apareceu de madrugada e devidamente bêbado. Na época, eu morava em Copacabana, num segundo andar, de frente pra rua Siqueira Campos. Lúcio berrou lá fora e cheguei à janela. Tinha um lotação vazio, encostado no meio-fio: ‘Fusco, olha o que eu comprei! Que belo lotação, né?! Tô indo pra São João do Meriti, dar uma volta. Vamos?’.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “Claro que não fui”, me disse o imprevisível Fusco, ele que já havia comprado um bonde e circulado pela madrugada de Copacabana com um bando de amigos: “estava escrevendo e, a bem da verdade, São João do Meriti não fazia parte do meu roteiro, pelo menos aquela noite. Três dias depois, nova madrugada, nova gritaria na calçada. Lúcio voltara de San Juan del Merity. Bêbado, é claro, ou não seria ele, a roupa toda esfarrapada, um mendigo de mendigo nenhum botar defeito. Mandei subir. Soluçando, contou que haviam lhe coberto de porrada e roubado o seu lotação, mas que fora tudo muito divertido. Viera a pé de San Juan: muito divertente. ‘O que vale é o esforço’ dizia ele, numa das frases de que eu mais gostava. O Lúcio viveu intensamente, e às vezes me dá um saudade danada dele!”.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Meu Deus, como gostaria que permanecessem as fixações de nossa adolescência! Relido agora, o romance do Lúcio já não é o mesmo que tanto me fascinara. Sua Crônica está plena de imperfeições. A dicção dos personagens nos vários depoimentos é por demais empostada e soa quase sempre falsa. Por sua vez, a narrativa em contraponto ­– que parecia novidade na época, apesar de “chupada” de Aldous Huxley – envelheceu como a própria Chácara dos Meneses. Não existe qualquer verossimilhança na fala dos personagens, o que não é nenhum pecado capital, mas não deixa de ser incompreensível num romancista de sua estirpe e estatura.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pior de tudo – perdão, Rosário Fusco; perdão, Paulo Cezar Saraceni; perdão, meu caro Luiz Carlos “Bigode” Lacerda; perdão, Cristina Prates; perdão Consuelo Albergaria; e, principalmente, perdão, Joaquim Branco: o Lúcio escrevia terrivelmente mal, mal de doer. A Crônica é um romance intenso, com um plot diabólico, de grande dramaticidade. Mas que se esgarça no gran falar de seus personagens, na falsidade de floreios vocabulares incabíveis em criaturas socadas no interior de Minas. No fundo, as narrativas são teatrais no mau sentido, pois delas Lúcio não se distancia. Por isso, parecem falsas. Que pena: é duro falar assim da Crônica, nosso velho mito. O que salva Lúcio Cardoso é que sempre há controvérsias.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Jornal do Marcos
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Cataguases, 24.05.98
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           in Há Controvérsias 1
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           São Paulo, 2009
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fonte: Livro "Há Controvérsias 1", Ronaldo Werneck, Editora Artepaubrasil, São Paulo, 2009.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Foto: Ronaldo Werneck - cedida pelo próprio autor, 2009
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Redatora Chefe: Karla Valverde
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/RW-087cb2aa.jpg" length="78883" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Sun, 12 Feb 2023 14:40:01 GMT</pubDate>
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      <title>1º de abril na tropicália</title>
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      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ronaldo Werneck - A prisão 1964
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Fui preso pela primeira vez na noite de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1º de abril de 1964.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Salvador, Bahia. Havia passado a Semana Santa em Cataguases e chegara naquela manhã na terra de Gil &amp;amp; Caetano (que ainda não existiam como “entidades baianas” e a quem conheceria pessoalmente algum tempo depois). Estava trabalhando há apenas dois meses no Banco do Brasil e morava no Campo Grande, ali perto do Teatro Castro Alves, no imenso apartamento do meu amigo Alaor Bagno &amp;amp; família.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Na véspera, quando o ônibus passou por Governador Valadares, senti o prenúncio de alguma coisa não muito boa, que parecia acontecer na cidade, em Minas, quem sabe no país. Estampidos, correrias, boatos sobre a morte de um líder camponês: “Tão falando que balearam o Chico Julião”. Não dormi durante o resto da viagem. Quando fui pra Cataguases, na antevéspera da Semana Santa, meu amigo Alberto Silva, já na época um dos melhores críticos de cinema da Bahia, levou-me à rodoviária para combinarmos a distribuição de uns versos que eu faria para serem divulgados entre as ligas camponesas – qualquer coisa no gênero dos poemas que Ferreira Gullar, Vinicius de Moraes, Affonso Romano de Sant Anna, José Carlos Capinan &amp;amp; outros poetas estavam “cometendo” para a Civilização Brasileira, no Rio, dentro da série Violão de Rua.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Éramos jovens e acreditávamos piamente que a dialética &amp;amp; a poesia podiam virar o mundo em “festa, trabalho e pão” como diria mais tarde a letra de Capinan para a música de Gilberto Gil, feita para o filme Viramundo, de Geraldo Sarno. Essas coisas, vamos dizer, “saudáveis” que passam pela cabeça de qualquer poeta que se preze quando se tem vinte anos e se vive num mundo extremamente injusto. Pois é, parece coisa do passado, né?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Nem o Banco nem o Brasil abriram naquele primeiro de abril (vale a rima). Liguei pra redação do Jornal da Bahia, mas não encontrei o Alberto.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Alaor, de ouvido no rádio, me diz que a situação está “feia” no sul do país. Feriado compulsório, sem nada a fazer, embora preocupado, desci para o Porto da Barra. Passei a tarde inteira e o início da noite na AABB, onde iria assumir uma das diretorias sociais e estava articulando a fundação de um cine clube. A tarde não era em Itapoã, mas tinha direito a piscina, sinuca &amp;amp; uísque com água de coco, pois “a burguesia também tem seus encantos”, como já dizia o jovem filósofo baiano Emetério de Jacobina.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Lá pelas dez horas da noite, saímos do clube – eu e meu colega Manuel dos Santos, que não era o Mané Garrincha, mas um carioca do Méier, excelente jogador do time de futebol de salão da AABB, onde modestamente eu atuava como atento guardião de suas cores, aliás azul &amp;amp; branco, como as do meu “Operal, eterno campeão local”. Pois é, eu também já fui
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            goal-keeper
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , quer dizer, uma verdadeira “caixinha de surpresas”. Não havia vivalma (eu disse “vivalma”? Meu Deus, que coisa mais antiga!). Subimos a pé a ladeira da Barra, eu levando uma garrafa de uísque debaixo do sovaco, pois na saída me lembrei que o precioso líquido estava em falta
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            chez
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Alaor.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Quando estávamos adentrando a praça do Campo Grande, apenas a alguns metros do nosso edifício, ouvimos o ruído de um veículo vindo na contramão pela Avenida Sete. Era uma ambulância que freou “dijunto” a nós, como dizem os baianos. Dela saltaram três rapazes fardados, metralhadoras à mão. Fomos jogados contra o muro: “Documentos! Mãos pra cima! Têm autorização?” Eu não tinha documentos nem autorização (que autorização?). Só então soube que o governador havia baixado uma ordem para toque de recolher a partir de nove da noite. Pra toda população.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fomos lançados dentro da viatura, digo, da ambulância, junto com um dos soldados, sentado junto a nós, nervoso, cara de garoto servindo exército, arma na mão, devidamente engatilhada. Temíamos que o fuzil disparasse a cada solavanco que o veículo, perdão, a viatura, perdão, a ambulância (Mamãe!) dava a cada buraco (nossa!), chispando no meio da noite por sobre as pedras ancestrais das ruelas soteropolitanas – como os baianos gostam de chamar a Bahia de Todos os Santos, inclusive meu São Salvador, por quem clamava &amp;amp; implorava veemente o poetinha. Mamãe nunca soube, muito menos o padre Solindo, como o jovem Ronaldo rezou naquela noite!
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A ambulância zunia na noite, recolhendo tudo que encontrava: bêbados, putas, retardatários de várias estirpes, inclusive um executivo que voltava de um possível serão: no escritório, ou na casa da amante, nunca soubemos. Sua mulher, a própria, estava jogando a chave da casa, que ele esquecera, quando nosso improvisado camburão deu seu stop tradicional, com direito a ranger de freios, e nosso dileto soldadinho saltou, arma em punho, berrando o jargão de praxe: “Tem autorização? Ah, não? Então, entra, seu puto!”.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fomos jogados pra fora da ambulância na Praça da Sé, onde já se encontravam todos os noctâmbulos possíveis &amp;amp; imaginários: “Quem tem documentos, pra direita! Os outros, pra esquerda”. Eu estava de bermuda, nada no bolso ou nas mãos, apenas com uma inacreditável garrafa de uísque equilibrando-se em meu sovaco (não sei por que cargas d’água não me tomaram, melhor: não “a tomaram”). Resolvi jogar com a sorte e optei pela direita, pela primeira e, acredito, última vez na vida. Manoel estava devidamente documentado, e eu não queria me separar dele. Na verdade, estava cagando de medo. Foi minha sorte: quem estava sem os documentos foi pro Dops e levou porrada a noite inteira (imaginem se nossos bravos soldados soubessem que o poetinha projetava fazer versos pras ligas camponesas!...).
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Nós, “cidadãos de respeito, documentados”, fomos conduzidos pro quartel de Barbados, mais exatamente pra capela do quartel, onde, vamos dizer, “pernoitamos”. Grande hospitalidade, a do exército baiano: deixaram o poeta com seu uísque e ainda lhe deram a oportunidade de travar conhecimento com uma das “365 belíssimas igrejas da capital baiana”, como mamãe dizia. Bebemos a noite inteira, inclusive nosso executivo que, entre uma &amp;amp; outra talagada, reclamava, reclamava, reclamava da grande sacanagem de ser preso exatamente na hora do “joga a chave, meu amor”.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fomos soltos na manhã seguinte. Estava de ressaca e extremamente humilhado. Nunca mais fui o mesmo. A partir dali, sucederam-se as barbaridades engendradas naquele primeiro de abril que os milicos insistiam em chamar de 31 de março (com medo da galhofa provocada pelo dia da mentira) e insistiam ainda em chamar de “revolução”, quando no fundo não passava de um golpe de fundo de quintal, sujo &amp;amp; traiçoeiro, mais um golpezinho ao sul do Equador, de fazer inveja a qualquer republiqueta latino-americana. Só não esperávamos que durasse tanto. Nem que doesse tanto. Nem que nos envelhecesse &amp;amp; envilecesse tanto.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Hoje, neste quinze de novembro histórico – cem anos de República, vinte e nove anos após a última eleição direta, quando votei pela primeira vez para presidente (meu Deus, como o poetinha tá velho!) – é com espanto, temor e mesmo com certo nojo que vejo alguns segmentos do povo brasileiro carregando a bandeira televisiva dos fantoches embonecados produzidos pelos mesmos ditadores que massacraram o país ao longo dos últimos vinte e cinco anos. Acho que é tempo de refletirmos, de pensarmos sobre até que ponto este quinze de novembro pode se transformar num novo primeiro de abril. Pois é, como diria meu caro poeta T.S. Eliot: “
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Abril is the cruellest month”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           . Isso aí.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ah sim, a segunda prisão foi em janeiro de 1972, em pleno terror dos anos Médici. Eu, minha ex-mulher Adriana Monteiro (na época, grávida da Ulla), o roteirista e cineasta Tairone Feitosa e a hoje bem-sucedida empresária Ynez Mynssen fomos “convidados” a conhecer in loco os porões do DOI-Codi (como dói!) na Barão de Mesquita, no Rio, onde já se encontravam meus amigos Carlos Sérgio Bittencourt e a futura jornalista Dulce Caldeira. Fomos salvos graças a gestões de Rodrigo Farias Lima (hoje empresário teatral no Rio, e que na época morava conosco numa casa de vila na Rua Silveira Martins) e de Leila Diniz, a própria. Musa de Ipanema e – por essa &amp;amp; outras – eterna musa do coração do poetinha.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Fonte: Livro "Há Controvérsias 1", Ronaldo Werneck,  Editora Artepaubrasil, São Paulo, 2009.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Foto: Ronaldo Werneck - cedida pelo próprio autor, 2009
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Redatora Chefe: Karla Valverde
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-02-08--C3-A0-28s-29-12.43.271.jpg" length="185934" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Wed, 08 Feb 2023 16:11:06 GMT</pubDate>
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        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Ronaldo Werneck</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/ronaldo-werneck</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ronaldo Werneck
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/RW-087cb2aa.jpg" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ronaldo Werneck nasceu em Cataguases MG, morou por mais de 30 anos no Rio de Janeiro e voltou a viver na cidade natal desde o final do século passado.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Jornalista e crítico, colaborou com vários jornais e revistas cariocas: Jornal do Brasil, Pasquim, Diário de Notícias, Última Hora, Revista Vozes, Revista Poesia Sempre e Revista História, ambas da Biblioteca Nacional. Em 2013, organizou a edição especial sobre Cataguases para o Suplemento Literário Minas Gerais. Desde 1968 colabora com o Suplemento, onde publicou poemas, resenhas e algumas críticas de cinema.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Poeta, tem oito livros publicados: Selva Selvaggia (1976), Pomba Poema (1977), minas em mim e o mar esse trem azul (1999), Ronaldo Werneck Revisita Selvaggia (2005), Noite Americana/Doris Day by Night (2006), Minerar O Branco (2008), Cataminas Pomba &amp;amp; Outros Rios (2012), O Mar de Outrora &amp;amp; Poemas de agora (2014).
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O escritor lançou também em 2009 o livro-ensaio Kiryrí Rendáua Toribóca Opé – Humberto MAURO revisto POR Ronaldo WERNECK e os livros de crônicas Há Controvérsias 1 (2009) e Há Controvérsias 2 (2011). Em 2001, gravou em show ao vivo o CD Dentro &amp;amp; Fora da Melodia/Que papo é esse, poeta?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Editor de Suplementos Literários, ensaista, tradutor e crítico de literatura, cinema e artes plásticas, tem textos e artigos publicados em vários veículos da mídia. Desde os anos 1990, assina a coluna "Há Controvérsias", publicada em vários blogs e no Jornal O Liberal, de Cabo Verde. Produtor Cultural, foi um dos realizadores dos dois Festivais Audiovisuais de Cataguases – Música e Poesia (1969/1970) e Coordenador da Exposição Os Mineiros do Pasquim, em 2008.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Videomaker, editou em 2009 dois filmes sobre a trajetória do cineasta Humberto Mauro, SOLdade e Mauro move O mundo. Dedica-se, atualmente, a editar registros audiovisuais captados em vários formatos (Super 8, VHS, Super VHS, digital) ao longo dos últimos 30 anos.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Membro do Pen Clube do Brasil, Ronaldo Werneck é verbete da "Enciclopédia da Literatura Brasileira", da Academia Brasileira de Letras, e do Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/RW.jpg" length="78883" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Wed, 08 Feb 2023 15:30:20 GMT</pubDate>
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      </media:content>
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        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Rainha dos Operários da Indústria Irmãos Peixoto 1945</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/rainha-dos-operarios-da-industria-irmaos-peixoto-1945</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Maria Magalhães Pereira - Rainha dos Operários 1945
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Imagem+do+WhatsApp+de+2023-02-06+%C3%A0%28s%29+12.26.20.jpg" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Minha família é de Astolfo Dutra, antigamente era Porto de Santo Antônio. Meus pais Aristides Magalhães Pereira e Carolina Maria de Jesus. Eu nasci em 1925, estudei no Grupo Guido Marlière até o 3º ano, parei de estudar para ajudar minha mãe.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Comecei a trabalhar na Indústria Irmãos Peixoto aos 14 anos – fui criada dentro da fábrica por 32 anos. Não me arrependi de ter parado de estudar, porque eu gostava muito de trabalhar na fábrica. Tive que trabalhar mais 2 anos para pagar o INPS (Instituto Nacional de Previdência Social) porque quando eu ficava doente, aqueles dias eram descontados. Quando me aposentei, eu fiz uma festa, convidei os operários para tomar uma cervejinha na minha casa.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Em 1944, o Sr. Mota conseguiu com o Sr. Manoel Peixoto uma casa da Indústria Irmãos Peixoto para minha família morar – ficava na Rua José Hardy Ramos - moramos ali por 43 anos - de 1944 a 1987. Em 1960, a empresa começou a pedir a casa de volta, me ofereceram a casa para comprar no valor de 100 cruzeiros naquela época. Eu queria comprar, mas meu dinheiro era pouco. Foi um erro que fiz na minha vida! Eu aposentei com um salário mínimo e não dá para comprar um imóvel. Trabalhei esses anos todos e não tenho nada! Só tenho minha aposentadoria: eu vivo com a minha aposentadoria.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Na época que me aposentei o Dr. Francisco era uma pessoa muito boa para os operários. Eu aposentei em 1972, mesmo aposentada eu continuei na casa porque o Dr. Francisco, o Sr. Emanoel, o Sr. Altamiro e o João Peixoto eram muito bons para os operários. Eu não tenho nada a dizer da família ‘Peixoto’ porque eles foram muito bons para mim!
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Eu entrei na fábrica em 1939, trabalhei muitos anos na tecelagem, o Onofre Correa era o mestre (encarregado) e o contramestre (consertador de máquinas) era o Neném (não sei o nome dele). Mudei de lugar porque adoeci - problemas nos rins, eu acho. Fui trabalhar nos carretéis encarregada da maquininha de espularia. Depois fui para a sala de panos, uma sala para revisar e outra para cortar os tecidos e depois despachar. Na fábrica, a gente trabalha 8 horas por toda a vida e tem que dar produção em qualquer lugar. Na sala de pano se tiver defeito nos tecidos tem que cortar e separar os panos com e sem defeitos. Os panos sem defeitos vão para alvejar e, posteriormente, despachar.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Teve uma época, que os operários usaram uniforme: saia azul, blusa branca, tênis branco, meia branca, com um escudo no braço. Depois de um tempo acabaram com esse uniforme – acho que ganhávamos o uniforme, não me lembro. Usávamos o uniforme para desfilar. O João Peixoto trouxe uma pessoa, para filmar Cataguases dentro da Indústria e eu estava com o uniforme. Nos dias 1º de maio e 07 de setembro tinha desfile. Saía da Indústria Irmãos Peixoto, Manufatora, Industrial, o Colégio das Irmãs e os Grupos Escolares. Tinha banda de música de Cataguases e era muito bacana!
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Quando fui eleita para ser Rainha dos Operários em 1945, a escolha foi feita dentro da fábrica. Minha mãe não gostava e não me deixava ir a bailes. Uma senhora chamada Lourdes Peixoto – foi candidata, e os colegas me arrumaram para ser candidata. Eles que venderam votos para mim. Eu não vendi nenhum voto. Aquela que tinha mais votos vendidos, ganhava. Eu ganhei como rainha com a venda de votos dos(as) minhas colegas. Fui coroada no Clube dos Operários – houve um baile muito bonito! O João Peixoto que organizava tudo, ele gostava de fazer festas para os operários
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dia 13 de maio tinha o bate-pau para lembrar dos tempos do cativeiro, era uma festa muito bonita também.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Também tinha a festa dos “pracinhas” no Clube dos Operários. A música parou, chegou o Pedro Dutra e o Zé Esteves junto com os pracinhas e tiramos uma foto.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Trabalhei muito com política com o Sr. Manoel Peixoto e o João Peixoto que foi prefeito. Na casa do Dr. Geraldo, eu trabalhei dobrando e entregando cédula. Depois de tudo dobrado, entregamos nas casas. Eu trabalhei com a Minalda Simões e o Adail. Eles tiravam uma turminha para fazer o serviços para eles. Tinha a folha do prefeito e a dos vereadores. O eleitor já levava a cédula para votar. Fui cortada da fábrica por causa da política... alguém me acusou de dobrar as cédulas marcando com batom para o outro candidato, mas não era verdade. Eu chorei muito, porque eu gostava de trabalhar na fábrica. O Onofre Correa chegou perto mim e disse:
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           -
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Maria, você está demitida.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           - Por quê?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           - Não sei.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           - Você pode falar com eles que não andei marcando cédulas de batom não.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           - Fizeram uma calúnia comigo, porque eu não fiz o que eles estão falando. Mentira! Eu fui cortada? Não tem importância não!
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Eu, a Eva e muitas moças apenas trabalhava na rua para tomar conta das pessoas, levar as pessoas, ensinar onde tinha que votar e ensinar como vota. Em 1946 fui demitida e fui estudar lá no Sr. Domingos Tostes. A filha dele, a Dona Dulce dava aula de bater máquina (datilografia). Foi nesse ano que aprendi muito!
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Em 1947, o João Ramalho foi na minha casa e disse: “Maria, o João mandou falar com você se você votar neles...” respondi que nunca fui contra eles e que nunca votei contra eles. Eu não sei se foi o João, o Dr. Francisco ou Sr. Manoel que mandou me oferecer uma vaga na fábrica novamente. Eles arrumaram um discurso para eu falar no comício. Fui e falei bonito! Decorei o meu papel: um discurso a favor dos Peixoto. Todos eles sempre foram muito bons para mim e para Cataguases!
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Minha mocidade foi muito bonita! Cada um lembra do seu passado, o meu foi maravilhoso! Até hoje está sendo bom. Não tenho nada, mas tenho Deus comigo!
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Adaptação da entrevista feita em 27/06/1990 por Jose Luiz Batista e Glaucia Siqueira, para a coletânea de livros ‘Memória e Patrimônio Cultural de Cataguases, Volume 3 – 2ª Edição de 2012 – Coordenação: Paulo Henrique Alonso – Pág. 97-122.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Redator Chefe:  Karla Valverde
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/10-3d9ddf77.jpg" length="127141" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Mon, 06 Feb 2023 15:46:16 GMT</pubDate>
      <guid>https://www.jornalmeiapataca.com.br/rainha-dos-operarios-da-industria-irmaos-peixoto-1945</guid>
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      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/10-4b77cd3d.jpg">
        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/10-3d9ddf77.jpg">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>A saúde dos operários (as) da Indústria Irmãos Peixoto - 1941</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/a-saude-dos-operarios-as-da-industria-irmaos-peixoto-1941</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Saúde dos operários (as) da Indústria Irmãos Peixoto - 1941
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/25+Anos+CIC.jpg" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Foto: Operários (as) da Indústria Irmãos Peixoto, sem data de referência, Arquivo Público
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O atendimento aos familiares era realizado do mesmo modo que o dos operários. Aparecem registros de filhos, esposas, irmãs, que
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           foram procurar tratamento na empresa e o acompanhamento médico dos mesmos. Foram atendidos pelo médico da empresa nos 30 setores analisados, 435 funcionários, sendo 238 mulheres (54,7%) e 197 (45,3%) homens, em 1941.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            No
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           setor de tecelagem
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            foram registrados pelo clínico da empresa 1287 diagnósticos para as funcionárias da seção. As doenças do aparelho digestivo prevalecem entre as enfermidades que afetavam estas operárias, com 357 anotações (32,8% dos diagnósticos), seguidas das doenças do aparelho respiratório com 320 registros (29,4%); os diagnósticos com causas mal definidas, ocupam o terceiro lugar, com 214 anotações. As doenças do aparelho geniturinário (órgãos genitais e urinários) com 96 apontamentos (8,8%) são a quarta causa de doenças nas operárias, seguidas das doenças infecciosas e parasitárias com 88 anotações (8,1%).
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Na
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            fiação
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , as doenças do aparelho respiratório são as principais causas que levam as funcionárias a procurar o auxílio do médico da empresa, com 71 registros; seguidas das causas mal definidas, com 55 anotações; e das doenças do sangue, com 29. As doenças do aparelho digestivo ocupam o quarto lugar nos diagnósticos seguidas das doenças da pele e do tecido subcutâneo com 25 e 21 anotações respectivamente. Neste setor houve apenas dois atendimentos por causas externas, um por mordida de cão e uma contusão torácica.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Nos
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            teares
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , entre as funcionárias, as doenças mal definidas destacam-se como principal causa de atendimento pelo clínico, com 15 anotações, seguidas das doenças do aparelho digestivo, com 6 atendimentos e das doenças do aparelho respiratório com 5 registros. As doenças respiratórias predominam na sala de acabamento, entre as operárias, sendo que dos 28 registros, 15 se referem a estas enfermidades. As doenças mal definidas e as doenças do aparelho digestivo, ambas com 6 anotações, estão em segundo lugar.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           No
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            filatório
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            se destacam as doenças do aparelho respiratório, do sangue, e do aparelho geniturinário com 3 anotações cada. A única funcionária que ocupava cargo de chefia na produção da empresa é tratada com doenças da pele e do tecido subcutâneo.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            As doenças do aparelho respiratório e do aparelho digestivo sobressaem no
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            setor de carretéis
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            com 13 atendimentos cada. Em segundo lugar figuram as doenças do aparelho geniturinário e as mal definidas ambas com 6 registros.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Os
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           setores de limpeza
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            e
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            conserva
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           apresentaram um atendimento cada, diagnosticados como doença do aparelho geniturinário e da pele, respectivamente.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Para o sexo masculino, na
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            seção de tecelagem
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           predominam as doenças do aparelho respiratório com 18 atendimentos; seguem-se, com 7, as mal definidas; e as doenças do sangue e dos órgãos hematopoiéticos, com 4 registros.  
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            No
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           setor de mestre
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            o médico diagnosticou 22 funcionários com doenças do aparelho respiratório, seguidas das doenças do aparelho digestivo com 7 e das causas mal definidas com 5.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            As doenças infecciosas e parasitárias e as doenças do aparelho respiratório predominam no
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            setor de guarda
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            com 9 apontamentos cada, sendo que, as doenças do aparelho digestivo tiveram 4 atendimentos.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Na
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           remeteção
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            as doenças do aparelho respiratório continuam a predominar entre os operários, com 9 atendimentos. Em sequência aparecem as doenças do sangue com 4 apontamentos e as doenças da pele e mal definidas com 2 registros cada.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           No
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            setor de oficina
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            como na
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            remeteção
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , para o sexo masculino, predominam as doenças do aparelho respiratório com 10 atendimentos, seguidas das doenças infecciosas e parasitárias e digestivas com 2 registros cada.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Os
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           pedreiros
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            durante o ano foram atendidos com doença do aparelho respiratório, com 4 registros, seguida das doenças do aparelho circulatório com 3 e por último com apenas um atendimento cada, das doenças infecto - parasitárias e da pele.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            No
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           setor de acabamento,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            apresentam-se em destaque as doenças do aparelho digestivo com 3 atendimentos, seguidas das doenças do aparelho respiratório, da pele e mal definidas com 2 registros cada. As enfermidades do aparelho respiratório permanecem destacadas no setor de passar, seguidas das mal definidas.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Nos
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           setores do urdidor
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            e do
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            almoxarifado
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            destacam-se as doenças dos olhos, do aparelho respiratório, do digestivo e mal definidas, todas com 1 atendimento realizado durante o ano para ambas as seções.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           setor de tinturaria
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            apresenta um número elevado de doenças mal definidas, 34 registros, seguidas das doenças do aparelho digestivo com 13 anotações. As doenças infecto parasitárias e do aparelho respiratório, aparecem em terceiro lugar com 10 atendimentos cada, para os funcionários neste setor. Doenças mal definidas destacam-se nas
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           cardas,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            para o sexo masculino, com 15 atendimentos; uma pequena variação nas doenças do aparelho geniturinário com 14 apontamentos; e em terceiro as doenças do aparelho respiratório e do aparelho digestivo, ambas com 7 anotações.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Esta distribuição se mantém no setor da
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           massaroqueira
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , sendo que as doenças do aparelho digestivo, aparecem em segundo lugar, seguidas das enfermidades do aparelho respiratório, para o sexo masculino. No agrupamento realizado para a análise dos setores, predominam as doenças mal definidas com 10 registros, seguidas das doenças do aparelho respiratório e do aparelho digestivo com 9 atendimentos cada. As doenças do aparelho circulatório apresentaram 6 registros, para os funcionários destas seções na indústria.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Este número elevado de enfermidades do aparelho respiratório pode ser explicado a partir das condições de trabalho dos operários, uma vez que o prédio não havia sido construído com o intuito de diminuir os efeitos nocivos na saúde dos operários, ocasionados pelo processo de produção de fios e tecidos. Não podemos no entanto, ignorar a possibilidade de ocorrência de patologias de alta prevalência na população geral, como a
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           tuberculose.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O espaço físico da empresa, que pudemos visitar, não parecia se adequar às necessidades de proteção à saúde dos operários, uma vez que o mesmo contribuía para o acúmulo de pó e fibras curtas liberadas durante o processo de produção dos fios e do tecido, podendo vir a ocasionar este elevado número de doenças do aparelho respiratório.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Dos registros realizados pelo médico da empresa, 11 tiveram a anotação de acidente, sendo que destes, 6 foram registrados como acidentes de trabalho e 5 com apenas a palavra acidente, sendo o
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           setor da tecelagem
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            o com mais elevado percentual de acidentes, com 5 anotações, em seguida o
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           setor de fiação
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , com 3 e as
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           seções de batedor, tinturaria e remeteção
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , com um registro cada.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Dos registros
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           por acidente
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , de operários que foram encaminhados para casa provavelmente aconteceram quando o funcionário fora manipular suas máquinas, uma vez que estas, não propiciavam segurança, e as partes atingidas, e os tipos de ferimentos levam a crer que foram ocasionados pelo manuseio das mesmas. Quanto ao sexo os acidentes foram em maior número para o sexo masculino, indicando que as mulheres, apesar de serem numericamente superiores, estavam menos propícias aos acidentes.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Foram emitidos 34 atestados de saúde durante o ano de 1941, seja para admissão, alta ou licença de saúde. Quatro admissões foram negadas pelo médico. Duas devido ao diagnóstico de doença do sangue e dos órgãos hematopoiéticos (anemia); outra por doença da pele e do tecido conjuntivo e uma sem especificação. Os que foram diagnosticados com anemia tiveram seu atestado de admissão suspenso provisoriamente. Em relação ao sexo, dois do sexo masculino e dois do feminino, pretendiam assumir cargos no setor de tecelagem, fiação e tear. Os atestados de licença médica variaram de 3 dias a 2 meses.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Dentre os registros das doenças que acometiam as funcionárias da empresa, encontramos 30 casos de amenorréia (ausência de ciclos menstruais mensais), que poderiam ser, provavelmente, gravidez.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Através da análise do registro no livro podemos supor que os funcionários da Indústria Irmãos Peixoto, possuíam um acesso contínuo ao atendimento de saúde, uma vez que o médico da empresa estava permanentemente disponível, e realizava o tratamento das doenças dos operários e seus familiares, além de desempenhar o papel de ‘médico do trabalho’ no que diz respeito às licenças e à identificação dos acidentes de trabalho.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Para traçarmos o perfil da mortalidade no município de Cataguases nos anos de 1940 a 1944, utilizamos como base para o levantamento de óbitos os dados fornecidos pelo
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Livro 51 de Óbitos nº 5 da Prefeitura de Cataguases.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O registro a que tivemos acesso foi realizado com base na declaração transcrita pelo servidor público para fornecimento de certidão de óbito, sendo transladada apenas a causa básica da morte. A definição da causa da morte é determinada direta ou indiretamente por fatores associados às características sociodemográficas do falecido tais como sexo, idade, profissão, estado civil, instrução, lugar de residência, nível socioeconômico; e também por fatores associados às circunstâncias de ocorrência do óbitos. Livro de Óbitos da Prefeitura de Cataguases nº 5, continha dados sobre nome, sexo, cor, naturalidade, idade, estado jurídico, filiação, causa morte e data do óbito.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A codificação da causa básica foi realizada aplicando as regras estabelecidas pela CID (Classificação Internacional de Doenças), sendo que alguns registros são inelegíveis dificultando nosso entendimento.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           PS
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           : No Brasil, a padronização dos instrumentos de coleta foi implantada somente a partir de 1976 com a introdução do documento “Declaração de Óbito “. Neste documento, a declaração das causas que conduziram o indivíduo à morte é feita segundo o modelo proposto pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Para fins estatísticos, a seleção e a codificação da causa básica da morte é feita de acordo com as regras estabelecidas pelas revisões da Classificação Internacional de Doenças (CID).
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Foram registrados em cinco anos 1439 óbitos ocorridos na cidade de Cataguases e seus distritos. O registro de óbitos masculino perfaz 59%, e o feminino 47,5%, sendo que somente dois fetos foram registrados, sem especificar o sexo. A análise dos dados acerca da nacionalidade dos óbitos revela que foram registrados 1418 óbitos de brasileiros, perfazendo 98,5% de todos os registros, demonstrando que Cataguases não mais se faz industrialmente ou socialmente com base na mão-de-obra imigrante, pois os apontamentos de estrangeiros são de indivíduos com idade avançada.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            De 1940 a 1943, o número oscila muito pouco, com um pequeno aumento em 1944. Portanto, nesse período de 5 anos não encontramos evidências de enfermidades que possam indicar situações epidêmicas. Em relação à mortalidade de ambos os sexos, a faixa etária com maior registro de óbitos é a de menores de um ano, com 23,5% dos casos com 339 registros, seguida da faixa de 1 aos 4 anos, com 206 registros com 14,3%, caindo nas três faixas seguintes (5 aos 9, 10 aos 14, 15 aos 19) com 88 anotações (8,2%), voltando a subir entre 20 aos 29 anos com 106, para novamente diminuir na idade de 30 aos 39 anos, para se elevar a partir dos 40 aos 49 anos, mantendo esta elevação até a faixa etária acima dos setenta anos. A soma das quatro ultimas faixas etárias faz um total de 589 óbitos, perfazendo 41% dos registros.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Utilizando os dados dos óbitos referentes a Cataguases nos anos de 1940 a 1944 foi construída a taxa de mortalidade geral e taxas específicas para as 5 principais causas de morte.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em relação ao total de óbitos, com base na classificação por capítulos da CID, predominam, no período, os óbitos por causas mal definidas com 338 registros, perfazendo 23,5% das mortes ocorridas no período, seguidos por doenças infecciosas e parasitárias, com 333 apontamentos (23,1%), pelas doenças do aparelho circulatório (223, 15,5%), do aparelho respiratório com 174 registros e doenças do aparelho digestivo, com 104.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            As neoplasias ocupam o sexto lugar das causas de morte, 54 casos (3,8% dos óbitos); seguidas das doenças do aparelho geniturinário, com 2,8%; das causas externas de mortalidade, (2,1%); das doenças endócrinas; e dos transtornos mentais e comportamentais ambas com 1,7% dos registros.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           De acordo com o
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Jornal Cataguases, 30.07.1933, p.1
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            os postos de higiene diagnosticavam a enfermidade (tuberculose), isolavam o paciente, tratavam-no, explicando aos familiares como proceder. Não sendo permitida sua internação nos hospitais, relatam a falta de atenção para com os indigentes.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Gazeta de Leopoldina, 19.191941, n 52, p.1,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            noticiava que a doença estava aumentando na cidade e em municípios vizinhos, atingindo de preferência a classe operária. Foi realizada na região uma campanha de vacinação com o BCG (em 1927 começa a ser produzida a vacina BCG - Bacilo de Calmante e Guérin, pelo Instituto Vital Brasil, RJ), em crianças recém-nascidas, nos dez primeiros dias de vida, e em pessoas que não portavam o bacilo. O tratamento a ser realizado segundo  a gazeta seria higiênico dietético, com repouso, movimentos controlados, ar, luz, clima e alimentação e, um medicamentoso, sui generis
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Gazeta de Leopoldina, 26.10.1942, n54, p.1).
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Sendo que “a alimentação deficiente, a subalimentação, e a moradia em quartos sem ar e luz, sujos e mal ventilados, a higiene concorrem enormemente para o aumento da tuberculose”.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           As classes menos favorecidas, a classe operária, especialmente, são as que mais sofrem as consequências da subalimentação. De acordo com o periódico as dificuldades da guerra dificultaram a alimentação “os pobres são ‘celeiros dos ‘bacilos’, os que fazem regimes, os que não são bem alimentados na infância, os exercícios físicos realizados de modo inadequado”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (Gazeta de Leopoldina, 30.11.1941, n 63 p.1).
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A partir do final dos anos 40, a tuberculose passou a apresentar um panorama distinto. A mortalidade experimentou persistente e acentuado declínio, fator que se pode atribuir à introdução de novas armas tecnológicas e ações de controle. A introdução da
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           estreptomicina
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (o primeiro antibiótico de grande impacto sobre a tuberculose) na prática clínica havia se iniciado em 1947.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Durante o período de cinco anos em que analisamos os óbitos da população cataguasense, encontramos 92 registros de tuberculose, sendo que 46 se referem a homens e 46 a mulheres. Este número perfaz cerca de 6% no total de óbitos analisados para os anos de 1940 a 1944 na cidade.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Em Cataguases, o número de registros para menores de 5 anos é pequeno, aumentando entre as faixas etárias de 15 aos 49 anos, diminuindo nas seguintes e se elevando a partir dos 70 anos de idade, com predomínio do grupo de indivíduos entre 20 aos 49 anos. A ausência de registro de tuberculose pelo médico da fábrica pode ser explicada pela necessidade do operário se ausentar da empresa e consequentemente ter seus rendimentos cortados, ou mesmo correr o risco de não ser readmitido na mesma. A tuberculose também se constitui em importante fator de discriminação social, o que pode ser outra explicação para a ausência do diagnóstico nos assentamentos da fábrica, apesar do grande número de diagnósticos de patologias respiratórias. A tuberculose é, evidentemente, um possível fator de confusão na discussão dos fatores determinantes dessas patologias e que obriga a relativizar sua atribuição às situações de trabalho. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fonte: A saúde dos operários têxtil da Indústria Irmãos Peixoto _ Cataguases-1941.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dissertação de mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro, pela Professora e Mestre em História, Lucilene Nunes da Silva.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Redatora Chefe
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Karla Valverde
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
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      <pubDate>Wed, 01 Feb 2023 16:22:04 GMT</pubDate>
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      <title>Perfil dos operários (as) da Indústria Irmãos Peixoto - Parte 3</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/perfil-dos-operarios-as-da-industria-irmaos-peixoto-parte-3</link>
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      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
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           Perfil dos operários (as) da Indústria Irmãos Peixoto - Parte 3
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  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Famílias das localidades vizinhas se deslocavam para Cataguases pela oportunidade de que suas filhas pudessem ser empregadas na indústria. A análise possibilitou conhecer o perfil dos funcionários que compunham o processo produtivo da Indústria Irmãos Peixoto, dentre eles os setores de tecelagem, filatório, fiação, cardas, carreteleira, bobinadora, sala de pano, tinturaria, batedor, conserva, mestre e outros.
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  &lt;p&gt;&#xD;
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      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A utilização de mão-de-obra feminina e infantil é uma constante, os funcionários sendo admitidos em criança para se empregar na fábrica, uma característica das fábricas da região.
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      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A média de admissão a partir dos registros de idade das operárias era de 18,7 anos e para os homens de 20,7 anos, mostrando um aproveitamento maior da mão-de-obra feminina mais jovem. O recrutamento de operários se faz em torno da cidade de Cataguases e na mesma, e é uma mão-de-obra jovem e sem qualificação profissional.
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  &lt;p&gt;&#xD;
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            A preferência por mulheres é uma constante na história da empresa desde suas primeiras funcionárias. Poucos eram os indivíduos que entravam na fábrica em idade avançada, sendo que 60 integraram a empresa na faixa etária de 10 a 14 anos, ou seja, são crianças que tiveram que se adaptar às normas do trabalho na indústria. A aceitação de menores era predominante, e pelos registros observa-se esta tendência desde o início da produção até a década de 1940.
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      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Um número de 122 funcionários foi admitido na fábrica na faixa etária de 15 a 19 anos, mostrando que a idade para ingresso na indústria era baixa, constituindo uma mão-de-obra jovem, provavelmente sem qualificação profissional, sendo que esta deveria acontecer na empresa, através de aprendizado com os mais antigos e com mudanças nas seções de trabalho. Os indivíduos que entraram para a fábrica com idades que variavam entre os 10 e 19 anos perfazem um total de 182 fichas, mostrando que 67% dos funcionários analisados ingressaram na empresa na infância ou adolescência.
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      &lt;/span&gt;&#xD;
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  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A inserção do menor no trabalho ocorre pela necessidade de complemento à renda familiar. Devido a seus salários mais baixos, e por serem mais facilmente controlados do que os adultos, são largamente empregados, alegando-se sua menor produtividade como justificativa para a menor remuneração. Apenas um operário foi admitido na empresa com mais de 50 anos. Percebe-se que a partir dos 20 anos, o ingresso é menor para ambos os sexos, permanecendo uma pequena predominância para a admissão de mulheres, e havendo uma queda acentuada a partir dos 40 anos com apenas 6 admissões, 4 masculinas e 2 femininas.
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    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
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  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Os funcionários atendidos pelo médico são indivíduos em sua maioria (40,6%) na faixa etária entre 15 e 19 anos. Apenas 9 fichas de funcionários foram encontradas com idade entre 10 a 14 anos, mostrando que a faixa etária para ingresso na empresa estava se elevando, sendo a admissão em maior número a partir dos 15 anos, com 110 admissões, sobressaindo o número de operárias, sendo 77 admitidas nesta faixa etária. É maior o número de operários entre 20 e 29 anos, sendo 78 o número das jovens atendidas na empresa, perfazendo 41% no total de funcionários. O número de mulheres permanece maior na fábrica, dos 15 aos 29 anos num total de 155, diminuindo a partir da faixa etária seguinte.
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      &lt;/span&gt;&#xD;
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  &lt;p&gt;&#xD;
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      &lt;br/&gt;&#xD;
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  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           As mulheres jovens são em maior número do que os homens, o que se inverte a partir dos 30 anos, quando temos 22 funcionárias para 27 funcionários, mostrando a necessidade dos homens permanecerem no emprego por serem provavelmente os responsáveis pelo sustento das famílias.
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    &lt;/span&gt;&#xD;
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  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
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    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em 1941 a média de idade das funcionárias da empresa era de 21,8 anos e de 26,7 anos para os homens, mostrando que as mulheres eram admitidas mais novas na empresa, mas os homens permaneciam trabalhando na fábrica até uma faixa etária mais elevada.
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      &lt;/span&gt;&#xD;
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  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            As mulheres eram impelidas a trabalhar nas fábricas pela necessidade econômica da família operária, o que poderia explicar o caráter provisório do trabalho entre o sexo feminino.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
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  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
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  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A permanência no trabalho aumenta para os homens a partir dos 6 anos de serviço na empresa, quando se percebe que é cada vez menor o número de funcionárias que continuam na fábrica.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A alta rotatividade, principalmente entre as mulheres, nos remete a saída destas para se casar, indicando que parte destas estavam na empresa para complementar o rendimento familiar, pois poucos são os casos das jovens que retornam.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O desligamento não parece ser obstáculo para o retorno tempos depois, mesmo que o operário tenha sido demitido. Esta rotatividade é encontrada em todos os setores da empresa. A permanência é maior para a faixa dos 31 anos, provavelmente responsáveis pela renda familiar, não podendo abrir mão do emprego.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em 15 fichas há registros que mostram admissão, readmissão, demissão. Não foram encontrados registros de elogios ao operário quando de seu desligamento da empresa, mas sim, anotações acerca de desvios de conduta, que geralmente causavam prejuízos à empresa, ou de desentendimento entres funcionários.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Ocorreram quatro casos de empregados que saem da fábrica espontaneamente e depois retornam à mesma alguns anos, meses ou dias depois para exercer a mesma função ou uma nova tarefa. A desobediência ao mestre ou ao encarregado da seção, resultava em demissão, saída espontânea ou suspensão do serviço por cerca de 3 dias.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Consta o caso de uma funcionária que se recusou a trabalhar em feriado municipal e para que não fosse, segundo a empresa, pediu um pagamento a que não tinha direito, não foi demitida, aposentou-se por tempo de serviço. Duas funcionárias responderam aos diretores suas cartas de advertência, por terem produzido tecidos com defeito. Mesmo em casos nos quais o operário tenha sido demitido ele é readmitido pela fábrica.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            São 8 os casos de desentendimentos com o chefe; 22 por aposentadoria; 5 afastamentos por motivos pessoais; 4 de abandono de emprego; 4 de falecimento (ocorridos após 1941); 4 de recusa ao trabalho; e 6 afastamentos por motivo de doença, sem menção de diagnóstico.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Ocorreu um caso em que a funcionária saiu de férias e após o término não retorna ao trabalho, possivelmente sem dar satisfação à empresa; era solteira, entrou na fábrica com 12 anos e permaneceu por dois anos.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            As anotações dos salários começaram a ser feitas a partir de 1954, mas percebe-se que o pagamento de 66 funcionários era realizado por hora de serviço, e de acordo com sua produção, apenas três, variando conforme a função exercida. O pagamento era efetuado quinzenalmente em cerca de 251 registros, mensal em apenas 4 e semanal em 3. Somente 13 fichas não definiram a forma de pagamento. Apenas duas fichas apresentam o registro do valor do salário, três tecelãs apresentam o apontamento de tarefa, deste modo seu pagamento seria de acordo com as atividades que iriam realizar.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em relação aos turnos de serviço, existiam duas turmas por dia, divididas em turnos de 8 horas, e a empresa fornecia ao empregado um descanso de quatro em 4 horas para refeição. Não há registro da escolaridade do operário, mas somente se este era analfabeto (14), se tinha boa caligrafia (15 operários com este registro), e em duas fichas, apenas que sabiam ler e escrever, num total de apenas 31 fichas onde foram registradas estas observações.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A fábrica constituía condições de vínculo com a família, proporcionando a vila e serviço médico. A empresa se vê como beneficente dos trabalhadores ao fornecer emprego e ensino às famílias. O assalariamento é tido como uma forma de manutenção e a proletarização ocorre pela mudança no modo de vida das famílias após a saída da roça.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Foram encontrados 22 casos de operários da fábrica que são filhos de outros (19) operários. A presença de parentesco entre os funcionários da fábrica indica que a necessidade de sobrevivência faz com que outros membros de uma mesma família procurem trabalho na fábrica, possivelmente uma forma de ocupação melhor remunerada para a região.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A passagem de operários por diversas seções da fábrica, assinala um aprendizado de profissão que ocorria no ambiente da fábrica. A mobilidade presente na empresa possibilita ao operário diversificar seu saber e sua aprendizagem. O fato do aprendizado se realizar dentro da fábrica sugere a inexistência de escolas técnicas e o ingresso precoce na fábrica. A mudança de setores possibilita ao operário um maior conhecimento acerca do funcionamento da fábrica.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Nas Indústrias Irmãos Peixoto o controle do trabalhador era exercido pelos mestres. Dos oito funcionários que exerciam esta ação, encontramos apenas uma mulher exercendo uma atividade de fiscalização em relação às atividades dos outros operários. O funcionamento de uma fábrica demanda uma nova racionalidade com a introdução de novas regras e disciplina, visando a um maior aproveitamento da produção. Este controle se realiza através do processo produtivo, todo ele voltado para a manutenção do indivíduo em constante atividade, sem tempo para deslizes, prejudiciais ao desenrolar da produção. O Contramestre tinha a condição de superior hierárquico, uma vez que sua posição decorria de sua competência profissional, pelo conhecimento mais completo do métier. Sua função se aliava tanto ao conhecimento das tarefas de fabricação do produto quanto ao funcionamento da máquina, cuja manutenção estaria a seu encargo. Ele estava no ápice do sistema da hierarquia operária, quer do ponto de vista do conhecimento do métier, quer do ponto de vista da autoridade e do salário.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Os Encarregados eram os responsáveis por etapas parciais do processo geral das seções ou da coordenação dos serviços auxiliares. Este processo no qual o homem é tido como chefe é percebido nas indústrias Irmãos Peixoto, onde as chefias se encontravam geralmente nas mãos destes. As repreensões podiam ser orais, registradas, e aconteciam agressões físicas por parte dos mestres em relação aos operários.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O mestre é o encarregado da seção verificando o andamento da produção, fiscalizando os operários, cabendo ao contramestre o encargo de consertar as máquinas.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            As próprias máquinas significaram sempre a disciplina nos trabalhos. O rigor com que as máquinas deveriam ser manipuladas acabava por deixar pouco tempo para qualquer ‘desvio do olhar’ do empregado.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Mas para que o simples acender dos motores a vapor, todas as segundas-feiras, às seis horas da manhã, pudessem significar uma estratégia de disciplina inserida no hábito da industrialização regular e contínua, muita resistência por parte dos operários precisou ser vencida.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Este controle se encontra nos registros de advertência por briga com companheira em uma mesma seção, por tecer tecido com defeito, ou recusa em assinar o boletim de serviço, também realizado nas fichas.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Foto: Interior da Fábrica de Tecidos, Alberto Landóes, início séc. XX, acervo DEMPHAC
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fonte: A saúde dos operários têxtil da Indústria Irmãos Peixoto _ Cataguases-1941.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dissertação de mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro, pela Professora e Mestre em História, Lucilene Nunes da Silva.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Redatora Chefe
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Karla Valverde
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Fiandeira-1-2cec840f-5c9a9091-6d047782-13727b9c.jpg" length="2870219" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Mon, 23 Jan 2023 16:52:04 GMT</pubDate>
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      <g-custom:tags type="string">historiadecataguases</g-custom:tags>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Fiandeira-1-2cec840f-5c9a9091-2a752e91-d0ded88e.jpg">
        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Fiandeira-1-2cec840f-5c9a9091-6d047782-13727b9c.jpg">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Perfil dos operários da Indústria Irmãos Peixoto – 1911 a 1941 Parte 2</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/perfil-dos-operarios-da-industria-irmaos-peixoto-1911-a-1941</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Perfil dos operários – 1911 a 1941
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A análise do perfil dos operários das Indústrias Irmãos Peixoto foi realizada com base no estudo das Fichas de Registro (Parte integrante do acervo do CDH – Centro de Documentação Histórica em Cataguases) dos empregados da fábrica.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           As fichas apresentam de dois a três números de ordem, muitas vezes estes estão riscados, dificultando o acesso aos registros do funcionário. Estas mudanças se deram devido à necessidade de agrupamento das mesmas, que primeiro eram arquivadas de acordo com o número de ordem, e depois o arquivamento passa a ser realizado por ordem alfabética, como se encontram arquivadas atualmente, passando deste modo as fichas, por uma nova ordenação dos números de registro. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Para um número de 536 operários atendidos pelo médico da empresa, foram analisadas 81 fichas de funcionários e 190 de funcionárias, para um total de 271 fichas encontradas, cerca de 50,5%.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O período analisado com base nas fichas de registro de funcionários perfaz 30 anos de admissão de operários na empresa, do ano de 1911 a 1941. Neste período observa-se que o número de funcionários variava de acordo com os anos, sendo constantemente maior o número de mulheres.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A utilização da mão-de-obra feminina e infantil eram características marcantes nas fábricas têxteis. A análise dos dados de nacionalidade mostra que os operários eram brasileiros, fato esperado uma vez que a região possuía mão-de-obra farta para se empregar na empresa e o processo imigratório para a região da Zona da Mata já havia se encerrado.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A partir da análise das fichas podemos afirmar que os operários da indústria Irmãos Peixoto diferenciam dos de Juiz de Fora e Belo Horizonte uma vez que o número de estrangeiros entre eles é reduzidíssimo, mesmo no início do século XX, quando o percentual de mão-de-obra estrangeira nas indústrias brasileiras era significativo.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A avaliação da cor da pele indica que 50% dos funcionários que tiveram o registro de sua cor nas fichas da empresa são considerados brancos com 137 apontamentos, sendo pequeno o número de funcionários ditos pretos (11) e pardos (21); sendo elevado o percentual sem esta informação, perfazendo 33,57% do total dos apontamentos (91 registros).
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O número de funcionários solteiros é de 96, seguidos pelos casados, 67, e pelos viúvos, somente 5.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O percentual sem informação sobre a condição civil do operário, perfaz 38% no total das fichas analisadas.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Muitos destes funcionários entravam para a fábrica ainda muito novos, começando suas atividades com apenas dez anos de idade.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A forma de pagamento mais utilizada pela empresa era quinzenal, com 251 registros, apenas 4 mensais e 3 semanais, e em 13 fichas não encontramos registro acerca da forma de remuneração.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Quando o operário cometia alguma falha na produção, ocorriam descontos em seu pagamento, de acordo com os prejuízos sofridos pela companhia, e os defeitos provocados pelos operários nos tecidos produzidos. Parte dos panos com defeitos eles levavam para casa. Descontos por faltas não foram encontrados nos registros.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Os registros dos operários da fábrica, ao indicarem a naturalidade, mostram que, apesar de muitos deles serem cataguasenses, 50%, é elevado o número de registros de referência ao local de origem, como sendo de cidades da região e seus distritos, mostrando uma migração regional da mão-de-obra.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O recrutamento da mão-de-obra se realizava em sua maior parte na cidade de Cataguases e em cidades próximas como Leopoldina, Itamarati e Miraí. Somente dois registros indicam trabalhadores vindo do Estado do Rio de Janeiro, não havendo referência a outros Estados, constatando-se que 269 funcionários foram recrutados no estado de Minas Gerais, principalmente na Zona da Mata.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Dos 271 registros encontrados com naturalidade dos operários, as mulheres provinham das cidades vizinhas de Cataguases em número maior do que o de homens, com 103 (38%) registros, e somente 39 (14,4%) homens, mostrando que a mão-de-obra feminina é mais elevada tanto para funcionárias da cidade quanto para as que provinham das localidades próximas em busca de uma nova oportunidade de emprego.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Cataguases é um ponto de concentração para os operários, para os que não conseguem ocupação nas pequenas cidades da região e procuram uma melhoria de vida indo procurar emprego nas inúmeras fábricas de Cataguases, dentre elas a Indústria Irmãos Peixoto. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fonte: A saude dos operários têxtil da Indústria Irmãos Peixoto _ Cataguases-1941.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dissertação de mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro, pela Professora e Mestre em História, Lucilene Nunes da Silva.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Redatora Chefe
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Karla Valverde
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Cia.-Fia-C3-A7-C3-A3o-Tecelagem1--1908.-Rev.Semana-438-d8f67072.jpg" length="1322194" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Thu, 19 Jan 2023 16:37:27 GMT</pubDate>
      <guid>https://www.jornalmeiapataca.com.br/perfil-dos-operarios-da-industria-irmaos-peixoto-1911-a-1941</guid>
      <g-custom:tags type="string">historiadecataguases</g-custom:tags>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Cia.-Fia-C3-A7-C3-A3o-Tecelagem1--1908.-Rev.Semana-438-0f333459.jpg">
        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Cia.-Fia-C3-A7-C3-A3o-Tecelagem1--1908.-Rev.Semana-438-d8f67072.jpg">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Histórico da Indústria Irmãos Peixoto de Cataguases</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/historico-da-industria-irmaos-peixoto</link>
      <description>Parte 1</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Histórico da Indústria Irmãos Peixoto - Cataguases
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ﻿
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
      
           Parte 1
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/foto-antiga-de-cataguases-16.webp"/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Foto: Fábrica de Fiação e Tecelagem de Cataguases, sem data  - Acervo da URL: http://www.cataguases.com.br
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/20230108_130212.jpg" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em 1905, é organizada a Companhia de Fiação e Tecelagem de Cataguases, fundada pelo Coronel Joaquim Gomes de Araújo Porto, Major Mauricio Eugenio Murgel, Coronel João Duarte Ferreira e Dr. Norberto Custódio Ferreira.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            No dia 08 de agosto de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1905
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , iniciou-se a construção do edifício da fábrica e no dia 01 de agosto de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1906
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            era inaugurada, com 20 teares, dos mais modernos da época, fabricados na Inglaterra, compostos dos seguintes implementos: uma calandra, um medidor e dobrador e uma espuladeira. A máquina era, inicialmente, movida por um motor a vapor de 8HP que, depois, foi substituído por um motor elétrico de 20HP. Fabricava no começo, tecidos. A produção era mensal de 15 mil metros de brim e tecidos fantasias para senhoras.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            As máquinas eram movidas a vapor, álcool e petróleo. Em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1908
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            os motores a vapor são substituídos por unidades elétricas. Em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1910
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , a partir de uma crise enfrentada pela empresa devido à alta no preço do algodão, o comerciante
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Manuel Ignácio Peixoto,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            imigrante, nascido na Freguesia da Candelária, Ilha do Pico, Arquipélago dos Açores, viu no comércio a sua primeira atuação, assumindo o passivo da empresa que, em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1911
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , passa a se chamar “Manoel Ignácio Peixoto”, e em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1913,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            troca o nome para
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “Manoel Ignácio Peixoto &amp;amp; Filhos”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , já com o capital totalmente integralizado de 250 contos de réis.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1917
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , com o falecimento de seu fundador, a empresa passa a denominar-se
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “Irmãos Peixoto &amp;amp; Cia.”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , e em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1935
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            torna-se sociedade anônima, Indústrias Irmãos Peixoto S.A., e assim se conserva até sua definitiva incorporação, em 1998, pela Companhia Industrial Cataguases.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            No ano de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1918
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , o Instituto Industrial, do Rio de Janeiro, confere diploma de honra à Irmãos Peixoto e Cia., por “cooperação vultosa que a empresa tem prestado a emancipação da indústria nacional”
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (Jornal Cataguases, 07.09.1918. Nº 198. Ano XIII).
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Na Indústria Irmãos Peixoto é elevado o número de mulheres, principalmente no setor de tecelagem, sendo seus operários contratados ainda na infância. Encontra-se presente já na década de 1940 a preocupação por parte da diretoria da empresa com a perfeição a ser impressa nos artigos fabricados, tanto na sua textura quanto no seu acabamento.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A 2ª Guerra Mundial interrompe as negociações da empresa para a substituição das máquinas por outras mais aperfeiçoadas. Não só a atividade fabril foi a preocupação daqueles que plantaram essa empresa na cidade de Cataguases. Também, o setor de assistência médica e social aos seus empregados mereceu cuidadosa e especial atenção daqueles que pontificaram na direção da empresa.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            De início, admira-se um conjunto de residências onde estão instalados inúmeros servidores. Em sua Divisão Previdenciária, os trabalhadores da empresa e seus familiares contam com médicos especializados em medicina industrial, bem como com laboratório de análise clínica, ambulatórios completos, dando condições a pequenas intervenções e socorro de emergência. Completando a assistência médica funciona na indústria um consultório dentário, com aparelhagem moderna, prestando serviços, através de profissionais, aos operários e as suas famílias.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Não obstante as dificuldades do pós Segunda Guerra Mundial, a Companhia Industrial de Cataguases compra novos equipamentos na Inglaterra, tendo à frente a experiência da família Peixoto no ramo têxtil. Bem aplicados os recursos permitiram a importação seletiva de máquinas, equipamentos e aparelhos novos e mais modernos, incorporando o avanço tecnológico e possibilitando uma nova expansão nos negócios.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A indústria Irmãos Peixoto
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (Jornal Cataguases, órgão oficial do município, 28.01.1942)
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            em seu relatório para o exercício de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1941
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , relata uma fabricação anual de 6.080.585 metros de tecidos com uma produção diária (16 horas) de 21.483 metros e 6,03 metros por tear-hora.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Suas máquinas estariam em perfeito estado de conservação, mantendo durante o ano, uma média de 470 empregados inclusive pessoal de escritório, pedreiros e carpinteiros.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Registra despesas com a caixa beneficente dos operários, com o IAPI, com indenizações, com seguros contra acidentes, e uma banda de música.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1943
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            foi criada uma nova fábrica na cidade: a Companhia Manufatora de fios de algodão. Destinada inicialmente à produção de fios, com o tempo passou também a fabricar tecidos de algodão e alguns anos depois iniciou a produção de algodão hidrófilo da marca Apolo.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1954,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Manoel Peixoto e outros empresários locais criaram mais uma indústria na cidade: a Companhia Mineira de Papéis, voltada para fabricação e comércio de papéis e celulose e, em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1961
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            foi criada a Indústria Química Cataguases, tendo à frente os irmãos Manoel Peixoto e Francisco Inácio Peixoto.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Na década de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1960
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            se investe na modernização e reaparelhamento com importação de máquinas. Nos anos
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1970
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            continua a modernização do parque industrial com permanente programa de investimentos em novas máquinas, descentralização administrativa e instalação de um moderno centro de treinamento. No começo da década de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            1980
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            é instalada uma nova unidade da empresa no bairro Saudade, para a produção de fios, e a Indústria Irmãos Peixoto continua produzindo tecidos. Em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            1986
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            é ampliado em 50% o prédio da unidade da Saudade, com novos teares, e ao término da montagem da fábrica da Saudade em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1992
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , ocorre o fechamento definitivo da matriz no centro da cidade. O prédio sofre modificações e lá se instala o Instituto Francisca de Souza Peixoto, com oficinas artesanais, biblioteca, teatro, salão de festas, e grupo teatral, contribuindo para o aprimoramento da cultura cataguasense. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fonte: A saude dos operários têxtil da Indústria Irmãos Peixoto _ Cataguases-1941.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dissertação de mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro, pela Professora e Mestre em História, Lucilene Nunes da Silva.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Redatora Chefe
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Karla Valverde
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/fabrica_velha-623e784b-3ab978fb.jpg" length="432381" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Sun, 08 Jan 2023 16:47:56 GMT</pubDate>
      <author>karlakatavalverde@hotmail.com (Karla Valverde)</author>
      <guid>https://www.jornalmeiapataca.com.br/historico-da-industria-irmaos-peixoto</guid>
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    </item>
    <item>
      <title>Cel João Duarte</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/cel-joao-duarte</link>
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      <content:encoded>&lt;div&gt;&#xD;
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&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Foto: Residência do Coronel João Duarte, 1900 - Arquivo da Secretaria de Cultura e Turismo de Cataguases
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            No ano de 1872, chega ao Brasil, um português que iria fazer história em Cataguases, trata-se de João Duarte Ferreira. Nascido em Freixosa em 1850, aos 22 anos de idade, este português resolveu cuidar da própria vida largando a querida pátria e vindo para o Brasil em busca de uma nova vida.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ﻿
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Em 1873, o jovem João Duarte chega ao então povoado do Santa Rita do Meia Pataca, onde trabalha na Estrada de Ferro Leopoldina Raigh-Way.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Com a transformação do povoado em Vila de Cataguazes e a inauguração da Estrada de Ferro, o comércio tem um grande desenvolvimento e o Coronel João Duarte logo se emprega no Hotel Venâncio, lá, conquistando a simpatia de todos inclusive do proprietário do estabelecimento começa a melhorar de vida.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Como todo imigrante, assim que ganhava algum dinheiro, investia logo em terras, com isso, João Duarte foi ficando cada vez mais rico.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ﻿
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Em 1881, a vila de transforma em cidade e João Duarte se destaca como um grande cafeicultor da cidade e região, passado a ser conhecido como Coronel João Duarte. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Como um grande investidor, o Coronel João Duarte também investe em outras áreas como o Banco de Cataguazes, o Banco Construtor do Brasil, foi um dos fundadores da Companhia de Fiação e Tecelagem Cataguases, e a Companhia Força e Luz Cataguazes-Leopoldina.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O Coronel também investe na educação, ajudando a fundar o Ginásio e Escola Normal de Cataguazes.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Na saúde, ele se destaca como um dos fundadores do Hospital de Cataguases.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Quando Cataguases foi assolada pela febre amarela entre os anos de 1889 e 1896, o Coronel João Duarte defende um planejamento de saneamento básico elaborado pelo renomado engenheiro Paulo de Frontin.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Na política, o Coronel João Duarte foi Intendente da Junta Nomeada pelo presidente de Minas Gerais, várias vezes vereador, Presidente da Câmara e Agente-Executivo do Município, investindo na urbanização da cidade com a instalação de luz e esgoto, novas ruas dentre as quais a Avenida Astolfo Dutra, criação do Grupo Escolar Coronel Vieira, e do Hospital de Cataguases.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A Praça Catarina, foi construída em 1888, em meio a vegetação abundante em grande terreno aprazível, classificada como chalé romântico, de estilo eclético característicos das regiões produtoras de café e atendidas por Companhia de Estradas de Ferro. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/3-a978d641.jpg" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Foto: Interior da casa de Coronel João Duarte, década de 20 -
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Arquivo da Secretaria de Cultura e Turismo de Cataguases
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O Coronel João Duarte Mandou construir a bela chácara para presentear Dona Catarina Zausa. Ali se realizavam animadas festas juninas, nas quais a única exigência para participar era estar vestido à caipira, para dançar quadrilha.” (in – Uma viagem do tempo pelas terras de Cataguases). 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/4-0a4e91d6.jpg" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Foto: Senhorinhas na ponte da casa do Coronel Jo
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ão Duarte, 1889 -
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Arquivo da Secretaria de Cultura e Turismo de Cataguases
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dizem os populares que ela, Catarina, gostava de receber as pessoas para conversar, como na fotografia onde percebe-se um diálogo descontraído com a criança na sala de estar.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/6-b80ff8c5.jpg" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Foto: Dona Catarina conversando com uma criança, década de 20 -
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Arquivo da Secretaria de Cultura e Turismo de Cataguases
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Notável é a ornamentação com lambrequin (ornamento em forma de faixas de tecido que caem do elmo sobre escudos de armas) rendilhados de madeira e a varanda com estrutura de ferro delicada e degraus de pedra laminada e lavrada como cantarias. De estilo eclético conta com detalhes de madeira que parecem uma renda
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/3-7f454a6c-1b0f5998.jpg" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Foto: Interior da casa do Coronel João Duarte, 1889 -
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Arquivo da Secretaria de Cultura e Turismo de Cataguases
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Inaugurado em 2000, o Museu Chácara Dona Catarina logo tornou-se uma das referências da Cataguases Século XXI. Não só pela beleza de sua arquitetura – ou pelo arejamento que a amplidão de seus espaços trouxe a toda a área. Para seu jardim foi adquirida em 2003 uma bela escultura de Sonia Ebling, escolhida em votação popular denominada Violeta.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Hoje abriga a Biblioteca Municipal “Ascânio Lopes”; a Casa da Leitura e o PROLER.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/7-4dc5fc25.jpg" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Foto: Dona Catarina, década de 20 - Arquivo da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Cataguases
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O Coronel João Duarte Ferreira faleceu em Junho de 1924 na cidade do Rio de Janeiro e não deixa filhos, os seus bens foram administrados pelo seu afilhado João Duarte Ferreira de Carvalho como mostra diversos documentos organizados no Centro de Documentação Histórica de Cataguases. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Fonte:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;a href="http://www.professorherminio.blogspot.com/"&gt;&#xD;
      
           http://www.professorherminio.blogspot.com/
          &#xD;
    &lt;/a&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            e
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;a href="http://historiadecataguases.blogspot.com/2008/02/personalidade-de-cataguases-joo-duarte.html"&gt;&#xD;
      
           http://historiadecataguases.blogspot.com/2008/02/personalidade-de-cataguases-joo-duarte.html
          &#xD;
    &lt;/a&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           acessado em 06.01.2023
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Cataguases
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Mercado do Produtor de Cataguases
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Redatora Chefe
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Karla Valverde
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/P-C3-87A-CATARINA-2-1f1dfd10-c37ac8de.jpg" length="523735" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Fri, 06 Jan 2023 17:17:12 GMT</pubDate>
      <author>karlakatavalverde@hotmail.com (Karla Valverde)</author>
      <guid>https://www.jornalmeiapataca.com.br/cel-joao-duarte</guid>
      <g-custom:tags type="string">notaveiscataguasenses</g-custom:tags>
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      </media:content>
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        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Lucilene Nunes da Silva</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/lucilene-nunes-da-silva</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Lucilene Nunes da Silva
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/1-d4338aba.jpg" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Lucilene Nunes da Silva é professora, casada com Orlando Júnior, mãe da Júlia e da Maria Eduarda. Mestre em Saúde Coletiva pelo Programa de Pós Graduação da Universidade Federal do Rio de Janeiro- UFRJ.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ﻿
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Graduada em Filosofia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Santa Marcelina. Possui Especialização em História do Brasil, ensino e escrita pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Cataguases- FAFIC. E em História do Brasil pelas Faculdades Integradas de Jacarepaguá-FIJ, também possui especialização em Docência do Ensino Superior pela Faculdade Internacional Signorelli.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Professora concursada da rede estadual de educação do estado de Minas Gerais, e da Prefeitura Municipal de Leopoldina onde leciona atualmente .
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Atualmente desenvolve pesquisas sobre a história dos municípios de Laranjal e Leopoldina.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/1-d4338aba.jpg" length="82792" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Thu, 05 Jan 2023 18:25:01 GMT</pubDate>
      <author>karlakatavalverde@hotmail.com (Karla Valverde)</author>
      <guid>https://www.jornalmeiapataca.com.br/lucilene-nunes-da-silva</guid>
      <g-custom:tags type="string">colunistas</g-custom:tags>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/1-d4338aba.jpg">
        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/1-d4338aba.jpg">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>GRUPO ESCOLAR  CEL VIEIRA</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/grupo-escolar-cataguazes</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Mais de um século de história
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Grupo Escolar Cel. Vieira
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O “Grupo Escolar de Cataguazes”, criado pelo Decreto Estadual 3.723, de 08 de outubro de 1912, foi inaugurado em 24 de fevereiro de 1913, pelo Agente Executivo e Presidente da Câmara Municipal, Cel. João Duarte Ferreira, e pelo Deputado Federal Astolfo Dutra, sendo Governador do Estado o Dr. Júlio Bueno Brandão.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Para compreender a sua importância para Cataguases, valemo-nos do Relatório do Inspetor Técnico da 16ª Circunscrição Literária, Major Estevam de Oliveira, apresentado ao Secretário de Interior, em 31 de janeiro 1907, que informava estar a administração municipal empenhada na fundação de um grupo escolar e revelava as precárias condições do ensino primário das escolas estaduais da cidade, ministrado em salas inadequadas, classes multisseriadas, ou seja, salas com até quatro séries, além de mobiliário, métodos e materiais didáticos impróprios.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Com professores bem avaliados, eram assim instaladas:
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           1- Escola Feminina, que funcionava na própria casa da professora, normalista Etelvina Soares de Azevedo;
           &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           2- Primeira Cadeira Feminina: regida pela normalista Maria de Assis Coelho, funcionava na sala de um prédio público;
           &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           3- Escola Mista: funcionava em sala alugada e paga pela própria professora, a  normalista Honorina Ventania, a ela pertencendo todo o mobiliário;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           4- Escola Masculina: também funcionava em sala alugada e mantida pela professora, normalista Cecília Coelho;
           &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           5- Segunda Cadeira Masculina: funcionava na sala de um prédio público, regida pelo professor Clodoveu Henrique de Oliveira.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O Estado mineiro já experimentava os primeiros efeitos da “Reforma João Pinheiro”, aprovada pela Lei 439, de 28 de setembro de 1906, no governo de João Pinheiro da Silva, que visava a reorganização dos ensinos primário, normal e superior em Minas Gerais, seguindo uma tendência nacional. Os grupos escolares se constituíam em um dos destaques desta reforma, que modernizou o sistema educacional mineiro ao concentrar os alunos num
           &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           mesmo prédio escolar, distribuídos em salas específicas para cada série. Dentre as alterações promovidas pela mencionada reforma, vale destacar o ensino primário gratuito e obrigatório, a reestruturação dos programas de ensino e a inspeção centralizada.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Para alguns estudiosos, a criação dos grupos escolares constituiu a expressão da política educacional republicana, cultuando os símbolos, valores e a pedagogia moral e cívica deste regime político. Entretanto, somente quatro anos após a sua aprovação, esta reforma chegou a Cataguases. Em 1910, o
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ce
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           l. João Duarte Ferreira
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            iniciou os entendimentos com o governo estadual visando a criação do grupo e a escolha do local para a sua construção. Autorizado pela Câmara, contraiu um empréstimo junto ao Estado para a realização de várias obras, inclusive a construção do grupo, como previa a Lei Municipal 233, de 1911:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Art.5º- Fica o Agente Executivo Municipal igualmente autorizado: 
           &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           c) a construir um edifício para o grupo escolar n’esta cidade em terrenos da Câmara Municipal, nos fundos das casas pertencentes a D. Amália Camacho, D. Honorina Ventania e irmãos, ficando desde já decretada a desapropriação das benfeitorias que aquelas proprietárias tem no referido local, na área necessária para construção do edifício e suas dependências, de acordo com a respectiva planta que fica expressamente aprovada.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            De imediato, tiveram início as obras de aterro e desaterro e, em setembro do mesmo ano, numa concorrida solenidade presidida pelo
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Cel. João Duarte
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            tendo como orador oficial o
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dr. Astolfo Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , foi lançada a pedra fundamental com uma urna contendo jornais, moedas e outros objetos para guardar a memória da época, além da ata assinada pelas autoridades. Das mãos de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           José Pereira Louro,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            o mestre de obras encarregado da construção do prédio, o Agente Executivo recebeu a colher de pedreiro com a argamassa para lacrar a referida urna. Em carta aberta ao Agente Executivo, o professor
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Eurico Ferreira da Cunha Rabelo,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            futuro Diretor do grupo, reivindicava uma alteração na planta oficial do prédio, fornecida pelo Estado, para incluir a construção de um andar superior para o salão nobre, destinado às solenidades cívicas escolares, não tendo sido atendido. A obra despertava a curiosidade e os comentários populares: alguns a elogiavam, outros criticavam o local escolhido e havia, ainda, os que diziam que aqueles alicerces não aguentariam o peso de uma “lágrima de mosquito”.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A conclusão da obra se deu em novembro de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1912,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            sendo o grupo o primeiro prédio da Avenida João Duarte, conforme noticiou o
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           jornal CATAGUASES, em sua edição de 15 de novembro
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            do mencionado ano. No início de fevereiro de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            1913
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , com 697 alunos matriculados, foi realizada uma exposição com os uniformes a serem adotados na escola, inovação que provocou algumas reações contrárias, mesmo com a campanha empreendida pelo Diretor Eurico Rabello para doá-los aos alunos pobres.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Numa pomposa solenidade de inauguração, a Banda “Sete de Setembro”, que precedera o cortejo de autoridades e populares da Câmara até o grupo, abriu a cerimônia mediante a apresentação da ópera
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “O Guarani”,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            de Carlos Gomes, executando ainda os Hinos Nacional, da Proclamação da República e de Cataguases. Saudando as autoridades e professores falaram, pelo grupo, os alunos
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Camilo Nogueira da Gama
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            e
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Maria Mercês de Souza Lima;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            pelo Colégio N. Sra. do Carmo, Maria da Conceição Macedo, e pelo Colégio Granbery, Custódio da Silva. Os festejos foram filmados por João Stamato, técnico da Companhia Internacional Cinematográfica do Rio de Janeiro, que produziu a fita “Cataguazes”, contratado pelo italiano Paschoal Ciodaro, aqui residente, então arrendatário do Cinema Recreio, pertencente ao Cel. João Duarte. O filme, que mostrava também a ginástica sueca pelos alunos do grupo, vistas das ruas, praças e prédios da cidade, além de uma viagem à Usina Maurício, foi exibido com enorme sucesso no mês seguinte. Os esforços para localizar este filme, dividido em três partes de 400m cada uma, foram infrutíferos.
            &#xD;
        &lt;br/&gt;&#xD;
        
             
            &#xD;
        &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em 21 de abril de 1913, como instrumento de educação moral e cívica, foi fundada a “República Escolar Tiradentes”, presidida por um Aluno Cidadão que escolhia seus ministros, cujas pastas tinham atribuições que iam dos cuidados com o prédio ao arquivamento de documentos. A República era composta de dez Salas Estado, cada uma com seu respectivo presidente. O primeiro presidente da República Tiradentes foi o aluno
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Camilo Nogueira da Gama
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (ao centro na foto) que, anos depois, exerceria mandatos de vereador, Deputado Federal e Senador.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/2-01836f4c.png" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Foto: República Escolar Tiradentes, 21.04.1913. autor Alberto Landoes. Arquivo Público Mineiro.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Os primeiros exames para aprovação de alunos foram realizados em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1913,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            aplicados pelo Inspetor Escolar,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dr. Joaquim Figueira da Costa Cruz
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , pelo Diretor
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Eurico Rabelo
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            e pelas Professoras
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Etelvina Soares Azevedo
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Doraliza de Salles Ferreira, Ana Ferreira dos Santos, Eponina Dutra e Nair Pinto.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            As dez salas, todas mistas, em funcionamento no ano de 1916, com turnos de manhã e de tarde, ainda sob a direção do professor
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Eurico Rabelo
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , estavam a cargo das professoras
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ana Ferreira dos Santos, Cecília Juliana Coelho, Doraliza de Salles Ferreira, Emília Pio, Eponina Dutra, Flávia Fernandes, Honorina Ventania, Judith Azevedo, Maria de Medeiros Castanheira e Rosa Tavares Baião. José Antônio Theodoro, conhecido como “Zé do Grupo”, era o porteiro, e Luiza do Valle Salles, a servente.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
            
           &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O grupo recebeu a nova denominação de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            “Coronel Vieira”
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            por ocasião da visita a Cataguases do então Presidente do Estado, Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, que aqui assinou o Decreto 8.890, de 23 de novembro de 1928, homenageando o Coronel José Vieira de Resende e Silva. Hoje, funcionando no mesmo prédio, em dois turnos, o grupo conta com 630 alunos distribuídos nas 25 turmas do 1º ao 5º ano do ensino fundamental, duas turmas do projeto escola de tempo integral e duas turmas de educação inclusiva.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Para conhecimento e orgulho das futuras gerações, a rica história do grupo merece o esforço de seus dirigentes e servidores, alunos e ex-alunos, no sentido de resgatar documentos, tais como livros de atas, provas, fotografias, livros e objetos didáticos, registros deste século de funcionamento.
            &#xD;
        &lt;br/&gt;&#xD;
        
             
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fontes consultadas:
           &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
            1- Araújo, José Carlos Souza: Os grupos escolares em Minas Gerais: a Reforma João Pinheiro (1906)
           &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
            2- CATAGUAZES, Órgão Oficial do município de Cataguases, 1907 a 1913.
           &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
            3- Legislação Mineira, Assembleia Legislativa de Minas Gerais
           &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
            4- Brasil, Hélio: O Solar da Fazenda Rochedo e Cataguases (pesquisas e notas de José Rezende Reis)
           &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
            5- Capri, Roberto: Minas Gerais e seus municípios, 1916
           &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
            6- Livro de Atas da Caixa Escolar, 1913 a 1943, Escola Estadual Cel. Vieira.
           &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
            7- Livro de atas de exames do Grupo Escolar, 1913 a 1928, Escola Estadual Cel. Vieira.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Joana Capella - Pesquisadora
           &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           Dilson M. de Freitas - Colaborador
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Redatora Chefe: Karla Valverde
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        &lt;br/&gt;&#xD;
        
             
            &#xD;
        &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        &lt;br/&gt;&#xD;
        
             
            &#xD;
        &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/1-392ac589-59bc136a.png" length="643262" type="image/png" />
      <pubDate>Mon, 12 Dec 2022 13:41:41 GMT</pubDate>
      <author>karlakatavalverde@hotmail.com (Karla Valverde)</author>
      <guid>https://www.jornalmeiapataca.com.br/grupo-escolar-cataguazes</guid>
      <g-custom:tags type="string">historiadecataguases</g-custom:tags>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/1-392ac589-59bc136a.png">
        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/1-392ac589-59bc136a.png">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>O operariado de Cataguases</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/mudancas-no-cotidiano-do-trabalhador</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Mudanças no cotidiano do trabalhador rural ao se tornar operário – novos hábitos adquiridos pela necessidade de sobrevivência.
           &#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ﻿
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Disciplina no ambiente de trabalho.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Em Cataguases a disciplina era obtida com advertências e ocorrências cujas papeletas encontram anexadas às fichas de Admissão e Demissão dos operários. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Os operários que vieram da zona rural não estavam acostumados com a disciplina do trabalho determinado pelo ritmo das máquinas. Temos vários exemplos de anotações de advertências que exemplificam a prática disciplinar. Um operário foi muitas vezes advertido e suspenso por produzir tecidos com defeito. Sua indisciplina era de tal ordem que por várias vezes se recusava a assinar várias das advertências, o que causou sua demissão – pouco habitual - sem justa causa. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ﻿
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A rigidez era severa na punição, mas justa na forma de reaproveitar este operário em outra indústria sem desclassificá-lo como indisciplinado. O operário indisciplinado era punido com a demissão, porém, não levava em sua carteira o registro de indisciplinado pois no contexto industrial de Cataguases esse mesmo operário era aproveitado em outra indústria pertencente à mesma família das indústrias têxteis.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Em Cataguases os “industriais” ou “homens de negócios” mantinham o hábito de demitir um operário e, imediatamente admiti-lo em outra indústria em setores similares ao que foi demitido. Esta prática era uma constante, não deixando o operário desempregado por muito tempo e consequentemente as indústrias mantinham o controle da situação no aproveitamento da mão-de-obra já em atividade e já qualificada. Apesar de este exemplo estar bem próximo dos dias atuais devido à data de admissão isto nos faz perceber uma prática antiga que perdurou com o passar dos tempos. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A produção e a qualidade eram
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           metas
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            a serem cumpridas.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Outra incidência de indisciplina no meio têxtil era a ausência de operários no controle de sua máquina com a desculpa de ter se ausentado para conversar com o seu colega da seção. Hábito quase natural dado à quantidade de vezes que esse procedimento foi acusado pelos agentes da disciplina
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Consta da carta de advertência porque o operário (J.F.M) foi pego em outra seção conversando. Não cito o nome do funcionário porque não tenho autorização para publicação). 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A advertência só era acompanhada de punição após observar o primeiro delito. Podemos dizer que isto era mais comum em menores, embora também haja ocorrido entre aqueles de maioridade como o exemplo abaixo.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “março, 30, 1964 Sr. J.F.M. – CP 96758- S 62
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Prezado Senhor, muito a contra gosto, vimos pela presente chamar-lhe atenção pelo seu procedimento. Dia 26 um dos diretores o encontrou em uma seção completamente alheia aos seus serviços, juntamente com outros três operários conversando, o que é expressamente proibido. Isto constitui desrespeito ao regulamento interno e quebra a disciplina, o que não permitimos em hipótese alguma. Sua estabilidade e comportamento devem ser estímulo e exemplo para outros não estáveis. Contamos com sua colaboração para o caso em foco, evitando assim a necessidade de outras medidas. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A forma de trabalho por turno colocava os operários em completa atenção para a próxima troca, que era de 4 em 4 horas. Trabalhava-se 4 horas e folgavam-se quatro. Melhor dizendo, cada funcionário trabalhava dois turnos diários e folgava outros dois turnos.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Outro ponto que ficou claro nos relatos era a chegada de um novo trabalhador e junto a ele outro operário ensinava-lhe o serviço, embora haja relatos em que o depoente relata que muitos operários mais experientes não gostavam de ensinar.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           As advertências eram utilizadas como forma de chamar a atenção para uma perfeita produção e nos casos de reincidir o operário ou era despedido ou cobrava-lhe multa por dias ausentes.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Outra forma de advertência foi através da entrevista de Lecília Torres Araújo
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Entrevista de número 2 arquivada no CDH de Cataguases)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , ela relatou como era o seu trabalho na indústria. Muito menina trabalhava por necessidade financeira e talvez não percebesse que suas atitudes dentro da indústria eram consideradas indisciplina. Então levava bronca dos mestres ou contramestres da sessão. Ela nos contou que:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “...o mestre tinha dia que dava cada um empurrão na gente, beliscão, mas a gente precisava trabalhar né, tinha que tolerar...”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Edgard Mendes da Silva,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Entrevista de número 6, arquivada no CDH de Cataguases)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            contramestre na Indústria Irmãos Peixoto. Trabalhou até se aposentar e quando atuava em sua função tinha autoridade de chamar a atenção de “qualquer um” trabalhador operário. Inclusive quando teve uma greve, já existia sindicato e que ele chegou a dar suspensão a um operário porque tentou entrar na greve e os proprietários apoiaram seu ato de punição. 
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;a href="/"&gt;&#xD;
    &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/WhatsApp+Image+2022-11-16+at+16.09.57+%282%29.jpeg" alt=""/&gt;&#xD;
  &lt;/a&gt;&#xD;
  &lt;span&gt;&#xD;
  &lt;/span&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/WhatsApp+Image+2022-11-16+at+16.09.57.jpeg" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Como podemos perceber a disciplina era para ser seguida fielmente. O trabalho de produção dependia da não interrupção. Portanto essas advertências eram uma prática utilizada como forma de chamar a atenção para uma perfeita produção. E os contramestres tinham a responsabilidade de manter a disciplina na seção entre as tecelãs e os ajudantes de serviços gerais.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Qual seria a expectativa de vida destas pessoas naquela época? Ganhar o pão de cada dia e tentar adquirir moradia própria. O fato de estar explícito nos relatos orais ganhar a vida e moradia própria reflete bem às condições adversas vividas no campo. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Essa primeira geração de operários vem de um mundo onde eles não são proprietários de terra, são posseiros, colonos, moradores, que vivem do expediente da produção por
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “meia”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ou
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “terça” (o significado desta expressão é a divisão em 2 ou 3 partes, ficando uma delas para o proprietário das terras e a outra parte para o lavrador. Era uma prática constante, o acordo verbal valia a honra masculina, era o mesmo que assinar um documento)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           . 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O objetivo dos que vinham do campo era garantir o emprego e conseguir casa para a família morar. Estas casas tinham um aluguel irrisório que era descontado no pagamento e dava mais tranquilidade à família que usufruía deste benefício. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O valor atribuído à conquista de uma moradia própria, à moralidade da família deixa explícito mais um ponto de observância da origem da “cultura operária”. O núcleo familiar era o que movia esta estratégia no mercado de trabalho. Sem isto ficaria difícil desenvolver novas práticas profissionais e sociais.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O valor das amizades 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/WhatsApp+Image+2022-11-16+at+16.09.57+%281%29.jpeg" alt=""/&gt;&#xD;
  &lt;span&gt;&#xD;
  &lt;/span&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Muitos operários eram semianalfabetos, ocupando um cargo dentro de uma indústria, que também era novidade para o mercado de trabalho. Pessoas que normalmente vinham da lavoura e estavam acostumados a outro ritmo de vida e de trabalho. Suas conquistas eram limitadas. Muitas das vezes dependiam de alguma pessoa a qual consideravam “amigas”, para lhes apresentar na indústria e lhes conseguir uma colocação no novo mercado de trabalho. Nestas apresentações todo conhecimento social era utilizado para garantir uma inserção social e, quase sempre essas relações se transformavam em relações de “apadrinhamento” ou de verdadeiras amizades. Valores que substituíram a falta de qualificação profissional. A amizade não era fator relevante somente para se conseguir um emprego na indústria. Também fazia parte da motivação dos trabalhadores, onde o respeito e reconhecimento que tinham pelos patrões se misturavam à amizade. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O trabalho
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           era dignificante e as famílias tinham muita seriedade com o compromisso assumido com o patrão. Por exemplo, nos horários de troca de turma, ao tocar a sirene da fábrica todos já estavam prontos e a postos na portaria para fazerem à troca. A sirene era uma forma de direcionar o operário à indústria. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Surge no de
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           correr das entrevistas um fato curioso ligado à gratidão dos operários pelo trabalho conquistado. Conta-nos a entrevistada Altina da Silva e Silva que não se lembra precisamente do ano, mas relata que houve um incêndio na Indústria Irmãos Peixoto por volta de 1965 quando trabalhava no horário das 14 horas. (Entrevista de nº 008 com Altina da Silva e Silva arquivada no CDH de Cataguases). Operários e operárias trabalhavam quando começaram a ouvir os apitos da fábrica. O fogo estava na caixa de força que mantinha algumas máquinas em funcionamento. Por sorte tinha sido realizado um treinamento de incêndio nas indústrias da cidade e mesmo assim outras fábricas deram sua contribuição enviando caminhão pipa e pessoal habilitado para ajudar no incêndio.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ﻿
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O entrevistado Francisco de Assis Rodrigues também confirmou este acontecido, completando informações de Altina dizendo que: “(...) queimou muito pano, estragou muita coisa, explodiu um transformador (...) o transformador começou a ferver, ninguém percebeu aquilo (...) depois do acidente este transformador foi levado para a parte externa da fábrica (...) ele ficava exatamente perto da sala de pano onde tinha um depósito de pano (...) ele ferveu esquentando o cabo de força, quebrou e estourou levando fogo até o teto (...). O prejuízo foi muito grande”. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Diante diss
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           o José Rodrigues conta que se juntou com Epifânio, Antônio Mota e José Alves, todos funcionários da Indústria Irmãos Peixoto, e elaboraram um projeto junto ao Sr. José Peixoto, na época proprietário da fábrica, para ajudar na recuperação do prejuízo. A proposta era trabalhar sábado e domingo de graça. José Peixoto ficou “satisfeito e comovido” e os operários (as) aceitaram e trabalharam durante quatro sábados e quatro domingos. Eles tinham que ajudar, disse Francisco Rodrigues, “os ânimos mudaram e a fábrica daí por diante foi só superando sua produção e venda”. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Isto compro
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           va mais uma vez a veracidade dos fatos quando disse que operários tinham generosidade patronal. A cumplicidade entre patrão, operários e trabalho era explícita. Uma amizade atrelada à gratidão dava uma nitidez do que chamamos de “cultura operária”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ﻿
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A viuvez e a moralidade
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Por várias vezes alguns dos entrevistados disseram que o pai havia adquirido certo tipo de doença, impossibilitando-o de exercer suas funções no trabalho ou até mesmo que a mãe ficara viúva com vários filhos, alguns até menor de idade.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ﻿
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Normalmente
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            as famílias tinham muitos filhos e eles ficavam responsáveis muito cedo em manter as despesas da casa. Estes quando completavam idade ou quando tinham um porte físico razoável eram encaminhados a uma fábrica para ajudarem no sustento do lar, por menor que fosse o salário, fazia diferença nas compras do mês. 
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ﻿
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O salário a
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           dquirido com o trabalho era para suprir a necessidade de alimentação na família.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            Ser viúva e não mais se casar era um valor de família honesta. E pelo que consta nas entrevistas, as famílias das primeiras décadas do século XX preservavam essa moralidade. As esposas viúvas deveriam passar para seus filhos valores que viessem a ser parte de suas vidas futuras. Por isso era tão preservada a viuvez.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A menoridade do operariado têxtil
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Das 39 entrevistas, 25 relataram ter trabalhado antes da idade permitida, chegando inclusive a alterar idade sonhando em serem aceitos na fábrica. Esta era uma prática constante e tida como normal. Trocar a certidão de nascimento para fins de trabalho ou para fins escolares ajudava a família ter uma renda um pouco maior.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Do restante dos entrevistados apenas 14 se tornaram operários quando adquiriram maioridade. Ricardo Medeiros Pimenta relatou que desde meados de 1920 o trabalho era permitido para maiores de 14 anos, mas a idade não era empecilho para os industriais, uma vez que a própria administração da fábrica permitia e aceitava a alteração dos registros para empregar os menores que ajudavam no orçamento familiar.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Nas indústrias no início do século XX era comum o emprego da mão-de-obra menor de idade. Através dos testemunhos orais registrei vários relatos de ex-operários (as) que disseram ter-se iniciado no trabalho com idade ainda não permitida legalmente. A necessidade imposta pelo novo ritmo de trabalho, pelas máquinas implantadas na produção e a própria necessidade da população delimitava suas exigências: porte físico e serem filhos de “boa família”. O porte físico permitia absorver indivíduos de várias idades. O trabalho nas máquinas exigia um novo corpo para condicionar-se ao trabalho, mas como ainda tinha uma mão-de-obra qualificada disponível no mercado para preencher as necessidades do momento, eram aproveitados os interessados em trabalhar para melhorar o orçamento doméstico.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O entrevistado João Carlos que trabalhou na Indústria Irmãos Peixoto, começando aos 15 anos, no ano de 1959 iniciou seu trabalho na função de ajudante no setor de tecelagem, mas sabendo por parte dos companheiros de jornada que iria passar pela “vassoura”, uma função atribuída aos aprendizes; ao saber ficou apreensivo, contudo acreditava que com ele seria diferente, já que não iniciou suas atividades varrendo corredor. Qual foi sua surpresa quando o mestre de sua seção colocou em suas mãos a tão falada vassoura e informou-lhe que a partir daquela hora ele passaria a varredor. João Carlos sentiu aquela mudança como uma humilhação perante os colegas de trabalho, seu choro no exato momento reflete a fragilidade da infância, ainda criança deveria assumir uma função propícia à idade.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Somente quando se completava 18 anos é que o Decreto Lei 5.452/01.05.1943 autorizava a transferência para a Carteira Profissional Definitiva, ou seja, Carteira de Maior Idade.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Edgard Mendes da Silva exemplifica colocando à disposição deste trabalho suas carteiras profissionais. João Carlos disse que sentia seu trabalho como o de um adulto e recebia salário de um “menor”. A parte salarial dos operários em “muitas vezes ganhando menos que um adulto, as crianças eram em número expressivo como maioria no meio operário”.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           João Carlos compreendia ter direito aos benefícios dos operários de maior idade e um deles era o direito de morar em uma casa cedida pela fábrica. Este operário, a partir do ano de 1971, após seu casamento, passou a estudar à noite, cursando o ginásio e depois cursou o técnico de contabilidade. Ele estudou no Colégio Antônio Amaro e chegou a uma aposentadoria no dia dois de janeiro de 1998, ocupando o cargo de Encarregado de Controle de Produção e Custos.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Decreto Lei nº 926 de 10.10.1969 Art. 13 – A carteira de trabalho e Previdência Social é obrigatória para o exercício de qualquer emprego, inclusive de natureza rural, ainda que em caráter temporário, e para o exercício por conta própria de atividade profissional remunerada. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           As lembranças dos antigos dias de trabalho causam emoção e às vezes dor. A condição imposta pelo trabalho interrompia a infância, ou parte dela. A menor Zolita de Paiva teve não só sua infância interrompida como também sua vida. Foi no dia 27 de dezembro de 1923 quando trabalhava na Indústria Irmãos Peixoto e Cia., às 08h30min da manhã quando a jovem criança, de cor parda, filha de Sebastião de Paiva e de Antônia Augusta de Paiva teve seu corpo imprensado nos tambores de uma máquina têxtil ficando de cabeça para baixo e vindo a falecer imediatamente. O barulho que sucedeu no momento chamou a atenção de outros (as) companheiros (as) de trabalho, que rapidamente foram chamar o contra mestre da seção que em seguida chamou o responsável e proprietário. A máquina foi parada, chamaram-se o farmacêutico José Esteves e o Dr. José Lima Ribeiro de Almeida. Constatada a morte da vítima, o processo correu em seus parâmetros legais e o delegado de polícia Dr. Francisco de Paula Faria e Sousa pediu às testemunhas seus depoimentos. Neste momento há mais uma comprovação da menoridade na indústria têxtil, duas testemunhas também eram menores de idade. A primeira testemunha foi Antônio Silva de 14 anos e a segunda Delfina Borges de 15 anos e operária há cinco anos, portanto, admitida aos 10 anos de idade.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           E foi assim que os pais da jovem operária Zolita de Paiva reconheceram o que foi feito por eles no dia do sepultamento de sua filha. Em nota, colocada no Jornal da cidade, reconheceram e agradeceram por tudo que receberam.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/WhatsApp+Image+2022-11-16+at+16.09.58+%281%29.jpeg" alt=""/&gt;&#xD;
  &lt;span&gt;&#xD;
  &lt;/span&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Analisando um pouco mais este processo percebemos que era uma prática da época, os pais ou responsáveis assinarem um termo de compromisso ou responsabilidade ao permitir que seus (as) filhos (as) trabalhassem enquanto menor. Não tivemos acesso a este documento em específico, mas parte do processo confirma que isto acontecia.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Estando no Brasil e se tratando da CLT de 1943 que permitia o trabalho do menor a partir dos 12 anos de idade, ainda não estava validado por lei este termo de compromisso do responsável. Porém o Decreto Lei nº. 926, de 10.10.1969, art. 17, parágrafo 1º diz que “tratando-se de menor de 18 anos, as declarações previstas neste artigo serão prestadas por seu responsável legal” veio colaborar com o que já acontecia. Sendo assim, os menores trabalhadores do setor têxtil muitas vezes ganhando menos que um adulto, era em número como maioria no meio operário. Faziam parte de uma mão-de-obra “barata”, “dócil” e quase “agradecida”.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ainda relatando a respeito da autorização para menores trabalharem nas indústrias têxteis de Cataguases, temos parte do depoimento do entrevistado Idimar Vilela onde fala de um tempo em que tinha 13 anos e alguns meses e que neste mesmo período carregava almoço e jantar para alguns dos trabalhadores da construção da Cia. Industrial Cataguases. Chegando lá em uma tarde, exatamente no dia primeiro de março de 1948 ele deparou-se com o proprietário da fábrica e disse muito afobado que queria trabalhar dentro da fábrica. O proprietário paternalmente lhe respondeu dizendo que, primeiramente, se cumprimenta e deu-lhe um “Bom Dia” e em seguida, perguntou-lhe se tinha mesmo vontade de trabalhar e quantos irmãos tinham em sua casa. Ele respondeu ter mais sete irmãos querendo ajudar os pais no orçamento familiar. Então o proprietário tirou um cartão do bolso, que o próprio Idimar disse estar escrito a mão, onde se lia: “autorizo meu filho de menor a trabalhar em sua fábrica”. Imediatamente ele levou o cartão para casa, providenciou a documentação juntamente a um retrato para a expedição de uma carteira de trabalho para menor.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           No dia 17 de março, quinze dias após sua conversa com o proprietário, Idimar Vilela estava trabalhando como operário.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Comemorações e festividades na indústria
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A fábrica em si não era só trabalho, também tinham suas oportunidades de laser. Foram várias as entrevistas que relataram a comemoração do Dia 1º de Maio, com a participação dos operários e operárias nos desfiles carnavalescos, de uma banda de música composta por operários, de um time de futebol e de um incentivo que era a eleição do Operário Padrão.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O dia 1º de Maio era iniciado bem cedinho com a banda musical passando pelas ruas centrais da cidade em alvorada. Nas praças um aglomerado de operários se reunia para passar o dia. Passeios de trem eram programados para que quem pudesse e quisesse ir conheceria outras localidades da redondeza. Muitas moças e rapazes aproveitavam este dia para se divertirem porque os pais não liberavam as moças para passeios e divertimentos que pudesse “ferir a honra e conduta de uma moça”. Mas como era uma comemoração da fábrica muitos pais deixavam suas filhas acompanharem essas festividades porque diziam que era um lazer oferecido pelo trabalho e que por isso tinham que participar assegurando seu emprego.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/WhatsApp+Image+2022-11-16+at+16.09.59.jpeg" alt=""/&gt;&#xD;
  &lt;span&gt;&#xD;
  &lt;/span&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Também nos foi relatado que por várias vezes a Indústria Irmãos Peixoto deixava que os interessados pelos desfiles de carnaval montassem suas carruagens e carros alegóricos nas calçadas da fábrica por não terem espaço reservado para tal.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Outro fato que foi significante nas entrevistas foi a eleição e premiação do Operário Padrão. Foi possível localizar na cidade a primeira Operária Padrão da cidade de Cataguases, Maria Mendes Neto. Ela relatou que os candidatos e candidatas eram escolhidos por um funcionário chamado José do Carmo que trabalhava no Departamento Pessoal da fábrica. D. Maria Mendes, diante de sua simplicidade e honestidade não votou nela própria. Achou que seria suficiente se votasse em uma companheira de trabalho que no seu entender merecia mais do que ela própria. Fazendo um parêntese no assunto, D. Maria Mendes em outra situação na fábrica, recebeu seu salário em um determinado mês e percebeu que dentro do envelope continha um salário mínimo vigente e ela recebia apenas meio salário. Então foi capaz de devolver à fábrica a outra metade, ficando somente com o que era seu de direito. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Voltando à eleição de operário padrão, Maria Mendes foi a candidata vencedora, ganhou uma viagem a Belo Horizonte onde nunca havia ido. Como era uma pessoa casada e com filhos conseguiu outra companheira de trabalho para acompanhá-la, chamada Nadir. Chegando lá ficou hospedada em um hotel de luxo, juntamente com outros operários ganhadores das eleições de outras cidades brasileiras. A recepção foi com uma reunião à noite, no SESI de Belo Horizonte, com “muita gente chique”, um discurso que ela disse ter sido maravilhoso direcionado a ela e à sua família, onde Maria Mendes trajava um sapato que havia mandado pintar e um vestido de tecido de uma banca, ou seja, tecido barato, afinal ela não tinha a menor condição financeira de se vestir melhor. Ainda em Belo Horizonte, Maria Mendes recebeu várias premiações, sendo uma, considerada por ela a mais importante e que não chegou a receber, foram vinte e cinco indústria de tecidos que a presentearam com cortes de tecidos. Nesta hora ela recebeu um cartão onde dias após as comemorações retiraria o prêmio. A amiga Nadir que a acompanhou ficou de posse deste cartão e chegando à Cataguases entregou ao operário Nelson Batista que iria em viagem à Belo Horizonte. Desde então ela nunca mais recebeu nem o cartão, nem o prêmio. Outros prêmios lhe foram entregues, como: uma garrafa de café térmica, alguns outros cortes de tecidos, cortes de flanela (outro tipo de tecido) e uma quantia em dinheiro que ela não se lembra quanto. Ao retornar à Cataguases, Maria Mendes foi recebida no antigo Clube Social e conversando com o Sr. Waldir e Alzir Arruda, disseram-lhe que estariam de consciência pesada se não tivessem votado nela. Após alguns dias foram distribuídos na cidade alguns folhetos e um breve livro contando desta eleição em Cataguases, mas Maria Mendes não tem guardado nenhum destes artigos para ilustrar nosso trabalho.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Outra Operária Padrão eleita, foi Haydee Marques
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (entrevista de número 018 com Haydee Marques, arquivada no CDH de Cataguases
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           ). Durante 13 anos trabalhou na Indústria Irmãos Peixoto, tendo sido tecelã, depois encarregada e mais tarde supervisória de tecelagem. Trabalhou durante 36 anos e aposentou em 1968.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Em seu relato não soube nos dizer se outros operários a assistiam nesta recepção. Dos prêmios recebidos Haydee Marques ganhou uma quantia em dinheiro que só foi retirar da fábrica depois de quatro meses. Neste período da eleição e das comemorações ela estava de luto, pois sua mãe havia falecido. Ao retirar seu prêmio em dinheiro não pensou em mais nada a não ser dar uma sepultura digna a sua mãe, que havia sido enterrada em “cova rasa”. Foi ao cemitério local, comprou um túmulo e quando completou tempo para transferir o corpo assim o fez.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/WhatsApp+Image+2022-11-16+at+16.09.58.jpeg" alt=""/&gt;&#xD;
  &lt;span&gt;&#xD;
  &lt;/span&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           As comemorações e festividades realizadas através da indústria sempre foram apoiadas e aprovadas pelos operários (as). O círculo social em que viviam não lhes proporcionava tais oportunidades. A família sempre estava de acordo com a ausência das moças quando era dia de festa. Diante desta evidência fica mais uma vez demonstrado como era real a presença dos valores morais. Era assim que as famílias viviam, passando de geração a geração seus costumes e valores.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fotos: Acervo do CDH Cataguases.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fonte: A vida social e familiar do operariado têxtil, Cataguases - século XX
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dissertação de mestrado apresentada à Universidade Salgado de Oliveira em Niterói - RJ como requisito parcial para obtenção do título de Mestre em História área de concentração: Sociedade, Cultura e Trabalho, pela Professora e Mestre em História, Claudia Cristina da Silva.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Redatora Chefe: Karla Valverde
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/WhatsApp+Image+2022-11-16+at+16.09.58.jpeg" length="147265" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Fri, 18 Nov 2022 01:51:19 GMT</pubDate>
      <author>karlakatavalverde@hotmail.com (Karla Valverde)</author>
      <guid>https://www.jornalmeiapataca.com.br/mudancas-no-cotidiano-do-trabalhador</guid>
      <g-custom:tags type="string">historiadecataguases</g-custom:tags>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/WhatsApp+Image+2022-11-16+at+16.09.58.jpeg">
        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/WhatsApp+Image+2022-11-16+at+16.09.58.jpeg">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>A vida social do operariado têxtil em Cataguases</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/a-vida-social-e-familiar-do-operariado-textil-cataguases-seculo-xx</link>
      <description>Foto:  Banda de Música- Acervo do CDH de Cataguases</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Mudanças no cotidiano do trabalhador rural ao se tornar operário - novos hábitos adquiridos pela necessidade de sobrevivência.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Disciplina no ambiente de trabalho
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em Cataguases a disciplina era obtida com advertências e ocorrências cujas papeletas encontram anexadas às fichas de Admissão e Demissão dos operários.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Os operários que vieram da zona rural não estavam acostumados com a disciplina do trabalho determinado pelo ritmo das máquinas. Temos vários exemplos de anotações de advertências que exemplificam a prática disciplinar.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Um operário foi muitas vezes advertido e suspenso por produzir tecidos com defeito. Sua indisciplina era de tal ordem que por várias vezes se recusava a assinar várias das advertências, o que causou sua demissão – pouco habitual - sem justa causa.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A rigidez era severa na punição, mas justa na forma de reaproveitar este operário em outra indústria sem desclassificá-lo como indisciplinado. O operário indisciplinado era punido com a demissão, porém, não levava em sua carteira o registro de indisciplinado pois no contexto industrial de Cataguases esse mesmo operário era aproveitado em outra indústria pertencente à mesma família das indústrias têxteis.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Os “industriais” ou “homens de negócios” mantinham o hábito de demitir um operário e, imediatamente admiti-lo em outra indústria em setores similares ao que foi demitido. Esta prática era uma constante, não deixando o operário desempregado por muito tempo e consequentemente as indústrias mantinham o controle da situação no aproveitamento da mão-de-obra já em atividade e já qualificada. Apesar de este exemplo estar bem próximo dos dias atuais devido à data de admissão isto nos faz perceber uma prática antiga que perdurou com o passar dos tempos.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A produção e a qualidade eram metas a serem cumpridas.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Outra incidência de indisciplina no meio têxtil era a ausência de operários no controle de sua máquina com a desculpa de ter se ausentado para conversar com o seu colega da seção. Hábito quase natural dado à quantidade de vezes que esse procedimento foi acusado pelos agentes da disciplina
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Consta da carta de advertência porque o operário (J.F.M) foi pego em outra seção conversando.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A advertência só era acompanhada de punição após observar o primeiro delito. Podemos dizer que isto era mais comum em menores, embora também haja ocorrido entre aqueles de maioridade como o exemplo abaixo.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (“março, 30, 1964 Sr. J.F.M. – CP 96758- S 62 ),
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           conforme abaixo:
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Prezado Senhor, muito a contra gosto, vimos pela presente chamar-lhe atenção pelo seu procedimento. Dia 26 um dos diretores o encontrou em uma seção completamente alheia aos seus serviços, juntamente com outros três operários conversando, o que é expressamente proibido. Isto constitui desrespeito ao regulamento interno e quebra a disciplina, o que não permitimos em hipótese alguma. Sua estabilidade e comportamento devem ser estímulo e exemplo para outros não estáveis. Contamos com sua colaboração para o caso em foco, evitando assim a necessidade de outras medidas.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A forma de trabalho por turno colocava os operários em completa atenção para a próxima troca, que era de 4 em 4 horas. Trabalhava-se 4 horas e folgavam-se quatro, cada funcionário trabalhava dois turnos diários e folgava outros dois turnos.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Outro ponto que ficou claro era a chegada de um novo trabalhador e junto a ele outro operário ensinava-lhe o serviço, embora haja relatos em que o depoente disse que muitos operários mais experientes não gostavam de ensinar.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           As advertências eram utilizadas como forma de chamar a atenção para uma perfeita produção e nos casos de reincidir o operário ou era despedido ou cobrava-lhe multa por dias ausentes.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Outra forma de advertência foi através da entrevista de Lecília Torres Araújo
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (Entrevista de número 2 arquivada no CDH de Cataguases)
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , ela relatou como era o seu trabalho na indústria. Muito menina trabalhava por necessidade financeira e talvez não percebesse que suas atitudes dentro da indústria eram consideradas indisciplina. Então levava bronca dos mestres ou contramestres da seção. Ela nos contou que:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “...o mestre tinha dia que dava cada um empurrão na gente, beliscão, mas a gente precisava trabalhar né, tinha que tolerar...”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Edgard Mendes da Silva,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (Entrevista de número 6, arquivada no CDH de Cataguases)
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            contramestre na Indústria Irmãos Peixoto. Trabalhou até se aposentar e quando atuava em sua função tinha autoridade de chamar a atenção de “qualquer” trabalhador operário. Inclusive quando teve uma greve, já existia sindicato e que ele chegou a dar suspensão a um operário porque tentou entrar na greve e os proprietários apoiaram seu ato de punição.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Qual seria a expectativa de vida destas pessoas naquela época? Ganhar o pão de cada dia e tentar adquirir moradia própria. O fato de estar explícito nos relatos orais ganhar a vida e moradia própria reflete bem às condições adversas vividas no campo. Essa primeira geração de operários vem de um mundo onde eles não são proprietários de terra, são posseiros, colonos, moradores, que vivem do expediente da produção por “meia” ou “terça” (o significado desta expressão é a divisão em 2 ou 3 partes, ficando uma delas para o proprietário das terras e a outra parte para o lavrador. Era uma prática constante, o acordo verbal valia a honra masculina, era o mesmo que assinar um documento).
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O objetivo dos que vinham do campo era garantir o emprego e conseguir casa para a família morar. Estas casas tinham um aluguel irrisório que era descontado no pagamento e dava mais tranquilidade à família que usufruía deste benefício. O valor atribuído à conquista de uma moradia própria, à moralidade da família deixa explícito mais um ponto de observância da origem da “cultura operária”. O núcleo familiar era o que movia esta estratégia no mercado de trabalho. Sem isto ficaria difícil desenvolver novas práticas profissionais e sociais.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O valor das amizades
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Muitos operários eram semianalfabetos, ocupando um cargo dentro de uma indústria, que também era novidade para o mercado de trabalho. Pessoas que normalmente vinham da lavoura e estavam acostumados a outro ritmo de vida e de trabalho. Suas conquistas eram limitadas. Muitas das vezes dependiam de alguma pessoa a qual consideravam “amigas”, para lhes apresentar na indústria e lhes conseguir uma colocação no novo mercado de trabalho. Nestas apresentações todo conhecimento social era utilizado para garantir uma inserção social e, quase sempre essas relações se transformavam em relações de “apadrinhamento” ou de verdadeiras amizades. Valores que substituíram a falta de qualificação profissional. A amizade não era fator relevante somente para se conseguir um emprego na indústria. Também fazia parte da motivação dos trabalhadores, onde o respeito e reconhecimento que tinham pelos patrões se misturavam à amizade.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O trabalho era dignificante e as famílias tinham muita seriedade com o compromisso assumido com o patrão. Nos horários de troca de turma, ao tocar a sirene da fábrica todos já estavam prontos e a postos na portaria para fazerem à troca. A sirene era uma forma de direcionar o operário à indústria.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Surge no decorrer das entrevistas um fato curioso ligado à gratidão dos operários pelo trabalho conquistado. Conta-nos a entrevistada Altina da Silva e Silva que não se lembra precisamente do ano, mas relata que houve um incêndio na Indústria Irmãos Peixoto por volta de 1965 quando trabalhava no horário das 14 horas.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (Entrevista de nº 008 com Altina da Silva e Silva arquivada no CDH de Cataguases).
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Operários e operárias trabalhavam quando começaram a ouvir os apitos da fábrica. O fogo estava na caixa de força que mantinha algumas máquinas em funcionamento. Por sorte tinha sido realizado um treinamento de incêndio nas indústrias da cidade e mesmo assim outras fábricas deram sua contribuição enviando caminhão pipa e pessoal habilitado para ajudar no incêndio.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O entrevistado Francisco de Assis Rodrigues também confirmou este acontecido, completando informações de Altina dizendo que: “(...)
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            queimou muito pano, estragou muita coisa, explodiu um transformador (...) o transformador começou a ferver, ninguém percebeu aquilo (...) depois do acidente este transformador foi levado para a parte externa da fábrica (...) ele ficava exatamente perto da sala de pano onde tinha um depósito de pano (...) ele ferveu esquentando o cabo de força, quebrou e estourou levando fogo até o teto (...). O prejuízo foi muito grande”.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           José Rodrigues conta que se juntou com Epifânio, Antônio Mota e José Alves, todos funcionários da Indústria Irmãos Peixoto, e elaboraram um projeto junto ao Sr. José Peixoto, na época proprietário da fábrica, para ajudar na recuperação do prejuízo. A proposta era trabalhar sábado e domingo de graça. José Peixoto ficou “satisfeito e comovido” e os operários (as) aceitaram e trabalharam durante quatro sábados e quatro domingos. Eles tinham que ajudar, disse Francisco Rodrigues, “os ânimos mudaram e a fábrica daí por diante foi só superando sua produção e venda”. Isto comprova mais uma vez a veracidade dos fatos quando disse que operários tinham generosidade patronal. A cumplicidade entre patrão, operários e trabalho era explícita. Uma amizade atrelada à gratidão dava uma nitidez do que chamamos de “cultura operária”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A viuvez e a moralidade
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Por várias vezes alguns dos entrevistados disseram que o pai havia adquirido certo tipo de doença, impossibilitando-o de exercer suas funções no trabalho ou até mesmo que a mãe ficara viúva com vários filhos, alguns até menor de idade. Normalmente as famílias tinham muitos filhos e eles ficavam responsáveis muito cedo em manter as despesas da casa. Estes quando completavam idade ou quando tinham um porte físico razoável eram encaminhados a uma fábrica para ajudarem no sustento do lar, por menor que fosse o salário, fazia diferença nas compras do mês. O salário adquirido com o trabalho era para suprir a necessidade de alimentação na família. Ser viúva e não mais se casar era um valor de família da época. E pelo que consta nas entrevistas, as famílias das primeiras décadas do século XX preservavam essa moralidade. As esposas viúvas deveriam passar para seus filhos valores que viessem a ser parte de suas vidas futuras. Por isso era tão preservada a viuvez.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A menoridade do operariado têxtil
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Das 39 entrevistas, 25 relataram ter trabalhado antes da idade permitida, chegando inclusive a alterar idade sonhando em serem aceitos na fábrica. Esta era uma prática constante e tida como normal. Trocar a certidão de nascimento para fins de trabalho ou para fins escolares ajudava a família ter uma renda um pouco maior.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Do restante dos entrevistados apenas 14 se tornaram operários quando adquiriram maioridade. Ricardo Medeiros Pimenta relatou que desde meados de 1920 o trabalho era permitido para maiores de 14 anos, mas a idade não era empecilho para os industriais, uma vez que a própria administração da fábrica permitia e aceitava a alteração dos registros para empregar os menores que ajudavam no orçamento familiar.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Nas indústrias no início do século XX era comum o emprego da mão-de-obra menor de idade. Através dos testemunhos orais vários relatos de ex-operários (as) que disseram ter-se iniciado no trabalho com idade ainda não permitida legalmente. A necessidade imposta pelo novo ritmo de trabalho, pelas máquinas implantadas na produção e a própria necessidade da população delimitava suas exigências: porte físico e serem filhos de “boa família”. O porte físico permitia absorver indivíduos de várias idades. O trabalho nas máquinas exigia um novo corpo para condicionar-se ao trabalho, mas como ainda tinha uma mão-de-obra qualificada disponível no mercado para preencher as necessidades do momento, eram aproveitados os interessados em trabalhar para melhorar o orçamento doméstico.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O entrevistado João Carlos que trabalhou na Indústria Irmãos Peixoto, começando aos 15 anos, no ano de 1959 iniciou seu trabalho na função de ajudante no setor de tecelagem, mas sabendo por parte dos companheiros de jornada que iria passar pela “vassoura”, uma função atribuída aos aprendizes; ao saber ficou apreensivo, contudo acreditava que com ele seria diferente, já que não iniciou suas atividades varrendo corredor. Qual foi sua surpresa quando o mestre de sua seção colocou em suas mãos a tão falada vassoura e informou-lhe que a partir daquela hora ele passaria a varredor. João Carlos sentiu aquela mudança como uma humilhação perante os colegas de trabalho, seu choro no exato momento reflete a fragilidade da infância, ainda criança deveria assumir uma função propícia à idade. Somente quando se completava 18 anos é que o
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Decreto Lei 5.452/01.05.1943 autorizava a transferência para a Carteira Profissional Definitiva, ou seja, Carteira de Maior Idade.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Edgard Mendes da Silva exemplifica colocando à disposição deste trabalho suas carteiras profissionais. João Carlos disse que sentia seu trabalho como o de um adulto e recebia salário de um “menor”. A parte salarial dos operários em “muitas vezes ganhando menos que um adulto, as crianças eram em número expressivo como maioria no meio operário” João Carlos compreendia ter direito aos benefícios dos operários de maior idade e um deles era o direito de morar em uma casa cedida pela fábrica. Este operário, a partir do ano de 1971, após seu casamento, passou a estudar à noite, cursando o ginásio e depois cursou o técnico de contabilidade. Ele estudou no Colégio Antônio Amaro e chegou a uma aposentadoria no dia dois de janeiro de 1998, ocupando o cargo de Encarregado de Controle de Produção e Custos.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Decreto Lei nº 926 de 10.10.1969 Art. 13 – A carteira de trabalho e Previdência Social é obrigatória para o exercício de qualquer emprego, inclusive de natureza rural, ainda que em caráter temporário, e para o exercício por conta própria de atividade profissional remunerada.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            As lembranças dos antigos dias de trabalho causam emoção e às vezes dor. A condição imposta pelo trabalho interrompia a infância, ou parte dela. A menor Isolita de Paiva teve não só sua infância interrompida como também sua vida. Foi no dia 27 de dezembro de 1923 quando trabalhava na Indústria Irmãos Peixoto e Cia., às 08h30min da manhã quando a jovem criança, de cor parda, filha de Sebastião de Paiva e de Antônia Augusta de Paiva teve seu corpo imprensado nos tambores de uma máquina têxtil ficando de cabeça para baixo e vindo a falecer imediatamente. O barulho que sucedeu no momento chamou a atenção de outros (as) companheiros (as) de trabalho, que rapidamente foram chamar o contra mestre da seção que em seguida chamou o responsável e proprietário. A máquina foi parada, chamaram-se o farmacêutico José Esteves e o Dr. José Lima Ribeiro de Almeida. Constatada a morte da vítima, o processo correu em seus parâmetros legais e o delegado de polícia Dr. Francisco de Paula Faria e Sousa pediu às testemunhas seus depoimentos. Neste momento há mais uma comprovação da menoridade na indústria têxtil, duas testemunhas também eram menores de idade. A primeira testemunha foi Antônio Silva de 14 anos e a segunda Delfina Borges de 15 anos e operária há cinco anos, portanto, admitida aos 10 anos de idade.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Analisando um pouco mais este processo percebemos que era uma prática da época, os pais ou responsáveis assinarem um termo de compromisso ou responsabilidade ao permitir que seus (as) filhos (as) trabalhassem enquanto menor. Não tivemos acesso a este documento em específico, mas parte do processo confirma que isto acontecia.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Estando no Brasil e se tratando da CLT de 1943 que permitia o trabalho do menor a partir dos 12 anos de idade, ainda não estava validado por lei este termo de compromisso do responsável. Porém o Decreto Lei nº. 926, de 10.10.1969, art. 17, parágrafo 1º diz que “tratando-se de menor de 18 anos, as declarações previstas neste artigo serão prestadas por seu responsável legal” veio colaborar com o que já acontecia. Sendo assim, os menores trabalhadores do setor têxtil muitas vezes ganhando menos que um adulto, era em número como maioria no meio operário. Faziam parte de uma mão-de-obra “barata”, “dócil” e quase “agradecida”.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Ainda sobre a autorização para menores trabalharem nas indústrias têxteis de Cataguases, temos parte do depoimento do entrevistado Idimar Vilela onde fala de um tempo em que tinha 13 anos e alguns meses e que neste mesmo período carregava almoço e jantar para alguns dos trabalhadores da construção da Cia. Industrial Cataguases. Chegando lá em uma tarde, exatamente no dia primeiro de março de 1948 ele deparou-se com o proprietário da fábrica e disse muito afobado que queria trabalhar dentro da fábrica. O proprietário paternalmente lhe respondeu dizendo que, primeiramente, se cumprimenta e deu-lhe um “Bom Dia” e em seguida, perguntou-lhe se tinha mesmo vontade de trabalhar e quantos irmãos tinham em sua casa. Ele respondeu ter mais sete irmãos querendo ajudar os pais no orçamento familiar. Então o proprietário tirou um cartão do bolso, que o próprio Idimar disse estar escrito a mão, onde se lia:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “autorizo meu filho de menor a trabalhar em sua fábrica”.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Imediatamente ele levou o cartão para casa, providenciou a documentação juntamente a um retrato para a expedição de uma carteira de trabalho para menor. No dia 17 de março, quinze dias após sua conversa com o proprietário, Idimar Vilela estava trabalhando como operário.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Comemorações e festividades na indústria
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A fábrica em si não era só trabalho, também tinham suas oportunidades de laser. Foram várias as entrevistas que relataram a comemoração do Dia 1º de Maio, com a participação dos operários e operárias nos desfiles carnavalescos, de uma banda de música composta por operários, de um time de futebol e de um incentivo que era a eleição do Operário Padrão.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O dia 1º de Maio era iniciado bem cedinho com a banda musical passando pelas ruas centrais da cidade em alvorada. Nas praças um aglomerado de operários se reunia para passar o dia. Passeios de trem eram programados para que quem pudesse e quisesse ir conheceria outras localidades da redondeza. Muitas moças e rapazes aproveitavam este dia para se divertirem porque os pais não liberavam as moças para passeios e divertimentos que pudesse “ferir a honra e conduta de uma moça”. Mas como era uma comemoração da fábrica muitos pais deixavam suas filhas acompanharem essas festividades porque diziam que era um lazer oferecido pelo trabalho e que por isso tinham que participar assegurando seu emprego.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Outro fato que foi significante nas entrevistas foi a eleição e premiação do
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Operário Padrão.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Foi possível localizar na cidade a primeira operária padrão da cidade de Cataguases,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Maria Mendes Neto.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Ela relatou que os candidatos e candidatas eram escolhidos por um funcionário chamado José do Carmo que trabalhava no Departamento Pessoal da fábrica. D. Maria, diante de sua simplicidade e honestidade não votou nela própria. Achou que seria suficiente se votasse em uma companheira de trabalho que no seu entender merecia mais do que ela própria. Fazendo um parêntese no assunto, D. Maria em outra situação na fábrica, recebeu seu salário em um determinado mês e percebeu que dentro do envelope continha um salário mínimo vigente e ela recebia apenas meio salário. Então foi capaz de devolver à fábrica a outra metade, ficando somente com o que era seu de direito.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Voltando à eleição de Operário Padrão, Maria Mendes foi a candidata vencedora, ganhou uma viagem a Belo Horizonte onde nunca havia ido. Como era uma pessoa casada e com filhos conseguiu outra companheira de trabalho para acompanhá-la, chamada Nadir. Chegando lá ficou hospedada em um hotel de luxo, juntamente com outros operários ganhadores das eleições de outras cidades brasileiras. A recepção foi com uma reunião à noite, no SESI de Belo Horizonte, com “muita gente chique”, um discurso que ela disse ter sido maravilhoso direcionado a ela e à sua família, onde Maria Mendes trajava um sapato que havia mandado pintar e um vestido de tecido de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Anexo 25.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            uma banca, ou seja, tecido barato, afinal ela não tinha a menor condição financeira de se vestir melhor. Ainda em Belo Horizonte, Maria Mendes recebeu várias premiações, sendo uma, considerada por ela a mais importante e que não chegou a receber, foram vinte e cinco indústria de tecidos que a presentearam com cortes de tecidos. Nesta hora ela recebeu um cartão onde dias após as comemorações retiraria o prêmio. A amiga Nadir que a acompanhou ficou de posse deste cartão e chegando à Cataguases entregou ao operário Nelson Batista que iria em viagem à Belo Horizonte. Desde então ela nunca mais recebeu nem o cartão, nem o prêmio. Outros prêmios lhe foram entregues, como: uma garrafa de café térmica, alguns outros cortes de tecidos, cortes de flanela (outro tipo de tecido) e uma quantia em dinheiro que ela não se lembra quanto. Ao retornar à Cataguases, Maria Mendes foi recebida no antigo Clube Social e conversando com o Sr. Waldir e Alzir Arruda, disseram-lhe que estariam de consciência pesada se não tivessem votado nela. Após alguns dias foram distribuídos na cidade alguns folhetos e um breve livro contando desta eleição em Cataguases, mas Maria não tem guardado nenhum destes artigos para ilustrar nosso trabalho.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           As comemorações e festividades realizadas através da indústria sempre foram apoiadas e aprovadas pelos operários (as). O círculo social em que viviam não lhes proporcionava tais oportunidades. A família sempre estava de acordo com a ausência das moças quando era dia de festa. Diante desta evidência fica mais uma vez demonstrado como era real a presença dos valores morais. Era assim que as famílias viviam, passando de geração a geração seus costumes e valores.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Foto:  Banda de Música - Acervo do CDH de Cataguases.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fonte: A vida social e familiar do operariado têxtil, Cataguases - século XX
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dissertação de mestrado apresentada à Universidade Salgado de Oliveira em Niterói - RJ como requisito parcial para obtenção do título de Mestre em História área de concentração: Sociedade, Cultura e Trabalho, pela Professora e Mestre em História, Claudia Cristina da Silva.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Redatora Chefe: Karla Valverde
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/WhatsApp+Image+2022-11-16+at+16.09.59.jpeg" length="130474" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Wed, 16 Nov 2022 16:08:08 GMT</pubDate>
      <author>karlakatavalverde@hotmail.com (Karla Valverde)</author>
      <guid>https://www.jornalmeiapataca.com.br/a-vida-social-e-familiar-do-operariado-textil-cataguases-seculo-xx</guid>
      <g-custom:tags type="string">historiadecataguases</g-custom:tags>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/WhatsApp+Image+2022-11-16+at+16.09.59.jpeg">
        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/WhatsApp+Image+2022-11-16+at+16.09.59.jpeg">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Karla Valverde - Coordenadora e Editora do Site</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/karla-valverde-coordenadora-e-editora-do-site</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Karla Valverde
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/1.jpg"/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Karla Valverde, filha de Wilson Valverde e Lídia Pereira Valverde e mãe do Wilson Valverde Neto.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Graduada em Administração com Especialização em Administração Pública pela Universidade do Distrito Federal - UDF, Master in Business Administration - MBA em Negócios de Varejo pela Universidade de SP - USP
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Trabalhou po
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           r 30 anos no Banco do Brasil. Lecionou na Universidade Corporativa Banco do Brasil como professora de Seguridade Social e Mapeamento de Competências.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Atualmente,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Redatora Chefe do Jornal Meia Pataca, em homenagem ao seu pai Wilson Valverde.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Karla+2.jpg" length="219423" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Wed, 26 Oct 2022 15:53:29 GMT</pubDate>
      <author>karlakatavalverde@hotmail.com (Karla Valverde)</author>
      <guid>https://www.jornalmeiapataca.com.br/karla-valverde-coordenadora-e-editora-do-site</guid>
      <g-custom:tags type="string">colunistas</g-custom:tags>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Karla+2.jpg">
        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Karla+2.jpg">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Antônio Lobo Resende Filho - Década de 20</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/a-industria-renovando-atividades-economicas-de-cataguases</link>
      <description>Foto: Arquivo Público, sem data - CDH.</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O processo de Industrialização Cataguases-MG
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Avenida+Astolfo+Dutra.jpg" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Na década de 20, mais precisamente no ano de 1929, o prefeito
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Antônio Lobo de Resende Filho
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Agente Executivo 1925 a 1929)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            aliado do líder regional do Partido Republicano Nacional – PRN –
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra Nicácio Neto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , sofre uma intensa campanha de seus opositores através do jornal “A Reação”.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Neste período a oposição conservadora denuncia o marasmo da administração do prefeito
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Antônio Lobo
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            e o acusa de abrir estradas para automóveis quando a necessidade local era estrada para carro de boi, alusão à produção de cana-de-açúcar.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A demanda suscitou uma réplica onde a liderança política de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Antônio Lobo e Pedro Dutra Nicácio
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            respondem a um processo com fotos de todos os empreendimentos realizados na gestão municipal.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Dentre os quais incluem abertura de novas avenidas, novos trechos rodoviários entre cidades, implantação de uma cultura de política pública voltada para o ordenamento urbano.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Foram abertos seis grandes trechos de rodovias em direção ao norte de Minas:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           ·     Cataguases X Carangola X Teófilo Otoni;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ·     Cataguases X Palma,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ·     Rio de Janeiro X Porto Novo X Cataguases,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ·     Rio Novo X São João X Cataguases;
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ·     Cataguases X Porto de Santo Antônio X Piraúba X Pomba
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ·     rodovia para Juiz de Fora passando por Porto de Santo Antônio X Guarani X Juiz de Fora.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Sem contar as estradas de automóveis já em tráfego, como: Cataguases X Muriaé X Astolfo Dutra X Sapé X Ubá.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            As estradas construídas para automóveis convergem para o desenvolvimento da praça comercial, já que Cataguases se encontrava em posição favorável para o escoamento da produção agrícola devido a sua proximidade com o Rio de Janeiro. No espaço urbano propriamente o prefeito
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Lobo Filho
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            prestou serviços de nivelamento e calçamento de várias ruas.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A atual
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Avenida Astolfo Dutra,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            anterior às obras era uma área alagadiça que foi nivelada em altura favorável devido às construções existentes constituindo ainda hoje o cartão de visita da cidade.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Deve-se ainda à sua administração a reforma completa do serviço de abastecimento de água da cidade com substituição de toda a rede distribuidora e instalação de filtros moderníssimos, da fábrica “Bell Brothers”, de Manchester e construção da Casa das Bombas e instalação delas.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Criou e fez instalar o Horto Florestal de Cataguases, o Posto de Higiene Municipal, a Guarda civil, a criação do Curso Rural e doação ao Estado do terreno necessário para a construção do terceiro Grupo Escolar desta cidade – Grupo Guido Marlière.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Nos distritos construiu três novos reservatórios de água no Porto de Santo Antônio, atual Município de Astolfo Dutra, a reforma completa do serviço de água, nivelamento de ruas, instalação de luz elétrica e construiu uma estrada de automóveis deste distrito até Itamaraty.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            No distrito de Vista Alegre inaugurou o serviço de abastecimento de água com rede de distribuição, instalação e inauguração de rede elétrica.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Equipou ainda a cidade e distritos com novos equipamentos urbanos; a construção de uma nova ponte na cidade de Cataguases, no distrito de Itamaraty restaurou o serviço de água e construiu duas novas pontes na estrada que leva à atual Usina Maurício, reformou as estradas: Cataguases X Camargo X Itamaraty, com a construção do trecho Cataguases X Barão de Camargo; conservou uma ponte estadual sobre o Rio Novo.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            No distrito de Sereno cuidou da estrada Cataguases X Miraí, reformou a estrada que vai de Cataguases ao distrito de Santana.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           No distrito de Cataguarino ligou por estrada de automóveis o distrito de Miraí chegando até o distrito de Cataguarino.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em Laranjal efetuou a compra do manancial e dos canos para instalação de água potável com rede de distribuição, reformou as estradas para passagem de automóveis e conservou uma ponte estadual sobre o Rio Pomba na estrada Campo Limpo X Laranjal.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            No distrito de Santana construiu e reconstruiu várias estradas rurais inclusive a que vai de Cataguases à sede do distrito e às divisas de Boa Família e a que vai a Mirai passando pela Fazenda de Joaquim Remígio de Rezende e construiu um prédio para prisões na sede do distrito.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Graças à representação do Partido Republicano Nacional - PRN, conseguiu para a região: na sede do distrito do Porto de Santo Antônio a construção de uma ponte; em Sinimbú também sobre o Rio Pomba uma ponte de cimento armado, sendo que esta ponte no concurso sul americano de arquitetura foi classificada em primeiro lugar; a construção de uma ponte de madeira com pregões de pedra e cimento na sede do distrito de Astolfo Dutra sobre o Rio Pomba; a construção de uma ponte na estrada de Laranjal X Campo Limpo de madeira com pregões de pedra; a construção de uma ponte metálica sobre o Rio Chopotó no distrito de Astolfo Dutra; a criação dos grupos escolares Astolfo Dutra e Guido Marlière em Cataguases; a criação e instalação de cerca de cem escolas rurais em todo o município sendo que, para a construção e adaptação de muitos dos prédios rurais a câmara municipal concorreu com somas consideráveis.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Estes serviços prestados ao município e seus distritos comprovam o investimento pelo progresso e desenvolvimento de Cataguases por parte dos dirigentes políticos municipais da época e que de certa forma os políticos de oposição tentaram por meio deste processo e das notas expostas no jornal “A Reação” impedir ou desviá-las do curso do desenvolvimento.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Os dados acima fizeram parte do desenvolvimento que beneficiou Cataguases e região, graças às políticas públicas que perceberam a necessidade e investiram de forma proveitosa utilizando o orçamento público.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Processo Crime CAT-1-CR-3918)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Foto: Avenida Astolfo Dutra - década de 30, acervo público.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fonte: A vida social e familiar do operariado têxtil, Cataguases - século XX
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dissertação de mestrado apresentada à Universidade Salgado de Oliveira em Niterói - RJ como requisito parcial para obtenção do título de Mestre em História área de concentração: Sociedade, Cultura e Trabalho, pela Professora e Mestre em História, Claudia Cristina da Silva.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Redatora Chefe: Karla Valverde
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Antonio+Lobo+Resende+Filho+3.jpg" length="2436" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Fri, 16 Sep 2022 21:51:35 GMT</pubDate>
      <author>karlakatavalverde@hotmail.com (Karla Valverde)</author>
      <guid>https://www.jornalmeiapataca.com.br/a-industria-renovando-atividades-economicas-de-cataguases</guid>
      <g-custom:tags type="string">notaveiscataguasenses</g-custom:tags>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Antonio+Lobo+Resende+Filho+3.jpg">
        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Antonio+Lobo+Resende+Filho+3.jpg">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Vida e obra de Pedro Dutra e Flávia Dutra</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/vida-e-obra-de-pedro-dutra-e-flavia-dutra</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra e Flávia Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Pedro-Dutra-e-Flavia-Dutra-e277ef76.png" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            No dia
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           25 de abril de 1893
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , nascia na Fazenda da Aldeia, em Sereno, município de Cataguases,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra Nicácio Neto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            . Filho do político e advogado
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Astolfo Dutra Nicácio e de Antônia Dutra Resende
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , ambos descendentes dos desbravadores das matas mineiras. Como a maioria das crianças da época, aprendeu a ler e escrever em casa com a ajuda dos pais. Aos doze anos, seguiu para o Ginásio São José e depois para o Colégio Abílio, em Niterói, onde terminou seu curso de Humanidades. Mais tarde, ingressou na Faculdade de Direito, abandonando-a no segundo ano por falta de recursos.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Três anos depois do nascimento de Pedro Dutra, nascia em outra família,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Flavia Pacheco Fernandes
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , no dia
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           10 de junho de 1896
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , na Fazenda Jequitibá, Sapucaia, Rio de Janeiro. Filha de Eponina Werneck Pacheco e Paulino José Fernandes, organizador da primeira
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           companhia telefônica que se instalou em Cataguases em 1912.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Flávia chegou de mudança com sua família a Cataguases em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1904
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , aos oito anos de idade, logo foi matriculada na escola da professora Honorina Ventania. Passou depois para o antigo Colégio Nossa Senhora do Bom Conselho e, em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1910
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , ingressou no Ginásio Cataguases. Formando-se professora, passou a lecionar no Grupo Escolar Coronel Vieira até seu casamento.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Desde o momento da chegada a Cataguases, a família Fernandes tornara-se amiga da família Dutra, possibilitando uma proximidade entre os jovens Pedro e Flávia, o que resultaria em um longo e feliz casamento que se realizou em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1918
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           .
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Foto: Pedro e Flávia Dutra - Acervo Público - sem referência de data
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fonte: Livro - Vultos da Modernidade em Cataguases, por Luiz Fernando Leitão, Joaquim Branco, Gilmar Moreira Gonçalves e Odete Valverde
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Filhos do casal Pedro Dutra e Flávia Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Manifesta%C3%A7%C3%A3o+Popular+de+apoio+ao+Prefeito+Pedro+e+desembarque+de+passageiros+na+Esta%C3%A7%C3%A3o+1932.jpg" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Mas a alegria seria ainda maior, quando nasceu
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Astolfo Dutra Nicácio
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , o primeiro filho do casal, a
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           7 de agosto de 1921.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Nos primeiros dias de outubro de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1924
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , Dona Flávia estava no fim de sua segunda gravidez e Pedro tinha que viajar a trabalho. Ao retornar a Cataguases, e, ao desembarcar do “Expresso”, surpreendeu-se com a estação repleta de amigos que o saudavam com palmas e vivas. Ele, sem saber do que se tratava, quando viu seu cunhado Jarbas Cortes, perguntou:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “Tem gente nova lá em casa? É menino ou menina?” – Não, Pedro, por enquanto não nasceu ninguém, é que você foi indicado para candidato a deputado pelo Partido Republicano Mineiro”.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dias depois, a
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            8 de outubro de 1924
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , chegava ao mundo a tão esperada criança, que para sua alegria era uma menina e recebeu o nome de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Martha Fernandes Dutra.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O casal de filhos sempre foi a maior alegria de Pedro e Flavia Dutra. Talvez em todos os atos a favor do próximo que ambos desenvolveriam durante toda a vida estivesse a esperança de que seus filhos pudessem viver em uma sociedade mais justa. Que os filhos dos menos favorecidos tivessem as mesmas alegrias e oportunidades que os seus.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Tanto amor sempre foi recíproco, pois até hoje Astolfo e Martha se emocionam intensamente ao falar de seus queridos pais. Aos dois não precisavam ensinar nada. Bastava que observassem seus genitores para serem pessoas de comportamento elegante, mas sem perder a simplicidade no trato com os outros, independentemente da classe social.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Astolfo seguiu a profissão do pai; tornou-se excelente advogado e político. Enquanto Martha, casou-se com um primo irmão de sua mãe, José Alípio Machado Fernandes.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Foto: Astolfo Dutra Nicácio Neto e esposa (Acervo de Joaquim Branco)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fonte: Livro - Vultos da Modernidade em Cataguases, por Luiz Fernando Leitão, Joaquim Branco, Gilmar Moreira Gonçalves e Odete Valverde
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra - Diretor do Departamento do Instituto da Previdência dos Servidores do Estado - IPASE
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Pedro+Dutra+na+P%C3%A7a+Rui+Barbosa.png" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1956
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , são eleitos dois amigos seus para Governador do Estado,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Francisco Bias Fortes e para Presidente da República, Juscelino Kubitschek
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            . Juscelino nomeia Pedro Dutra para Diretor do Departamento do Instituto da Previdência dos Servidores - IPASE do Estado e Bias Fortes atende seu amigo com obras no município de Cataguases. São construídas a
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           ponte sobre o rio Sabiá
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , na antiga estrada que ligava Cataguases a Leopoldina, e a
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Praça de Esportes
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            . Estes melhoramentos são inaugurados em agosto de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1956
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            quando da visita do Governador Bias Fortes a Cataguases.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           No período em que Pedro Dutra dirigiu o Departamento de Previdência do IPASE, e posteriormente o Departamento de Seguros, criação sua, foi um administrador que cuidou dos interesses dos seus segurados e funcionários com o maior zelo e espírito público. Em seus despachos, clamava pelo cumprimento da legislação trabalhista, exigindo das empresas privadas creche para os filhos de seus funcionários e um restaurante para os servidores do Instituto.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Decorrido um ano da administração de Pedro Dutra no Departamento de Previdência, a Divisão de Seguro Social melhorou o pagamento das pensões e pecúlios às viúvas dos seus contribuintes e, graças ao grande incremento dado aos seguros privados, a arrecadação do Departamento aumentou 40% e o número de seguros ampliou-se em 36% em relação ao ano anterior, 1956.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A criação da Agência do IPASE em Cataguases foi outra iniciativa de Pedro Dutra. Sob a argumentação de que nossa cidade era o centro de vários municípios, pela sua posição geográfica e facilidade de comunicação, conseguiu a aprovação pelo Conselho Diretor do IPASE da criação da Agência.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Foto: Pedro Dutra no coreto da Praça Rui Barbosa, 1932 - Coleção Pedro Dutra - imagens captadas na cidade de Cataguases no período de 1931 a 1934 com o objetivo de documentar ações e instruir processos da Prefeitura Municipal contra terceiros durante a administração do prefeito Pedro Dutra Nicácio. Nestas fotos constam anotações do prefeito como assunto, autor e data.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Os processos nos quais estão inseridas algumas fotografias são oriundos do acervo judiciário da Comarca de Cataguases, documentos institucionais hoje sob a guarda da COARPE - Coordenação do Arquivo Permanente do Tribunal de Justiça de MG, Belo Horizonte.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fonte: Livro - Vultos da Modernidade em Cataguases, por Luiz Fernando Leitão, Joaquim Branco, Gilmar Moreira Gonçalves e Odete Valverde
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra se afasta do IPASE e do cenário político
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Pedro+Dutra+2-2b36833b.jpg" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1960,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Pedro Dutra afasta-se do IPASE, volta a advogar e, por ocasião do golpe de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1964
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , impetra diversas habeas corpus em favor de presos políticos. Trabalhou como advogado para alguns de seus adversários políticos em Cataguases com grande eficiência, sem considerar as posições de cada um, procurando, expondo o problema, sempre empenhado na defesa do direito do seu constituinte. Mesmo afastado da política, não se esquecia dos amigos e correligionários; de vez em quando lá ia ele a Belo Horizonte, sempre com os bolsos cheios de papéis, para conseguir um pedido de nomeação ou a transferência de uma professora para um lugar melhor.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Foto: Pedro Dutra e Tancredo Neve na rua do Clube do Remo - Acervo Público - sem referência de data
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ﻿
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fonte: Livro - Vultos da Modernidade em Cataguases, por Luiz Fernando Leitão, Joaquim Branco, Gilmar Moreira Gonçalves e Odete Valverde
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Morte de Pedro Nicácio Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Pedro+Dutra+4.jpg" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em janeiro de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1965
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , a conselho médico, Pedro Dutra segue para o Rio de Janeiro.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Falece no dia 28 de janeiro de 1965
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            e vem a ser sepultado em Cataguases, com a presença de representante do governo do Estado e de autoridades dos municípios vizinhos, cercados de incontável multidão que se despedia de seu político maior.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1993
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , o então prefeito Tarcísio Henriques Filho promoveu na cidade, com grande pompa, os festejos do centenário de nascimento de Pedro Dutra. Aquele que foi advogado e político, plenamente. Nele fundiam-se as qualidades e a cultura necessárias para bem exercer a defesa dos mais simples direitos às causas mais complexas. Era respeitado e temido pelos seus pares advogados, e sempre se manteve independente e correto perante os juízes. Homem público por natureza, tanto na função de advogado como de político, soube ser coerente, defensor das causas dos mais humildes. Sentia-se responsável pelo povo de sua cidade.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Foto: Pedro Dutra - (acervo de Joaquim Branco) - sem referência de data
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fonte: Livro - Vultos da Modernidade em Cataguases, por Luiz Fernando Leitão, Joaquim Branco, Gilmar Moreira Gonçalves e Odete Valverde
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra - Agente Recenseador e retorno à Faculdade de Direito
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Pedro-Dutra-606f69d7-688cd6d6.png" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1920
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , Pedro foi nomeado Agente Recenseador em Cataguases. Com a ajuda de Flávia Dutra, fez todo o recenseamento do município, percorrendo as ruas da cidade e dos distritos a cavalo para coletar dados, enquanto ela em casa preenchia os mapas. Ambos recensearam também espécies vegetais da região.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Incentivado pela esposa, Pedro Dutra voltou à Faculdade de Direito, onde concluiu, em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1921
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , o curso que havia interrompido, “
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Tu me animaste a prosseguir até a conquista do diploma de Bacharel em Direito.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Estudaste os pontos comigo”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            – foram suas palavras de agradecimento a Flávia Dutra.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Apesar de toda a felicidade, o início da vida profissional de Pedro Dutra como advogado foi árduo; não havia estágios para estudantes durante o curso, e, além disso, ele tinha que competir com profissionais competentes com Sandoval de Azevedo e Antônio Lobo de Resende Filho, que comandava a política local. Mas, sempre pode contar com o apoio da esposa e a alegre companhia do pequeno Astolfinho.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dedicou-se com afinco à advocacia. Sua inteligência vivaz aliada a uma grande capacidade de comunicação faria do destemido Pedro Dutra um brilhante advogado. No mesmo período, entrava para a vida política, elegendo-se vereador pelo Distrito de Cataguarino.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Foto: Pedro Dutra - (Coleção Pedro Dutra) - sem referência de data
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fonte: Livro - Vultos da Modernidade em Cataguases, por Luiz Fernando Leitão, Joaquim Branco, Gilmar Moreira Gonçalves e Odete Valverde
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Vida política de Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/ALMO%C3%87O+FLAVIA+1960+com+Marechal+Lott.jpg" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Como deputado estadual
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (1924/1927 e 1928/1930),
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Pedro Dutra tornou-se um político batalhador e conhecido por nunca pedir nada para si e sempre para Cataguases e seus correligionários. Flávia Dutra, de seu lado, sempre presente na vida profissional e política do marido, permaneceu atenta a todas as coisas que diziam respeito a suas vidas comum, seus negócios, seus filhos e às amizades.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Quando, em outubro de
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            1928
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , o Presidente de Estado de Minas Antônio Carlos de Andrade esteve em Cataguases, ficou hospedado em sua casa. Boa anfitriã, com grande espírito de organização, mesmo tendo se instalado na nova casa há apenas nove dias, Flávia providenciou tudo: cardápios, acomodações, roupa de cama e mesa para a comitiva e cedeu seu quarto, que tinha banheiro privativo, para o visitante. Nesta ocasião, a pedido de Pedro Dutra, o Presidente Antônio Carlos, autorizou a criação do
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Horto Florestal
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           e
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ainda, junto com o prefeito Lobo de Resende, solicitou a Antônio Carlos a ampliação e a modernização dos serviços de abastecimento de água e a autorização para construção do Grupo Escolar Guido Marlière. Solicitações que foram prontamente atendidas.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Nomeado prefeito em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           15 de maio de 1931
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            pelo presidente mineiro Olegário Maciel, Pedro Dutra permaneceu na Prefeitura até o
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           2 de março de 1933
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           . Em apenas 22 meses na gestão construiu a estrada Cataguases X Laranjal, assim como a estrada Cataguases X Muriaé e os grupos escolares de Sinimbu, Guaiaçu, Cataguarino, Vista Alegre e Joaquim Vieira.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Durante o período da ditadura de Vargas
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (1937 – 1945),
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Pedro Dutra, afastado do exercício político, voltou para Cataguases e retomou suas atividades de advogado. Foi o melhor período de sua vida profissional. Advogou em todos os municípios vizinhos e fez mais fama. Nesta época, comprou a fazenda Itajaí, desmembrada da fazenda de Turiaçu, onde o casal construiu uma espaçosa casa-sede e vinte uma casa para colonos, cada uma delas com uma sala, dois quartos, cozinha e banheiro com fossa asséptica.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Com a deposição de Getúlio Vargas em agosto de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1945
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , é convocada a Assembleia Constituinte para dar nova ordem jurídica ao país. São organizados partidos nacionais, e Pedro Dutra, a convite de seu amigo Celso Machado, ingressa no Partido Social Democrático (PSD) em 2 de dezembro de 1945, sendo eleito deputado federal com expressiva votação. Dos trabalhos da Assembleia Constituinte, Pedro Dutra participou ativamente, defendendo a participação dos empregados nos lucros as empresas e nas discussões sobre a instituição do júri.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1947,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            funda junto com alguns amigos a
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Rádio Cataguases
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , cuja licença conseguiu graças ao seu prestígio e influência. Presidiu a emissora por longos anos, sendo ela um eficaz instrumento de atividade social e de propaganda política.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1950
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , Pedro Dutra candidatou-se novamente á Câmara Federal, mas não se elegeu. Voltou ao seu escritório de advocacia; no entanto nunca esqueceu os interesses de sua terra natal. Conseguiu recursos da União a
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           construção da segunda ponte sobre o Rio Pomba, a ponte nova, obra do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Recebeu em sua casa Juscelino Kubitscheck e o Marechal Lott, quando candidatos à presidência da República. Numa dessas visitas, Pedro Dutra pediu a Juscelino, então governador do Estado, a criação de mais um grupo escolar para a cidade e este, encantado com a cultura e delicadeza de Dona Flávia Dutra, ordenou ao seu secretário:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “Assim que chegarmos a Belo Horizonte, leve-me o decreto criando, em Cataguases o Grupo Escolar Flávia Dutra”.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Foto: Almoço com o Major Lott (Acervo de Joaquim Branco)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fonte: Livro - Vultos da Modernidade em Cataguases, por Luiz Fernando Leitão, Joaquim Branco, Gilmar Moreira Gonçalves e Odete Valverde
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Flavia Dutra entra no cenário político
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Pedro+e+Flavia+Dutra.jpg" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1959
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            era a vez de Dona Flávia Dutra se enveredar pela política, sendo eleita vereadora, a primeira mulher no município a ocupar tal posição com a maior votação até então para o cargo, 1200 votos. Mulher culta, à frente de seu tempo, lia com fluência o inglês e o francês. Era conhecida e respeitada por toda a população. A todos recebia e tratava bem, e estava sempre voltada para os interesses dos mais pobres. Nessa legislatura, que iria até 1962, os vereadores renunciaram a seus subsídios, e em consequência nada recebeu pelo desempenho do mandato.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           As atividades políticas de Flávia Dutra não se limitavam apenas ao município de Cataguases. Quando iniciou a campanha para eleição do Presidente da República que sucederia a Juscelino, Flávia foi apresentada à esposa do Marechal Lott para ser a presidenta nacional do Comitê Feminino pró candidatura Lott. Com ajuda de outras senhoras, fundou inúmeros comitês no Rio de Janeiro, Juiz de Fora e Brasília. Esteve presente em comícios em vários Estados do país. Trabalhou de maneira incansável: “
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           D. Flavia tem sido dinâmica e firme no seu trabalho, sem publicidade, quieta, estendendo seus comitês no Estado da Guanabara e fora dele, viajando de avião a qualquer hora, falando em comícios e inauguração de comitês, com desenvoltura de uma jovem de vinte anos”.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Jornal do Comércio, Rio de Janeiro, 18.07.1960).
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Foto: Flavia Dutra - Acervo de Joaquim Branco - sem referência de data
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fonte: Livro - Vultos da Modernidade em Cataguases, por Luiz Fernando Leitão, Joaquim Branco, Gilmar Moreira Gonçalves e Odete Valverde
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Morte de Flávia Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Flavia+Dutra+%28+Joaquim+Branco%29.JPG" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            No dia
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           06 de outubro de 1988
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , falecia
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Flávia Fernandes Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            no Rio de Janeiro. Mulher que soube muito bem, ao lado do marido, conduzir sua tarefa pública e cumprir sua missão.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “Para avaliar o prestígio do casal junto às famílias cataguasenses, basta consultarmos a longa lista de afilhados de batismo ou de casamento que minha mãe relacionou cuidadosamente, desde 1916 até 1965”,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            declarou sua filha Martha Dutra Fernandes.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Toda essa empatia junto à população tinha uma razão de ser. Numa época em que a maioria das mulheres estavam mais confinadas à esfera doméstica, Flávia Dutra, com seu idealismo, sua força de espírito e seu carisma, marcou presença, afetiva e efetiva na vida de todos os seus conterrâneos de coração e contemporâneos, tornando-se, juntamente com seu marido Pedro Dutra, uma figura viva no imaginário do povo cataguasense.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Foto: Flávia Dutra - (Acervo de Joaquim Branco) - sem referência de data
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fonte: Livro - Vultos da Modernidade em Cataguases, por Luiz Fernando Leitão, Joaquim Branco, Gilmar Moreira Gonçalves e Odete Valverde
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
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      <pubDate>Tue, 23 Aug 2022 18:57:46 GMT</pubDate>
      <author>karlakatavalverde@hotmail.com (Karla Valverde)</author>
      <guid>https://www.jornalmeiapataca.com.br/vida-e-obra-de-pedro-dutra-e-flavia-dutra</guid>
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      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Odete Valverde - Historiadora e Colunista</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/odete-valverde</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Odete Valverde
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/odete4.png" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Odete Valverde Oliveira Almeida é professora, mãe da Carolina e do Pedro. Mestre em História pelo Programa de Pós Graduação da Universidade Federal de Minas Gerais- UFMG.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Graduada em História pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Cataguases - FAFIC. Possui Especialização em História Moderna e Contemporânea pela Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF e pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUC-MG.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Lecionou História Moderna e Contemporânea no curso de licenciatura de História da FIC - Faculdades Integradas de Cataguases. Professora concursada da rede estadual de educação do estado de Minas Gerais, onde lecionou por 25 anos.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Lecionou ainda na rede particular de ensino - Instituto Nossa Senhora do Carmo e no Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais - CEFET- MG, Campus III - Leopoldina, como professora de História do ensino médio. Atuou como pesquisadora do Centro de Documentação Histórica de Cataguases - CDH. Ministrou curso sobre Educação Patrimonial, pelo Programa Monumenta, da UNESCO. Publicou o livro Cataguases na roda da História: memórias da minha cidade, pela Prefeitura Municipal de Cataguases e Instituto Francisca de Souza Peixoto.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Atualmente desenvolve pesquisas sobre a história do município de Cataguases.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/odete_thumb.png" length="213596" type="image/png" />
      <pubDate>Sat, 20 Aug 2022 00:33:09 GMT</pubDate>
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      <g-custom:tags type="string">historiadores,colunistas</g-custom:tags>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/odete_thumb.png">
        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/odete_thumb.png">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Cláudia Cristina da Silva - Historiadora e Colunista</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/claudia-cristina-silva</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Cláudia Cristina da Silva
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/claudia.jpg"/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Cláudia Cristina da Silva é professora, mãe de Emmanuel. Mestre em História pela UNIVERSO, Universidade Salgado de Oliveira, Niteroi – RJ.
           &#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ﻿
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Graduada em História pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Cataguases – FAFIC. Graduada em geografia pela UNIFRAN – SP. Possui especialização em História do Brasil Leitura e Escrita pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Cataguases – FAFIC.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Professora de história e geografia na rede estadual e municipal na cidade de Cataguases.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Participou como pesquisadora histórica, no livro, Cataguases na roda da história: memórias da minha cidade.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Atuou como pesquisadora no Centro de Documentação Histórica de Cataguases – CDH.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Atualmente palestrante do Encontro de Gestores e Professores de MG, que acontecem na Assembleia Legislativa em Belo Horizonte.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ainda permanece como pesquisadora da história do município de Cataguases.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/claudia.jpg" length="105542" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Sat, 20 Aug 2022 00:31:56 GMT</pubDate>
      <author>karlakatavalverde@hotmail.com (Karla Valverde)</author>
      <guid>https://www.jornalmeiapataca.com.br/claudia-cristina-silva</guid>
      <g-custom:tags type="string">historiadores,colunistas</g-custom:tags>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/claudia.jpg">
        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/claudia.jpg">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Disputa pela memória - Peixoto X Dutra em Cataguases MG</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/disputa-pela-memoria-peixoto-x-dutra</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Estátua de Guido Marlière no centro da Praça Santa Rita, retirada em 1959 por João Inácio Peixoto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/1958-Jornal+Especial+GUIDO.JPG" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Jornal: Edição Especial, número único, editor Pedro Dutra, 26.05.1958. Acervo Joana Capella
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Os projetos de modernização refletem também a luta entre os dois chefes locais -
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Jose Inácio Peixoto X Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            . Todos eles foram desenvolvidos numa atmosfera de intensa disputa política, gerando acirradas oposições.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A demolição dos cortiços comandada por
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Pedro Dutra
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1931
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , por exemplo, provocou muitas insatisfações, sendo explorado politicamente pelos seus adversários. O caso foi parar nos tribunais e o proprietário dos casebres alegou perseguição política e afirmou sofrer hostilidades por parte do prefeito, por ser “político contrário”. A exigência do prefeito em construir passeios públicos também gerou descontentamentos por parte da oposição.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Pedro Dutra
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            fez baixar um edital intimando diversos proprietários a concertarem seus passeios no prazo de quinze dias, sob pena da prefeitura fazer os passeios e inscrever o débito dos proprietários no livro da dívida ativa, acrescido de uma multa de cem mil réis.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Mais uma vez os proprietários “prejudicados” acionaram a justiça. É o caso de Aquiles Henrique Felipe, que moveu uma ação possessória contra a prefeitura, alegando violação da posse privada, quando esta construiu um passeio em frente ao seu estabelecimento comercial.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Jornal Cataguases, 10.07.1932)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Segundo
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , tratava-se de um grupo de indivíduos descontentes por ter perdido as posições políticas que até então desfrutavam. Por isso, procuravam criar embargos a ação do prefeito, por todos os meios que dispunham. “
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Até sobre cortes de árvores e de bambus, à margem das estradas de rodagem, sobre calçamentos de ruas, passeios etc, se ajuízam Interditos”.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (Processo Cível. Ação Possessória, 1932. Autor: Irmãos Peixoto. P. 181. CDH)
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Podemos ver claramente, através desses casos, a disputa política ultrapassando o campo político eleitoral e estendendo-se à esfera administrativa e urbanística. Devido a essa disputa, muitos projetos foram, não só abandonados pela oposição, como também destruídos. Outros não foram concretizados por questões políticas.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A construção da
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Vila Operária
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            é um caso bem emblemático. Em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1931
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            apresentou a proposta e tentou efetivá-la. O terreno foi adquirido e chegou-se a lançar a pedra fundamental. Contudo, o projeto não foi para frente e sofreu inúmeras críticas da oposição. No entanto, a oposição construiu vilas operárias: a
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Companhia Industrial Cataguases,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            a
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Indústria Irmãos Peixoto e Manufatora,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            construíram casas para seus empregados.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Neste caso, a luta política apresenta um resultado ambíguo: por um lado, há a destruição do projeto do adversário; por outro lado, a disputa pelo poder incentivava a oposição a desenvolver projetos afins.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           João Inácio Peixoto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , quando prefeito em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1947
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , inicia a construção de casas populares e, coincidência ou não, nas proximidades da área onde seria construída a Vila Operária de Pedro Dutra, ou seja, praticamente no mesmo espaço.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            tinha uma atenção especial com a urbanização da Vila Tereza, onde pretendia criar um “bairro chique”. Pois foi exatamente na Vila Tereza que foram construídas pelos
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Peixoto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , a
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Companhia Industrial Cataguases
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , as casas operárias da Companhia e uma pracinha em homenagem a
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           José Inácio Peixoto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            . Em outras palavras: os
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Peixoto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            abandonaram o projeto original do adversário,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , e desenvolveram no mesmo espaço, o seu próprio projeto urbanístico.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Podemos encontrar outros exemplos de disputa pelo espaço entre os dois chefes políticos. A avenida
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Astolfo Dutra,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            uma das principais artérias da cidade, recebeu esse nome em homenagem ao pai de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            e tem no seu início um busto do homenageado. Nela foi construído o primeiro grupo escolar da cidade, denominado
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “Coronel Vieira”.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Coronel Vieira, tido como fundador do município é tio-avô de Pedro Dutra).
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Sua construção, em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1912
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , deveu-se à influência política de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Astolfo Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , então deputado federal. Pois bem, nesta mesma avenida foram construídas, nas décadas de 40 e 50, residências em estilo arquitetônico moderno, inclusive de membros da família
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Peixoto
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            .
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Temos assim, as duas famílias disputando o mesmo espaço e marcando seu território numa atitude contundente e desafiadora. Outros espaços públicos também entraram nessa disputa: o antigo cinema, em estilo eclético, foi substituído por um novo em estilo moderno; a Igreja Matriz, em estilo neogótico, foi substituída por uma nova, também em estilo moderno.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Não bastava construir novos espaços, era necessário destruir o antigo. Era necessário destruir os espaços que se encontravam, de uma forma ou de outra, vinculados à administração dos
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Resende-Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            e substituí-los por novos espaços que trouxessem consigo a marca do poder adversário. Essa disputa aparece de forma mais contundente nas denominações de ruas e logradouros públicos.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Pedro Dutra
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , quando prefeito, sancionou um decreto, nº 17, em 30 de agosto de 1931, determinando como deveriam ser feitas as inscrições nas placas de logradouros públicos. Segundo o decreto, as placas só deveriam ligar a nomes de pessoas que tivessem realmente contribuído para o progresso do município e o público deveria ter conhecimento da razão da homenagem. Na placa deveria constar: avenida, praça, rua, travessia; nome do homenageado; data de nascimento e falecimento (se caso); razão da homenagem.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Na época,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Pedro Dutra
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            nomeou várias ruas homenageando cataguasenses e políticos envolvidos na “Revolução de 30”.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Na
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Vila Tereza,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            por exemplo, abriu-se uma avenida com nome de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “Avenida João Pessoa”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            e inscreveu na placa o motivo: “
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           foi o grande deflagrador da Revolução Brasileira”.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Ainda na
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Vila Tereza
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            foi aberta outra avenida com o nome de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “Avenida Antônio Carlos”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            .
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1947
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , com a eleição de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           João Inácio Peixoto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            para prefeito, os Peixoto reassumem o poder político no município. Inicia-se, a partir daí, uma verdadeira guerra pela posse da memória, expressa nos nomes de ruas, edifícios públicos e monumentos.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Numa ação popular movida por
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            e outros membros da família contra o prefeito
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           João Peixoto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , Dutra acusa o prefeito de mutilar a avenida Astolfo Dutra, encurtando-a: a partir da avenida Melo Viana, a avenida passaria a denominar-se avenida Coronel Antônio Augusto. Essa medida encontra-se no decreto nº 122, assinado pelo prefeito em 11 de novembro de 1948. Segundo
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , essa mudança do nome era simplesmente para um de seus irmãos não morar na avenida Astolfo Dutra.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (Processo Cível 3º ofício. Ação Popular, 1962. P. 55. CDH)
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Num outro decreto, nº 356 de 16 de outubro de 1959, o prefeito
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           João Peixoto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , muda o nome do logradouro para Avenida Coronel João Duarte e transfere para uma rua a ser aberta no bairro Granjaria, o nome de Astolfo Dutra. É este ato que leva
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            e demais membros da família a moverem a ação popular contra o prefeito. Segundo o autor da ação, o decreto tem por objetivo tirar o mérito e o prestígio de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Astolfo Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            . Advém do ódio que o prefeito alimenta contra ele e sua família e, para ferir seu adversário político, não vacilou em aviltar a memória do grande cataguasense. A avenida foi idealizada e aberta graças a ação de seu patrono e sua influência junto ao governador do estado, quando Agente Executivo em 1897 e agora o prefeito quer atribuir essa obra a outro, depreciando os feitos de Astolfo Dutra e difamando sua memória.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “Não pode o chefe do executivo municipal, por mero espírito de emulação política, por vindicta privada, ou qualquer sentimento inferior, usar do cargo que lhe foi outorgado pelo povo, com o propósito de tentar vilipendiar os seus desafetos e menosprezar a memória dos mortos.”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Processo Cível 3º ofício. Ação Popular, 1962. P.93, CDH).
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            intimida o prefeito a repor nos devidos lugares, as placas em bronze, com a denominação da avenida e todos os dizeres nela gravados, num prazo de quinze dias.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (O nome da Avenida Astolfo Dutra foi aprovado pela Lei Municipal nº 267 de 28.07.1920 por ocasião da sua morte).
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Depois de muitas brigas nos tribunais, o nome da avenida foi mantido, mas as placas, com os dizeres gravados, não foram recolocadas.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Fato semelhante ocorreu com o monumento a
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Guido Marlière
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            . Em 1958, foi erigida, por iniciativa de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , uma estátua em homenagem ao fundador do povoado que deu origem à cidade. A estátua, inaugurada por
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            e demais autoridades, com toda pompa e solenidade, situava-se na
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Praça Santa Rita,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            local onde nasceu a cidade e de onde
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Guido Marlière
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            traçou as primeiras ruas. Em seu pedestal, encontravam-se inscrições gravadas em bronze nas quatro faces: na frente, a data da inauguração, 26 de maio de 1958, e os dizeres “esta estátua foi erigida por subscrição popular e por iniciativa de Pedro Dutra”
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Ação Popular. 1962. P.7) no lado direito, o nome do homenageado e alguns dados biográficos; atrás, algumas de suas obras e no lado esquerdo, um trecho do discurso proferido por Pedro Dutra.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Note-se que em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1958
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , a chefia política local estava com
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            . Em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1959
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , quando
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           João Inácio Peixoto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            retorna ao cargo de prefeito, troca a estátua de lugar, levando-a para a então chamada Avenida Brasil. Além disso, retirou as placas com as inscrições que se encontravam em seu pedestal. Este ato do prefeito gerou mais uma ação popular movida por
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           . Este reclama que o prefeito mudou a estátua para um lugar inferior, de menor movimento, só para diminuir a homenagem. Mais uma vez afirma que este ato advém do ódio que o prefeito alimenta conta ele e seus parentes. Não admite que seu nome “figure em qualquer ato, que apareça em qualquer solenidade, ou que figure ligado a qualquer fato que diga respeito à vida ou ao progresso do município”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (Ação Popular. 1962. P. 9)
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            e como há certos fatos da história do município que estão ligados a nomes de parentes seus, o prefeito vem lançando mão de todos os meios para tentar apagar esses feitos.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            reclama ainda que o prefeito não admite que, nem mesmo em atos oficiais, seu nome seja publicado no “Cataguases”, órgão oficial dos poderes municipais. No processo,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Pedro Dutra
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            exige que a estátua seja recolocada no lugar de origem, com todas as placas e inscrições, o que não aconteceu.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A luta pela memória aparece em outro espaço público: o grupo escolar situado na
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Vila Tereza
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            . Este grupo foi criado em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1945,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            pelo então Governador Benedito Valadares, que ordenou que o
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Grupo Escolar Flávia Dutra,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            instalado no prédio do Grupo Escolar Guido Marlière, fosse para lá transferido. O prefeito
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            João Peixoto
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            declarou que o grupo não podia funcionar naquele prédio, pois desejava que ali fosse instalado o grupo Nísio Batista e mandou escrever o nome na frente do prédio.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            determinou que fosse escrito no frontispício do prédio
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “Grupo Escolar Flávia Dutra”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            . O prefeito mandou retirar o nome e colocar “Grupo Escolar Nísio Batista”. Era o início de mais uma briga entre Pedro Dutra e o prefeito João Inácio Peixoto.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            alega que o motivo da troca do nome era única e exclusivamente pelo fato de ser Flávia Dutra sua esposa e por ele ser chefe do PSD e adversário político do prefeito. Após muitas trocas de placas, o nome do “Grupo Escolar Flávia Dutra” foi mantido.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O homem cria “lugares de memória”: bibliotecas, arquivos, museus, estátuas, arquitetura, monumentos, comemorações. Esses lugares têm a função de “parar o tempo”, “bloquear o trabalho do esquecimento, fixar um estado de coisas, imortalizar a morte.” Permitem reter o passado, trazendo-o para o presente. Sua função é guardar as marcas do passado. Assim, placas com nomes de chefes políticos em ruas e avenidas, nomes de escolas, estátuas, são muito mais do que simples homenagens. Além de comemorar, perpetuam a lembrança, não deixando o indivíduo cair no esquecimento, pelo contrário, torna-o eterno. Ser sempre lembrado, estar sempre presente na memória coletiva, é algo muito caro aos políticos. É preciso estar lembrando constantemente à população quem foi e o que fez. Não só por uma questão de identidade, mas de poder.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            No caso de Cataguases, fica claro, através da disputa pelos nomes de avenidas, escolas e monumentos, a luta entre as duas famílias rivais, pelo controle da memória. Em sua ação popular,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Pedro Dutra
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           denuncia: “no município de Cataguases não há uma só obra pública (...) feita por qualquer membro da família Peixoto. A cidade e o município de Cataguases não lhe devem o menor favor público (...) todas as obras ou serviços públicos que existem nesta cidade ou município, ou foram feitas por parentes do Pedro Dutra, por seu pai ou por ele...”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (Ação Popular, 1961. P.4. CDH)
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Numa disputa política a luta pelo controle da memória coletiva é uma luta pela legitimação do poder. Ao lutarem para permanecerem vivas na memória do povo, as duas famílias rivais –
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dutra e Peixoto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            – estão lutando também para legitimarem o seu poder. E neste ponto, a preocupação com a memória difere: os Dutra, por estarem ligados à família fundadora do município, os Resende, precisam apenas reforçar essa lembrança, evitando que ela caia no esquecimento. Foi esse fato que autorizou
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Pedro Dutra
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            a dizer que tudo que há no município foi feito por ele e seus parentes. Fica muito claro em sua fala, o discurso da legitimação do poder, alicerçado na fundação. É a família fundadora do município, isso legitima seu poder. O que é preciso, é não deixar isso cair no esquecimento. É criar “lugares” para manter esse passado vivo na memória do povo.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em suas acusações,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            reclama do fato dos
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Peixoto
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            quererem “apagar” seu nome da história do município. Neste caso isso se fazia necessário, pois numa disputa política pela memória, “apagar”, “destruir”, é tão importante quanto criar novos lugares de memória. Para os Peixoto alicerçarem seu poder político era necessário destruir uma fundação, destruindo sua memória e “criar” outra fundação, para assim legitimar seu poder.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A luta pela posse e controle da memória, é acima de tudo, uma luta política pela legitimação do poder. Além disso, os
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Peixoto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            incorporaram o discurso da “modernidade”. Se auto representavam como “modernos”, como “homens do progresso”. Introduziram na cidade a arquitetura moderna, que se tornou um de seus principais “lugares de memória”. Tudo isso contribui para reforçar a imagem dos Peixoto como fundadores da modernidade em Cataguases, além de reaquecer constantemente a memória coletiva, evitando que esse mito caia no esquecimento.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Sabemos que uma característica fundamental da modernidade é a ruptura e a destruição da tradição. A modernidade não se contenta em construir um novo espaço, ela precisa destruir o antigo para se afirmar. Destruir para construir de novo. Não é simplesmente um lugar que está sendo remodelado. É mais do que isso: é uma memória que está sendo destruída e uma outra sendo implantada. É o poder político instrumentalizando a memória coletiva para se impor e legitimar.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fotos: Cartão Postal: Praça Santa Rita, sem autor, data aproximada 1958. Domínio Público - Acervo Joana Capella
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fonte: A disputa de grupos familiares pelo poder local na cidade de Cataguases – práticas, representação e memória
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dissertação de mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Minas Gerais, pela Professora e Mestre em História, Odete Valverde Oliveira Almeida.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Est-C3-A1tua-Guido-Marliere-1958.jpg" length="1136975" type="image/png" />
      <pubDate>Sun, 14 Aug 2022 20:19:58 GMT</pubDate>
      <author>karlakatavalverde@hotmail.com (Karla Valverde)</author>
      <guid>https://www.jornalmeiapataca.com.br/disputa-pela-memoria-peixoto-x-dutra</guid>
      <g-custom:tags type="string">caldeirãodapolitica</g-custom:tags>
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        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
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        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>A industrialização de Cataguases 1940 a 1960</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/a-industrializacao-de-cataguases-1910-a-1960</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Francisco Inácio Peixoto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O projeto de industrialização de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Manoel Peixoto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            caminhou em duas direções que, embora sendo específicas, andaram paralelas e podemos dizer que, em alguns momentos convergiam: indústria e arquitetura. Essas iniciativas se devem, não somente a
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Manoel Peixoto,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            como também a seus irmãos, principalmente
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Francisco Inácio Peixoto, José Inácio Peixoto e João Inácio Peixoto.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Tudo começou em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            1911
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           quando seu pai adquiriu uma pequena companhia de fiação e tecelagem na cidade. Com sua morte, seis anos depois, os irmãos passaram a administrar a fábrica que teve sua razão alterada para
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Indústria Irmãos Peixoto.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Os cem teares iniciais foram ampliados para mil e a pequena fábrica cresceu e se tornou núcleo de um pequeno parque industrial, com a instalação de quatro novas indústrias na cidade.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1936
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            foi criada a
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Companhia Industrial Cataguases
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , tendo como diretor gerente
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           José Inácio Peixoto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            . A instalação da nova fábrica de tecidos movimentou a cidade, trazendo promessas de desenvolvimento e progresso.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O então prefeito
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Joaquim Cruz (1936 a 1945)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , assim descreve os benefícios:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (...) com a fábrica virá a construção de vilas operárias, emprego para operários, marceneiros, pedreiros, que têm passado seis longos anos de dificuldades. Com o emprego de 600 operários, é previsível o aumento de 1.500 a 2000 habitantes (mais de 25% da população atual), melhorando a demanda de bens, inclusive da área rural, assim como a valorização das casas, desenvolvimento do comércio, novos centros de diversão, aumento da renda rural e o favorecimento da cultura de algodão.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Cia. Industrial Cataguases. Disponível na internet no URL: http/www.cataguases.com.br/por/historia/index4.htm p.3. 23.11.2003)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O decreto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Lei nº 96 de 1936
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            concede terreno para sua construção, isenta de impostos municipais por 25 anos, bem como gratuidade de água e a intercessão junto ao governo estadual para outras facilidades. Segundo as autoridades municipais, todas essas vantagens se justificavam perante os benefícios que a nova indústria traria à cidade, transformando-a num centro dinâmico e progressista.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1943
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            fo
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           i criada uma nova fábrica na cidade: a
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Companhia Manufatora de fios de algodão
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           . Destinada inicialmente à produção de fios, com o tempo passou também a fabricar tecidos de algodão e alguns anos depois iniciou a produção de algodão hidrófilo da marca Apolo.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1954
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Manoel Peixoto
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            e outros empresários locais criaram mais uma indústria na cidade: a
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Companhia Mineira de Papéis
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , voltada para fabricação e comércio de papéis e celulose e, em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1961
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            foi criada a
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Indústria Química Cataguases,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            tendo à frente os
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            irmãos Manoel Peixoto e Francisco Inácio Peixoto.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            As indústrias de tecidos acabaram forjando o surgimento de uma fundição na cidade, o que se verificou em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1958
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , com a criação da
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Fundição Cataguases
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            que, utilizando o ferro gusa como matéria prima, fabricava maquinetas para os teares das indústrias têxteis e peças de reposição para fiação e tecelagem.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Um outro exemplo é a
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Indústria Química
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , que resultou de uma demanda da
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Companhia Mineira de Papéis.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A primeira, além da produção de bauxita, fabrica ainda produtos químicos utilizados na fabricação do papel, como o sulfato de alumínio ferroso, usado no tratamento da água industrial na fabricação de papel; o hipocloreto de cálcio, usado no clareamento da massa da celulose e o metaluminato de sódio, usado para elevar o ph da massa da celulose, além de auxiliar a colagem do papel e evitar deterioração do mesmo provocadas pela acidez.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1943
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , a
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Companhia Industrial Cataguases
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            construiu cerca de 44 casas próximas as suas instalações, para os operários. Outras indústrias, como a
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Irmãos Peixoto e a Companhia Mineira de Papéis
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , também construíram casas para seus empregados. A construção dessas vilas operárias permite, pelo menos, uma dupla leitura. Há uma leitura corrente, que consiste em inserir as vilas operárias dentro de um contexto de novas formas de organização do trabalho. A reunião das casas operárias em torno da fábrica, num mesmo espaço, possibilita também um certo controle social. O apito da fábrica rege a vida do operário e por extensão, de toda a sua família, impondo-lhe uma rotina do trabalho.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Uma segunda leitura possível sinaliza para a questão habitacional e urbana. Com a chegada de um contingente cada vez maior de pessoas buscando emprego nas fábricas e “melhores condições de vida” na cidade, o problema de moradia agrava-se. Torna-se necessário a construção de casas populares e aluguéis a preços módicos para sanar, ou pelo menos amenizar o problema. Além disso, algumas dessas residências contribuíram para moldar o novo estilo arquitetônico da cidade. É o caso da vila operária da
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Companhia Industrial Cataguases,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            conhecida com
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Bairro Jardim,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            com casas afastadas tendo jardins à frente. Essas habitações reproduzem a hierarquia interna da fábrica: as casas dos funcionários de postos mais elevados diferenciam-se das casas dos simples operários. Para os primeiros foram construídas casas de dois andares, projetadas por Francisco Bologna, responsável por outros projetos arquitetônicos na cidade.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O escritor e industrial
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Francisco Inácio Peixoto (foi um dos integrantes do movimento que eclodiu na cidade na década de 1920: A “Revista Verde”. Trata-se de um grupo de jovens escritores, antenados com o movimento artístico e literário, que teve em São Paulo, em 1922, com a Semana da Arte Moderna e que se projetaram no cenário da literatura nacional)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            foi o precursor da onda modernista que invadiu a cidade nas décadas de 40 e 50. Ao contratar
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Oscar Niemeyer
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            para projetar sua residência, o industrial dava o “pontapé” inicial no sentido de modernizar a cidade, introduzindo um novo estilo arquitetônico.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Havia uma proposta de renovação urbanística e esta encontrou circunstâncias favoráveis: uma elite intelectual afinada com a nova mentalidade, uma elite econômica – mais precisamente a família
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Peixoto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            – também sensibilizada com as propostas modernistas e disposta a investir parte de seu capital nela e a preponderância política da família neste momento:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           João Inácio Peixoto foi eleito prefeito em 1947
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            e apoiava politicamente as iniciativas do irmão.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Vale ressaltar uma observação interessante feita por Marques Rebelo a Francisco Peixoto:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “As prefeituras devem fazer empréstimos para construir obras para o povo. O povo não tem nada. E vocês nunca mais perderiam eleições
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            .”
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (Correspondência de Marques Rabelo a Francisco Inácio Peixoto).
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Assim, a proposta encontrou eco e os “ares modernistas” impregnaram a elite local. Uma onda de construções tomou conta da cidade.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Seguindo o exemplo de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Francisco Peixoto,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            outros membros da elite cataguasense contratam arquitetos modernos para projetar suas casas. Com isso, uma nova arquitetura residencial surgiu na cidade, marcada pelas estruturas de concreto armado e integradas ao paisagismo e artes plásticas. Paralela a essa arquitetura residencial, floresceu também uma arquitetura voltada para a esfera pública: o
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Colégio Cataguases
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , projetado por
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Niemeyer em 1944;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            a
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Igreja Matriz
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , cuja construção foi iniciada em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1944
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ; o
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Hotel Cataguases
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , inaugurado em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1951
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ; o
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Cine Teatro
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1953;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            o
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Educandário Dom Silvério
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , concluído em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1954
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ; o
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           coreto da praça Rui Barbosa;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            a
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           praça José Inácio Peixoto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , construída em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1956
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            e o edifício comercial de lojas e apartamentos,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A Nacional,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            concluída em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            1957.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ao lado dessas obras encontramos projetos não realizados, como o Museu de Belas Artes de Cataguases, que teve sua exposição instalada no Colégio Cataguases e um centro social, que incluiria “restaurante popular, biblioteca, armazém de subsistência e salão de barbeiro.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (Correspondência de Marques Rebelo a Francisco Inácio Peixoto)
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            e que chegou a ser projetada por Aldary Toledo, mas não se concretizou.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Sabemos que a indústria impulsiona a modernização. Mais do que isso, ela é a própria modernização na esfera econômica. Ela traz em seu bojo inovações tecnológicas e formas mais racionais de produção voltadas para o mercado, além de fomentar o setor terciário, como bancos, comércio, sistemas de comunicação e transportes. A indústria traz consigo a urbanização. É uma atividade urbana.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Ao instalar suas indústrias na cidade, os
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           irmãos Peixoto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            contribuíram não só para o desenvolvimento econômico local, como também para o seu crescimento urbano. Em primeiro lugar, pelo fato da fábrica funcionar como um polo de atração sobre a população rural, provocando com isso um aumento demográfico na zona urbana. E, em segundo lugar, devido ao investimento de parte de seu capital na renovação arquitetônica da cidade.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Assim, além de contribuírem para a modernização econômica local, os
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Peixoto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            impulsionaram o modernismo arquitetônico e artístico, ao contratarem arquitetos, paisagistas e artistas plásticos modernistas para projetarem suas residências e vários espaços públicos, criando assim, uma nova identidade para a cidade de Cataguases.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Foto: Acervo público - sem referência de data
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fonte: A disputa de grupos familiares pelo poder local na cidade de Cataguases – práticas, representação e memória
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dissertação de mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Minas Gerais, pela Professora e Mestre em História, Odete Valverde Oliveira Almeida.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
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      <pubDate>Sun, 14 Aug 2022 17:06:26 GMT</pubDate>
      <author>karlakatavalverde@hotmail.com (Karla Valverde)</author>
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    <item>
      <title>Década de 1930 a 1940 em Cataguases MG</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/projeto-modernizador-decada-de-1930-a-1940</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Os feitos de Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            No seu discurso de posse como prefeito em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1931
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            promete:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Construção de um matadouro com todos os requisitos de higiene; construção de um mercado municipal, garantindo a saída dos produtos da lavoura; obras de saneamento como demolição de cortiços no perímetro urbano; retificação e canalização de córregos; calçamento de ruas, jardins e arborizações; estradas de rodagem com plano de viação rodoviária, ligando os distritos entre si e ao município; construção de uma Vila Operária na zona suburbana; abertura de escolas rurais e noturnas. (
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Discurso de posse proferido por Pedro Dutra. Jornal Cataguases, 24.05.1931)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Essas promessas foram cumpridas e se observarmos as obras realizadas em sua gestão, veremos que elas convergem em três direções: higienização e saneamento, estradas e escolas e uma constante preocupação com a questão do planejamento urbano, ou seja, a necessidade de se traçar um plano através do qual o crescimento da cidade deveria ser pautado.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1920,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            exerceu o cargo de Agente Recenseador e, ao fazer o recenseamento do município, pode constatar de perto as condições higiênicas e de moradia. Num relatório apresentado ao Delegado Regional do Recenseamento, ele descreve a situação:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “A maior parte dos fazendeiros e sitiantes moram em casas apenas assoalhadas e cobertas de telhas. Não são forradas. (...) Veem-se frequentemente currais de bois encostados à casa. O porão é, às vezes, curral de bezerros!... as cervas de porcos ficam bastante, não raramente, a dois passos da residência!!...”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (Jornal Cataguases, 08.12.1946)
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            As condições de moradia na zona urbana não são muito diferentes:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Pelo atual recenseamento sabe-se, pelo menos aqui em Cataguases, que o número de prédios do município é de 9.037 e o de habitações 9.243, dando uma média de seis habitantes por moradia. Isso porque há muitos prédios divididos em várias moradas (...) desses prédios 4807 são assoalhados cobertos de telhas, ou seja, 53,5%; 2550 são sem assoalhos cobertos de sapé (ranchos), ou seja, 27,5%; 610 sem assoalho cobertos de taboinhas, ou seja 7%; 970 sem assoalho coberto de zinco ou bicas de palmito, ou seja 11%; e 100 assoalhados cobertos de sapé, taboinhas, ou seja 1%”.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Uma de suas primeiras medidas como prefeito foi a demolição de cortiços “infectos” situados na zona urbana da cidade, mais precisamente na
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Rua Coronel Vieira
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , centro da cidade e
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Vila Tereza
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            . Segundo noticia o
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           jornal Cataguases de 24 de maio de 1932
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , mais de 100 cortiços foram demolidos. A demolição dos casebres situados na
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Rua Coronel Vieira,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            que culminou num processo,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Ação Possessória, 1931. Autor: Domingos Tostes. CDH)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , resultou de uma portaria baixada pelo prefeito Pedro Dutra –
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Portaria nº 15 de 28 de junho de 1931
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            – autorizando o ato, tendo em vista que as moradias números 59, 61, 63 e 65 eram anti-higiênicas, encontravam-se em ruínas e já estavam condenadas pela Saúde Pública desde 1929, sendo que o proprietário foi notificado e nenhuma providência tomou.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Apesar da ação judicial e dos protestos do proprietário, os casebres foram demolidos. Essa preocupação do prefeito com a higienização da cidade e o saneamento pode ser percebido através das leis e portarias assinadas por ele.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O artigo 10 da lei nº 346
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            diz o seguinte:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “Toda vez que no perímetro urbano ou suburbano um prédio ou lugar não satisfizer as exigências do Registro Estadual nº 8116 de 31 de dezembro de 1927, a autoridade sanitária intimidará o proprietário a corrigir as falhas, desocupar ou fechar os prédios até que sofra os melhoramentos ou demoli-lo”.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (Jornal Cataguases, 14.06.1931)
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O artigo 11 autoriza desligar o serviço de água e esgoto dos referidos prédios.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O prefeito afirma ainda que não dará a quem quer que seja, autorização para reformar ou construir casas, que estejam condenadas pela higiene ou consertos e reparos que não satisfaçam às exigências do referido regulamento estadual. A concessão do alvará de licença para construção de prédios no perímetro urbano, fica vinculado ao cumprimento da
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Lei Municipal nº 278,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            onde encontram-se exigências quanto a altura mínima dos cômodos, tamanhos das portas e janelas, iluminação e ventilação, entre outras normas que buscam garantir as condições higiênicas e sanitárias das moradias.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Uma outra lei obriga a limpeza de todas as posses e terrenos vagos na zona urbana e intimida seus proprietários a murá-las, bem como aterrar escavações em que se estagnem águas fluviais ou qualquer coisa que torne imundo esses lugares.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Para a melhor execução das leis foram criados cargos como de limpeza pública e a instituição da “turma do mata mosquito”, que fazia visitas às habitações e caixas d’água. Foi acionado também o Posto Higiênico, responsável por visitas, palestras informativas com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância dos cuidados higiênicos e pelo “habite-se”, uma espécie de certificado concedido por esse órgão às casas vistoriadas.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Açougues, padarias, restaurantes e barbearias também não escapavam da fiscalização dos agentes sanitários. Uma nota no
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Jornal Cataguases de 23 de setembro de 1931
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , instrui o público a cobrar higiene nas barbearias, exigindo a desinfecção de todos os aparelhos usados. Os donos de bares, restaurantes e hotéis deveriam manter as louças e utensílios esterilizados, as instalações sanitárias em perfeita limpeza e não acumular lixo. Todas essas medidas demonstram a preocupação do prefeito com a higienização e o saneamento da cidade, seja em casas particulares ou nas vias públicas.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Alguns anos depois,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Pedro Dutra
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            publica no
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Jornal Cataguases de 08 de dezembro de 1946
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , um balanço do que foi feito de 1920 até aquela data Entre outros benefícios encontramos: reforma do serviço de abastecimento de água potável à cidade, com instalações de filtros e tratamento de água e instalações e melhoramentos das redes de água e esgoto em todas as sedes dos distritos. Afirma que o número de habitações do município, com requisitos de higiene, melhorou 50% e elogia a atuação dos médicos, tendo em vista a melhoria das condições higiênicas da população rural. Apesar de ser um instrumento de propaganda política, este balanço deixa transparecer a preocupação e o empenho de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Pedro Dutra
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            em sanar as deficiências registradas neste setor, quando realizou o censo em 1920.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Uma outra frente de atuação de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            enquanto prefeito, foi a construção de estradas. Abriu diversas estradas de rodagem ligando os distritos entre si e à sede do município, bem como as cidades da região: Cataguases a Laranjal; Cataguases a Sereno e Santana; Cataguases a Aracati e Vista Alegre; São Manoel do Guaiaçu a Astolfo Dutra; estrada de automóveis Cataguases a Leopoldina, além da construção e reparo de pontes.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A abertura de estradas é importante não só para circulação de pessoas. É fundamental para dinamizar a economia local, uma vez que permite melhor circulação e comercialização dos produtos da região. Aliás, a tentativa de incremento da economia municipal pode ser percebida ainda através da criação da feira livre, que permitia o escoamento dos produtos da lavoura da região e fomentava o mercado interno.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Uma terceira frente de sua atuação como prefeito e deputado é a abertura de escolas. Várias escolas foram criadas na cidade e distritos, através de sua intervenção e influência junto a políticos e governadores:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Grupo Escolar Guido Marlière, Grupo Escolar Astolfo Dutra, grupos escolares em Sinimbu, Guaiaçu, Cataguarino, Vista Alegre, Santana, Astolfo Dutra, Dona Euzébia, Joaquim Vieira e Colônia Major Vieira. Grupo Escolar Flávia Dutra, grupo noturno Professor Quaresma, Jardim de Infância Vigário Cassimiro e escolas rurais.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Finalmente temos a questão do planejamento urbano. Em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1931
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , logo após a sua posse como prefeito,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Pedro Dutra
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           amplia o perímetro urbano, divide o município em zona urbana e suburbana e designa um engenheiro para fazer uma planta delimitando a zona urbana e as plantas dos bairros da zona suburbana. O próximo foi cuidar das vias públicas: arborizações, nivelamento e calçamento de ruas, passeios e jardins. A parte baixa da
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Rua Coronel Vieira
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            e outros trechos da cidade foram nivelados para evitar inundações. A
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Avenida Astolfo Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            foi ampliada e pavimentada com paralelepípedos em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1933
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , outras ruas também receberam calçamento como a
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Avenida Antônio Carlos
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            e a
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Rua Francisco de Barros.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Os passeios passaram a ser exigidos no perímetro urbano:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Todo proprietário é obrigado a construir o passeio de seu prédio ou terreno na testada da rua, arrumar e nivelar passeios ruins
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           ”. (
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Artigo 118 da Lei Municipal nº 350, publicado no Jornal Cataguases, 21.06.1931)
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A lei autorizava ainda a prefeitura a exigir que, em determinadas avenidas e ruas, as calçadas fossem feitas de um só material e obedecerem a um só desenho, demonstrando a preocupação com a estética e a beleza.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Praças e jardins também foram remodelados. O programa de reforma dos jardins concretizou-se em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1946
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , com a reconstrução da
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Praça Rui Barbosa
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            e
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Praça Santa Rita,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           sendo para isso contratados técnicos de outras localidades.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            As construções particulares também eram fiscalizadas. Pela
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Lei Municipal nº 278
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            não se podia – como ainda hoje – realizar nenhuma construção, acréscimo ou conserto sem a licença da prefeitura e esta só concedia o alvará de licença para construção de prédios no perímetro urbano se eles estivessem de acordo com as normas previstas na referida lei. A lei exigia, entre outros: afastamento mínimo das construções e respeito ao alinhamento da rua ou praça e que, “visando o efeito estético de um conjunto de construções, que os prédios a serem construídos em certas praças, avenidas ou ruas, obedeçam a determinados requisitos ou as linhas gerais de um tipo arquitetônico”.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Artigo 10 da Lei nº 278. Anexo ao Processo de Ação Possessória, 1931. CDH).
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Essa mesma preocupação aparece no projeto urbanístico da
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Vila Tereza
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            – terreno situado à margem esquerda do Rio Pomba, era ocupado por inúmeros casebres. Ali,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Pedro Dutra
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            planejou construir um bairro “chique”. Demoliu os casebres, abriu e nivelou ruas e avenidas, delimitou os passeios. Para a construção das casas, impôs normas: estas deveriam ser recuadas e obedecerem a um determinado estilo arquitetônico
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (O documento verificado não especifica o tipo de estilo arquitetônico).
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Além do hospital, situado na área, o novo bairro ganhou também um grupo escolar. O projeto de urbanização da
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Vila Tereza
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            tinha por objetivo, o “descongestionamento de outros bairros e a modificação do estilo arquitetônico das novas residências”.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (Jornal Cataguases, 18.12.1932)
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Um outro plano que compõe o projeto urbanístico de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Pedro Dutra
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           é a construção de uma
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Vila Operária
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            . Situada na zona suburbana, a vila foi planejada para ter ruas arborizadas, praças ajardinadas e habitações higiênicas. Os lotes, garantindo espaço para horta e quintal, deveriam ter um preço ínfimo para permitir ao trabalhador a posse de sua casa própria.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Esses projetos, abandonados por seus opositores, foram retomados em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1945
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , quando
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            retoma a chefia política local, especialmente a urbanização da
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Vila Tereza.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A preocupação com o planejamento retorna: seu prefeito,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Edison Vieira de Resende,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            propõe a elaboração de um “Plano da cidade”, que seria uma espécie de tutela do aspecto urbanístico da cidade. Planta da cidade, delimitação da zona urbana e suburbana, higienização e saneamento, demolição de cortiços, nivelamento de ruas, abertura de avenidas, limpeza e a ampliação das vias públicas, construção de passeios, praças e jardins, projetos de moradias, planejamento urbano, abertura de estradas.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Cataguases nas décadas de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1930 e 1940
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            viveu uma significativa transformação econômica: de uma cidade agrária foi se transformando em uma cidade industrial. As lavouras tradicionais, como café e cana-de-açúcar entraram em declínio. Na sede do município começaram a surgir fábricas de tecido e outras pequenas indústrias. Diante desse quadro, tivemos um aumento do êxodo rural e a cidade começou a receber inúmeras famílias da zona rural em busca de emprego e moradia. A questão da moradia se tornou um problema urgente a ser resolvido. A este, somam-se outros: o baixo nível de instrução da população, as péssimas condições higiênicas, problemas de saneamento, precariedade das estradas que dificultam a circulação de pessoas e mercadorias, precariedade dos meios de comunicação... É preciso remodelar a cidade, construir, reorganizá-la para se adequar aos novos tempos e às novas exigências. E para isso essa remodelação deve ser racional, esse crescimento deve ser planejado para evitar o caos urbano.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Os novos bairros, as ruas, calçadas e avenidas devem respeitar um plano traçado racionalmente, dentro das exigências sanitárias e estéticas. Isso é planejamento urbano. Isso é modernização e foi isso que encontramos no programa de governo de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Foto: Pedro Dutra no coreto da Praça Rui Barbosa, 1932 - Acervo de Pedro Dutra
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fonte: A disputa de grupos familiares pelo poder local na cidade de Cataguases – práticas, representação e memória
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dissertação de mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Minas Gerais, pela Professora e Mestre em História, Odete Valverde Oliveira Almeida.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Pedro+Dutra+na+P%C3%A7a+Rui+Barbosa.png" length="142479" type="image/png" />
      <pubDate>Sun, 14 Aug 2022 14:59:14 GMT</pubDate>
      <author>karlakatavalverde@hotmail.com (Karla Valverde)</author>
      <guid>https://www.jornalmeiapataca.com.br/projeto-modernizador-decada-de-1930-a-1940</guid>
      <g-custom:tags type="string">caldeirãodapolitica</g-custom:tags>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Pedro+Dutra+na+P%C3%A7a+Rui+Barbosa.png">
        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Pedro+Dutra+na+P%C3%A7a+Rui+Barbosa.png">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>A representação real de Manoel Peixoto</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/a-representacao-real-de-manoel-peixoto</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Manoel Peixoto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A história de vida de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Manoel Peixoto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            difere bem da do seu opositor. Não frequentou curso superior, fez os cursos primário e secundário na própria cidade e começou cedo o trabalho na fábrica, aos 16 anos.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Quando seu pai morreu, estava com apenas 18 anos e teve que assumir a empresa, juntamente com seus irmãos. Homem prático e objetivo, fez crescer a fábrica – Indústria Irmãos Peixoto – que se tornou o núcleo de suas empresas. Através de investimentos da pequena empresa, outras indústrias foram sendo criadas: Companhia Industrial Cataguases, Companhia Manufatora de Tecidos de Algodão, Companhia Mineira de Papéis e Indústrias Químicas Cataguases Ltda.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Manoel Peixoto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            foi diretor-presidente de todas elas, com exceção da primeira. Espírito empreendedor, “se fez” através de seu trabalho e acumulou capital com seus negócios. Capital este investido em mais indústrias. Não se via como “explorador de mão-de-obra”, como o retratava seu opositor, mas como alguém que dava emprego, dinamizava a economia e investia seus lucros em benefício da cidade, trazendo-lhe inúmeras melhorias.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Encontramos aí um elemento do pensamento liberal clássico: o lucro do capitalista é benéfico, pois se torna capital, sendo investido para gerar mais empregos e dinamizar a economia proporcionando melhorias para toda a sociedade. Ao Estado não cabe interferir nos negócios, mas zelar pela ordem interna, proteger a propriedade privada e garantir o cumprimento da lei (ou dos contratos).
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Manoel Peixoto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , como industrial que era, filiava-se a essa corrente de pensamento e, como político, engrossava os quadros da UDN. O liberalismo sempre foi o ponto de referência do udenismo. O partido sempre se apresentou como o legítimo herdeiro da tradição liberal no Brasil. Portanto, o fato de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Manoel Peixoto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ser industrial e filiado a UDN, não é uma simples coincidência: há uma cultura liberal permeando sua prática política.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Manoel Peixoto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            elegeu-se deputado estadual em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1934,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            deputado federal em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1954
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            e chefiou a oposição local. Não era um político de profissão, nem tinha a oratória de seu adversário. Era acima de tudo um empresário. Um empresário na política, se auto representava como homem do trabalho e do progresso, responsável pelo desenvolvimento econômico da cidade. Assim como no caso do seu opositor, sua trajetória e vivência social não destoam muito da representação que construía de si mesmo.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O propósito dessa ligeira exposição é demonstrar a vinculação que há entre as representações e o real; entre a representação e as práticas sociais. As representações que cada um criava de si mesmo não surgiam do “nada”, estavam vinculadas às suas ideias e convicções e às suas práticas sociais. Essas imagens foram construídas pelos dois chefes e construídas num contexto de disputa política acirrada. Portanto, não podem ser vistas também como simplesmente um reflexo ingênuo do real. Havia uma briga pelo poder e isso não pode ser esquecido ou desprezado. As representações que cada um fazia de si mesmo e do outro foram criadas tendo em vista um fim, que é a conquista do poder. Assim essas imagens foram cuidadosamente elaboradas, trabalhadas e, uma vez criadas, foram amplamente exploradas pelos dois chefes. Podemos dizer que houve uma instrumentalização das representações, uma vez que elas foram utilizadas como ferramentas eficientes e eficazes na disputa pelo poder.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Os dois contendores com certeza souberam explorar bem o imaginário e os símbolos em seus discursos apelando para os sentimentos e as emoções da população. Souberam explorar ao máximo essas imagens para mobilizar o povo e conduzi-lo de acordo com seus interesses políticos. Aliás, é exatamente aí que reside a força política das representações.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Foto: Manoel Inácio Peixoto - Acervo: https://www.camara.leg.br/deputados/3100/biografia - sem referência de data
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fonte: A disputa de grupos familiares pelo poder local na cidade de Cataguases – práticas, representação e memória
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dissertação de mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Minas Gerais, pela Professora e Mestre em História, Odete Valverde Oliveira Almeida.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Manoel+In%C3%A1cio+Peixot+Falecido+em+1962.jpg" length="47071" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Sat, 13 Aug 2022 17:07:00 GMT</pubDate>
      <author>karlakatavalverde@hotmail.com (Karla Valverde)</author>
      <guid>https://www.jornalmeiapataca.com.br/a-representacao-real-de-manoel-peixoto</guid>
      <g-custom:tags type="string">caldeirãodapolitica</g-custom:tags>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Manoel-In-C3-A1cio-Peixot-Falecido-em-1962-3e03a4ea.jpg">
        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Manoel+In%C3%A1cio+Peixot+Falecido+em+1962.jpg">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>A representação e o "real" de Pedro Dutra</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/a-representacao-e-o-real-de-pedro-dutra</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Luta política travada no campo das representações
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            se auto representa como protetor dos mais humildes, defensor da lei e da “coisa pública”, do bem comum acima dos interesses privados.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Trajetória de Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Filho de Astolfo Dutra Nicácio, político atuante na Primeira República brasileira,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Pedro Dutra
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            certamente aprendeu muito com o pai e, através desse convívio, pode dar os primeiros passos na arte da política. Bacharelou-se em direito pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro em 1921 e logo depois ingressou na vida política como vereador. Elegeu-se deputado estadual, deputado federal e foi nomeado presidente de diretório do partido. A política era sua grande paixão. Foi político a vida inteira. Político e advogado. Aliás, as duas funções pareciam misturar-se.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            As causas que defendia em ambas eram basicamente as mesmas. Como advogado, empenhava-se tanto na defesa dos direitos mais simples como nas causas mais complexas.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Segundo relato de pessoas que o conheceram, atendia igualmente a todos em seu escritório, sem distinção social. Não recusava causas de pessoas mais simples e de baixo poder aquisitivo, pelo contrário, propunha inúmeras reclamações trabalhistas, exigindo o cumprimento da Legislação do Trabalho, quando esta entrou em vigor.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Quando estourou o golpe militar em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1964
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , impetrou diversos
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           habeas corpus
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            em favor de presos políticos, inclusive o de Wilson Valverde.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Sua atuação como deputado federal na Constituinte de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1946
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            não foi diferente: apresentou várias emendas de cunho social ao projeto. Numa emenda ao Artigo 164, Parágrafo 24, propunha a participação obrigatória dos trabalhadores nos lucros das empresas nunca inferior a 30% e justificava como sendo uma “questão de ordem, justiça e tranquilidade social”.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (Emendas apresentadas por Pedro Dutra ao projeto da Constituição de 1946. CDH)
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Numa outra emenda ao referido artigo, propunha assistência ao trabalhador: dentista, médica, farmacêutica, sanitária e hospitalar; a crianças e gestantes e direito ao descanso antes e depois do parto e determinava 10% do lucro anual da empresa para esse fim, que pertenceria ao fundo social das empresas de cada município.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Além das questões sociais, podemos observar através das emendas que o deputado apresenta ao projeto da Constituição de 1946, a preocupação com a “coisa pública”. Ao Artigo 159, ele propõe, no Parágrafo 43, a diferenciação de “bens do patrimônio do poder público” e “bens pertencentes ao povo em geral e a ninguém em particular”. Ambos sendo administrados pelos chefes executivos, sendo que os primeiros podem ou não ser alienados, e os segundos em hipótese alguma são objetos de negociação.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Percebemos aqui a influência de toda uma formação familiar e intelectual voltada para a política e para o trato com a “coisa pública”. Uma formação cívica nos moldes de uma cultura política republicana, que o acompanhou durante toda a sua trajetória, desde os tempos de acadêmico.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A tradição republicana privilegia a ideia do público e do bem coletivo sobre os interesses privados. Alimenta a prática de virtudes cívicas, isto é, ligadas a vida da cidade, espaço comum de convivência que permite aos cidadãos desenvolver todas as suas capacidades. É o regime de homens livres que, independentes de sua posição social e econômica, têm como objetivo o bem comum. Para isso, é preciso que cada um modere suas paixões e seus interesses, subordinando-os a um interesse comum e superior: a existência da polis, da vida política integradora de todos os cidadãos.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “Modera-se então a riqueza de uns e limita-se a independência de outros para que a polis possa existir e cada um viver, segundo seus interesses, o melhor possível.”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Ao longo de sua trajetória acadêmica e política, Pedro Dutra alimentou-se de uma cultura republicana, o que fica visível na sua prática política enquanto prefeito, deputado e chefe partidário. Como prefeito e chefe local sempre advogou em favor do bem público e dos interesses da coletividade, entrando, muitas vezes, em confronto com interesses particulares, como demonstram os dois processos cíveis encontrados
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Ações Possessórias: 1931, autor: Domingos Tostes e 1932, autor: Irmãos Peixoto. CDH)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            e, como deputado, sua conduta não foi diferente legislando em prol da causa pública.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Podemos constatar uma coerência na sua prática profissional como advogado e político, e esta não destoa de seu discurso sinalizando para uma correspondência entre a representação que fazia de si mesmo e a sua vivência social.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Foto: Pedro Dutra e Tancredo Neves na Rua do Clube do Remo - Acervo Público - sem referência de data
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fonte: A disputa de grupos familiares pelo poder local na cidade de Cataguases – práticas, representação e memória
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dissertação de mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Minas Gerais, pela Professora e Mestre em História, Odete Valverde Oliveira Almeida.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Pedro+Dutra+2-2b36833b.jpg" length="189217" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Sat, 13 Aug 2022 16:23:51 GMT</pubDate>
      <author>karlakatavalverde@hotmail.com (Karla Valverde)</author>
      <guid>https://www.jornalmeiapataca.com.br/a-representacao-e-o-real-de-pedro-dutra</guid>
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        <media:description>thumbnail</media:description>
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        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Representação do outro - Pedro Dutra - Década de 30</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/my-post32d49e12</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Manoel Peixoto sobre Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em se tratando de uma disputa política e considerando o campo das representações como uma arena privilegiada dessa disputa,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Manoel Peixoto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            também representa seu adversário como o oposto do que se auto representa.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            reúne todos os vícios e defeitos de um homem público: ditador, autoritário, ambicioso, impatriótico, demagogo, falso, mentiroso, embromador, enganador, caluniador, ladrão, metido a valente, coronel, descontrolado e louco. É o modelo de como não deve ser um político e administrador. Dono de uma imaginação doentia, saneador da desordem e da anarquia, espalha intrigas e ódios. Inimigo dos pobres, pôs abaixo casas que abrigavam gente humilde, deixando várias famílias desabrigadas e sem teto. Autoritário, ameaça e amedronta seus correligionários e intimida seus eleitores. Não respeita os direitos individuais, nem de propriedade. Exerce perseguição política, usa da violência como um velho oligarca. Não respeita a liberdade de opinião e quer que todos ajam sob a sua batuta. Pratica atos ilegais, passa por cima da lei e do direito, exerce justiça pelas suas próprias mãos. Vive às custas do erário público e nada faz. Usa a lei para satisfazer interesses pessoais e esbanja o dinheiro público sem benefício para o município. Diz ser amigo dos trabalhadores, mas na verdade espalha a anarquia e a desordem, lançando mão da intriga para indispor a ordeira classe operária contra os patrões. Infiltra na classe trabalhadora o vírus peçonhento da revolta e do despeito, “ato do comunismo”.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (Jornal Cataguases, 29.11.1936)
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “Ao invés do trabalho, que honra e dignifica, transformava o trabalhador num mendigo, dando-lhe esmola que humilha, fazendo-lhes favores ilícitos e vexatórios com “dinheiro tirado criminosamente dos cofres públicos”. (Jornal Cataguases, 29.11.1936)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            “Nada fazia pela massa sofredora, conservando-se inerte e impassível diante dos padecimentos alheios. Enquanto não derem publicamente uma demonstração igual à dos donos das indústrias, não retirarem seus dinheiros dos bancos para empregá-los em qualquer indústria que venha a acionar o desenvolvimento e a grandeza de Cataguases, os falsos defensores do nosso operariado ficam proibidos de abrir a boca.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Jornal Cataguases, 29.11.1936)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Manoel Peixoto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            retrata seu adversário como símbolo do atraso, tanto econômico quanto político.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “Representa a “velha politicagem”, utiliza sempre dos mesmos discursos tentando embromar o povo. Lançou o município numa luta partidária que não girava em torno de ideias, mas de desejo de mando, gerando ódios e inimizades que prejudicam o interesse coletivo. Nada fez de notável no município, pelo contrário, “desgovernou” por longos quatro anos. Foi um “colapso na marcha para o progresso do município”. As construções paralisaram, a fome e a miséria imperavam nos lares sem trabalho. Calamitosos tempos, mas que felizmente, “graças às forças construtoras do bem, esse colapso passou, desvaneceu-se, eclipsou-se nas brumas do passado.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           ” (Jornal Cataguases, 14.06.1936)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            “Agora, afastado do poder, procura lançar a confusão e a discórdia e manter aceso o facho das rivalidades estéreis e improdutivas. Vem por todos os meios tentando perturbar o ambiente de tranquilidade em que vivemos. Vive buscando motivo para entravar a marcha do nosso progresso, tentando ressuscitar um passado morto”.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Ao representar o seu adversário como demagogo e ultrapassado,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Manoel Peixoto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , procurava ridicularizá-lo, satirizando sua figura e associando sua imagem ao “velho”, ao “arcaico”.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            é retratado como o político da “Velha República” e representa a velha oligarquia com tudo que há de ruim: caudilhismo, violência, autoritarismo, demagogia... é um político “carcomido”, parado no tempo.
             &#xD;
        &lt;br/&gt;&#xD;
        
             
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            “No entanto, os tempos são outros, por isso o povo não acredita mais em suas promessas. Está se tornando uma figura ridícula, repetindo sempre o mesmo discurso, que já não convence mais por ser ultrapassado”.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Já
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Manoel Peixoto
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            representa o “novo”. É um novo perfil de homem na política: “uma figura emergiu no tumultuar dos acontecimentos: Manoel Peixoto desconhecia a mentira, a deslealdade, a intriga, a rasteira dos meios políticos.”
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Jornal Cataguases, 27.09.1936)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Como um novo homem na política não conhecia os velhos vícios e defeitos. É a pureza e o frescor do novo, que ainda é imaculado, sem manchas, sem velhos rancores. Não é político por profissão, é empresário e, como tal, quer o progresso e o bem da cidade. Seu discurso sempre opõe o novo ao velho, o progresso ao atraso.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Cataguases, quem te viu quem te vê. Voltarás a ser a princesa da Mata em curto espaço de tempo. O colapso passou... o sonho mau que tiveste: um pesadelo. Todos precisam colaborar para reerguer o município que ficou esfacelado, endividado, anarquizado, empobrecido. Novo horizonte surgiu, recomeça o ritmo de atividades e trabalho que andava arredio... era a fome que rondava os lares dos operários, agora é a abastança que alegra os tetos dos pobres. Que diferença!”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Jornal Cataguases, 22.11.1936)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Nesse discurso há um embate característico da “modernidade” com o passado, tido como velho, ultrapassado e que não tem nada para nos ensinar e que deve, portanto, ser esquecido. O homem novo está com os olhos voltados para o futuro. É lá que está o progresso, a vida civilizada, o bem viver e
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Manoel Peixoto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            está realizando este futuro agora. Suas indústrias estão proporcionando o progresso e acelerando o desenvolvimento, acelerando a marcha da cidade rumo ao seu inevitável futuro brilhante e promissor.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Manoel Peixoto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            procurava ainda descontruir o discurso de seu adversário, produzindo um contradiscurso, ou melhor, uma contra representação. Assim, como
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Pedro Dutra
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            se representava como democrata, liberal, tolerante e protetor dos pobres e trabalhadores,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Manoel Peixoto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            constrói uma contra representação, retratando-o como autoritário, ditador e inimigo dos pobres.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Para rebater as acusações de seu adversário, também produz um contradiscurso. Por exemplo: Como
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Pedro Dutra
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            enfatiza a exploração dos operários por parte dos industriais,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Manoel Peixoto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            cria e reforça uma imagem de “harmonia” entre as classes sociais. Todos trabalhando lado a lado, unidos e felizes pelo progresso da cidade. É a luta política sendo travada no campo das representações.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Há muita coisa em comum na imagem que cada um cria de si mesmo e do outro. Ambos se representam como democratas, tolerantes, honestos, trabalhadores, justos, bondosos, dignos e representam seu adversário como o oposto. Todavia, apesar das semelhanças, podemos detectar algumas especificidades nos dois discursos. A característica mais marcante no discurso de
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Pedro Dutra
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            é a luta entre o público e o privado.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Pedro Dutra
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            se auto representa como defensor dos interesses públicos e do patrimônio municipal. É o grande guardião dos bens da coletividade.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Já o “carro chefe” do discurso de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Manoel Peixoto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            é a imagem do progresso. Ele e seus irmãos são os grandes responsáveis pelo progresso da cidade. Industriais, promovem o emprego e o desenvolvimento do município. Um outro aspecto que nos chama a atenção nos discursos dos dois chefes é a luta entre “o bem e o mal”. Cada um se auto representa como a “força do bem” e representa seu adversário como a “força do mal”. É a democracia contra a ditadura, a tolerância contra o autoritarismo, a justiça contra os abusos do poder, a lealdade contra a traição, a lei contra os negócios escusos, o bem coletivo contra o egoísmo individual, a verdade contra a mentira, o progresso contra o atraso, a bondade contra a maldade.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A disputa no campo das representações é a luta do bem contra o mal. Isso repercute de maneira muito forte no imaginário coletivo. A evocação de imagens do sagrado, como bem e mal e de valores universais, como justiça, fraternidade, igualdade, liberdade, atinge diretamente o coração e a sensibilidade das pessoas, possibilitando aos criadores das representações – no nosso caso, os dois chefes políticos em disputa – conduzir a população para o fim almejado, orientado seus sentimentos e emoções.  Aliás, é exatamente aí que reside a força das representações e do imaginário.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O controle do imaginário e de suas representações permite aos donos do poder influenciar o comportamento das multidões, modelando-as de acordo com os resultados desejados, capturar e canalizar suas energias, orientar seus medos, desejos e esperanças e arrastar “os indivíduos para uma ação comum.” É justamente essa sua capacidade de mobilização que atrai o poder. Por isso o imaginário é objeto de disputa política.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A exaltação do chefe através de representações engrandecedoras e por outro lado, a desvalorização do adversário, através de representações negativas e deslegitimadas. Ou seja, para combater o adversário, além de representá-lo com imagens “negativas”, é necessário colocar em “xeque” a sua legitimidade, questioná-la, invalidá-la para corroer a base sustentatória de seu poder, construir uma contra representação, uma outra legitimidade.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            É o que podemos verificar nos discursos de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            e
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Manoel Peixoto
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , quando se dá o enfrentamento político no campo das representações. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Foto: Fábrica de Tecidos Manoel Ignácio Peixoto &amp;amp; Filhos -  Coleção Pedro Dutra. Sem autor, 07.07.1932. Domínio Público. Acervo de Joana Capella
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fonte: A disputa de grupos familiares pelo poder local na cidade de Cataguases – práticas, representação e memória
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dissertação de mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Minas Gerais, pela Professora e Mestre em História, Odete Valverde Oliveira Almeida.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Fabrica+de+Fia%C3%A7%C3%A3o+e+Tecelagem+1932+1.jpg" length="112996" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Fri, 12 Aug 2022 19:01:41 GMT</pubDate>
      <author>karlakatavalverde@hotmail.com (Karla Valverde)</author>
      <guid>https://www.jornalmeiapataca.com.br/my-post32d49e12</guid>
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      </media:content>
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        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Representação do outro - Manoel Peixoto - Década de 30</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/representacao-do-outro</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra sobre Manoel Peixoto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A luta ultrapassou o campo eleitoral em Cataguases e se efetuou também na esfera das representações e dos discursos. Isso quer dizer que se
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            construiu uma imagem de si mesmo, obviamente positiva, por outro lado, construiu uma imagem oposta de seu adversário
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Manoel Peixoto)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , obviamente negativa.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Todas as qualidades que toma para si, endereça o seu oposto aos seus contendores, numa espécie de dialética constante. Sendo assim, caracteriza seus adversários políticos como caluniadores, mentirosos, invejosos, covardes, injustos, pequenos, medíocres, difamadores, corruptos, prepotentes, desleais, traidores, oportunistas, falsos, perseguidores, egoístas e mesquinhos. Vivem de apropriações indébitas e estelionatos. Honra e honestidade é coisa que não conhecem.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Se ele é democrata, seus adversários são autoritários, exercem perseguição política e atos de violência e arbitrariedade. Suas campanhas eleitorais são sórdidas e criminosas. Querem obter voto por meio do dinheiro e da coação do operariado, que é guiado para o pleito como gado manso para o matadouro.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Manoel Peixoto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            baixou um edital em sua fábrica ameaçando os operários de expulsão caso não votem em seus candidatos. “
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A pobreza ameaçada pela fome, sem conhecimento exato de seus direitos, teve que sofrer as arbitrariedades do regulo que assim atingia aquilo que mais deveria merecer o respeito sagrado: a liberdade do voto.”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (Jornal Cataguases, 07.10.1934)
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Se
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            é um defensor da lei, seus opositores agem na ilegalidade. Ao contrário dele, são desleais: traíram a Aliança Liberal e a Olegário Maciel (um dos líderes da Revolução de 1930 que conduziu Getúlio Vargas ao poder no Brasil) combateram ao lado de Washington Luís (13º Presidente do Brasil na República Velha), aplaudiram e ajudaram a revolução de São Paulo. Não sabem o que é lealdade política. Têm sido tudo: prestistas, melovianistas, bernardistas, intentonistas, oligaristas, paulistas, beneditistas, carlistas, oportunistas. “Estão na encruzilhada da política do estado para verem a quem vão aderir.”
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Jornal Cataguases, 05.08.1934)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Pedro Dutra
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           lança ainda um desafio: “
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Manoel Peixoto, apresente a folha de serviços prestados ao partido onde militas há poucos meses (...) Não envergonhes a terra de Astolfo Dutra.”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (Jornal Cataguases, 07.10.1934)
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ele, defensor dos trabalhadores, seus adversários, exploradores dos operários, caudilhos, coronéis, que demitem os operários que não rezam na sua cartilha. Escravizadores que sustentam a pobreza cataguasense. Desrespeitam as leis trabalhistas e os direitos dos trabalhadores. Os operários jamais conheceram um gesto de generosidade por parte de
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Manoel Peixoto
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ou mesmo o cumprimento da assistência social.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Mas, o maior ataque de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Pedro Dutra
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            aos seus adversários políticos situa-se no campo do público e privado. Enquanto ele é o grande defensor do bem público, seus opositores, numa atitude mesquinha e egoísta, visando apenas seus interesses particulares, solapam o patrimônio público e usurpam os cofres municipais sem cerimônia. Visando apenas caprichos ou interesses pessoais, criam dificuldades e embargos ao bem público. Magnatas, ricos, industriais, vivem sob o alento de grandes lucros e criam empecilhos ao progresso que a todos beneficia. Donos de bancos, tiveram oportunidade de auxiliar a lavoura por meio de empréstimos a longo prazo e por juros módicos e nunca o fizeram. Não possuem princípios e são alheios aos interesses da comunhão. Egoístas, giram em torno de seus teares amontoando imensa fortuna. Efetuaram negócios escusos e transações financeiras ilegais e escandalosas com a prefeitura em gestões anteriores, tendo lucro de mais de 50% em prejuízo para os cofres municipais. Sempre instrumentalizaram o poder público para atender aos seus interesses particulares: isenção de impostos, construções e reformas de prédios a seu bel prazer, sem a prévia licença da prefeitura, enfim, utilizaram o poder público em favor de suas ambições privadas para enriquecer ainda mais às custas do erário público municipal.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “Irmãos Peixoto e Cia.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            gozavam de privilégios e regalias que constituíam uma gritante injustiça aos demais proprietários da cidade, pois não pagavam as taxas d’água e remoção de lixo sobre 30 prédios nesta cidade.”
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (Processo de Ação Possessória, 1932. P.189 CDH).
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Pretensiosos homens de negócio, supõem que o seu dinheiro paira sobre os altos interesses do povo.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            como cumpridor da lei e guardião do patrimônio público, pôs fim a esses privilégios que alguns industriais gozavam.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            “Aqui estamos com a lei, a justiça e a moral para impedir o seu avanço ao patrimônio do povo.”
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Processo de Ação Possessória, 1932. P.182. CDH).
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Foto: Pedro Dutra - Acervo Público - sem referência de data
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fonte: A disputa de grupos familiares pelo poder local na cidade de Cataguases – práticas, representação e memória
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dissertação de mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Minas Gerais, pela Professora e Mestre em História, Odete Valverde Oliveira Almeida.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Pedro-Dutra-606f69d7.png" length="66523" type="image/png" />
      <pubDate>Fri, 12 Aug 2022 17:54:15 GMT</pubDate>
      <author>karlakatavalverde@hotmail.com (Karla Valverde)</author>
      <guid>https://www.jornalmeiapataca.com.br/representacao-do-outro</guid>
      <g-custom:tags type="string">historiadecataguases</g-custom:tags>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Pedro+Dutra.png">
        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Pedro-Dutra-606f69d7.png">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>O clientelismo como prática eleitoral em Cataguases MG</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/o-clientelismo-como-pratica-eleitoral</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Os conflitos de Pedro Dutra com Jose Esteves - 1955 a 1958
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O clientelismo também se fez presente e a distribuição de favores em troca de apoio político tornou-se uma prática bastante comum em Cataguases.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , como chefe político, recebia inúmeros pedidos desde ajuda financeira e empréstimos, até remoção de funcionários, nomeações, efetivações, transferências de professores, cartas de apresentação e, principalmente, pedidos de emprego. São solicitações de parentes, amigos e correligionários para si ou para terceiros.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Todos apelam ao chefe no sentido de usar sua influência política junto ao governo estadual ou autoridades competentes, interferindo a favor do “seu caso”:
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “(...)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Na minha carta pedia para arranjar o lugar de dentista dos bancários do Banco do Brasil em Belo Horizonte. Peço ao amigo me arranjar uma colocação qualquer a fim de que possa melhorar minha situação econômica ou uma colocação para minha mulher que é professora. Jose Romero, 22.09.1949”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Correspondências pessoais de Pedro Dutra – Centro de Documentação Histórica – CDH)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            por sua vez, procurava atender a todos. As autoridades respondiam às solicitações do chefe pessedista  de Cataguases:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            De ordem do presidente da República, envio à V.Excia. cópia da informação prestada pela Caixa Econômica Federal do Rio de Janeiro, relativamente à promoção do funcionário Edberto Dutra. Atenciosamente. Paulo Lyra, subchefe do Gabinete Civil”. Rio de Janeiro, 31/01/1948.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Toda essa correspondência deixa transparecer de forma muito clara, o sistema de rede clientelar montado nas relações políticas, envolvendo, desde o eleitor mais simples até as maiores autoridades políticas da esfera estadual ou mesmo federal.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O “notável” que tem o trato privilegiado com o poder político, serve de elemento de ligação do poder com a sociedade civil e com seus clientes, a quem dispensa proteção e ajuda, em troca do consenso eleitoral.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , na qualidade de chefe político local, ocupando esse papel intermediário entre seus correligionários e as autoridades estaduais. Contudo, todos se encontram presos a essa rede: o eleitor porque precisa do “favor”, o chefe porque precisa de seu voto e as autoridades estaduais porque precisam do apoio político do chefe e dos votos que ele carrega consigo. Tudo isso acaba prendendo os envolvidos numa rede de fidelidades mútuas, onde todos se beneficiam de alguma forma.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Esses favores prestados pelo chefe, normalmente são pagos através do apoio eleitoral. Nas cartas, junto aos pedidos, muitas vezes vinha algo como:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            “... tenho feito de minha parte o que posso e todos daqui estão interessados muito pela tua vitória. Hoje cabalei uma eleitora...”
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            “... peço informar-me se vai candidatar a deputado (...) para pedir mais uma vez os favores dos amigos que mais prestígio do que eu e aos colegas de luta pela campanha tua...”
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Correspondências pessoais de Pedro Dutra. Carta de Alice 01.01.1933 e carta de Saul 25.04.1958. CDH)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            também cobra a fidelidade política. Em uma resposta a um pedido de ajuda financeira, encomenda a um amigo o favor de visitar os pedintes, dizer em que estado se acham e o que é possível fazer por eles. No entanto adverte:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            “
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           são parentes que jamais me deram um voto ou me emprestaram qualquer ajuda política.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           ”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (Correspondências pessoais de Pedro Dutra – CDH)
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Votar em seu protetor ou benfeitor não é apenas uma forma de pagar um favor prestado. É mais do que isso. É também um jogo de interesses. É dar o poder a alguém que poderá lhe prestar mais favores futuros, afinal, “ele lá vai poder fazer isso ou aquilo por mim”.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Por outro lado, o chefe político procura atender as solicitações de seus correligionários para garantir o seu apoio e os votos de que precisa para mostrar e manter sua força política. É esse jogo de interesses que alimenta a rede clientelar. O rompimento dessa rede pode trazer sérios danos ao chefe.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            criticando a atuação política de seu prefeito
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           José Esteves,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            eleito por ele em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1955,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            se diz desiludido com sua administração e enumera os motivos, entre eles está justamente o rompimento de compromissos entre o chefe e seus correligionários:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           "
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A família Abrita é, no Cataguarino, com a família Cândido Silva, o sustentáculo de nossa política. Pois bem, você pouco tempo depois exonerou o genro do Marcelino Abrita. Resultado: essa gente está magoada comigo. Quem perde com isso não é você, mas o PSD que o elegeu com enormes sacrifícios de toda a ordem.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            nas vésperas de sua eleição
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (Jose Esteves)
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            assumimos compromisso com o pessoal do Cândido Silva de construirmos uma estrada para automóveis de sua fazenda até Cataguarino. Depois de três anos você diz que não construirá aquela via pública. O resultado disso foi perdermos 80 eleitores num distrito onde ganhamos a eleição por 4 votos apenas. Somando-se a perda dos votos da família do Marcelo Abrita com as da Cândido Silva, você verificará que acabou em definitivo com a possibilidade de vencermos a eleição naquele distrito.”
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (Processo Crime, 1958. CAT-1-CR-nº 3336. Cx.163. pp.66-67. CDH)
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Os casos parecem intermináveis e demonstram muito bem a importância e o peso das práticas clientelistas numa disputa eleitoral. A habilidade e a perspicácia para lidar com os vários interesses em jogo podem determinar a vitória numa eleição, ou ao contrário, a sua derrota.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A disputa eleitoral em Cataguases, desde os primórdios da República e em especial no período  –
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            décadas de 1930 e 1940
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            – nunca foi um episódio tranquilo. Pelo contrário, sempre esteve marcado por acirradas competições e rivalidades, onde os chefes adversários utilizavam-se de todos os artifícios que tinham em mãos, objetivando a vitória eleitoral.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Assim, falsificações, subornos, coações, ameaças, compra de votos, clientelismo, foram algumas das práticas que caracterizaram a disputa no campo eleitoral. Disputa essa que ultrapassou a esfera das urnas e se fez presente também no campo das representações políticas.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Foto: Jose Esteves,1955 - sem autor - Acervo de Maria do Carmo Esteves Valverde
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fonte: A disputa de grupos familiares pelo poder local na cidade de Cataguases – práticas, representação e memória
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dissertação de mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Minas Gerais, pela Professora e Mestre em História, Odete Valverde Oliveira Almeida.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Jose+Esteves-+1955+-+sem+autor+-+Acervo+de+Maria+do+Carmo+Esteves+Valverde.jpg" length="167246" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Fri, 12 Aug 2022 17:01:00 GMT</pubDate>
      <author>karlakatavalverde@hotmail.com (Karla Valverde)</author>
      <guid>https://www.jornalmeiapataca.com.br/o-clientelismo-como-pratica-eleitoral</guid>
      <g-custom:tags type="string">caldeirãodapolitica</g-custom:tags>
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        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Jose+Esteves-+1955+-+sem+autor+-+Acervo+de+Maria+do+Carmo+Esteves+Valverde.jpg">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Wilson Valverde entra no cenário político ao lado de Pedro Dutra</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/wilson-valverde-entra-no-cenario-politico-ao-lado-de-pedro-dutra</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Wilson Valverde e Pedro Dutra - 1950
           &#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ﻿
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “Em
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            1950
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           decidi participar da vida política. Nesse ano, Getúlio Vargas, que tinha sido deposto em 1945, candidatou-se novamente à presidência da República. Foi o presidente do Brasil que em toda a sua história, concedeu mais benefícios aos trabalhadores. Deu direito às mulheres de serem eleitoras, criou o IAPI, hoje INSS, criou o auxílio-doença, maternidade, funeral, jornada de trabalho de 8 horas, o salário-mínimo, entre outros.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Procurei o
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Galba Rodrigues Ferraz
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , que era um dos chefes do PTB – Partido Trabalhista Brasileiro – em Cataguases MG. Falei com ele que gostaria de participar da campanha, pois, desejava que Getúlio voltasse ao poder. As eleições seriam realizadas no dia 03 de outubro e a campanha foi iniciada no dia 03 de julho. Durante as noites, às terças, quintas e sábados fazíamos comícios e durante o dia, após o almoço, cabos eleitorais distribuíam boletins nas ruas e bairros. Aos domingos, eu, Galba e demais membros do PTB, fazíamos visitas às casas pedindo votos.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Getúlio Vargas foi eleito presidente da República. O Brigadeiro Eduardo Gomes foi derrotado no Brasil. A partir da vitória foi iniciada a campanha do
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “Petróleo é nosso”,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            comandada por Getúlio Vargas, pelo General Horta Barbosa, o escritor Monteiro Lobato e outros. Eu e o Galba entramos nessa campanha e escrevemos em todos os muros da cidade, a frase
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “O Petróleo é nosso”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           . Por causa dessa frase fomos intimados a prestar declarações ao delegado de Polícia, até o ano de 1955, por mais de cem vezes.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Em julho de 1954, Getúlio assinou a Lei 2004, criando a Petrobrás e em 24 de agosto ele foi assassinado. Nesse dia, aqui em Cataguases, os operários largaram as fábricas e saíram para as ruas acusando os udenistas de terem matado Getúlio Vargas. Homens foram divididos em grupos de cinco. Cada grupo saiu para uma região, levando uma lata de óleo diesel e bambus com panos amarrados em suas pontas, rodaram a cidade toda e queimaram todas as faixas.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Houve eleições municipais para Prefeito e Vereadores.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            me chamou para participar dessa campanha para elegermos
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Jose Esteves
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            para prefeito. Trabalhei intensamente de casa em casa. No entanto, todas as vezes que havia pleito municipal em Cataguases, os magnatas da cidade reuniam toda a elite local com seus carros, alugavam todos os táxis existentes, os quais, no dia da eleição, iam buscar os eleitores – antes de serem encaminhados às urnas, passavam pelo
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            “curral eleitoral”.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Ali, os eleitores eram revistados, se possuíam cédulas de candidatos do
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            eram rasgadas e jogadas no lixo. Cédulas de seus candidatos eram entregues aos eleitores encurralados, que em seguida eram encaminhados às seções correspondentes. Ali chegando, eram recebidos por fiscais que os vigiavam até o ato da votação. 
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            cinco dias antes, conseguiu em torno de 20 homens, distribuídos em grupos de cinco, cada um com um furador com a ponta bem afiada dariam uma volta pela cidade na véspera da eleição e furariam todos os pneus de automóveis que encontrassem, inclusive aqueles que estivessem em garagens.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            No final, o
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Jose Esteves
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            foi eleito prefeito e teve uma festança na cidade, essa foi a primeira vez que a oposição ganhava a eleição em nosso município.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Relatos de Wilson Valverde, 12.08.2001
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Foto: Wilson Valverde, 1950 - Acervo da Família Valverde
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Karla Valverde
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Redatora Chefe
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Wilson+Valverde.png" length="142665" type="image/png" />
      <pubDate>Thu, 11 Aug 2022 20:30:06 GMT</pubDate>
      <author>karlakatavalverde@hotmail.com (Karla Valverde)</author>
      <guid>https://www.jornalmeiapataca.com.br/wilson-valverde-entra-no-cenario-politico-ao-lado-de-pedro-dutra</guid>
      <g-custom:tags type="string">historiadecataguases</g-custom:tags>
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        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
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        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>A entrada do operariado no cenário político de Cataguases MG</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/a-entrada-do-operariado-no-cenario-politico</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Vereadores pedem aumento salarial para os operários das fábricas de tecido - eles se negam a aceitar em defesa dos patrões
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Nas eleições de
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            1947
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , o operariado se tornou um importante objeto de disputa eleitoral. A maior parte desse operariado tinha origem nos distritos, na zona rural e cidades vizinhas, como: Cataguarino, Sereno, Astolfo Dutra, Santana, Itamarati, Guidoval, Mirai, Piacatuba, Leopoldina e outras.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A instalação das indústrias exerceu forte atração sobre a população rural, promovendo um êxodo em direção à cidade. Como eram indústrias têxteis, a grande maioria dos operários da tecelagem era do sexo feminino. Os homens normalmente eram contratados para serviços gerais, carpinteiros, pedreiros e mecânicos. Com o passar do tempo, foram aumentando as contratações de homens também para a tecelagem. Normalmente entrava-se muito cedo na fábrica: entre 14 e 15 anos e era muito comum “aumentar idade” para conseguir trabalho. Havia contrato especial para aprendizes. O menor era admitido para uma jornada de trabalho de 8 horas e um salário de 50% do mínimo vigente. Terminado o prazo de aprendizagem, o contrato poderia ser rescindido ou transformado em contrato de prazo indeterminado. Apesar de muitos permanecerem na fábrica até se aposentarem, havia uma alta rotatividade, ou seja, muitos entravam e saíam num curto espaço de tempo.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (Informações colhidas de acordo com as fichas de admissão dos operários da Indústria Irmãos Peixoto. O processo de catalogação dessas fichas está em andamento no Centro de Documentação Histórica – CDH).
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Quanto ao movimento sindical, a partir de 1944, o imposto sindical começou a ser descontado em folha. Contudo, o primeiro sindicato da cidade, o
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Sindicato de Fiação e Tecelagem
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , só foi reconhecido oficialmente em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1950,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            antes dessa data ele existia como associação e funcionava clandestinamente, uma vez que seus membros eram ameaçados de demissão.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            É este operariado que foi objeto de disputa política entre os dois contendores. Na verdade, esta disputa começou na década de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1930
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            . Logo no seu discurso de posse como prefeito, em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1931
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           ,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Pedro Dutra
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , prometeu a construção de uma "
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Vila Operária"
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            e a criação de uma
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            “Liga Operária”
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , que deveria ser um centro de defesa do proletariado. Para tanto, procurou se inteirar das leis sindicais e movimentos operários. Pela legislação sindical vigente, o governo só reconhecia um sindicato de cada classe em cada localidade. Isso significa que se ele conseguisse reconhecer os “seus” sindicatos, os adversários não poderiam organizar outros da mesma profissão. O que poderiam fazer é tentar incluir nos sindicatos já reconhecidos um número maior de sócios. Quem tivesse a maioria poderia tomar conta da direção do sindicato.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (Cf. carta de Wagner a Pedro Dutra. Rio, 15/01/1933. Correspondências pessoais de Pedro Dutra. Centro de Documentação Histórica – CDH)
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Apesar das tentativas, não conseguiu organizar um sindicato com bases sólidas. Seus esforços, contudo, resultaram na criação da
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “União Operária”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            . Esta, deveria “pugnar pela regulamentação do trabalho, da exata aplicação da lei de férias e melhoria do salário...”
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Jornal Cataguases, 15.01.1933)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Essa associação foi criada como entidade jurídica, possuindo estatuto próprio
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (Em 1933, Pedro Dutra conseguiu, através de seus contatos políticos, um esboço do estatuto do Círculo Operário Pelotense, que provavelmente deve ter servido de modelo para elaboração do estatuto da União Operária criada por ele)
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            e tinha por finalidade defender, dentro dos princípios do direito, o que “de direito couber à classe unida”.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A União confirmava
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            como verdadeiro representante dos interesses dos trabalhadores e pedia aos operários seu voto para elegê-lo deputado federal. Não é difícil entender os motivos que levaram
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Pedro Dutra
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            a se ocupar tanto com a questão do operariado. Seu adversário político,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Manoel Peixoto,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            era industrial. Como dono de várias fábricas na cidade e investindo em indústrias, ele possuía um número cada vez maior de trabalhadores sob o seu comando. Numa época em que o voto ainda é visto – tanto pelos eleitores, como pela elite política – não como instrumento de representação, mas como instrumento de dominação ou, na melhor das hipóteses, como instrumento de troca – era fácil para os donos das indústrias controlar o voto de seus operários.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            “Dou meu voto a quem me dá emprego”,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            é a mentalidade reinante, que por muito tempo fez parte da nossa “cultura política”.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Diante desse quadro, a preocupação de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , como chefe político, que pretendia continuar na direção do município, faz sentido. Tornava-se necessário obter a adesão política do operariado de alguma forma. A defesa das leis trabalhistas, o empenho em criar uma “União Operária”, que visasse defender o trabalhador contra a exploração dos patrões, a “Vila Operária” e outras coisas do gênero, lhe proporcionava os instrumentos necessários para tentar abarcar esse eleitorado que, de certa forma, se encontrava no “campo do adversário”. Apesar dessa preocupação com o operariado ter se iniciado na década de 1930 foi na década de 1940 que a disputa pelo apoio do operariado atingiu seu auge.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Nas eleições municipais de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            1947
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            operários das fábricas de tecido da cidade foram transformados em cabos eleitorais. Grupos de operários percorriam bairros e visitavam casas fazendo campanha. No dia do pleito, vários operários eram distribuídos próximos as seções eleitorais, com a incumbência de trocar cédulas. Como já foi ressaltado, não havia ainda cédulas oficiais, sendo as mesmas confeccionadas e distribuídas pelos partidos e candidatos.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Apesar de ter cédulas de todos os candidatos disponíveis nas cabines eleitorais, o eleitor normalmente já levava a cédula de seu candidato de casa. Assim, nas proximidades de sua seção, o eleitor era abordado pelos cabos eleitorais que davam a cédula do seu candidato – no caso aqui, do candidato da UDN – e recolhiam a cédula do candidato adversário, jogando fora. É o que se chamava “trocar cédulas”. Segundo depoimentos, no dia das eleições os operários eram convocados para irem à fábrica, onde recebiam as cédulas dos candidatos em quem deveriam votar. De lá eram conduzidos, por um fiscal, até ao local de votação. Após votarem, retornavam à fábrica e só então eram liberados.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , como delegado do PSD local, denunciou essas práticas eleitorais e encaminhou notificações ao juiz eleitoral da comarca, contra os diretores das indústrias têxteis da cidade, por exercer coação sobre seus empregados, “ameaçando-os de demissão caso não sufraguem no pleito de amanhã os candidatos de sua preferência”, que não revistem seus colegas, nem “troquem cédulas nas vésperas e no dia do pleito”.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Afirma que os ditos diretores já possuem em seu poder, listas para exoneração de operários “que não rezem pela sua cartilha política”.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (Notificação eleitoral de 21.11.1947. Centro de Documentação Histórica – CDH).
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Numa outra notificação,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            denuncia que, nas vésperas do pleito municipal, os diretores das indústrias Irmãos Peixoto, Manufatora e Saco-Têxtil suspenderam seus trabalhos após o meio-dia e “puseram todos os operários na rua, dando-lhes a tarefa de recolher e trocar todas as cédulas das casas de operários seus colegas de outras turmas e exercerem intimidação sobre os mesmos, no sentido de que votassem nos candidatos da preferência deles patrões”. Pede providências ao juiz eleitoral, alegando violação da lei eleitoral e da Constituição Federal, sendo, portanto, crime eleitoral, o ato de coação praticado pelos industriais.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Esses episódios deixam claro como o operariado foi envolvido na luta política dos dois chefes locais e usado como um instrumento a serviço da disputa eleitoral, ao mesmo tempo, que se tornou também objeto dessa disputa, já que ambos competiam entre si, pelo apoio e o voto do trabalhador fabril.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Essa disputa pelo apoio político do operariado não cessou com o término das eleições. Durante toda a década de 1940, a classe operária ocupou o centro da contenda política entre os dois chefes.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1949,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            os vereadores do PSD na Câmara Municipal, se manifestaram pedindo aumento de salário para os operários das fábricas de tecido do município.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (Atas de reunião da Câmara, dias 28.10.1949 e 09.11.1949. Arquivo da Prefeitura Municipal de Cataguases).
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Como resposta, junto às correspondências da câmara, dois abaixo-assinados dos operários das Indústrias Irmãos Peixoto e Companhia Industrial Cataguases, repudiando a exploração política dos adversários de seus patrões. Segundo eles, a indicação apresentada na Câmara pelo
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           aumento de salários,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            só serve para prejudicá-los. Reafirmam sua posição ao lado de seus patrões, pois são eles que dão “
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           o emprego, a remuneração e a ajuda nas dificuldades”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           . Criticam a postura dos adversários,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            “caçadores de votos que se arvoraram ultimamente em defensores do aumento de nossos salários”,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            mas que se interessavam mesmo é pela união contra os patrões, para a “conquista de nossos votos” e defendem seus patrões,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “homens honrados, progressistas e merecedores de consideração”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , com os quais dizem viver em harmonia.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O meio fabril se tornou um campo de disputa eleitoral entre os dois chefes políticos:
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Manoel Peixoto
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            era dono das indústrias e do emprego, o que dava o sustento para o trabalhador e sua família.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            era o defensor dos direitos dos trabalhadores e das leis trabalhistas, era o que defendia os operários contra a exploração dos patrões. Eis os dois discursos opositores, através dos quais, as duas facções procuravam angariar os votos dos operários. E quanto aos operários? Como se posicionavam diante dessa contenda? Ao que tudo indica, eles tinham poucas opções: ou ficavam do lado dos patrões ou eram demitidos. É claro que neste caso, um enfrentamento aberto traria mais prejuízo para o operário, que perdia seu emprego. O patrão simplesmente colocava outro em seu lugar.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O operário tinha uma terceira alternativa: a dissimulação. Apesar de toda a fiscalização e vigilância, havia aqueles que sempre procuravam um jeito de burlar o controle. No caso da troca de cédulas, por exemplo, os operários eram obrigados a fazê-la porque tinha alguém fiscalizando. Todavia, se era simpatizante do candidato da oposição, na menor oportunidade ou distração do fiscal, fazia campanha contrária e pedia voto para o adversário do patrão. Aliás, a indisciplina não era algo ausente no ambiente fabril. Eram comuns advertências escritas onde o operário era acusado de negligência no trabalho, de conversas e “brincadeiras”. As faltas também eram comuns. Tudo isso, somado a grande rotatividade no quadro de empregados, dificultava a formação de uma massa coesa e dócil de operariado.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Portanto, se por um lado, havia um severo controle, coações e ameaças, por outro lado, a imposição de toda essa disciplina não era algo tão simples de ser posto em execução e sempre havia aqueles que sabiam aproveitar as brechas do sistema e conseguiam escapar “por entre os dedos”. É claro que de maneira geral, as coações e os mecanismos de cooptação exercidos sobre os operários funcionavam. Seja pelo medo ou mesmo pela simpatia, a maioria votava com o patrão.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Não podemos encarar o operariado como simplesmente uma “massa” que se modela a bel prazer, ou como um “gado” que se conduz para onde se quer. Sabemos que as pressões eram fortes e na maioria das vezes funcionavam, mas, além de ser objeto de disputa política – e realmente eles eram – os operários eram também sujeitos e, mesmo não tendo promovido nenhuma grande mobilização, como greves, passeatas e coisas desse tipo, muitos souberam criar mecanismos para tentar escapar do controle e aproveitar as rachaduras do sistema para poder se expressar livremente através do voto.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Quanto ao alistamento, este já era obrigatório. Contudo, a lei ainda mantinha o alistamento ex-officio, garantindo o direito dos patrões alistarem seus empregados. Isso significa que o alistamento continuava sendo uma peça importante no processo eleitoral, para a garantia do voto, uma vez que, no imaginário popular, o eleitor se sentia compromissado com quem o alistava.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Por outro lado, a caça ao voto deixa transparecer também algumas práticas eleitorais utilizadas na disputa, como troca de cédulas, coações e ameaças, mostrando mais uma vez, que a prática cotidiana nem sempre anda lado a lado com a legislação.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Apesar do desenvolvimento vivido pela cidade, com o crescimento urbano e industrial, apesar da modernização e da “modernidade”, as práticas políticas continuaram arcaicas e conservadoras e a eleição, por muito tempo, continuou sendo um instrumento mais de dominação do que de representação política.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Foto: Operário trabalhando, inclusive crianças - Acervo Público - sem referência de data
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fonte: A disputa de grupos familiares pelo poder local na cidade de Cataguases – práticas, representação e memória
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dissertação de mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Minas Gerais, pela Professora e Mestre em História, Odete Valverde Oliveira Almeida.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Cia.+Fia%C3%A7%C3%A3o+Tecelagem1-+1908.+Rev.Semana+438.jpg" length="189444" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Thu, 11 Aug 2022 19:39:14 GMT</pubDate>
      <author>karlakatavalverde@hotmail.com (Karla Valverde)</author>
      <guid>https://www.jornalmeiapataca.com.br/a-entrada-do-operariado-no-cenario-politico</guid>
      <g-custom:tags type="string">historiadecataguases</g-custom:tags>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Cia.+Fia%C3%A7%C3%A3o+Tecelagem1-+1908.+Rev.Semana+438.jpg">
        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Cia.+Fia%C3%A7%C3%A3o+Tecelagem1-+1908.+Rev.Semana+438.jpg">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>A disputa política em Cataguases entre duas famílias - Dutra X Peixoto</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/a-disputa-politica-em-cataguases-entre-duas-familias-dutra-x-peixoto</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Eleições de 1947 - Invasão da Rádio Cataguases
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Com a criação dos partidos nacionais, os dois chefes políticos se filiaram em partidos opostos:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            aliou-se nas fileiras do Partido Social Democrático – PSD e
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Manoel Peixoto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            na União Democrática Nacional – UDN e passaram a dirigir os diretórios municipais dos respectivos partidos.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Assim posicionados partidariamente, concorreram às eleições de
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            1947.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            As eleições municipais deste ano possuíam um significado especial para os dois lados: era a primeira eleição direta para prefeito. Pela primeira vez a população iria escolher diretamente seu chefe político e o administrador de seus negócios públicos. Vencer essa eleição significava a consolidação e efetivação de seu poder local. Mais do que isso, significava a legitimação desse poder, através do endosso direto da população.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Desde que o cargo foi criado, em 1930, para ser prefeito era necessário contar com o apoio do governador, já que era cargo de confiança, nomeado por ele. Agora, mais do que nunca, era necessário o apoio da população, através do voto. Mais do que o apoio do governador era o voto do eleitorado que iria dizer a quem caberia o direito de administrar e dirigir a política do município.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O candidato vencedor poderia dizer-se o “verdadeiro representante do povo”, já que seria escolhido diretamente por ele. Podemos sentir a importância que essa eleição assumiu para os dois chefes locais, que se lançaram nela, numa disputa que não media esforços, nem economizava meios para se chegar à vitória.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            como presidente do diretório municipal do PSD (Partido Social Democrático), lançou o nome de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           José Esteves
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            para prefeito e
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Manoel Peixoto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , chefe do diretório da UDN (União Democrática Nacional) no município, lançou o nome de seu irmão,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           João Ignácio Peixoto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , para concorrer ao cargo.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Nessa atmosfera de paixões políticas acirradas foi que se desenrolou a campanha eleitoral de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1947
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , uma campanha apaixonada e agressiva, com troca de injúrias e acusações.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A oposição distribuiu boletins anônimos pela cidade, agredindo e satirizando a política de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Pedro Dutra
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            e criticando seu discurso de “protetor dos pobres” e “defensor dos trabalhadores”. Além disso, acusavam o chefe do PSD (Partido Social Democrático) de incitar o ódio dos operários, jogando-os contra os patrões.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A disputa entre os dois chefes nas eleições deste ano foi marcada pela contenda em torno do monopólio da utilização dos serviços de alto-falantes. A facção política chefiada por
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Manoel Peixoto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , a coligação UDN-PR, possuía um serviço de alto-falantes que usava para fazer propaganda política e campanha eleitoral. Por outro lado,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Pedro Dutra
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            organizou uma sociedade anônima para explorar uma estação de rádio. Membros da facção oposta começaram a angariar assinaturas para o mesmo fim. Assim, os dois partidos passaram a disputar a autorização federal para a instalação de uma rádio emissora.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , devido à influência política que tinha na esfera federal, obteve a almejada concessão. Esse fato, por si só, serviu para irritar a facção oposta. Mas a contenda não parou por aí. A rádio também instalou alto-falantes em locais e horários conflitantes com os da coligação UDN-PR, em vários pontos centrais da cidade. A
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Rádio Cataguases,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            chamada “voz da liberdade”, funcionava das 9:00 às 22:00 horas e apesar de ter programações diversas, como programas musicais e de auditório, constantemente tinha seus programas interrompidos pelo seu proprietário,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , que fazia seus discursos políticos sempre que julgava necessário.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Os dois lados utilizavam-se dos serviços de alto-falantes para fazer suas campanhas políticas e não raro, aconteciam provocações. O delegado Catta Preta diz em seu depoimento, que a rádio “incitava operários contra patrões”. José Carvalheira Ramos, deputado estadual pelo PR, também afirma em seu depoimento, que os correligionários de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Pedro Dutra
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            faziam repetidas provocações através da rádio, visando espantar os correligionários opositores das urnas.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Processo Crime, 1948. CAT-1-CR-nº 3034 Cx.149 – pp.110. Centro de Documentação Histórica – CDH)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A oposição, por sua vez, apelidou a rádio de “rádio pirraça”. O uso dos alto-falantes acabou sendo proibido, até que o Ministro da Justiça, Sr. Costa Neto, baixou uma portaria regularizando o caso e dando exclusividade do uso dos alto falantes às emissoras de rádio. Mais uma vez, a disputa eleitoral culminou nos tribunais.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Poucos dias antes das eleições, na noite de
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            15 de novembro de 1947,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            a rádio foi invadida pelo delegado adjunto, José Catta Preta, a mando de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Manoel Peixoto,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            com o intuito de desligar os serviços de alto falantes e fechar a rádio. Como
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Pedro Dutra
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            e outros que lá se encontravam resistiram à sua ordem, o delegado ordenou que seus homens atirassem, começando um tiroteio que levou à morte de um soldado. Foi aberto inquérito policial e o episódio terminou em processo judicial.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            acusa o delegado e
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Manoel Peixoto
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            de invasão de propriedade, uso de violência arbitrária por parte da polícia e lembra que a constituição garante a liberdade de pensamento e expressão. Os partidários da UDN-PR argumentaram que a lei que dá exclusividade ao uso de alto falantes às emissoras de rádio foi revogada e demonstraram indignação pelo monopólio desses serviços por parte do PSD. O delegado alega em sua defesa, que um grupo de pessoas exaltadas queria depredar os alto-falantes da rádio e que ele se sentia impotente para manter a ordem, por isso ordenou que a rádio interrompesse sua programação.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Já os correligionários de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            afirmam que esse “grupo exaltado” era formado por alguns mestres e operários das fábricas de tecidos que agiam sob orientação de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Manoel Peixoto.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Nesse episódio podemos perceber também, através dos depoimentos das testemunhas, como a população se encontrava envolvida na disputa política de seus chefes. Envolvida e dividida. Como no processo anterior, as versões se opõem. Os partidários de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , afirmam que a polícia invadiu a rádio e começou o tiroteio. Os partidários de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Manoel Peixoto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , contam que o delegado foi cumprir uma ordem e foi recebido à bala pelos “capangas” de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            que estavam “armados até os dentes” dentro da rádio.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Processo Crime, 1948 CAT-1-CR-nº 3034 Cx.149. p.110. CDH)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Contudo, apesar das divergências de opiniões, num ponto os dois lados concordam: o episódio teve sua origem num fato marcadamente político e a campanha eleitoral de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1947
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ocorreu num ambiente bastante exaltado. A cidade se tornou um campo de batalha entre os dois grupos adversários, que utilizavam todos os meios para conquistar seu eleitorado e agora contavam (e disputavam) com um poderoso aliado: a tecnologia dos meios de comunicação.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Foto: Família Peixoto - Acervo Público - sem referência de data
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fonte: A disputa de grupos familiares pelo poder local na cidade de Cataguases – práticas, representação e memória
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dissertação de mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Minas Gerais, pela Professora e Mestre em História, Odete Valverde Oliveira Almeida.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Familia+Peixoto+1.jpg" length="109996" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Thu, 11 Aug 2022 18:32:54 GMT</pubDate>
      <author>karlakatavalverde@hotmail.com (Karla Valverde)</author>
      <guid>https://www.jornalmeiapataca.com.br/a-disputa-politica-em-cataguases-entre-duas-familias-dutra-x-peixoto</guid>
      <g-custom:tags type="string">caldeirãodapolitica</g-custom:tags>
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        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Familia+Peixoto+1.jpg">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Os Diplomas de Wilson Valverde</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/os-diplomas-de-wilson-valverde</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Aqui guardamos com carinho o acervo de diplomas, certificações e memórias das qualificações conquistadas pelo jornalista e criador do Jornal Meia Pataca, Wilson Valverde
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/diplomas_thumb.png" length="633576" type="image/png" />
      <pubDate>Thu, 11 Aug 2022 15:48:31 GMT</pubDate>
      <guid>https://www.jornalmeiapataca.com.br/os-diplomas-de-wilson-valverde</guid>
      <g-custom:tags type="string">wilsonvalverde</g-custom:tags>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/diplomas_thumb.png">
        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/diplomas_thumb.png">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>A disputa eleitoral  entre Pedro Dutra X Manoel Peixoto na década de 30</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/a-disputa-eleitoral-entre-pedro-dutra-x-manoel-peixoto-na-decada-de-30</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            Pedro Dutra X Manoel Peixoto na Revolução de 1930
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            sucedeu ao pai, Astolfo Dutra, na chefia política municipal. A oposição à sua liderança acirrou-se em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1930
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , por ocasião do movimento revolucionário, quando os políticos locais se dividiram a favor e contra o movimento e aumentou ainda mais, com a sua atuação na direção política e administrativa do município.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Manoel Peixoto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , industrial na cidade, sentindo seus interesses ameaçados pela administração de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            passou a liderar a facção política rival, dando início a uma oposição cerrada e sem tréguas.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Temos assim dois chefes políticos em disputa: de um lado Pedro Dutra e de outro Manoel Peixoto. Essa disputa consolidou-se na primeira campanha eleitoral deste período, em maio de 1933, nas eleições para escolha dos membros da Assembleia Nacional Constituinte.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            exonerou-se do cargo de Prefeito para candidatar-se, pelo Partido Progressista, a uma vaga na Assembleia e iniciou sua campanha política.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Manoel Peixoto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , por sua vez, entrou na campanha apoiando a candidatura de Virgílio de Mello Franco.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (Político e jornalista teve participação política na época do início do Governo Vargas, sendo inicialmente apoiador do presidente e depois trabalhando como oposição, assim que perdeu uma disputa política por causa da nomeação de Benedito Valadares para um cargo de destaque em Minas Gerais. Sempre dedicado à vida política, foi morto no Rio de Janeiro, em 1948 em um assassinato cometido por um ex-empregado seu. As resoluções do crime até hoje não foram esclarecidas).
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A disputa eleitoral tem início, mais uma vez, no alistamento.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Os dois chefes criaram comitês pró alistamento e “bureaux” eleitorais pela cidade, funcionando dia e noite, inclusive aos domingos e feriados, e passaram a disputar os eleitores “um a um” e “palmo e palmo”.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A oposição chegou a telegrafar ao Presidente do Estado dizendo necessitar de garantias para fundar partido e alistar eleitores e acusava o Prefeito de fazer ameaças às pessoas que assinaram suas listas de alistamento.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Por outro lado,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            procura demonstrar que seus adversários não agiram bem e para demonstrar isso, publica a seguinte carta:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            “Meu prezado amigo Pedro Dutra,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Pela presente vimos declarar a V.S. que assinamos o manifesto dos nossos adversários por nos ter ocultado a intenção dos diretores da política adversária, pois somos seus amigos e correligionários políticos e votaremos com o partido sob sua direção. Fazemos essa declaração para que nossa atitude nesta questão fique plenamente esclarecida e não possa merecer dúvida no espírito de quem quer que seja. (seguem as assinaturas).
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Jornal Cataguases, 18.12.1932)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A oposição procurava alistar muitos cidadãos para mostrar ao governo do estado que a população era adversária de seu prefeito, que deveria, portanto, perder o cargo.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O prefeito, por sua vez, também procurava alistar muitos eleitores, para comprovar seu prestígio e sua força política perante o presidente do estado.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Enfim, “a oposição alistava para derrotar o Prefeito e este alistava para defender-se.”
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Jornal A Nação, RJ. 26.05.1933 p.2 anexo ao Processo Crime, 1933 CAT-1-CR-nº 2.634. Cx.127 vol. 5 CDH)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Ambos procuravam demonstrar sua força através dos números:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Manoel Peixoto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            garantia o alistamento de mais de 4.000 eleitores.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            afirmava que a oposição não dispunha de 3.000 eleitores, enquanto ele arregimentava mais de 6.200 eleitores. Para ambos os lados, a vitória eleitoral estava garantida.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Nesta briga, acusações eram trocadas por ambos os lados: Manoel Peixoto acusa o Prefeito de ter falsificado recibos eleitorais, alistado eleitores de outros municípios, utilizando declarações falsas, gastado dezenas de contos de réis com alistamento eleitoral de seu partido e triplicado o número de funcionários para fins eleitorais. Pedro Dutra devolve as acusações denunciando a oposição por ter utilizado cerca de mil recibos falsos, alistado eleitores “de fora” e praticado outros atos ilícitos.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Os dois chefes em contenda disputavam ainda, o apoio do Presidente do Estado, Olegário Maciel
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (Foi um dos líderes da Revolução de 30 que conduziu Getúlio Vargas ao poder no Brasil).
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Cabe lembrar aqui que o cargo de Prefeito era nomeado pelo Presidente do Estado, portanto, para obter a direção do município era necessária sua indicação. Segundo consta num Boletim Eleitoral de 12 de abril de 1933, numa reunião do Partido Progressista em Juiz de Fora foi firmado um acordo com Olegário Maciel, segundo o qual a oposição ficaria com a direção do município se ela conseguisse levar às urnas, nas eleições do dia 03 de maio, os 4.300 eleitores que ela diz ter alistado. Ou seja, quem conseguisse provar seu prestígio, obtendo a maioria dos votos, ser-lhe-ia entregue a administração e a política local. Nesta reunião, ficou acertado ainda, a vinda de um delegado militar para assistir o pleito de 03 de maio.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Podemos perceber, portanto, o grau de exaltação de ânimos que tomou conta das eleições daquele ano, bem como a polarização política e a atmosfera tensa e conflitante que envolveu a cidade de Cataguases. Foi nesse clima de paixões políticas acirradas que a população foi às urnas. Os dois chefes espalharam fiscais por todas as seções e marcaram vigilância cerrada. Os cabos eleitorais conheciam todos os eleitores e, mesmo não podendo diferenciá-los pelas cédulas, todos sabiam de que grupo era cada eleitor que votava.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Incidentes eram comuns nas seções eleitorais. Um eleitor, correligionário de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Manoel Peixoto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , narra em seu depoimento que, ao se dirigir à sua seção, no distrito de Laranjal, foi abordado por um correligionário de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            que lhe disse para “andar muito direito” e não conversar muito. Joaquim Freitas, o tal correligionário de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            declara que, como Floriano Gama, seu adversário político, estava na seção arranjando eleitor, ele pediu, como fiscal eleitoral, que procedesse direito porque poderia pedir à mesa para tomar as providências cabíveis.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (Processo Crime, 1933. CAT-1-CR-nº 2.634. Cx. 126. Vol.2. pp.177, 178, 192. CDH)
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Esse pequeno incidente nos dá uma amostra do clima tenso que dominou as eleições daquele ano em Cataguases. Ocorre que o término das eleições não significou o relaxamento das tensões. Um dia após o pleito, em 04 de maio,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra sofreu uma tentativa de homicídio.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Com isso, a disputa iniciada nas eleições continua nos tribunais.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            abre um processo e acusa
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Manoel Peixoto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            de mandante do crime. Descreve os últimos acontecimentos políticos na cidade, fala sobre o ódio que o industrial alimenta contra ele e sobre a “indigna” campanha de seus adversários, liderada por Manoel Peixoto, visando pleitear a direção do município junto ao governo do estado. Afirma que eles não puderam levar às urnas os quatro mil votos prometidos e, não conseguindo derrotá-lo nas eleições, trataram de eliminá-lo fisicamente.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Theodoro Silva,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            vulgo Baiano, o autor material do atentado, em suas primeiras declarações, afirma ter sido contratado por Manoel Peixoto para matar Pedro Dutra, caso ele vencesse as eleições e deveria realizar o serviço logo após o pleito, pois, segundo seus cálculos, Pedro Dutra venceria, pois possuía maior número de eleitores.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Manoel Peixoto,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            em seu depoimento, confirma que é inimigo pessoal e político de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , mas que não tentaria matá-lo por forma indireta, podendo, contudo, fazê-lo diretamente. O acusado se diz vítima de uma emboscada político-partidária e sustenta a ideia da “farsa” do atentado, que teria sido armado por amigos e correligionários de Pedro Dutra, ou por ele mesmo, para explorar politicamente a situação. Afirma ter ganhado as eleições e diz que, diante da vitória eleitoral, um episódio como esse só serviria para prejudicar a oposição e deixá-lo mal junto ao Presidente do Estado. Para ele, a farsa teria sido um “artifício político destinado a suprimir com a liberdade e a honra de um grande chefe (...) capaz de levar às urnas vários milhares de votos e hoje consegue congregar 2/3 do eleitorado de Cataguases.”
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Processo Crime, 1933. CAT-1-CR-nº 2.634 Cx. 126 Vol. 3. P. 587. CDH)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A troca de acusações entre os dois contendores continua ao longo do processo: Pedro Dutra reafirma sua vitória eleitoral, diz ser o político do estado que maior votação deu à legenda de seu partido e que seus adversários só levaram às urnas aquele número de votos porque subornaram cabos eleitorais. Acusa Manoel Peixoto de “suborno pelo ouro” e de pagar edições em jornais com o dinheiro que “arranca às lágrimas e privações notórias de seus operários”.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Processo Crime, 1933. CAT-1-CR-nº 2.634 Cx. 127 Vol 6 p.1.031. CDH)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Um fato que nos chama a atenção através desse episódio é como a disputa entre os dois chefes políticos acabou por envolver a população local. Num clima de acirradas disputas políticas, como o que a cidade estava vivenciando é muito difícil, senão impossível, permanecer “neutro”.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Nesse processo isso aparece de forma clara: as testemunhas são sempre correligionárias de um ou de outro lado. O “homem comum”, o “homem do povo” começa a aparecer na cena. Depoimentos de barbeiros, padeiros, comerciários, lavradores, começam a se avolumar. Sempre tem alguém que “ouviu dizer” algo ou viu alguma coisa, que ouviu uma conversa ou conhece alguém que sabe sobre o assunto. Cria-se uma rede que acaba envolvendo inúmeras pessoas. O que se percebe através de todos esses depoimentos é o “burburinho”, os rumores, as paixões acirradas e a exaltação de ânimos que tomou conta da cidade.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Assim, a disputa entre os dois chefes se estende para a população, que se divide em pró Dutra ou pró Peixoto, formando duas correntes opostas. Era comum encontrar correligionários exaltados das facções opostas, enfrentando-se em discussões pelas ruas e bares da cidade. Até mesmo no caso do atentado sofrido por
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , podemos observar essa polarização política refletida na população local. Para os correligionários de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , a versão tida como verdadeira é que
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Manoel Peixoto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            mandou matá-lo por motivos políticos –
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            “como não venceram pelas urnas, querem vencer pelas balas”
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Processo Crime, 1933. CAT-1-CR-nº 2.634 Cx. 126 Vol. 4. P.4. CDH)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            –
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           e que não foi preso porque era rico".
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Para os correligionários de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Manoel Peixoto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , a versão que prevaleceu como verdadeira foi a “armação”, a “farsa” do atentado, para exploração política com intuito de prejudicar o seu chefe. Portanto, a cidade se polariza: ou se era
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “Pedrista”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ou se era
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “Peixoto”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , refletindo a disputa político eleitoral e agora também, judicial, de seus chefes. Essa polarização vivida pela população cataguasense, não se restringiu às eleições de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1933
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            e ao caso judicial. Ela acompanhou toda a trajetória política dos dois chefes, ou seja, enquanto
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Pedro Dutra e Manoel Peixoto
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           estiveram no cenário político do município, existiram
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            “pedristas” e “peixotos”.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Com a cidade dividida, pressões e perseguições eram comuns de ambos os lados. Um processo de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           habeas corpus
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            narra que, no distrito de Astolfo Dutra, durante um comício de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Manoel Peixoto,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            um grupo exaltado quis forçar um cidadão a dar vivas ao chefe político e, não tendo o dito cidadão obedecido, deram-lhe voz de prisão.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Num outro
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           habeas corpus
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1936
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Pedro Dutra
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           alega perseguição política por parte do tenente da polícia e delegado especial, José Lopes de Oliveira, “cabo eleitoral número 1 de Manoel Peixoto”, que tem praticado “toda sorte de violências e arbitrariedades” contra seus amigos e correligionários.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Esses processos deixam transparecer o clima político conflitante vivido na cidade e como a disputa política envolveu a população – do simples trabalhador rural às autoridades locais – e até mesmo suas instituições, que muitas vezes eram acionadas em defesa de interesses político eleitorais de um grupo ou de outro.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Como podemos ver, neste período, a disputa entre os dois chefes –
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Manoel Peixoto e Pedro Dutra
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            – pelo poder político local, iniciou no alistamento e culminou nos tribunais e envolveu toda a cidade e sua população.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Vimos também a importância do alistamento, como momento privilegiado dessa disputa e o seu peso no processo eleitoral, já que – pelo menos no contexto aqui tratado – o alistamento poderia decidir uma eleição.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Este fato pode ser comprovado na disputa eleitoral de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1933
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            :
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Manoel Peixoto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            diz ter alistado cerca de 4.000 eleitores. Seu candidato Virgílio de Mello Franco, obteve 3.851 votos no município, o que mostra pouca variação do quadro do alistamento para as eleições. Podemos detectar ainda, através dos processos, algumas práticas utilizadas nessa disputa eleitoral, como: falsificações, alistamentos ilícitos, subornos, pressões e ameaças, o que vem a comprovar a literatura sobre o assunto e mostrar que essas práticas não se extinguiram com a Revolução de 30.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Foto: Getúlio Vargas e sua comitiva, após obter êxito na Revolução de 1930. Foto: Claro Jansson.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ﻿
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Fonte: A disputa de grupos familiares pelo poder local na cidade de Cataguases – práticas, representação e memória
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Dissertação de mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Minas Gerais, pela Professora e Mestre em História,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Odete Valverde Oliveira Almeida.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/revolucao-de-1930-eebf9152.jpg" length="860355" type="image/png" />
      <pubDate>Tue, 09 Aug 2022 18:52:05 GMT</pubDate>
      <author>karlakatavalverde@hotmail.com (Karla Valverde)</author>
      <guid>https://www.jornalmeiapataca.com.br/a-disputa-eleitoral-entre-pedro-dutra-x-manoel-peixoto-na-decada-de-30</guid>
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    </item>
    <item>
      <title>Cataguases no contexto da Revolução de 1930</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/a-disputa-eleitoral-em-cataguases-no-contexto-da-revolucao-de-1930</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           As eleições em Cataguases no novo Código Eleitoral de 1932
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A criação do código eleitoral de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1932
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            significou um importante avanço na legislação eleitoral. Além de ampliar o direito de voto, instituindo o
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            voto feminino
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            e baixando o limite de idade para 18 anos, o código procurava oferecer mais segurança ao sigilo do voto, instituindo as sobrecartas oficiais, que deveriam ser enumeradas e rubricadas pelo presidente da mesa.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Contudo, as cédulas continuavam sendo confeccionadas pelos partidos e candidatos.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O eleitor podia levar a cédula de casa, feita à máquina ou escolher na cabine do voto, a cédula da chapa de candidato ou partido que quisesse. Depois de votar em um lugar indevassável, o eleitor exibia a sobrecarta com a cédula dentro, para o mesário verificar o número e a rubrica antes e colocá-la na urna.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Outro importante passo para a moralização das eleições foi a criação da
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Justiça Eleitoral.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A partir de então, todo o processo de organização do pleito passou a ser encargo desse órgão: alistamento, divisão do município em seções, distribuição dos eleitores por seções, formação das mesas receptoras, apuração dos votos, reconhecimento e diplomação dos eleitos.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Como se pode ver, as mesas perderam o poder de apurar os votos.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Quanto ao alistamento, este podia ser feito de duas maneiras: por iniciativa do cidadão, ou pelos chefes de departamentos públicos ou empresas que cadastravam seus empregados, o chamado alistamento ex-offício. Tanto o alistamento quanto o voto passaram a ser obrigatórios para homens maiores de 18 anos e
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           funcionárias públicas
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            . Apesar de todo esse avanço na legislação, no período de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1930 a 1945
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , ocorreram poucas eleições, devido à implantação da ditadura varguista (Getúlio Vargas) em 1937.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            No âmbito municipal, o movimento de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1930
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            também trouxe alterações, com a criação do cargo de Prefeito. Entretanto, este era considerado cargo de confiança do Governador do Estado, sendo, portanto, nomeado por ele. Não havia eleição para Prefeito.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Diante disso, registramos neste período, poucas eleições no município de Cataguases: em maio de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1933
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , para Assembleia Nacional Constituinte, em outubro de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1934
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , para escolha de deputados federais e estaduais e em junho de
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            1936,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            eleições municipais para escolha de vereadores e juízes. Apesar da fraca ocorrência de eleições, as poucas que ocorreram foram disputadíssimas no âmbito municipal.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            As eleições de maio de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1933
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            movimentaram a cidade.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Ainda no segundo semestre de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1932
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            começaram as campanhas de alistamento, desta vez obrigatório. O requerimento deveria ser feito e assinado pelo qualificado, sendo sua letra e assinatura reconhecidas em tabelião e anexadas provas de nacionalidade e maioridade.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Antônio Carlos, presidente do Partido Progressista pedia o incentivo a novos alistamentos, necessários para organizar as bases do novo partido.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (O Partido Progressista foi criado em 1933, com a participação de Antônio Carlos e oferecia apoio à candidatura de Getúlio Vargas).
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A campanha pelo alistamento se intensificava e vários “bureaux” eleitorais eram instalados na cidade. O órgão oficial do município, o “Cataguases” continuava exercendo o papel de veículo de campanha: publicava editais de convocação, artigos da nova legislação eleitoral, orientações gerais para alistamento e voto, listas dos cidadãos qualificados, despachadas pelo Juiz de Direito da comarca e principalmente, apelos do chefe político municipal,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra:
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “Alistemo-nos nas fileiras do Partido Progressista e assim pugnaremos pelo desenvolvimento do sentimento religioso do nosso povo e teremos cumprido um dever sagrado diante da sociedade e diante de Deus
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            .”
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (Jornal Cataguases, 26.01.1933)
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “A democracia é o governo soberano popular e essa manifestação o povo a faz nas urnas livres. Alistai-vos.”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Jornal Cataguases, 29.01.1933)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Com a intensificação da campanha, o resultado começava a aparecer: no pleito de março de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1933
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , o município tinha alistado cerca de 9.000 eleitores. Em setembro de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1934
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , esse número subiu para 12.445 e em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1936
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , o total de eleitores do município subiu para 14.626.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Dados extraídos do Jornal Cataguases 02.09.1934 e 05.04.1936).
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Fonte: A disputa de grupos familiares pelo poder local na cidade de Cataguases – práticas, representação e memória
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Dissertação de mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Minas Gerais, pela Professora e Mestre em História,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Odete Valverde Oliveira Almeida.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ﻿
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/WhatsApp+Image+2022-07-18+at+19.23.10+%284%29.jpeg" length="241258" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Tue, 09 Aug 2022 17:16:20 GMT</pubDate>
      <author>karlakatavalverde@hotmail.com (Karla Valverde)</author>
      <guid>https://www.jornalmeiapataca.com.br/a-disputa-eleitoral-em-cataguases-no-contexto-da-revolucao-de-1930</guid>
      <g-custom:tags type="string">caldeirãodapolitica</g-custom:tags>
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      </media:content>
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        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Cataguases no período da República Velha</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/a-disputa-eleitoral-em-cataguases-no-periodo-da-republica-velha</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Processo eleitoral de Cataguases - 1900 a 1920
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A primeira constituição republicana garantiu o direito de voto a todos os cidadãos masculinos maiores de 21 anos, que se alistassem na forma da lei,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           excluindo
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            militares, religiosos e analfabetos. O cidadão interessado em votar deveria fazer um requerimento de alistamento eleitoral. Este constituía um pequeno processo contendo: pedido de qualificação, escrito pelo próprio punho e reconhecido em cartório; atestado de residência, expedido pelo delegado ou juiz e, quando necessário, comprovação de idade, através de duas testemunhas.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Uma vez deferido o pedido pela junta eleitoral, esta expedia o certificado de qualificação e posteriormente o título de eleitor. As comissões de alistamento, normalmente eram formadas por 4 ou 5 membros, escolhidos entre os “homens bons” do lugar e presididas pelo Juiz de Paz. O alistamento era registrado em um livro próprio constando: nome, idade, filiação, profissão, endereço e a data do alistamento. As listas eram revisadas anualmente e publicadas em edital. A mesa alistadora tinha plenos poderes para excluir ou incluir eleitores e alterar listas anteriores.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O prazo previsto para entrar com recurso era de 15 dias após a sua publicação. As mesas receptoras também eram compostas por cinco membros nomeados pelos Juízes de Paz: Presidente, Vice-Presidente, Secretário e dois Mesários. Estes deveriam comparecer na véspera da eleição nos edifícios ou casas designadas, proceder à instalação da mesa e lavrar a ata. A mesa ocupava um lugar separado do recinto destinado à reunião dos eleitores, mas “de modo a poder fiscalizar os trabalhos”
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Livro de Ata de eleição. Dia 03.01.1906. Arquivo da Prefeitura Municipal de Cataguases)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Composta a mesa, o Presidente verificava se a urna estava vazia, fechando-a em seguida e iniciava-se a chamada dos eleitores pela lista, na ordem de sua inscrição. O eleitor exibia seu título, assinava o livro de presença e depositava as cédulas na urna, sendo uma para cada cargo disputado. Como ainda não havia cédula oficial, esta podia ser impressa ou manuscrita e geralmente era confeccionada e distribuída pelos partidos e candidatos aos seus eleitores.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            No final dos trabalhos, havia uma segunda chamada para os eleitores que não se encontravam presentes durante a primeira chamada.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A apuração se fazia logo após o término da eleição. Aberta a urna e contadas as cédulas, o secretário abria uma por uma e lia em voz alta, enquanto os mesários iam repartindo-as de acordo com as letras do alfabeto e escrevendo uma relação com o nome dos votados e o úmero de votos. A lista com o resultado da seção era publicada em edital e afixada na porta do edifício da votação, após ser lavrada em ata. Desta extraíam-se duas cópias: uma para o presidente da junta apuradora na capital e outra para o Presidente do Estado. Na ata de eleição deveria constar: dia e hora, número de eleitores, número de cédulas não apuradas e o motivo, número de cédulas apuradas em separado e a justificativa e ainda, todos os incidentes ocorridos durante a eleição.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Quando o município foi criado,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Cataguases
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            pertencia ao 2º distrito eleitoral de Minas Gerais, ao lado de 16 outros municípios, entre eles: Muriaé, Juiz de Fora, Além Paraíba, Viçosa, Leopoldina e outros.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1920
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            houve uma revisão dos distritos eleitorais e o segundo distrito foi divido em dois. Pela Lei Eleitoral nº 4.215, passaram a fazer parte do 2º distrito eleitoral de MG os municípios: Caratinga, Manhuassu, Rio Jose Pedro, Aymorés, Viçosa, Palma, Carangola, São Miguel, São Paulo do Muriaé, São Jose de Além Paraíba, Cataguases, Rio Branco, Ubá, São João Nepomuceno, Guarará, Rio Novo, Mar de Espanha, Leopoldina. Juiz de Fora passa para o 3º distrito eleitoral.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Jornal Cataguases, 25.12.1920)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O município de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Cataguases
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , por sua vez, era composto por oito distritos administrativos: Sereno, Santana, Mirai, Porto de Santo Antônio, Cataguarino, Itamarati, Vista Alegre, Laranjal, mais o distrito da cidade.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1910
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            o município possuía um total de 4.463 eleitores (Jornal Cataguases, 15.03.1910), sendo a maioria dos distritos e zona rural, distribuídos em 22 seções, incluindo as distritais. Apesar das oscilações no número do eleitorado ao longo das décadas de 1910 e 1920, uma vez que o alistamento e o voto não eram obrigatórios, a previsão era de aumentar o número de eleitores, preocupação constante dos políticos, uma vez que esse número demonstrava a força do partido e do chefe político local.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Por outro lado, a competição entre os grupos pela vitória nas urnas levava ao aumento de alistados. Isso fica visível nas constantes campanhas de alistamento e apelo ao comparecimento nas urnas.  
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Durante a primeira república o município realizou cerca de 23 eleições, incluindo eleições federais, estaduais e municipais, Vereadores, Juízes de Paz, Presidente da República e Vice, Presidente do Estado e Vice, Senador, Deputado Federal e Estadual eram escolhidos pelos eleitores, através de eleições diretas. Havia vereadores eleitos pelos distritos, sendo um para cada distrito, inclusive da cidade e 3 vereadores “gerais”. Ao que tudo indica, os vereadores distritais representavam seus distritos na Câmara Municipal e os vereadores gerais, representavam os interesses do município como um todo,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Juízes de paz, Presidente da República e vice, Presidente do Estado e vice, Senador, Deputado Federal e Deputado Estadual eram escolhidos pelos eleitores, através de eleições diretas.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Essas eleições eram realizadas separadamente. Assim, em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1906
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , por exemplo, tivemos: em janeiro, eleições federais para escolha de Senador e Deputado Federal; em 01 de março, eleições para Presidente de Estado e vice -Presidente. Em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1907,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            tivemos em março, eleições para deputados e senadores estaduais e em novembro, eleições municipais para Vereadores gerais e distritais. Estas últimas, eram realizadas de três em três anos. Esse cronograma eleitoral, somado ao fato das eleições federais, estaduais e municipais, serem realizadas separadas, contribuía para que o município vivesse uma intensa atividade eleitoral, praticamente o ano inteiro.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Desde o início de sua carreira política, em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1894,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            como Vereador, Presidente da Câmara e Agente Executivo, até 1920, todo esse processo eleitoral descrito acima, desde o alistamento até a verificação dos poderes, era comandado por
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Astolfo Dutra Nicácio.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Como chefe do partido situacionista local, indicava os candidatos, de Vereador a Presidente da República, acompanhava todos os trabalhos eleitorais, desde o alistamento até a apuração e diplomação dos eleitos. Fazia parte das comissões de alistamento e de diplomação. Nada acontecia no município sem o seu conhecimento e seu aval.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Todavia, isso não significa a ausência de disputas: ocorreram dissidências e oposições que fomentaram significativos embates políticos refletidos no campo eleitoral.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A conquista do eleitorado começava no alistamento. Como o alistamento e o voto não eram obrigatórios, os candidatos tinham que fazer uma grande campanha para alistar os “seus” eleitores.Assim, a campanha de alistamento era uma constante preocupação e ocupava o centro das atenções, tanto dos candidatos como dos partidos. Essa preocupação transparece de forma muito nítida nas intensas campanhas de alistamento feita através dos jornais, convocando os eleitores a se alistarem, publicando edital de alistamento e listas, enfim, sempre lembrando ao eleitor o seu compromisso com as urnas, além dos discursos de apelo à “democracia” e ao “patriotismo”.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O alistamento constituía-se também num importante momento de embate eleitoral. Como para alistar-se o cidadão precisava praticamente montar um pequeno processo, conforme já foi mostrado, tornava-se necessário uma orientação, principalmente para o cidadão mais simples. Esta orientação era dada, obviamente, pelos candidatos interessados naquele voto. Ou seja, alistar um eleitor era um voto contado como certo. É claro que o simples fato do candidato alistar um eleitor não garante o seu voto, contudo, lembrando as práticas clientelistas, para um eleitor que vê o ato do voto como algo que lhe é indiferente – não como instrumento de representação – a eleição é um momento propício para obter algum favor de que precisa e tem no seu voto, um instrumento de permuta. Além disso, a composição da mesa era importante, pois ela tinha o poder de alterar as listas, incluindo ou excluindo nomes, podendo interferir assim, no resultado das eleições.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O alistamento, portanto, tornava-se um momento privilegiado da disputa eleitoral, disputas essas que muitas vezes terminavam nos tribunais. Em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1900
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , dois juízes de paz do distrito de Vista Alegre foram processados por crime eleitoral, sob acusação de ter excluído do alistamento daquele ano cerca de 80 eleitores. O processo narra que o juiz Andrelino Pinheiro Senna procedeu à revisão de alistamento dos eleitores estaduais, recebendo 54 requerimentos de vários eleitores, deferindo uns e indeferindo outros. Findo o prazo para apresentação dos requerimentos encerrou as listas e mandou publicá-las em edital. Porém, antes de findar o termo do edital, o juiz renunciou, alegando que alguns correligionários seus o censuravam por ter alistado eleitores contrários.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O juiz que assume, Gabriel Sally, descumprindo a lei, deixou de fazer registrar no livro próprio do cartório o alistamento feito pelo juiz renunciante. Os prejudicados recorreram e o juiz de direito da comarca mandou que o juiz completasse o alistamento, transcrevendo o nome dos recorrentes no livro próprio. O juiz não cumpriu a sentença do juiz superior. Nas vésperas da eleição de 01 de novembro de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1900
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , os prejudicados reclamaram com o escrivão de paz o registro de seus nomes no livro em cumprimento da sentença do juiz e foram atendidos e o juiz Sally suspendeu-o por 30 dias.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O promotor de justiça acusa o juiz de ter levado o livro de alistamento para sua casa e registrado nomes que bem quis, “desprezando totalmente o alistamento constante do edital publicado pelo juiz Andrelino e formando desta maneira, um novo alistamento fora da época marcada em lei.”
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Processo Crime eleitoral, 1900. CAT – 1 CR. nº 970 Cx. 39. P. 144)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O promotor afirma que o juiz cometeu tal crime para promover seu interesse eleitoral, pois era candidato na eleição. Nas vésperas da eleição, entrou outro juiz de paz, Joaquim Matheus Mendes. Dias antes da eleição, convocou seus amigos e fez nomeações dos mesários da segunda seção, “recaindo em comparsas dele”
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (Processo Crime Eleitoral., 1900. CAT – 1 CR – nº 970 Cx. 39 p. 3)
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Recusou o livro de alistamento oferecido pelo escrivão e utilizou uma lista fornecida pela câmara municipal. Por essas folhas o juiz fez a chamada da eleição, com omissão dos nomes dos cidadãos alistados em grau de recurso, denegando o exercício do voto aos mesmos eleitores que se apresentaram munidos de certidão de seu alistamento. Os eleitores eliminados da lista fizeram declaração do voto perante o tabelião, donde resultou que o juiz Sally, candidato à reeleição ao cargo de juiz, foi derrotado. (Durante a Primeira República havia eleição para Juiz de Paz. As trocas de juízes a que se refere o processo, provavelmente se devem ao conturbado momento eleitoral, com denúncias, renúncias e fraudes.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Possivelmente esses juízes foram nomeados para o período eleitoral, até os juízes eleitos tomarem posse.)
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Como já vimos,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Astolfo Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , como chefe do partido situacionista comandava a política local. Todavia, havia aqueles que contestavam sua “orientação política” e disputavam uma fatia do poder local, tentando derrotá-lo nas urnas.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Mais uma vez, o alistamento será motivo de embate político.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1918
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , a oposição acusa o Juiz Luciano Lima por ter eliminado das listas eleitores da oposição, atrasando os despachos de alistamento, prejudicando inúmeros eleitores, que não foram alistados em tempo hábil e feito alistamento clandestino, favorecendo o partido situacionista chefiado por
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Astolfo Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            .
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A situação, por sua vez, acusa a oposição de alistar menores, analfabetos e pessoas residentes em outras comarcas. Como se vê, a “caça” ao voto e a disputa eleitoral entre as facções políticas rivais começava no alistamento, se estendendo durante toda a campanha. Normalmente, o partido situacionista levava vantagem nesta disputa. Ao fazer a campanha de alistamento nos órgãos oficiais e publicar os editais eleitorais, o chefe político apresentava aos eleitores do “seu” município a chapa oficial e “recomendava” aos seus correligionários sufragarem nas urnas os nomes apresentados, e ainda solicitava: “
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           não desviem seus votos da chapa geral, por consideração de amizade pessoal a um ou a outro candidato da oposição local.”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ﻿
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Foto: Acervo Público - Cataguases - sem referência de data
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Fonte: A disputa de grupos familiares pelo poder local na cidade de Cataguases – práticas, representação e memória.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Dissertação de mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Minas Gerais, pela Professora e Mestre em História,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Odete Valverde Oliveira Almeida.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/WhatsApp+Image+2022-07-18+at+19.23.10+%281%29.jpeg" length="212088" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Tue, 09 Aug 2022 16:33:58 GMT</pubDate>
      <author>karlakatavalverde@hotmail.com (Karla Valverde)</author>
      <guid>https://www.jornalmeiapataca.com.br/a-disputa-eleitoral-em-cataguases-no-periodo-da-republica-velha</guid>
      <g-custom:tags type="string">caldeirãodapolitica</g-custom:tags>
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        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
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        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Astolfo Dutra</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/astolfo-dutra-historia</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Início da vida política - 1900 a 1920
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Astolfo Dutra Nicácio
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Nascido em Santa Rita de Meia Pataca, 17 de dezembro de 1864. Filho do Coronel Pedro Dutra Nicácio e de Raquel Dutra Vieira de Rezende. Formado pela Faculdade de Direito de São Paulo em 1888, exerceu a advocacia em sua cidade natal e de 1890 a 1891 foi juiz municipal daquela mesma cidade.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Na política, foi eleito vereador, agente executivo e presidente da Câmara Municipal de Cataguases. Em 1900, elegeu-se Deputado Estadual de MG, chegando a ser Presidente da Assembleia Legislativa Estadual. Em 1904 foi eleito Deputado Federal pelo seu Estado, tendo sido reeleito em várias legislaturas. Tornou-se Presidente da Câmara de Deputados, presidindo por duas vezes, de novembro de 1914 a julho de 1917 e de julho de 1919 a maio de 1920.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em 1894, Astolfo Dutra Nicácio, inicia sua vida política como vereador e presidente da Câmara Municipal de Cataguases. Desde então, até 1920, a vida política do município passou a girar em torno de sua figura. Vereador, Agente Executivo, presidente do diretório do PRM (Partido Republicano Mineiro), Deputado Federal, presidente da Câmara, membro do Comitê Executivo do partido, a “Tarasca”, nada acontecia sem o seu conhecimento e o seu aval.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Como chefe do diretório municipal do partido, Astolfo Dutra indicava os candidatos a vereadores, juízes, deputados estaduais e federais, senadores, presidentes de estado e da república e vices aos eleitores do “seu” município e seus correligionários.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Acompanhava os trabalhos de alistamento, composição das mesas, eleição e apuração. Como ainda não havia o cargo de prefeito (criado em 1930), o município era administrado pelo Agente Executivo. Este era normalmente o presidente da câmara, escolhido entre os vereadores, para o mandato de um triênio, podendo ser reeleito.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            É o caso do
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Coronel Araújo Porto,
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            que ocupou o cargo de 1901 a 1910, sendo substituído pelo Coronel João Duarte, que ficou no cargo até a década de 1920. A atuação político administrativa dos agentes executivos, normalmente estava em consonância com as orientações políticas do chefe.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Estabelecia-se uma espécie de “rede clientelar”. É comum encontrarmos, junto às instruções gerais para as eleições, a lista dos candidatos recomendados pelo chefe e pelo agente executivo e logo abaixo, um aviso: “nada de votos divergentes”
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (Jornal Cataguases, 21.03.1926).
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            E normalmente, a chapa indicada ganhava as eleições.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Todavia, isso não quer dizer que não ocorressem rupturas e dissidências. No período que estamos enfocando aqui, 1889 a 1920, encontramos dois momentos de forte oposição política, quando as “orientações políticas” do chefe Astolfo Dutra são contestadas.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O primeiro foi na eleição federal de 1910 e o segundo nas eleições municipais de 1918.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Nas eleições federais de 1910, a situação municipal apoiou as candidaturas de Hermes da Fonseca (Presidente do Brasil de 1910 a 1914) e Wenceslau Brás (Presidente do Brasil de 1914 a 1918), para Presidente da República e vice-presidente. Entretanto, podemos detectar uma forte manifestação da dissidência, inclusive dentro da própria câmara, criticando a política “interventora” de Wenceslau Brás, então presidente de estado, no município.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Jornal Cataguases, 03.02.1910)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A oposição chegou a distribuir panfletos pela cidade, contendo críticas ao presidente de Minas. Por outro lado, a campanha civilista de Rui Barbosa (um dos intelectuais mais conhecido de seu tempo) ganhou adeptos e defensores no município. Portanto, a eleição presidencial de 1910, foi bastante disputada a nível municipal e os civilistas marcaram forte e severa fiscalização no dia das eleições.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Apesar de tudo, o resultado das urnas confirmou a força política de Astolfo Dutra: na cidade, Hermes da Fonseca obteve 313 votos contra 205 de Rui Barbosa. Somando os distritos, essa diferença aumenta: 1.608 votos para Hermes da Fonseca e 912 para Rui Barbosa.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O mesmo ocorreu nas eleições estaduais desse ano: a oposição local sustentou a candidatura de Manoel Thomas de Carvalho Brito (promotor, industrial, fazendeiro, Deputado Estadual, Secretário de Estado e fazia parte da elite administrativa e governamental do estado de MG) contra o candidato do PRM (Partido Republicano Mineiro), Júlio Brandão (Presidente da Câmara e Agente Executivo Municipal; Deputado e Senador Estadual; Deputado e Senador Federal; Presidente da Câmara dos Deputados e Líder da Maioria; Vice-Presidente e duas vezes Presidente do Estado de Minas Gerais e em todos esses cargos deixou sinais indeléveis da sua marcante personalidade, enérgica, culta, trabalhadora e honesta).
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Mais uma vez, a chapa de Astolfo Dutra vence as eleições no município, com exceção dos distritos de Itamarati e Sereno, domicílio dos chefes da oposição.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Itamarati:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Carvalho Brito: 123 votos;
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Júlio Brandão: 104 votos;
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Sereno:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Carvalho Brito: 127 votos;
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Júlio Brandão: 64 votos;
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Total do município:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Carvalho Brito: 411 votos;
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Júlio Brandão: 1.474 votos
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Jornal Cataguases, 13.03.1910).
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O segundo momento de forte oposição ocorreu em 1918, em ocasião das eleições municipais. Como sempre acontecia, o partido situacionista local, dirigido por Astolfo Dutra, soltou um boletim apresentando a chapa a ser sufragada nas eleições municipais de 1º de novembro.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A oposição, por sua vez, começou a se movimentar. Dissidentes e oposicionistas formaram um grupo que ficou conhecido como “União”. Entre eles estavam: Otávio Tostes, ex-delegado, Justino Pereira, chefe da oposição em Miraí e o coronel Araújo Porto, ex-agente executivo.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A “União” apresentou seus candidatos e fez uma forte campanha, utilizando-se da imprensa panfletária para divulgar suas ideias e principalmente, atacar o chefe político local.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O clima conflitante da disputa entre as duas chapas pode ser percebido através das acusações trocadas mutuamente, encontradas nos jornais: a União acusa o juiz Luciano Lima de ter favorecido os alistandos do partido de Astolfo Dutra, de ter retardado os despachos e de ter eliminado sumariamente cerca de 600 eleitores oposicionistas. O juiz se defende alegando que a oposição fez alistar analfabetos, menores e pessoas residentes em outras comarcas e afirma que Astolfo Dutra nunca lhe pediu favor no desempenho de seu cargo.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (Jornal Cataguases, 20.10.1918)
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A situação também ataca, procurando ridicularizar a oposição, identificada como um pequeno grupo heterogêneo, que se uniu de última hora para atacar o prestígio político de Astolfo Dutra na cidade e que não representa sequer um terço do eleitorado. Num outro manifesto, Astolfo Dutra pede aos eleitores para não desviar seus votos da chapa geral e afirma que o PRM (Partido Republicano Mineiro) será vitorioso. O jornal oficial solta uma nota enobrecendo o partido situacionista por “tolerar opiniões adversas.”
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Jornal Cataguases, 17.10.1918)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Apesar dos tumultos e trocas de injúrias de ambos os lados, podemos perceber que não se tratava de uma disputa “ideológica” ou mesmo programática e sim, de uma disputa política entre “pares”. Vejamos: o Coronel Araújo Porto foi agente executivo por três mandatos consecutivos, e retirado da presidência da câmara pelo voto dos próprios vereadores que o elegeram. Inconformado por ter perdido seu cargo, passou para a oposição.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O caso da dissidência em Mirai é ainda mais significativo: havia nesse distrito um forte movimento separatista. Ao que tudo indica, o processo de emancipação do distrito já estava sendo negociado com Astolfo Dutra. No entanto, a oposição local, aproveitou o momento das eleições para abraçar o projeto de emancipação e romper com o chefe político. Em 1923, o distrito de Miraí conseguiu sua autonomia administrativa. No que se refere às eleições municipais de 1918, a vitória do PRM (Partido Republicano Mineiro) nas urnas confirmou mais uma vez, a hegemonia do chefe político Astolfo Dutra: a situação elegeu 13 vereadores, contra 2 da oposição, um vereador geral e outro, obviamente, do distrito de Miraí.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Em maio de 1920, Astolfo Dutra morre. O diretório regional do PRM (Partido Republicano Mineiro) se reúne para resolver que atitude assumir com a morte de Astolfo Dutra. Vereadores, membros de diretório central, membros dos diretórios distritais e chefes políticos representantes das classes conservadoras decidem continuar o programa político administrativo do chefe, não só em Cataguases, mas com relação ao presidente do Estado. Reiteram seu apoio a Artur Bernardes (foi presidente de Minas Gerais de 1918 a 1922 e presidente do Brasil entre 1922 a 1926. Seus seguidores foram chamados de "bernardistas") e elegem uma comissão para entregar-lhe o original da ata dessa assembleia.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Jornal Cataguases, 06.06.1920)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Com a morte de Astolfo Dutra, Sandoval Soares de Azevedo, vereador, deputado federal e secretário do interior no governo de Mello Vianna, assume a chefia política local e Antônio Lobo Rezende Filho assume o cargo de agente executivo. Assim, a dobradinha que antes era Astolfo Dutra/Coronel João Duarte, passa a ser Sandoval Azevedo/Lobo Filho.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Foto: Astolfo Dutra - Acervo Público - sem referência de data
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Fonte: A disputa de grupos familiares pelo poder local na cidade de Cataguases – práticas, representação e memória.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Dissertação de mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Minas Gerais, pela Professora e Mestre em História,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Odete Valverde Oliveira Almeida
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           .
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Astolfo+Dutra+Nicacio+Neto+-+Acervo+de+Joaquim+Branco.jpg" length="11091" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Thu, 04 Aug 2022 21:06:56 GMT</pubDate>
      <author>karlakatavalverde@hotmail.com (Karla Valverde)</author>
      <guid>https://www.jornalmeiapataca.com.br/astolfo-dutra-historia</guid>
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    <item>
      <title>Manoel Peixoto</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/manoel-peixoto-historia</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Auto-representação - 1930 a 1950
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Manoel Peixoto - Autorrepresentação
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Trabalhador, administrador sério e operoso, realizador, dinâmico, enérgico, empreendedor, animado, patriota, digno, honrado, pacífico, ordeiro, tolerante, democrata, respeitador da lei e do direito. Dono de notável força moral capaz de impor à anarquia a disciplina de seu espírito.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            É um “novo” homem, de valor puro, inflexibilidade serena e nobre, energia austera e franca. Traz a felicidade perdida a Cataguases.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Manoel Peixoto, figura central do movimento que restituiu Cataguases aos dias de paz, ordem e trabalho. Homem de caráter, inteligência lúcida, força de vontade inquebrantável, educado na escola do trabalho, patrimônio moral de nossa terra, devotamento pelo progresso e grandeza do rincão que lhe serviu de berço. “Sua vida pública e particular constitui uma linha reta entre o dever e a honra.”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (Jornal Cataguases, 28.01.1937)
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Irmãos Peixoto:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            homens de trabalho, que colaboram com a riqueza pública com a atividade de seu esforço, progressistas, família que tem feito a grandeza de Cataguases. Homens bons, criteriosos e honestos na administração pública. Amigos dos operários, seus companheiros de luta. Democratas, garantem a vitória do direito e a implantação da liberdade através de pleitos livres, sem coação ou desordens.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            São esses alguns dos adjetivos atribuídos a Manoel Peixoto – e seus irmãos – como pessoa, empresário e político.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Todavia, a maior representação criada pelo chefe de si mesmo e que lhe imprimiu a sua marca – a ele e a sua família – é a de progressista. A imagem do progresso associada ao nome “Peixoto” é uma constante em seus discursos. É ele o grande realizador, o responsável pelo reerguimento da cidade, aquele que reconstitui as forças e impulsiona o progresso. Dinâmico, revitaliza as energias, desperta e levanta o município, intensifica a produção, edifica e embeleza a cidade, anima o comércio, incrementa a lavoura e a indústria.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “Levantemos o município”. Nasce uma nova era de esperanças. Trabalhar, realizar, intensificar a produção, edificar, embelezar a cidade, cuidar da lavoura, animar o comércio, incrementar a indústria, zelar pelos distritos.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Manoel Peixoto orienta a política municipal com a bússola da ordem e do trabalho, congregando as forças em prol da grandeza e prosperidade do município. Novas construções estão se levantando na cidade, reforma de prédios, fundação de mais um banco, reforma de jardins, concerto de estradas e pontes, construção de escolas rurais. A fé e a esperança renascem nos corações. Cataguases marcha a caminho de sua completa redenção, reabilita-se, reconquistando o renome de altivez. Com ele a cidade reanima e caminha rumo a um futuro de grandeza e prosperidade. “Trabalhemos para frente, para o progresso” é o seu lema.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Criadores da indústria em Cataguases, os Peixoto alimentam em suas oficinas mais de 500 operários. São os maiores proprietários da cidade, concorrendo para o aformosamento de uma grande cidade mineira. Banqueiros, possuem seus capitais investidos na lavoura. A indústria açucareira da cidade sobrevive às custas de seu esforço.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Cf. Processo Ação Possessória, 1932. P.211. CDH)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Homens de larga visão comercial, multiplicaram os teares, aumentaram a produção, variaram os produtos, conquistaram mercados. Proporcionam trabalho a dezenas de pessoas na cidade e no campo. A sua produção industrial contribui para a proliferação de inúmeras indústrias menores de peças, manutenção e reparos. A grande indústria arrasta outras pequenas. O crescimento industrial contribui ainda para elevar o nível de instrução, desenvolver o comércio, melhorar os transportes, aumentar a renda do município e promover o crescimento do núcleo urbano.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            “Por sua conta corre 80% da existência dos estabelecimentos de ensino e comércio.”
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Jornal Cataguases, 02.08.1936)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Cataguases atinge notável prosperidade.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Há ainda a possibilidade de uma nova fábrica de tecidos. Irmãos Peixoto já estão em entendimento com diretores da sociedade fabril do Rio de Janeiro para instalar a nova fábrica, “demonstrando seu amor por Cataguases”.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (Jornal Cataguases, 02.08.1936)
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A atmosfera é de entusiasmo. O trabalho será abundante: pedreiros, carpinteiros, tecelões... A renda da municipalidade se elevará, permitindo aparelhar-se com mais eficiência para a assistência racional, as lavouras algodoeiras terão mercado seguro. É a fomentação da vida econômica da cidade e região.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A contribuição da indústria no desenvolvimento urbano é enorme: é um elemento que agita, renova e cria. Trabalhadores de picareta em punho, felizes, carpinteiros e pedreiros sorridentes levantando novos prédios, reconstruindo ou melhorando os já existentes. “Homens rudes, no trabalho pesado, mas trabalhando com alegria, cantando o mesmo hino de louvor que todas as classes sociais...”
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Jornal Cataguases, 27.09.1936)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A cidade foi convertida em uma grande oficina de trabalho.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O desenvolvimento econômico de Cataguases se deve aos seus trabalhos e empreendimento. São eles, a principal alavanca do progresso da cidade, trazendo melhoramentos, empresas e empregos. Empresários, bons administradores, são capazes de “fazer na administração pública aquilo que eles fizeram na administração de seus bens particulares.”
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Processo Crime, 1948. P.8 CDH)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Essa imagem de “homens de progresso”, através da qual Manoel Peixoto e seus irmãos se representavam, interveio eficazmente no imaginário coletivo, sendo interiorizada pela população local, que ainda hoje os vê assim: como empreendedores, progressistas e responsáveis pelo desenvolvimento da cidade.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Mais uma vez, podemos comprovar a força das representações e a sua eficácia sobre o imaginário popular.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Foto: Manoel Inácio Peixoto - Acervo: https://www.camara.leg.br/deputados/3100/biografia  -  sem referência de data
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Fonte: A disputa de grupos familiares pelo poder local na cidade de Cataguases – práticas, representação e memória.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dissertação de mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Minas Gerais, pela Professora e Mestre em História, Odete Valverde Oliveira Almeida.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Manoel+In%C3%A1cio+Peixot+Falecido+em+1962.jpg" length="47071" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Thu, 04 Aug 2022 12:08:41 GMT</pubDate>
      <author>karlakatavalverde@hotmail.com (Karla Valverde)</author>
      <guid>https://www.jornalmeiapataca.com.br/manoel-peixoto-historia</guid>
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      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Manoel-In-C3-A1cio-Peixot-Falecido-em-1962.jpg">
        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
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      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Pedro Dutra</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/pedro-dutra-historia</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Auto-representação - Década de 30
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Jornal Cataguases, 1934
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedro Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            sucedeu seu pai,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Astolfo Dutra
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , na chefia política municipal em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1931
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           .
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Trabalhador incansável, sério, austero, honesto, justo, digno, patriota, cívico, idealista, lutador, bondoso, abnegado, tolerante, sereno, mas enérgico e decidido nos momentos necessários. Homem de elegância moral e espírito de sacrifício exigido a quem exerce um cargo público. Forte em suas convicções e seu credo. Corajoso e tenaz, capaz de enfrentar os poderosos em defesa do interesse público, por isso possui a consciência limpa: “Entre o dilema de renunciar ao dever ou criar inimigos poderosos que juraram derrubar-me, optei pelo exato cumprimento do dever”.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Jornal Cataguases, 05.03.1933)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Essas são algumas das qualidades, pertinentes à personalidade do chefe político, através das quais Pedro Dutra, em seus discursos, projetava ao público uma imagem de si mesmo. Podemos observar que o chefe reúne em si, qualidades de cristão e homem público. Mais do que isso, qualidades de um nobre: honra, bondade, coragem, justiça.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A essas qualidades pessoais, soma-se a lealdade partidária: aliancista desde o início, sempre foi devoto defensor de Olegário Maciel e Antônio Carlos, lutou com eles na Revolução de 1930 e contra São Paulo em 1932, defendeu-os “nas urnas, na imprensa e na praça pública”.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Jornal Cataguases, 09.04.1933)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Lealdade, fidelidade, correção partidária, outros adjetivos que se acrescentam à sua personalidade. Pedro Dutra se auto representa ainda como democrata e cumpridor da lei. Em seus discursos sempre se coloca como defensor do voto livre, da igualdade de direitos, da liberdade, da tolerância e do respeito. Retrata a cabine eleitoral como “templo sagrado”. Reitera constantemente sua crença nas urnas, onde o povo soberano, seleciona os mais capazes, os que promovem o bem coletivo e cuja decisão deve ser respeitada.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Afirma ser incapaz de realizar um ato sequer de violência ou perseguição e se diz tolerante e liberal por permitir que se edite e circule boletins da oposição pela cidade, assegurando a liberdade de imprensa e expressão. Quanto à lei, Pedro Dutra afirma exercê-la em todos os seus atos e que todos devem cumpri-la. Defensor do direito e da justiça, cortou a regalia dos potentados e se refere à lei como um instrumento que iguala a todos: pobres e ricos; patrões e empregados. Demonstra também uma grande preocupação com a legalidade de seu mandato – lembrando que exerce o cargo como prefeito nomeado, em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           1931
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , já que ainda não havia eleição para o mesmo.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Frisa por inúmeras vezes que possui o apoio da população, o reconhecimento, o prestígio e a idolatria do povo, que o elevou ao cargo. Sempre se coloca sob julgamento do “júri popular”, através do qual procura legitimar o seu poder. A opinião pública, segundo ele, é um juiz infalível. Ressalta sempre a “transparência” de sua administração: sua atuação política sempre foi feita às claras, aos olhos de todos, inclusive de seus adversários.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Seu último ato enquanto prefeito foi a prestação de contas diante daqueles que lhe confiaram o mandato, demonstrando elegância moral e honradez. Coloca a escrituração da prefeitura à disposição de qualquer pessoa que queira consultá-la. Trata-se de uma escrituração organizada, não permitindo o desvio de um real sem se saber onde e como ele foi empregado. Ao lado de democrata e cumpridor da lei, o chefe se retrata também como “protetor dos pobres”. Vive em seu meio, escuta-os, comunga com suas preocupações, desce à morada dos pobres para ouvir, ver e atender suas reivindicações e tudo faz para aliviar seu fardo. Não há na história do município chefe político que mais vise o bem-estar dos pobres. Sempre sai em defesa dos operários explorados pelos seus patrões e garante que “a lei que protege e ampara os direitos dos operários dentro em breve será cumprida aqui, quer queiram ou não os magnatas”.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Jornal Cataguases, 09.04.1933)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Uma outra imagem projetada por Pedro Dutra em seus discursos é a de progressista. Ressalta sempre sua atuação no município como impulsionadora do desenvolvimento e da economia. Uma administração fecunda, de intensa operosidade, próspera, intensificadora da vida comercial e de incalculáveis serviços à comunidade. Se auto representa como o “maior construtor que Cataguases já teve”,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (Jornal Cataguases, 12.08.1933)
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            aquele que tem transformado o município, numa cidade moderna, higiênica, ampla e alegre.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Exemplo de febril evolução, trabalho árduo e silencioso que colocou em prática planos de remodelação da cidade em todos os aspectos de suas atividades, conjugando esforços, apagando as dificuldades, reunindo energias, persuadindo e convencendo.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Edificar, renovar, realizar, transformar, são os verbos mais conjugados. Rodovias disseminam-se prodigiosamente, postos higiênicos, escolas, salubridade, embelezamento da cidade, nivelamento de ruas, enfim, a transformação do velho aspecto da cidade, proporcionando o conforto e as exigências da vida moderna.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Contudo, sua imagem mais forte, mais contundente e elaborada, principalmente na primeira fase de sua administração, no início dos anos 1930, é a de “defensor do patrimônio público”
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Jornal Cataguases, 15.08.1931)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            contra os mesquinhos interesses privados.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Pedro Dutra se autointitula “apóstolo do bem público”.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “A personalidade invulnerável do atual administrador advoga tão somente as causas que redundam aos interesses da coletividade cataguasense. Daí o conflito com aqueles que visam o interesse pessoal.”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (Jornal Cataguases, 20.06.1931)
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Lembra que às vezes, o bem particular precisa ser sacrificado em benefício do bem geral, sendo necessário tomar medidas que ferem a interesses pessoais, mas que são requeridas pelo serviço público, por gerar o bem da coletividade.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Lembra também que os negócios públicos pertencem à coletividade, ao público em geral e a ninguém em particular e a função do prefeito é cuidar e zelar pelo patrimônio público, que constitui um bem inalienável.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Esse discurso aparece nos jornais e nos dois processos cíveis de ação possessória movidos contra ele, em 1931 e 1932.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            No primeiro processo,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (Ação Possessória, 1931. Autor: Domingos F. Tostes. CDH)
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           em que é acusado de demolir um prédio particular, portanto, de invasão de propriedade, Pedro Dutra argumenta em sua defesa que o terreno onde está situado o prédio é um patrimônio municipal e recorre às origens do município para sustentar sua argumentação. O terreno foi doado a
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Guido Marlière
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            para que nele fosse fundado um povoado, sendo, portanto, um patrimônio demarcado e de natureza puramente civil.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Guido Marlière
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            delimitou as ruas do povoado, estabelecendo condições gerais para edificações e que assim sendo, o prédio demolido está edificado numa posse da prefeitura e pertence ao patrimônio municipal.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            No segundo processo,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (Ação Possessória, 1932. Autor: Irmãos Peixoto)
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            em que o prefeito é novamente acusado de invasão de propriedade, Pedro Dutra usa o mesmo discurso anterior, ou seja, de defesa do patrimônio público. Argumenta que o terreno foi doado para ser uma praça para uso perpétuo do povo, na qual se poderá edificar coisa alguma de uso particular e cita trechos do artigo 66 do Código Civil, onde se lê que os bens comuns do povo, tais como ruas e praças, pertencem a todos. Os proprietários desses bens é a coletividade, o povo. A administração pública está confiada sua guarda.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Pedro Dutra alega que os bens de uso comum são imprescritíveis e inalienáveis. Estão fora do comércio, não são objetos de negócio, não podem ser vendidos, nem cedidos de forma alguma, por pertencer perpetuamente ao povo, e à prefeitura incumbe a guarda e a gestão das vidas pública.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Mais uma vez cita a lei: compete aos Prefeitos “V – Gerir cuidadosamente o patrimônio municipal, conservando-o e melhorando-o”.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Artigo 12, do Decreto Estadual nº 9.847. In: Processo Cível, 1932. P.149 CDH)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Podemos perceber claramente a postura de “defensor dos interesses públicos” e de “cumpridor da lei” que se arroga Pedro Dutra. Todavia, esse é um pressuposto que precisa ser mais bem explorado, necessitando para tanto, maiores pesquisas, o que ultrapassaria os limites dessa dissertação.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Foto: Pedro Dutra - Acervo de Pedro Dutra - sem referência de data
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Fonte: A disputa de grupos familiares pelo poder local na cidade de Cataguases – práticas, representação e memória
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Dissertação de mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Minas Gerais, pela Professora e Mestre em História, Odete Valverde Oliveira Almeida.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Pedro+Dutra.jpg" length="44258" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Thu, 04 Aug 2022 11:44:36 GMT</pubDate>
      <author>karlakatavalverde@hotmail.com (Karla Valverde)</author>
      <guid>https://www.jornalmeiapataca.com.br/pedro-dutra-historia</guid>
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      </media:content>
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        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Wilson Valverde - História</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/wilson-valverde-historia</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/Jornal.jpg" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Justiça Militar não acreditou em subversão e absolveu os nove réus de Cataguases, em 1967
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Numa sessão que durou cerca de oito horas e trinta minutos, o Conselho Permanente de Justiça, presidido pelo major Jose Vitral Monteiro, absolveu todos os nove réus acusados de práticas de atividades subversivas em Cataguases e outras regiões mineiras. O desfecho do julgamento, que vinha sendo aguardado com expectativa na Zona da Mata, constitui, de certa forma, uma surpresa, pois desde a Revolução de março de 1964 nenhum grupo de cidadãos acusados de vida subversiva obteve absolvição geral.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ocuparam os bancos dos réus os seguintes acusados: Nanto Furtado Siqueira, Gilson Fernandes Chagas, Alaor Bagno, 
           &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
            Rubens Policarpo Meira, Evaristo Garcia de Mattos, Antônio Ribeiro Barroso, Wilson Valverde, Teófilo Anselmo e Jose Rosa Filho, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Fiação e Tecelagem de Cataguases e sobre quem pesaram as acusações mais sérias. Jose Rosa Filho, que sofre de uma hipertensão arterial, obteve permissão do auditor Antônio de Arruda Marques para retirar-se do recinto da sessão, quando se sentisse mal. A decisão foi tomada quando os advogados de defesa expuseram um trabalho de comissão médica, em que se conclui pela deficiência cardíaca do réu.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Absolvido
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A votação se deu por 4 votos contra 1, sendo que o voto vencido ainda somente pretendeu a condenação de dois anos de reclusão para Jose Rosa Filho e Teófilo Anselmo.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A acusação
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            A primeira fase de formação da peça acusatória esteve a cargo do Sr. Paleta Filho, afastado há meses por força de aposentadoria. Passado o trabalho às mãos do primeiro substituto, Joaquim de Faria Filho, este, nas razões finais, pediu a absolvição para dois réus, contra os quais não se reuniu qualquer prova substancial que permitisse uma acusação de prática de subversão. O Sr. Simeão de Faria demorou-se nos exames das ligações entre a cúpula sindicalista de Cataguases e alguns dos mais notórios nomes envolvidos em desordens sociais no Brasil, já julgados e condenados na Auditoria da Quarta Região Militar.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Desenvolveu, como base analítica, comentários sobre o desempenho por parte dos réus (notadamente Jose Rosa Filho) de atividades extra sindicais, como palestras, conferências, passeatas e pregações políticas afinadas com um esquema nacional que intranquilizou o país, até março de 1964. Tratamentos pessoais e trocas de correspondências, percebendo-se a fraseologia esquerdista e esquerdizante da época também foram explorados pelo procurador.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A defesa
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            A defesa teve a atuação de cinco advogados: Jose Roberto Machado, Mario Soares Mendonça, Modesto de Souza, Luiz Jorge Werneck e Manuel das Neves Peixoto. Tiveram um comportamento equacionado, o que pode ser apontado como um dos fatores do seu êxito. Ao comunicar sua decisão, o Conselho citou a improcedência da denúncia e ausência de provas como fator determinante da absolvição, adiantando, também, que será aberto inquérito para apurar a procedência ou não da denúncia de que o réu Jose Rosa Filho teria sido sevícia na fase que antecedeu o julgamento.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Matéria publicada no Jornal Diário da Tarde - Juiz de Fora - sexta feira, 10 de novembro de 1967
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ﻿
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Guerreiros!!!!
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Karla Valverde
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Redatora Chefe
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/md/pexels/dms3rep/multi/pexels-photo-6077181.jpeg" length="124959" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Thu, 14 Jul 2022 00:24:30 GMT</pubDate>
      <author>karlakatavalverde@hotmail.com (Karla Valverde)</author>
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        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
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        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Monumento a José Inácio Peixoto</title>
      <link>https://www.jornalmeiapataca.com.br/monumento-a-jose-inacio-peixoto</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Monumento a José Inácio Peixoto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Arte e Cultura de Cataguases
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Encravado bem no coração da cidade, o Monumento a José Inácio Peixoto, carinhosamente conhecido pela população como Pracinha da Vila Tereza, alcança obras de autores modernistas que marcaram o nome de Cataguases como Princesa Moderna da Mata.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Considera-se Monumento toda estrutura comemorativa em homenagem a uma pessoa relevante para um determinado grupo social, neste caso, por iniciativa dos operários da Cia. Industrial de Cataguases ao industrial José Inácio Peixoto.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Inaugurado em 1956, o Monumento foi projetado em estilo modernista pelo arquiteto Francisco Bolonha é um importante patrimônio cultural reconhecido e tombado pelo IPHAN* em 1994.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Enriquecendo a arquitetura de Bolonha, o Monumento ainda conta com a escultura “A Família” do renomado artista Bruno Giorgi, além do impactante painel em azulejos “As Fiandeiras” de autoria de Francisco Cândido Portinari, que teve sua execução de Américo Braga.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O belo painel em azulejos merece atenção aos detalhes, onde mulheres operárias são celebradas na labuta e registrando a dificuldade da mulher com criança no colo, seus vestidos em retalhos de tecidos estampados fazem analogia à fabricação.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O Monumento a José Inácio Peixoto estará sempre na memória de todos nós cataguasenses, principalmente de quem teve o privilégio de conviver com esta arte desde sempre, que são as famílias da Vila Tereza.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Faço aqui um registro do incansável cidadão, Wilson Valverde, o Cicinho, que, juntamente com sua esposa Lídia Pereira Valverde tiveram um olhar diferenciado para este Monumento zelando pela sua preservação e conservação. Dona Lídia Valverde e seus filhos até hoje residem em frente à Praça Jose Inácio Peixoto
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Virgínia Ribeiro de Souza
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pedagoga
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Responsável pelo Programa de Educação Patrimonial de Cataguases
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/911e89ac/dms3rep/multi/IMG_3652.jpg" alt=""/&gt;&#xD;
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      <pubDate>Tue, 12 Jul 2022 14:46:58 GMT</pubDate>
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